Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 39 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Meio anatômico

FIG. 8.22 Vista lateral de uma mandíbula cujos vasos foram injetados. Uma janela realizada na face vestibular mostra as relações da artéria inferior (1) e do nervo alveolar inferior (2).

 

Quando a mandíbula é estreita, o pedículo da mandíbula situa-se sempre

mais baixo (abaixo dos ápices dos dentes) e equidistante das tábuas ósseas.

Quando a mandíbula é larga, a localização do pedículo é variável:

• se o pedículo é radiologicamente posicionado para cima (cruzando as

raízes dentárias), ele está mais próximo da cortical vestibular;

• se o pedículo é radiologicamente posicionado para baixo, ele está mais

próximo da cortical lingual.

 

Meio anatômico

 

A região molar, além de ser uma zona para implantodontia, também é uma

área doadora de “enxerto ósseo do ramo”. Essa remoção envolve a porção

anterior do ramo da mandíbula, cujos músculos inseridos relacionam-se

diretamente com os retalhos para o acesso cirúrgico.

 

Relações laterais

 

São constituídas pelas estruturas anatômicas da região massetérica anterior

e geniana baixa.

Região de ramo (Figuras 8.23 a 8.26)

As inserções do músculo masseter recobrem a face lateral do ramo da

mandíbula. Em razão da orientação anterossuperior da parte superficial do

masseter, o músculo recobre, anteriormente, as faces vestibulares dos dois

últimos molares. A borda anterior do ramo dá inserção, em sua parte mais

inferior, a fibras da parte profunda do músculo masseter, que se mistura

com o tendão terminal do músculo temporal, formando uma dupla inserção.

 

FIG. 8.23 Vista lateral das regiões massetérica (1) e geniana (2). 3: ducto parotídeo; 4: músculo masseter; 5: veia facial; 6: artéria facial; 7: músculo zigomático maior; 8: músculo abaixador do ângulo da boca; 9: músculo bucinador.

FIG. 8.24 Vista lateral da região massetérica. O músculo masseter (1) recobre a face lateral do ramo da mandíbula. 2: nervo facial.

FIG. 8.25 Vista lateral do músculo masseter, sem sua porção superficial do (1), que permite visualizar as lâminas tendinosas (2) que se inserem no nível do ¼ inferior do ramo.

FIG. 8.26 Vista anterolateral da região massetérica mostrando as inserções musculares na parte anterior e lateral do ramo da mandíbula. 1: músculo masseter; 2: parte profunda do músculo masseter, duplicando à frente com o tendão terminal do músculo temporal; 3: tendão terminal do músculo temporal: 4: músculo pterigóideo lateral; 5: segundo molar mandibular; 6: corpo da mandíbula; 7: músculo pterigóideo medial.

Região molar e pré-molar (Figuras 8.27 a 8.29)

À frente do masseter, a artéria e a veia faciais contornam a boda inferior da

mandíbula, tornando-se superficiais. O músculo bucinador constitui um

plano profundo no qual repousam a artéria e a veia. No ângulo constituído

pelo encontro das inserções inferiores e anteriores do músculo masseter,

pelo osso e pela face lateral do músculo bucinador, passa o nervo bucal. A

veia facial dirige-se de forma retilínea em direção ao canto interno do olho,

margeando a borda anterior do masseter, ao passo que a artéria se dirige

para cima e para frente, formando um trajeto sinuoso em direção à

comissura labial.

FIG. 8.27 Vista anterolateral da região molar da mandíbula. Em frente ao músculo masseter (1), a veia (2) e a artéria faciais (3) caminham pela face lateral do músculo bucinador (4).

FIG. 8.28 Vista lateral da região molar da mandíbula. Em frente ao músculo masseter (1), o nervo bucal (2) aborda a região passando por baixo da expansão lateral (3) da aponeurose do bucinador (4) e se ramifica em inúmeros ramos sobre a face lateral do músculo bucinador (5).

FIG. 8.29 Vista lateral da região molar da mandíbula. O músculo abaixador do ângulo da boca (1), contornado posteriormente pelos feixes do músculo platisma (2), recobre o músculo bucinador (3).

 

Mais à frente, os feixes do músculo platisma recobrem o bucinador e a

artéria facial, duplicando, posteriormente, o músculo abaixador do ângulo

da boca.

 

Relações mediais

 

São constituídas pelas paredes da fossa sublingual e seu conteúdo.

Região de ramo (Figuras 8.30 e 8.31)

As inserções do músculo pterigóideo medial se fixam na extremidade

inferior do ramo, acima do ângulo da mandíbula. Na extremidade inferior

da crista temporal, o músculo temporal se insere por meio de um forte

tendão. Internamente ao tendão do temporal, o nervo lingual penetra na

fossa sublingual, pela parte mais alta do ângulo da mandíbula, formada pela

face medial do ramo e pelo músculo pterigóideo medial.

FIG. 8.30 Vista superior da região molar da mandíbula posterior direita. 1: tendão da parte profunda do músculo masseter; 2: tendão do músculo temporal; 3: crista da região molar em que foram instalados dois implantes nas posições dos dentes 46 e 47; 4: nervo lingual.

FIG. 8.31 Vista superolateral da região molar da mandíbula posterior direita. O nervo lingual (1) chega à fossa sublingual, entre o músculo pterigóideo medial (2), por dentro, e o tendão do músculo temporal (3), por fora.

 

Região molar e pré-molar (Figuras 8.32 a 8.34)

O músculo milo-hióideo se insere na face medial do osso, sobre a linha

milo-hióidea, que constitui o assoalho do espaço, no qual repousa o

prolongamento anterior da glândula submandibular, acompanhada pelo

nervo lingual e pelo ducto submandibular. Internamente, a face lateral da

língua é constituída pelos músculos hioglosso, atrás, e genioglosso, à frente.

FIG. 8.32 Relações internas da região molar da mandíbula. O nervo lingual (1) avança sobre a borda lateral da língua e cruza por baixo o ducto submandibular (2).

 

FIG. 8.33 Parede lateral da língua (ponta puxada para cima) relacionada com a face lingual da região molar. 1: face dorsal da língua; 2: nervo lingual; 3: artéria profunda da língua; 4: ducto submandibular.