O Jogo em Vermelho
Capítulo 11“
“Era sufocante, muito sufocante.
Ele não conseguia respirar, sentia como se tivesse milhões de pequenos pedaços de vidro em seu peito. Era culpa dele , ele sabia, ele tinha que saber. Ele tinha plena consciência de que não deveria ter provocado a briga, sabia que sua mulher se distraia muito facilmente. Por isso ela não viu o caminhão a tempo de desviar e agora estavam morrendo presos no carro. Podia ouvie ela gemer baixo, tentando acordar e pensar no que fazer. Ele podia sentir que estava perto do fim. Talvez, apenas talvez alguém os salvasse. Talvez ele tivesse uma chance, mas parecia tão pequena...
Sentiu-se culpado quando sua mente imediatamente se desviou da mulher ao lado para sua irmã.
Ela também se sentiu assim? Ela chegou perto da morte, tão perto que poderia ter a tocado. Então era isso? Essa era a sensação de estar morrendo? Ele sabia, ela havia contado, que não havia esperança nenhuma quando tudo o que você sente é dor.
Era diferente, muito diferente.
Ele estava preso em um carro, ele poderia tentar sair dali se sentisse suas pernas. Ele poderia tentar salvar sua mulher. Sua mulher e seu filho... o filho que ele havia esquecido por alguns segundos. Por isso era tão diferente. Ele tentou se concentrar em se movimentar, mas fechar os olhos e deixar sua mente se apagar parecia tão mais simples e tão mais fácil.
Apenas cinco segundos, pensou.
Fechou os olhos e lembranças flutuaram em sua mente por entre a escuridão de dor.
Sons e imagens, cheiros e sabores, toques e sensações.
Sua mulher o abraçando de manhã. Seu filho rindo enquanto ele fazia cócegas em sua barriga. Sua irmã caçula deitada na grama falando algo sobre seu sonho. Ele sorrindo como um bobo na primeira vez que viu seu pequeno bebê. O gosto de café no beijo de sua mulher todas as manhãs. A sensação morna e familiar em ver seu filho dando os primeiros passos. O cheiro doce que sua irmã gêmea tinha depois de tomar banho. A segurança que ele sentia quando seu pai o abraçava.
As lembranças ruins também encontraram uma brecha.
A pedra que marcava o tumulo de seu pai. O desespero nos olhos da irmã gêmea quando não havia esperança. A sensação angustiante de esperar sua irmã acordar. A dor em perceber que sua realidade havia mudado, perceber que as pessoas mudam quando sofrem. A derrota que foi suportar sua irmã mais nova sofrendo em silêncio, se culpando e dizendo que tudo seria melhor se ela não estivesse ali.
E agora, não sabia se morreria ou não.
Apenas sabia que havia vivido alguma coisa real.”
Camile havia passado o último ano tentado se aproximar de Katherine, tentando que ela parasse de rejeitar a amizade que oferecia. Sabia que qualquer um teria desistido no segundo fora — ou seja, em menos de uma hora —, mas ser teimosa era algo que havia herdado. Era de família, ela tinha um orgulho imensurável de dizer que não gostava de desistir. Até Katherine podia afirmar isso, mesmo que a legista não quisesse contato algum, ela sabia que as pessoas não insistiam tanto em algo que era aparentemente sem motivo.
Dois dias sem corpos.
Katherine já estava na quinta dose de vodka quando Camile apareceu no bar. Era um lugar um pouco escuro, desagradável. A fumaça de cigarro preenchia o lugar com um cheiro desagradável que incomodou o nariz da detetive. Ela resmungou e foi direto ao balcão onde Katherine estava, ignorando os sons que vinham dos cantos e também as cantadas idiotas que dois ou três homens bêbados lançaram para ela. Parou ao lado da legista e, antes que ela pudesse colocar a dose para dentro, colocou a mão na boca do copo. Katherine bufou e seguiu a mão com luva de motoqueiro meio dedo até o braço coberto pela jaqueta jeans e ombro até chegar ao rosto da detetive, que a olhava com um olhar preocupado.
