Atlas de Anatomia para Implantodontia

Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce · Capítulo 66 de 66

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Técnicas de remoção óssea

FIG. 13.13 Imagem de ressonância magnética do joelho de perfil. Esse tipo de imagem é interessante nos traumatismos do joelho. Seu custo o contraindica para a implantodontia, uma vez que não traz informações determinantes. 1: epífise tibial; 2: côndilos femorais; 3: patela; 4: músculos gastrocnêmios; 5: músculo sóleo; 6: ligamento cruzado anterior; 7: ligamento cruzado posterior (rompido).

 

Imagens radiográficas padrão de frente e de perfil são suficientes para

investigar a região.

 

Técnicas de remoção óssea

 

De acordo com a necessidade, a remoção óssea pode ser feita na região da

epífise, na área do tubérculo infracondilar ou da tuberosidade da tíbia, ou,

ainda, na região de diáfise.

A cirurgia é realizada sob anestesia geral ou eventualmente local. A

perna deve ser mantida semiflexionada com o auxílio de um suporte

posicionado na parte posterior do joelho e ligeiramente em posição supina.

Incisão (Figuras 13.14a 13.17)

 

A incisão depende da área doadora escolhida. Os elementos anatômicos

importantes, como a patela e o côndilo da tíbia, podem ser identificados

através da pele. Pode-se, também, traçar o contorno da fíbula ou dos

principais músculos.

 

FIG. 13.14 Posição operatória para a remoção de enxerto ósseo: o joelho é semiflexionado. 1: patela; 2: epífise tibial.

FIG. 13.15 Pode-se traçar sobre a pele o posicionamento das principais estruturas e das áreas doadoras de enxerto. 1: patela; 2: epífise tibial; 3: fíbula; 4: remoção óssea no nível do tubérculo infracondilar; 5: remoção óssea da tuberosidade da tíbia; 6: remoção óssea da diáfise.

FIG. 13.16 Incisão para remoção óssea na região da tuberosidade da tíbia.

FIG. 13.17 O periósteo é incisado e, em seguida, descolado.

 

No caso de enxerto para a implantodontia oral, as remoções são, em

geral, realizadas na região da eminência intercondilar tibial.

 

Osteotomia (Figuras 13.18a 13.21)

 

A corticotomia é realizada com o osteótomo ou com uma fresa para osso.

Em seguida, o osso esponjoso é retirado com a cureta. Uma compressão

hemostática é posicionada na cavidade remanescente após a remoção do

osso.

FIG. 13.18 Os limites da janela óssea são realizados com a broca. Ela pode ser realizada diretamente com um osteótomo.

FIG. 13.19 A corticotomia é finalizada com um osteótomo.

FIG. 13.20 A remoção de osso esponjoso é realizada com uma cureta.

FIG. 13.21 A cavidade residual da área doadora será preenchida com um material hemostático.

 

Sutura

 

Dependendo da localização, faz-se uma sutura dérmica ou uma sutura com

pontos simples. Curativos Stéri-Strip® podem ser posicionados na área de

incisão para favorecer a coaptação das bordas da ferida cirúrgica.

 

Complicações Complicações não são muito frequentes. Previne-se pelo uso de bandagem

de compressão, aplicação tópica de bolsa térmica e prescrição de anti-

inflamatórios e analgésicos.

 

Leituras sugeridas

Albee, F. Transplantation of a portion of the tibia onto the spine for Pott's disease : a preliminary report. JAMA. 1911; 57:885.

 

Hughes, C. W., Revington, P. J. The proximal tibia donor site in cleft alveolar bone grafting :

experience of 75 consecutive cases. J Craniomaxillofac Surg. 2002; 30:12–16.

 

Tessier, P., Kawamoto, H., Matthews, D., et al. Taking tibia grafts in the diaphysis and upper epiphysis – Tools and techniques : IV. A 650 cases experience in maxillofacial and craniofacial surgery. Plast Reconstr Surg. 2005; 116:47S–53S.

 

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