Química Orgânica: Uma Aprendizagem Baseada em Solução de Problemas (Vol. 2, 3ª Edição)

Capítulo 2 Espectroscopia de Rmn

A espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN) é a mais útil das técnicas para determinação de estruturas que você vai encontrar no seu livro-texto. A análise de um espectro de RMN fornece informações a respeito de como os átomos individuais de carbono e hidrogênio estão ligados entre si em uma molécula. Tais informações nos possibilitam determinar a estrutura carbono–hidrogênio de um composto, de forma bem semelhante a peças de quebra-cabeças que podem ser montadas formando uma figura.

Seu livro-texto fornecerá uma explicação da fundamentação teórica da

espectroscopia de RMN (como ela funciona). Eis um rápido resumo.

O núcleo de um átomo de hidrogênio (que é apenas um próton) possui

uma propriedade chamada de spin nuclear. Um verdadeiro entendimento desta propriedade está além do escopo do nosso curso, então, pensaremos nela como uma esfera de carga em rotação, que gera um campo magnético, chamada de momento magnético. Quando o núcleo de um átomo de hidrogênio é submetido a um campo magnético externo, o momento magnético pode alinhar-se ou com o campo (chamado de estado de spin α) ou contra o campo (chamado de estado de spin β). Existe uma diferença de energia (ΔE) entre estes dois estados de spin. Se um próton que ocupa o estado de spin α é submetido à radiação eletromagnética, ocorre uma absorção SE a energia do fóton é equivalente à lacuna de energia entre os estados de spin. A absorção faz com que o núcleo passe para o estado de spin β, e diz-se que o núcleo está em ressonância com o campo magnético externo; daí, o termo ressonância magnética nuclear. Os espectrômetros de RMN utilizam fortes campos magnéticos, e a frequência da radiação normalmente requerida para a ressonância nuclear incide na região de ondas de rádio do espectro eletromagnético (chamada de radiação rf).