O Chamado do Anjo
Sobre lugares e pessoas...
Alguns leitores, que conhecem a cidade de Manchester, vão se admirar que eu tenha feito Madeline e Danny crescerem em Cheatam Bridge, ao passo que existe ali efetivamente um bairro chamado Cheetham Hill. Não, eu não me enganei. Mas senti necessidade de inventar um bairro para escrever a infância deles — para mim, o romance é um mundo paralelo.
Inversamente, a Juilliard School, essa fantástica escola de artes de Nova York, existe de fato. É uma sede maravilhosa de arte e cultura. Estudantes que têm a sorte de lá exercer seus talentos, não se preocupem, a cena pavorosa que situo na escola de vocês é pura imaginação.
Dentre as referências que atravessam o romance, vocês certamente vão reconhecer, através do papagaio Bóris, uma homenagem a Hergé e seu excêntrico capitão Haddock, ao passo que é evidentemente um excerto da célebre canção de Brassens, “Fernande”, que é reproduzido na abertura do capítulo 3.
Uma última palavra. Há anos venho anotando frases que me fazem sonhar ou rir, que me emocionam ou mesmo me impressionam. Elas vêm, livro após livro, apoiar o que tento transmitir através de um capítulo ou outro. Os leitores franceses e estrangeiros se apegaram a elas, e recebo cada vez mais mensagens me perguntando de onde as tiro. Eis por que encontramos a seguir uma lista de referências. Fico feliz que essas epígrafes sejam portas abertas para o universo de outro autor.