Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 64 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Meio anatômico

podem ser realizadas também na região da diáfise, em casos de

reconstruções maxilofaciais.

 

Meio anatômico

 

A região da epífise tibial apresenta uma composição muscular em seu

entorno constituído pela terminação dos músculos anteriores da coxa e

pelas inserções altas dos músculos da perna. Essas inserções musculares

ocorrem nas epífises tibial e fibular que representam a composição óssea da

região.

 

Estrutura óssea (Figuras 13.1 a 13.3)

 

É constituído pelas epífises proximais da fíbula e da tíbia e pela

extremidade superior de suas diáfises unidas pelo ligamento interósseo.

FIG. 13.1 O suporte ósseo é constituído pelas epífises tibial e fibular. 1: tíbia; 2: fíbula; 3: patela; 4: fêmur.

FIG. 13.2 Vista anterior da epífise tibial esquerda. 1: côndilo lateral; 2: côndilo medial; 3: tubérculo infracondilar; 4: tuberosidade da tíbia; 5: tubérculo intercondilar lateral; 6: tubérculo intercondilar medial.

FIG. 13.3 Vista superior da epífise tibial. 1: face articular superior medial; 2: superfície articular superior lateral; 3: tubérculo intercondilar lateral; 4: tubérculo intercondilar medial.

 

Epífise fibular

A epífise proximal da fíbula, de forma ovoide, articula-se por sua face

medial com o côndilo lateral da tíbia. A epífise segue para baixo por um

corpo prismático triangular dobrado em seu eixo.

 

Epífise tibial

A epífise proximal da tíbia é volumosa e apresenta a forma de uma

pirâmide cortada em sua base superior, constituindo a plataforma tibial

(face articular superior). É formada lateralmente pelos côndilos medial e

lateral, cuja base representa a plataforma tibial.

A plataforma tibial é formada por duas superfícies articulares

ligeiramente côncavas, inclinadas para trás e separadas por tubérculos

intercondilares medial e lateral, à frente e atrás, onde se fixam os

ligamentos cruzados do joelho.

Na face anterior da extremidade proximal da tíbia encontra-se uma

saliência irregular ovalada, a tuberosidade da tíbia, que dá inserção ao

ligamento patelar.

Na região do côndilo lateral, uma elevação constitui a eminência

intercondilar (conhecido anteriormente como tubérculo de Gerdy), que pode ser algumas vezes área doadora de enxerto.

 

Estrutura muscular (Figuras 13.4 e 13.5)

 

As extremidades proximais da tíbia e da fíbula dão inserção às terminações

musculares dos músculos da coxa e originam os músculos da perna:

FIG. 13.4 Esquema das relações musculares da área doadora da tíbia; 1: músculo reto femoral; 2: músculo vasto lateral; 3: músculo vasto medial; 4: patela; 5: ligamento da patela; 6: músculo sartório; 7: músculo tibial anterior; 8: músculo extensor longo dos dedos; 9: músculo extensor longo do hálux; 10: músculo fibular longo; 11: músculo gastrocnêmio medial; 12: músculo sóleo; 13: nervo safeno; 14: veia safena magna.

FIG. 13.5 Dissecção da região infrapatelar correspondendo à zona

enquadrada da Figura 13.4. 1: patela; 2: ligamento da patela; 3: músculo extensor longo dos dedos; 4: músculo tibial anterior; 5: músculo sartório.

 

1. o músculo bíceps femoral, que ocupa a região posterolateral da coxa,

termina por um forte tendão na cabeça da fíbula e por expansões no

côndilo lateral da tíbia e na fáscia dos músculos da tíbia;

2. o ligamento da patela constitui uma lâmina fibrosa espessa, que nasce do

ápice da patela e termina na tuberosidade da tíbia. Esse ligamento é

reforçado por expansões ligamentares originadas do tendão do músculo

quadríceps femoral (vastos lateral, medial, intermédio e reto femoral);

3. o músculo fibular longo insere-se, por seu feixe superior, na face lateral

da fíbula e na porção adjacente do côndilo lateral da tíbia;

4. o músculo tibial anterior, além de suas inserções nos 2/3 proximais da

face lateral da tíbia e da membrana interóssea, fixa-se por meio de

algumas fibras no côndilo lateral da tíbia;

5. o músculo extensor longo dos dedos insere-se, por meio de suas fibras

carnudas, na porção inferior do côndilo lateral da tíbia.

 

Estrutura vasculonervosa

 

A região do joelho é rica em elementos vasculonervosos, que orientam os

traçados de incisão nas vias de abordagem cirúrgica.

 

Vascularização (Figuras 13.6 e 13.7)

A vascularização da região é garantida pela artéria poplítea, que é um ramo

terminal da artéria femoral. No nível do joelho, a artéria poplítea origina

ramos colaterais supra e infra-articulares, laterais proximais e mediais

proximais, que, ao se anastomosarem, constituem a rede vascular do joelho.

A artéria poplítea termina originando a artéria tibial posterior, que segue seu

trajeto inicial, e a artéria tibial anterior, que atravessa o ligamento interósseo

para alcançar a região anterolateral da perna.

FIG. 13.6 Vista de frente da vascularização do joelho. 1: artéria femoral; 2: artéria poplítea; 3: ramos geniculares superiores (artérias superiores lateral e média do joelho); 4: ramos geniculares inferiores (artérias inferiores lateral e média do joelho); 5: artéria anterior; 6: artéria tibial posterior.

FIG. 13.7 Tomografia em 3D mostrando a vascularização da região do joelho. 1: artéria; 2: ramos geniculares superiores (artérias superiores lateral e média do joelho); 3: ramos geniculares inferiores (artérias inferiores lateral e média do joelho); 4: artéria tibial posterior.

 

Inervação (Figuras 13.8 a 13.10)

O nervo femoral e o nervo isquiático participam com seus ramos da

inervação da região.

FIG. 13.8 Inervação da região infrapatelar da perna. 1: nervo fibular superficial; 2: nervo fibular profundo; 3: nervo safeno; 4: artéria tibial anterior; 5: veia safena magna.

FIG. 13.9 Dissecção mostrando a inervação da região anterolateral da perna. 1: nervo fibular superficial; 2: nervo fibular profundo; 3: artéria tibial anterior; 4: músculo tibial anterior.

FIG. 13.10 Esquema da distribuição do nervo fibular comum (1), ramo anterior do nervo isquiático da perna. 2: ramo cutâneo do joelho; 3: nervo cutâneo sural lateral; 4: nervo fibular superficial; 5: nervo fibular profundo; 6: patela; 7: músculo tibial anterior; 8: músculo extensor longo dos dedos; 9: músculo fibular longo.

 

O nervo femoral é um nervo misto, que constitui o ramo terminal do

plexo lombar. O nervo safeno, que constitui um de seus ramos terminais,

contorna a face medial do joelho, descendo ao longo da borda posterior do músculo sartório até a articulação do joelho, onde atravessa a fáscia lata,