— Acho que já bebeu o suficiente, Cooper — ela puxou o copo para si — Não acha?
— Eu sei me cuidar
— Não duvido disso
— Então o que faz aqui?
— Porque acho que você é teimosa o suficiente para tentar ir para casa no seu carro — destampou o copo e o segurou — Estou errada?
— Hm
— Vamos, eu te levo
— Me deixe em paz — resmungou, mau humorada — Eu não estou tão bêbada assim
— Katherine...
— Cale a boca
Katherine rosnou e pegou o copo de volta. Camile suspirou e observou a legista pôr a bebida para dentro. Se conteve para não fazer um escândalo no meio do bar. Estava começando a pensar em uum plano quando um braço envolveu sua cintura e a puxou para perto de um corpo duro. O cheiro de bebida invadiu seu nariz e uma voz masculina sussurrou em seu ouvido:
— E aí, belezinha, sozinha? — ela revirou os olhos e o empurrou delicadamente — Se fazendo de difícil?
— Não estou interessada na sua companhia
Katherine virou o rosto para olhar o que estava acontecendo, sem pensar, apertou o corpo com tanta força que poderia quebrá-lo se fosse algo um pouco mais frágil. Sabia muito bem que nada impedia Simons de ir com ele para casa, mesmo assim ficou irritada. O homem continuou insistindo, prendendo a detetive entre os braços e tentando conseguir levar ela para cama, até Camile perder a paciência e aproveitar que ele estava muito interessado em ganhar um beijo para perceber onde a perna dela estava. Em um movimento rápido e brusco, ela ergueu o joelho e atingiu o homem nas genitais. Ele gritou de dor e se curvou. O barman riu baixo e se inclinou para sussurra no ouvido da detetive:
— Finalmente alguém fez isso
Camile deu um meio sorriso e observou o homem se afastar mancando. Virou em direção a legista, a mulher esticou o braço com o copo para pedir uma nova dose. O barman lançou um olhar rápido para a detetive antes de encher novamente o copo, a legista havia pago pela garrafa inteira, então ele não podia falar nada. Sabia que não deveria falar nada, então estava se controlando para negar.
Se você não pode com o inimigo, junte-se a ele.
Camile revirou os olhos e se encostou no balcão e pediu uma garrafa whiskey, a mais forte que tivesse disponível. Katherine ergueu as sobrancelhas para o ato, ela imaginava que a detetive fosse o tipo de pessoa que nunca bebia. Camile deu de ombros e agarrou a garrafa e um copo, encheu o copo e bebeu em um gole. Katherine percebeu que ela conseguia colocar a bebida amarga garganta abaixo sem nem ao menos mudar a expressão indiferente.
— Achei que você não bebia
— Achou errado — resmungou e encheu o copo outra vez
— Você não deveria beber
— Isso é bem contraditório vindo de você — colocou mais do liquido para dentro — Eu não fico bêbada tão fácil
— Sei... — puxou a garrafa de whiskey e encheu o próprio copo
— Você está roubando a minha bebida — riu baixo e sua expressão voltou a ficar séria rapidamente — Sério, já é o suficiente
— Não, não é — Camile suspirou e segurou o braço da legista, a virou para ficarem uma de frente a outra — Me solte
— Você vem comigo, por bem ou por mal
— Você não pode me obrigar
Camile resmungou e se abaixou, agarrou a cintura da legista e a colocou sobre o ombro. A mulher se debateu e começou a dar socos nas costas da detetive. Katherine esperava qualquer coisa, mesnos que a detetive a carregasse assim para fora do bar. Resmungou e preguejou ainda mais quando ela atravessou a rua, se afastando do carro estacionado em frente ao bar.
