A Torre do Amor
Capítulo 2
Foi uma febre que transformou lady Edith Gilchrist no maior sucesso da temporada e rendeu a ela a mão (e possivelmente o coração) do duque de Kinross. Se Edie não estivesse tão doente no próprio baile de debutante, era provável que não tivesse se tornado tão popular. Como sentia a cabeça oca como uma cabaça, tudo o que conseguia fazer era deslizar pelo salão e sorrir. E sorrir.
Foi a fórmula certa para alcançar um sucesso extraordinário.
Na metade da noite, ela já havia dançado com todos os solteiros disponíveis, e duas vezes com o duque de Kinross, com lorde Beckwith e com lorde Mendelson.
Em determinado momento, Layla, sua madrasta, a pegou pelo braço e lhe contou que lady Jersey declarara que ela era a debutante mais encantadora da temporada. Aparentemente, a rainha das damas do Clube Almack – que definia o que era ou não elegante – havia ignorado que, aos 19 anos, Edie era deselegantemente velha.
A jovem apenas sorrira. Tentava manter o equilíbrio.
Quando apareceu na biblioteca do pai no dia seguinte, no final da manhã, com o rosto tão pálido quanto seu vestido branco, as negociações acerca de seu futuro matrimonial já haviam sido concluídas.
Ela manteve os olhos baixos (para esconder o fato de que estavam vermelhos), sorriu quando lhe dirigiram a palavra e disse apenas “Sim, papai” e “Ficarei honrada em me casar com Vossa Graça”.
– A verdade, Edie – declarou a madrasta cinco minutos depois da partida de Kinross, ao conduzir a jovem de volta ao seu quarto –, é que sua febre foi um presente de fada-madrinha. Quem poderia pensar que você fisgaria um duque?
O duque em questão era escocês – um ponto contra –, mas, de acordo com Layla, como Kinross era dono da mais grandiosa propriedade de toda a Escócia, ele poderia ser considerado um inglês honorário e o mais desejável partido no mercado matrimonial.
Edie apenas gemeu e desabou na cama, enfiando o rosto no travesseiro. A cabeça latejava. Sentia-se fraca e, sinceramente, não se lembrava muito bem da aparência de seu noivo. Ele tinha uma bela voz, mas era alto demais, pensou ela. Grande. Pelo menos não era ruivo. Não gostava de ruivos.
– Isso não foi muito gentil – comentou Edith, afundada no travesseiro.
– Você sabe o que quero dizer. Parecia tão bela e pálida… Foi muito encantadora a forma como Mary trançou pérolas em todo o seu cabelo. E você apenas sorriu, em vez de conversar. Isso a tornou muito atraente. Pelo menos para os homens.
– Não acha que ele foi um tanto impulsivo? – balbuciou Edie.
Layla abriu as cortinas e a janela. Edie adorava o seu quarto, grande e arejado, com um parapeito que dava para o jardim nos fundos da casa. No entanto, ela odiava quando Layla se empoleirava ali para fumar cigarrilhas.
– Não fume isso aqui – disse ela depressa. – Odeio o cheiro e estou doente!
Mesmo com a cabeça mergulhada no travesseiro, Edie sabia perfeitamente que Layla não lhe dava atenção. Ouviu a madrasta se ajeitar no seu lugar preferido e acender o cilindro de tabaco na vela, para soltar baforadas na direção do jardim. Layla achava que aquilo era o suficiente para manter a fumaça fora do quarto, mas não era.
– Vou vomitar – reclamou Edie, acomodando o rosto em uma parte da fronha que estava mais fresca.
– Não, não vai. Você está com febre, não com problemas de estômago.
Edie desistiu.
– Meu futuro marido ou é impulsivo ou é estúpido. Nós nos vimos apenas ontem à noite e mal me lembro da aparência dele.
– Não é impulsivo. É másculo. Determinado – retrucou Layla.
– Idiota.
