Atlas de Anatomia para Implantodontia
Radiologia e exames de imagem
Nota
Havendo a chance de perfuração da cortical inferior, mesmo que
minimamente durante a instalação de implante em região canina, é
necessário lançar mão de uma compressão por meio de uma bandagem
autocolante por 24 horas.
Radiologia e exames de imagem
O principal instrumento para a investigação radiológica dessa região é a
radiografia panorâmica.
A telerradiografia de perfil foi, durante muito tempo, e ainda continua
sendo para alguns, o único instrumento de análise dessa região de implante.
Existem outros tipos de exames de imagem que podem ser empregados.
A tomografia computadorizada é utilizada na etapa seguinte para
determinar a viabilidade da instalação de um implante.
Radiologia convencional
A radiografia panorâmica é um exame de rotina, que promove informações
gerais sobre a região. Antes de solicitar a tomografia computadorizada, a
telerradiografia de perfil ou as tomografias convencionais permitem avaliar
o volume ósseo.
Radiografia panorâmica (Figuras 10.45 e 10.46)
Oferece uma visão geral da região, mas não permite, na maioria das vezes,
ver o trajeto do pedículo incisivo, em virtude da sobreposição da
protuberância mentual e da visualização parcial do osso, segundo a forma
da mandíbula.
FIG. 10.45 Radiografia panorâmica de um indivíduo desdentado. Pode-se observar o trajeto do canal da mandíbula (1) na região molar e pré-molar. A protuberância mentual (2) traduz-se por uma imagem radiopaca.
FIG. 10.46 Radiografia panorâmica de um indivíduo desdentado que tem implantes na região incisiva. Este exame pode ser usado para fazer o acompanhamento deste paciente.
Nota
Sendo a radiografia panorâmica um exame que mostra apenas a forma
geral da região, uma parte do osso não é incluída neste corte.
Telerradiografia de perfil (Figuras 10.47 e 10.48)
É um exame considerado, por alguns, suficiente para a colocação de
implantes nessa região. A telerradiografia favorece uma avaliação em
escala de 1:1 da área, porém toda a região incisiva é projetada em um único
plano de corte. Não se pode ver, portanto, as irregularidades de contorno
que podem existir.
FIG. 10.47 A telerradiografia de perfil fornece uma vista seccional da região incisiva.
FIG. 10.48 Esta telerradiografia de perfil mostra um implante com um apoio terminal na cortical lingual, após a instalação de um implante na região incisiva.
Radiografia periapical (Figuras 10.49 a 10.51)
Esse tipo de imagem tem um propósito particular, nessa região, sendo
complementar da radiografia panorâmica, pois envolve o osso em toda sua
altura, além de permitir detectar anomalias ósseas não vistas anteriormente.
Esse tipo de imagem pode ser suficiente para acompanhar a osseointegração
do implante ou diagnosticar algum problema infeccioso.
FIG. 10.49 Radiografia periapical mostrando dois implantes bem osseointegrados.
FIG. 10.50 Radiografia periapical de um implante unitário, mostrando a enorme proximidade (1) com o ápice de um incisivo e um fenômeno infeccioso periapical (2). Nesta imagem, vê-se também uma série de imagens radiopacas que pode corresponder a osteomas intraósseos (3) para uns, ou a exostoses ósseas nas tábuas linguais (4), para outros.
FIG. 10.51 Radiografia periapical mostrando uma reabsorção óssea peri-implante nos 2/3 da altura do implante (1).
Tomografia computadorizada (Figuras 10.52
a 10.61)
Se os cortes de aquisição axiais desta região captam toda a altura e a forma
das tábuas ósseas vestibular e lingual, são sobretudo os cortes
vestibulolinguais que favorecerem uma boa avaliação da arquitetura óssea e
mostram o calibre dos vasos perfurantes.
FIG. 10.52 Os cortes axiais de tomografia computadorizada permitem ver adequadamente a espessura das corticais (1) e a qualidade do osso esponjoso (2).
FIG. 10.53 Corte tomográfico reconstruído do plano vestibulolingual, mostrando a situação dos forames vasculares (1).
FIG. 10.54 Corte tomográfico reconstruído no plano vestibulolingual, mostrando um forame vascular calibroso próximo à borda inferior (1).
FIG. 10.55 Corte tomográfico reconstruído no plano vestibulolingual, mostrando um forame vascular retilíneo e calibroso, próximo à borda inferior (1).
FIG. 10.56 Outro corte tomográfico reconstruído no plano vestibulolingual, mostrando uma crista muito reabsorvida e a presença de dois forames vasculares (1).
FIG. 10.57 Reconstrução de uma mandíbula em 3D. Esse tipo de imagem permite visualizar a forma das tábuas ósseas. O seu objetivo é sobretudo pedagógico.
FIG. 10.58 Corte tomográfico no plano vestibulolingual. Nesse corte, o software permite visualizar o implante escolhido na escala 1:1 (1). O forame vascular está representado pelo número (2).
FIG. 10.59 Outro corte tomográfico no plano vestibulolingual. Nesse corte, o software permite visualizar o implante escolhido em escala 1:1 (1) e o eixo do pilar protético (2). O forame vascular está representado pelo número (3).
FIG. 10.60 Corte tomográfico em 3D obtido pelo o software SimPlant ®, Materialise. Nesse corte, o software permite visualizar o implante escolhido em escala 1:1 (1). O forame vascular está representado pelo número (2).