— Para onde está me levando?
— Para sua carona — a colocou no chão e apontou para a moto preta ao lado
— Eu não preciso de carona — tentou escapar, mas a detetive segurava sua cintura, Katherine estava tentando mais escapar da sensação que tinha do que efetivamente da detetive — Eu posso muito bem dirigir até minha casa
— Bêbada assim? Dá para sentir seu cheiro de longe — Katherine resmungou — Eu vou te levar
— Você também bebeu
— Não o suficiente — continuou segurando a legista com uma mão e levantou o banco para pegar o capacete, era prata com alguns detalhes brancos — É mais confiável andar de moto comigo do que de carro com você, amanhã te trago aqui e você pega seu carro — soltou Katherine e ofereceu o capacete — Agora, vamos
— Por que você tem dois capacetes? — sua atenção se prendeu a esse fato antes mesmo dela pensar
— Hm, nada demais — abaixou o banco — Coloque logo
Katherine resmungou e girou o capacete para poder colocar. Observou Camile colocar o próprio, que era exatamente igual, a única diferença era o fato dele ser todo preto e os detalhes serem prata. A detetive subiu na moto, Katherine colocou a proteção e subiu atrás da mulher. A parte interna do capacete cheirava a canela, era agradável, a última vez que precisou usar um desses, ele cheirava a suor. Camile riu, o som foi abafado.
— Você precisa se segurar — Katherine revirou os olhos, Camile quase podia ouvir isso, e segurou nas alças atrás dela — Isso aí não é muito seguro
— Pelo que eu saiba, essas alças foram feitas para se segurar
— Você está bêbada, é perigoso
— E onde você quer que eu me segure?
— Adivinhe
— Em você?
— Exato — riu e ligou a moto — Vamos logo, eu não mordo... — "se você não quiser"
Katherine pensou em argumentar, mas era melhor obedecer antes que a detetive fizesse algo para obrigá-la a segurar em si. Desconfortável, Katherine segurou sua cintura. Camile riu, segurou seus pulsos e a fez realmente a abraçar. A legista pensou em reclamar, mas decidiu ficar calada. Se manteve calada, enquanto Camile acelerava pelas ruas, se afastando rapidamente do bar, Katherine acabou apertando mais seus braços ao redor dela. A detetive parou em frente ao condominio em que morava, ergueu o visor do capacete e o porteiro abriu o portão.
— Por que me trouxe aqui? — Katherine perguntou assim que desceu e tirou o capacete
— Porque não gosto muito de onde você mora — deu de ombros e guardou os capacetes — É só uma noite, você não vai morrer por isso — a detetive ergueu uma sobrancelha e lançou um meio sorriso em direção a outra
— Eu sei — arrumou a camisa, olhando para baixo para fugir da sensação de atração — Você não precisa fazer isso
— E você não precisa ficar envergonhada — sussurrou, Camile sabia que não deveria estar sendo tão gentil
— Seria mais fácil se você não fosse tão charmosa — Katherine arregalou os olhos com a própria fala, imediatamente seu rosto ficou vermelho e deu dois passos para trás — Me desculpe
— Tudo bem — falou mais rápido do que deveria, mas depois poderia colocar a culpa na bebida — Podemos culpar a bebida
— Eu não estou bêbada — Katherine sabia que estava apenas dificultando a própria situação, cruzou os braços e ficou o olhar nas pedrinhas no chão
— Não se complique mais — ergueu os olhos, Camile havia se aproximado, as mãos enfiadas na jaqueta — Você não vai querer estragar seu histórico, não é?
— His-histórico? — gaguejou, a detetive estava perto o suficiente para sentir o cheiro de whiskey em seu hálito
— De me tratar mal — perto o suficiente para Katherine enxergar o próprio reflexo nos olhos escuros — Então... você está estragando ele
— Isso importa?
— Talvez...
Katherine podia culpar a bebida por tudo...
