Atlas de Anatomia para Implantodontia
Técnicas de remoção óssea
FIG. 13.13 Imagem de ressonância magnética do joelho de perfil. Esse tipo de imagem é interessante nos traumatismos do joelho. Seu custo o contraindica para a implantodontia, uma vez que não traz informações determinantes. 1: epífise tibial; 2: côndilos femorais; 3: patela; 4: músculos gastrocnêmios; 5: músculo sóleo; 6: ligamento cruzado anterior; 7: ligamento cruzado posterior (rompido).
Imagens radiográficas padrão de frente e de perfil são suficientes para
investigar a região.
Técnicas de remoção óssea
De acordo com a necessidade, a remoção óssea pode ser feita na região da
epífise, na área do tubérculo infracondilar ou da tuberosidade da tíbia, ou,
ainda, na região de diáfise.
A cirurgia é realizada sob anestesia geral ou eventualmente local. A
perna deve ser mantida semiflexionada com o auxílio de um suporte
posicionado na parte posterior do joelho e ligeiramente em posição supina.
Incisão (Figuras 13.14a 13.17)
A incisão depende da área doadora escolhida. Os elementos anatômicos
importantes, como a patela e o côndilo da tíbia, podem ser identificados
através da pele. Pode-se, também, traçar o contorno da fíbula ou dos
principais músculos.
FIG. 13.14 Posição operatória para a remoção de enxerto ósseo: o joelho é semiflexionado. 1: patela; 2: epífise tibial.
FIG. 13.15 Pode-se traçar sobre a pele o posicionamento das principais estruturas e das áreas doadoras de enxerto. 1: patela; 2: epífise tibial; 3: fíbula; 4: remoção óssea no nível do tubérculo infracondilar; 5: remoção óssea da tuberosidade da tíbia; 6: remoção óssea da diáfise.
FIG. 13.16 Incisão para remoção óssea na região da tuberosidade da tíbia.
FIG. 13.17 O periósteo é incisado e, em seguida, descolado.
No caso de enxerto para a implantodontia oral, as remoções são, em
geral, realizadas na região da eminência intercondilar tibial.
Osteotomia (Figuras 13.18a 13.21)
A corticotomia é realizada com o osteótomo ou com uma fresa para osso.
Em seguida, o osso esponjoso é retirado com a cureta. Uma compressão
hemostática é posicionada na cavidade remanescente após a remoção do
osso.
FIG. 13.18 Os limites da janela óssea são realizados com a broca. Ela pode ser realizada diretamente com um osteótomo.
FIG. 13.19 A corticotomia é finalizada com um osteótomo.
FIG. 13.20 A remoção de osso esponjoso é realizada com uma cureta.
FIG. 13.21 A cavidade residual da área doadora será preenchida com um material hemostático.
Sutura
Dependendo da localização, faz-se uma sutura dérmica ou uma sutura com
pontos simples. Curativos Stéri-Strip® podem ser posicionados na área de
incisão para favorecer a coaptação das bordas da ferida cirúrgica.
Complicações Complicações não são muito frequentes. Previne-se pelo uso de bandagem
de compressão, aplicação tópica de bolsa térmica e prescrição de anti-
inflamatórios e analgésicos.
Leituras sugeridas
Albee, F. Transplantation of a portion of the tibia onto the spine for Pott's disease : a preliminary report. JAMA. 1911; 57:885.
Hughes, C. W., Revington, P. J. The proximal tibia donor site in cleft alveolar bone grafting :
experience of 75 consecutive cases. J Craniomaxillofac Surg. 2002; 30:12–16.
Tessier, P., Kawamoto, H., Matthews, D., et al. Taking tibia grafts in the diaphysis and upper epiphysis – Tools and techniques : IV. A 650 cases experience in maxillofacial and craniofacial surgery. Plast Reconstr Surg. 2005; 116:47S–53S.
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Jean-François Gaudy, Bernard Cannas, Luc Gillot, Thierry Gorce
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