Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 40 de 66

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Atlas de Anatomia para Implantodontia

Radiologia e exames de imagem

FIG. 8.34 Dissecção da face ventral da língua. 1: músculo genioglosso; 2: ducto submandibular; 3: nervo lingual; 4: glândula sublingual; 5: rebordo desdentado da região molar.

 

Radiologia e exames de imagem

 

O principal elemento de exploração radiológica dessa região é a radiografia

panorâmica. Os outros tipos de tomada radiográfica também podem ser

explorados, uma vez que existem. Dessa forma, a tomografia

computadorizada constitui o segundo elemento que vai determinar a

viabilidade da instalação de um implante.

 

Radiologia convencional (Figuras 8.35 a

 

8.43)

 

A radiologia panorâmica, seja ela analógica ou digital, permite observar o

pedículo vasculonervoso da mandíbula e conhecer seu posicionamento no

sentido vertical. Anomalias de estrutura podem ser detectadas nesse exame.

FIG. 8.35 Radiografia panorâmica analógica de um indivíduo desdentado maxilar total e mandibular parcial. A qualidade e a morfologia dos pacientes nem sempre permitem visualizar adequadamente o pedículo vasculonervoso da mandíbula.

 

FIG. 8.36 Vista parcial de uma radiografia panorâmica de um espaço desdentado da região molar permite avaliar a altura de osso disponível, comparando-se com a altura de um elemento dentário adjacente.

 

FIG. 8.37 Radiografia panorâmica analógica de um indivíduo desdentado mandibular parcial. Nessa tomada radiográfica, o trajeto do pedículo vasculonervoso da mandíbula é visível bilateralmente até os forames mentuais.

FIG. 8.38 Radiografia panorâmica digital. Essa técnica permite modificar os contrastes em função do que se quer evidenciar. Podem-se observar melhor anomalias ósseas (1), como uma lesão infecciosa.

 

FIG. 8.39 Podem-se utilizar gabaritos de implantes de diferentes tamanhos, considerando, inclusive, as possíveis deformações de imagem, para escolher o implante mais adequado (mesma imagem

da Figura 8.36).

FIG. 8.40 Radiografia periapical de três implantes unidos mostrando áreas de perda óssea na região dos pescoços dos implantes. Apesar disso, a osseointegração está adequada.

FIG. 8.41 Radiografia periapical de um implante unitário mostrando uma boa osseointegração.

FIG. 8.42 Radiografia panorâmica de acompanhamento do tratamento com prótese implantossuportada nas regiões molar e pré-molar mandibular esquerda.

 

FIG. 8.43 Nessa radiografia panorâmica, observa-se uma considerável imagem lacunar (1). Trata-se, nesse caso, de um ameloblastoma.

 

A radiografia panorâmica e as radiografias periapicais permitem

acompanhar a longo prazo a condição óssea peri-implante.

 

Tomografia computadorizada e CBCT (cone

 

beam computerized tomography) (Figuras

 

8.44 e 8.45)

A tomografia computadorizada tornou-se um exame de rotina em

implantodontia na maior parte dos países europeus. Ela permite confirmar o

posicionamento do pedículo vasculonervoso da mandíbula,

simultaneamente, no sentido vertical e transversal. Os exames realizados

pelo Dentascan®, com ou sem guia tomográfico, permitem determinar o

posicionamento ideal dos implantes, tendo como base o planejamento

protético.

 

FIG. 8.44 Tomografia computadorizada. O software indica, em um corte axial, os diferentes planos de corte vestibulolinguais e, por uma linha, o plano de corte panorâmico. Nesse corte axial de um exame para avaliação pré-implante, nota-se uma imagem radiopaca (1) na região molar direita.