Camile não se afastou quando Katherine se aproximou ainda mais. A detetive abaixou o rosto, a legista segurou o rosto dela e a beijou. Camile segurou sua cintura e a puxou para mais perto. Estava frio, estava começando a nevar, mas nenhuma das duas sentia isso. Camile se afastou, puxando o lábio inferior da legista com os dentes no processe e a fazendo gemer baixo. Katherine agarrou seu braço e começou a puxar em direção ao prédio. A legista tinha boa memória, o suficiente para saber qual era o apartamento de Simons. Voltaram a se beijar dentro do elevador, Katherine não sabia a partir de que momento ela havia começado a sentir aquilo, mas estava com muita pressa de atender o desejo. Camile quase não conseguiu abrir a porta, Katherine estava ocupada beijando seu pescoço e a distraindo.
Quente, muito quente.
Um calor deliciosamente poderoso espalhava-se pelo corpo de Katherine. O toque dos dedos de Camile parecia pequenas explosões de fogo, e ela sequer estava tocando sua pele diretamente. Apenas por cima do tecido das roupas, ela imaginava como seria se não houvesse nada, nenhum tecido, entre elas. As mão seguravam firmemente sua cintura, como se encaixassem perfeitamente naquela curva. Katherine sentia os toques com a força de uma bomba, era simplesmente melhor do que havia imaginado.
Os dedos da mão esquerda da legista estavam entre os fios negros, a mão direita agarrava sua nuca com força, tudo isso expressando o quanto desejava aquele beijo. Camile escorregou as mãos para as costas da mulher, deixando uma trilha de fogo, e a envolveu com os braços. Puxou ela ainda mais para si, sem deixar nenhum minimo de espaço entre as duas.
Se separaram do beijo, mas continuaram muito próximas. As testas coladas, os narizes se tocando, as bocas com milimetros de distância, as respirações se misturando.
Camile empurrou Katherine até suas costas baterem na porta. A legista não se importava com a força com o qual era imprensada contra a madeira, ela estava mais concentrada nas sensações que Camile a fazia sentir. O corpo quente contra o seu, muito quente. Os fios macios entre seus dedos, a nuca que parecia em brasa, as mãos que não estavam nem um pouco timídas em tocar seu corpo. Fazendo um caminho de toques excitantes dos mbros até as coxas, apertando cada parte da lateral de seu corpo. A detetive puxou uma das peras de Katherine até a altura de sua cintura, usou toda sua habilidade para tirar o sapato dela. Sorriu quando Katherine tomou impulso e a envolveu com a outra perna também
Camile carregou a legista até o quarto, acendeu a luz com um pouco de esforço, sem vacilar ou interromper o beijo, fazendo esforço para respirar pelo nariz. Sabia que no dia seguinte suas costas iriam ficar queimando, mas não se importou. Ela sabia que se a noite fosse ser tão boa quanto aparentemente seria, esse incomodo ser uma boa consequência.
As duas não reclamariam, afinal, a culpa era da bebida.
Camile gostava de como a legista era leve, pelo menos parecia ser bem leve naquele momento. De como suas pernas a envolviam e apertavam, de como as mãos a agarravam deseperadamente, de como o calor a atingia, de como sentia as curvas do corpo macio contra o seu e de como a mulher a deixava acesa e ofegante. Katherine gostava de como a detetive era forte. De como seus braços a envolviam, de como podia sentir os músculos trabalhando, de como sentia o calor, de como os corpos se tocavam e de como seu beijo podia ser viciante.
Katherine desceu de seu colo e empurrou a detetive até ela se sentar na cama. Camile segurou sua cintura e a puxou para mais perto. Katherine seugurou as lapelas da sua jaqueta e começou a empurrar, Camile deixou o pano passar pelo seu braço e jogou de qualquer maneira no chão. Katherine tirou o casaco, a detetive segurou a barra de sua camisa e puxou até conseguir tirar. Continuou sentada na cama e cheirou sua barriga.
