Atlas de Anatomia para Implantodontia
Meio anatômico
podem ser realizadas também na região da diáfise, em casos de
reconstruções maxilofaciais.
Meio anatômico
A região da epífise tibial apresenta uma composição muscular em seu
entorno constituído pela terminação dos músculos anteriores da coxa e
pelas inserções altas dos músculos da perna. Essas inserções musculares
ocorrem nas epífises tibial e fibular que representam a composição óssea da
região.
Estrutura óssea (Figuras 13.1 a 13.3)
É constituído pelas epífises proximais da fíbula e da tíbia e pela
extremidade superior de suas diáfises unidas pelo ligamento interósseo.
FIG. 13.1 O suporte ósseo é constituído pelas epífises tibial e fibular. 1: tíbia; 2: fíbula; 3: patela; 4: fêmur.
FIG. 13.2 Vista anterior da epífise tibial esquerda. 1: côndilo lateral; 2: côndilo medial; 3: tubérculo infracondilar; 4: tuberosidade da tíbia; 5: tubérculo intercondilar lateral; 6: tubérculo intercondilar medial.
FIG. 13.3 Vista superior da epífise tibial. 1: face articular superior medial; 2: superfície articular superior lateral; 3: tubérculo intercondilar lateral; 4: tubérculo intercondilar medial.
Epífise fibular
A epífise proximal da fíbula, de forma ovoide, articula-se por sua face
medial com o côndilo lateral da tíbia. A epífise segue para baixo por um
corpo prismático triangular dobrado em seu eixo.
Epífise tibial
A epífise proximal da tíbia é volumosa e apresenta a forma de uma
pirâmide cortada em sua base superior, constituindo a plataforma tibial
(face articular superior). É formada lateralmente pelos côndilos medial e
lateral, cuja base representa a plataforma tibial.
A plataforma tibial é formada por duas superfícies articulares
ligeiramente côncavas, inclinadas para trás e separadas por tubérculos
intercondilares medial e lateral, à frente e atrás, onde se fixam os
ligamentos cruzados do joelho.
Na face anterior da extremidade proximal da tíbia encontra-se uma
saliência irregular ovalada, a tuberosidade da tíbia, que dá inserção ao
ligamento patelar.
Na região do côndilo lateral, uma elevação constitui a eminência
intercondilar (conhecido anteriormente como tubérculo de Gerdy), que pode ser algumas vezes área doadora de enxerto.
Estrutura muscular (Figuras 13.4 e 13.5)
As extremidades proximais da tíbia e da fíbula dão inserção às terminações
musculares dos músculos da coxa e originam os músculos da perna:
FIG. 13.4 Esquema das relações musculares da área doadora da tíbia; 1: músculo reto femoral; 2: músculo vasto lateral; 3: músculo vasto medial; 4: patela; 5: ligamento da patela; 6: músculo sartório; 7: músculo tibial anterior; 8: músculo extensor longo dos dedos; 9: músculo extensor longo do hálux; 10: músculo fibular longo; 11: músculo gastrocnêmio medial; 12: músculo sóleo; 13: nervo safeno; 14: veia safena magna.
FIG. 13.5 Dissecção da região infrapatelar correspondendo à zona
enquadrada da Figura 13.4. 1: patela; 2: ligamento da patela; 3: músculo extensor longo dos dedos; 4: músculo tibial anterior; 5: músculo sartório.
1. o músculo bíceps femoral, que ocupa a região posterolateral da coxa,
termina por um forte tendão na cabeça da fíbula e por expansões no
côndilo lateral da tíbia e na fáscia dos músculos da tíbia;
2. o ligamento da patela constitui uma lâmina fibrosa espessa, que nasce do
ápice da patela e termina na tuberosidade da tíbia. Esse ligamento é
reforçado por expansões ligamentares originadas do tendão do músculo
quadríceps femoral (vastos lateral, medial, intermédio e reto femoral);
3. o músculo fibular longo insere-se, por seu feixe superior, na face lateral
da fíbula e na porção adjacente do côndilo lateral da tíbia;
4. o músculo tibial anterior, além de suas inserções nos 2/3 proximais da
face lateral da tíbia e da membrana interóssea, fixa-se por meio de
algumas fibras no côndilo lateral da tíbia;
5. o músculo extensor longo dos dedos insere-se, por meio de suas fibras
carnudas, na porção inferior do côndilo lateral da tíbia.
Estrutura vasculonervosa
A região do joelho é rica em elementos vasculonervosos, que orientam os
traçados de incisão nas vias de abordagem cirúrgica.
Vascularização (Figuras 13.6 e 13.7)
A vascularização da região é garantida pela artéria poplítea, que é um ramo
terminal da artéria femoral. No nível do joelho, a artéria poplítea origina
ramos colaterais supra e infra-articulares, laterais proximais e mediais
proximais, que, ao se anastomosarem, constituem a rede vascular do joelho.
A artéria poplítea termina originando a artéria tibial posterior, que segue seu
trajeto inicial, e a artéria tibial anterior, que atravessa o ligamento interósseo
para alcançar a região anterolateral da perna.
FIG. 13.6 Vista de frente da vascularização do joelho. 1: artéria femoral; 2: artéria poplítea; 3: ramos geniculares superiores (artérias superiores lateral e média do joelho); 4: ramos geniculares inferiores (artérias inferiores lateral e média do joelho); 5: artéria anterior; 6: artéria tibial posterior.
FIG. 13.7 Tomografia em 3D mostrando a vascularização da região do joelho. 1: artéria; 2: ramos geniculares superiores (artérias superiores lateral e média do joelho); 3: ramos geniculares inferiores (artérias inferiores lateral e média do joelho); 4: artéria tibial posterior.
Inervação (Figuras 13.8 a 13.10)
O nervo femoral e o nervo isquiático participam com seus ramos da
inervação da região.
FIG. 13.8 Inervação da região infrapatelar da perna. 1: nervo fibular superficial; 2: nervo fibular profundo; 3: nervo safeno; 4: artéria tibial anterior; 5: veia safena magna.
FIG. 13.9 Dissecção mostrando a inervação da região anterolateral da perna. 1: nervo fibular superficial; 2: nervo fibular profundo; 3: artéria tibial anterior; 4: músculo tibial anterior.
FIG. 13.10 Esquema da distribuição do nervo fibular comum (1), ramo anterior do nervo isquiático da perna. 2: ramo cutâneo do joelho; 3: nervo cutâneo sural lateral; 4: nervo fibular superficial; 5: nervo fibular profundo; 6: patela; 7: músculo tibial anterior; 8: músculo extensor longo dos dedos; 9: músculo fibular longo.
O nervo femoral é um nervo misto, que constitui o ramo terminal do
plexo lombar. O nervo safeno, que constitui um de seus ramos terminais,
contorna a face medial do joelho, descendo ao longo da borda posterior do músculo sartório até a articulação do joelho, onde atravessa a fáscia lata,