— Você é cheirosa — tocou com as pontas dos dedos a pele
— Você deveria tirar essas luvas — segurou os pulsos da detetive — Não acha?
Camile riu baixo e tirou as luvas, jogou elas para perto da jaqueta. Voltou a tocar Katherine, dessa vez com toda a mão. Beirou o cós do jeans, Katherine apertou seus ombros, sua pele arrepiava-se por onde os dedos de Simons passavam. Ela passou os dedos por baixo do elástico do sutiã, tateou até o fecho. Katherine gemeu baixo com a expectativa. Camile se inclinou para frente e beijou sua barriga, ao mesmo tempo em que tateava o cinto.
— Eu gostaria de saber... — Katherine sentiu os pelos da nuca se arrepiarem com a voz rouca da australiana
— Saber o que? — sua voz falhou levemente — Simons... o que quer saber?
— O quanto... — abriu o cinto devagar — você... — começou a puxar — está molhada.
Tirou o cinto e ergueu os olhos, podia ver o quanto Katherine estava excitada. Ela mal podia ver sua irís azul, ela gostava dos olhos da legista, mas tinha que admitir: aquilo era quente. Arfou ao imaginar como a mulher estava entre suas pernas.
Katherine lambeu os lábio e empurrou Simons até obrigá-la a se deitar. Subiu na cama, colocou um joelho de cada lado de seu corpo, as mãos ao lado de sua cabeça. Camile continuou segurando sua cintura com firmeza.
— Bastante... mais do que jamais fiquei — murmurou tão baixo que Camile não ouviria se ela não tivesse feito isso ao lado do seu ouvido bom — Gosta disso?
— Muito — passou a língua entre os lábios — Muito mesmo
— Sabe de uma coisa que eu não estou gostando nem um pouco? — o olhar de insegurança de Camile fez a legista sorrir — Você tira a minha roupa... mas continua vestida demais
Camile riu.
Beijou a legista e girou as duas sobre a cama. Katherine riu e antes que pudesse reagir, Camile já estava tirando sua calça. A detetive observou o corpo da mulher, tentando absorver o máximo de detalhes. Ela estava se perguntando em que momento algo havia mudado o suficiente para ter Katherine Cooper apenas de calcinha e sutiã brancos em sua cama.
Bendita bebida.
— Você deveria pelo menos tirar a bota...
Camile sorriu e se afastou. Tirou as botas surradas e as meias. O chão estava gelado, ela quase podia ouvir o chiado do contato entre seus pés e o chão. Tirou o cinto e a calça, voltou para a cama enquanto desabotoava a camisa. Katherine já estava a beijando novamente quando tirou a camisa, não queria dar tempo para a legista observar seu corpo. Desceu os beijos pelo queixo, seguiu a linha do maxilar até sua orelha. Sentiu Katherine agarrá-la, suas unhas já começando a marcar a pele. Camile começou a dar leves mordidas em sua orelha, seguiu a linha do maxilar com beijos até a outra orelha e fez o mesmo. Gostava do gosto que a pele da mulher tinha, era gostoso sentir a pele em sua língua.
Katherine cravou as unhas na nuca da detetive, sua mente a fez pensar em como seria se Simons fizesse o que estava fazendo no seu pescoço em outras partes do corpo.
A detetive beijou seu pescoço até o ombro, dando mordidas e marcando sem pudor a mulher. Camile praticamente arrancou seu sutiã, ela desceu marcando o caminho até os seios. Katherine enfiou as unhas com força em seus ombros enquanto sentia a detetive beijar, morder e lamber seus seios. A legista estava se controlando para não gemer alto demais, puxou o sutiã da australiana até conseguir fazê-la tirar a peça. Ergueu um pouco o corpo, observando a expressão de prazer de Katherine enquanto massageava seus seios.
Sorriu e marcou o caminho até a calcinha branca de Cooper. Beijou e mordeu as coxas antes de finalmente tirar a última peça de roupa, a última barreira entre ela e o que tanto desejava. Camile apenas observou por alguns momentos, constatando o quanto a legista estava molhada e sentiu um arrepio subir por sua coluna, sabia que era por sua causa e isso era uma das melhores sensações que alguém pode sentir. Acariciou a virilha da legista, vendo ela se contorcer, tentando receber contato onde tanto precisava. Ajoelhou no chão, puxou Katherine para mais perto, deixando-a na beira da cama e com as coxas em seus ombros.
Katherine tentou se segurar, mas seu gemido saiu particulamente alto quando Camile finalmente a tocou onde precisava urgentemente. Agarrou o lençol enquanto sentia a lingua da detetive se movimentar em seu sexo. Ela sabia muito bem o que estava fazendo, alternando entre lamber e sugar. Quando agarrar o lençol não pareceu mais suficiente, enfiou a mão direita no cabelo da detetive, a prendendo perto de si, e a outra mão foi para seu ombro, as unhas sendo cravadas na pele. Camile sabia que provavelmente algum vizinho reclamaria dos gemidos realmente altos da legista, que desistiu de segurar.
Provavelmente o prédio inteiro ouviu o grito "Camile".
A australiana ficou mais alguns segundos antes de sair do meio das pernas da legista. Engatinhou e a beijou, bem mas calmamente do que antes. Katherine envolveu a cintura da detetive com as pernas, enlaçou o pescoço dela com os braços.
— Isso foi... — suspirou, ainda com os olhos fechados — Maravilhoso
— Obrigada — riu, a expressão pós-orgasmo de Cooper era simplesmente adorável — Eu posso... posso te beijar outra vez?
Katherine sorriu, ainda sem abrir os olhos, e beijou Camile outra vez. Colocou uma perna entre as pernas da detetive e puxou para cima, fazendo pressão e arrancando um gemido da australiana. Toda a excitação voltou quando sentiu Simons gemer por causa dela. Katherine desceu as mãos pelas costas até sua bunda, apertando e a puxando mais para perto. Pressionando sua coxa contra a detetive, que gemeu mais alto. Camile enfiou o rosto no pescoço de Katherine, gemendo e tentando se controlar, suas mãos agarravam o lençol. Por mais que tentasse se controlar, ela não conseguia parar de rebolar contra a perna da legista.
— Ka-Ka-Katherine...
— Apenas sinta — apertou mais sua coxa contra ela
— Estou... sen-sentindo — mordeu o ombro de Katherine enquanto sentia o orgasmo chegando mais perto
— Olhe para mim — Camile ergueu a cabeça para encarar a mulher — Quase lá, certo?
Os olhos de Camile estavam escuros... muito escuros. Katherine continuou pressionando, podia sentir o prazer dela perto. Apertou com mais força, mais um pouco e retribuiria parte do que havia recebido. A australiana tentou abaixar o rosto, mas Cooper segurou seu rosto daquele modo. Com um último empurrão, Camile soltou um som entre um gemido e um rosnado. Ela fechou os olhos, a boca um pouco aberta enquanto respirava rápido e seu rosto estava avermelhado. Katherine a soltou, Camile abaixou o rosto e enfiou-se no pescoço da legista.
Simons não se lembrava da última vez em que ficou tão excitada que não precisava de toques diretos para chegar ao limite.
— Eu não me lembro da última vez que... que me senti assim — Katherine murmurou
— Culpa da bebida — Camile sorriu — Eu também não me lembro
— Isso é bom...
A australiana beijou seu pescoço, Katherine gemeu baixo com isso. Desceu a mão entre as duas e sentiu como a legista ainda estava excitada por ela. Sentiu as unhas arranharem suas costas e gemeu baixo.
A noite mal estava começando.