– Você é linda, Edie. Você sabe disso. Pelo amor de Deus, toda a aristocracia londrina sabe disso. É provável que ele tenha ouvido falar de você muito antes de ontem à noite. Todos andam comentando sobre a Encantadora Edith, que por fim fez sua apresentação à sociedade.
– Não se esqueça do Delicioso Dote – disse Edie, revirando os olhos. – É mais importante do que o formato do meu nariz.
– Ele não precisa do seu dote. Você não tem a mínima ideia de quantas jovens tentaram se jogar em cima do duque. Ele era noivo de uma jovem de família escocesa. Tinha um sobrenome que lembrava o nome de alguma ave, não lembro qual. A moça morreu há um ano e ninguém mais conseguiu chamar a atenção dele. Claro, ele ficou de luto por meses.
– Que triste. Talvez ele ainda esteja com o coração partido.
– Pelo que ouvi, estavam prometidos desde o berço, ou algo assim, e ninguém, nem o duque, a conhecia muito bem.
– Ainda acho triste.
– Não seja tão sentimental, Edie. O duque obviamente superou a perda, pois entrou no salão, dançou com você e se apaixonou. – Layla fez uma pausa, quase certamente para soltar um anel de fumaça pela janela. – É bastante romântico, não acha?
– O duque chegou a dizer que se apaixonou? Porque não foi exatamente o que pareceu. Mas minha visão estava tão turva que eu não posso ter certeza.
– Estava escrito no rosto dele.
– Melhor assim, pois ficamos em silêncio absoluto ao dançar na noite passada. – Na cama, Edie se arrastou por alguns centímetros, para esfriar o rosto em outro pedaço do lençol. – Não fique sacudindo essa cigarrilha por aí. A fumaça está entrando no quarto.
– Desculpe.
Houve um momento de silêncio, quando Edie ficou considerando se seria pior morrer de gripe ou se casar com um homem cujo rosto não havia visto com clareza.
– Como ele é? – perguntou ela. – Poderia tocar a campainha para chamar Mary? Minha cabeça está latejando.
– Farei uma compressa fria.
– Não, não saia da janela até terminar isso aí.
– Então como poderei tocar a campainha para chamar Mary?
Mesmo com o rosto enfiado no travesseiro, Edie sabia que Layla permanecia em seu lugar, na janela.
– Você é desprovida de instintos maternais básicos – queixou-se.
– É verdade – concordou Layla, seca. – Melhor assim, levando-se em consideração as circunstâncias.
Depois da morte da mãe de Edie, lorde Gilchrist ficara sem esposa durante um bom tempo – até, aos 36 anos, ficar perdidamente apaixonado por Layla. Edie não simpatizara muito com a madrasta, que tinha um ar sedutor que a menina não conseguiu apreciar aos 13 anos. Na verdade, Edie ficou um tanto revoltada com o fato de o pai se casar com uma jovem de apenas 20 anos, com lábios carmim e belas formas que evidenciavam sua sensualidade.
Alguns anos depois, porém, ela encontrou Layla aos prantos. Descobriu dessa forma como era doloroso ser incapaz de dar um herdeiro a um homem. Com o passar do tempo, tornaram-se grandes amigas. Infelizmente, não foi gerada nenhuma criança. Nos últimos tempos, Layla começara a fumar e desenvolvera um comportamento um tanto imprudente.
– Eu não deveria ter dito isso. Peço desculpas – murmurou Edie.
– Está tudo bem. Provavelmente eu teria sido mesmo uma péssima mãe.
– Não, não seria. Você é engraçada e doce, e se largasse essa cigarrilha e me fizesse uma compressa fria, eu a amaria para sempre.
Layla suspirou.
– Apagou? – perguntou Edie.
– Apaguei. – E então Edie sentiu dedos tocando seu ombro. – Precisa se virar para que eu aplique a compressa.
Edie obedeceu.
– Você também estava maravilhosa ontem à noite, Layla.
Edie estreitou os olhos para ver a madrasta.
Layla vivia fazendo regimes para emagrecer, mas Edie achava que suas formas exuberantes já eram perfeitas.
A madrasta sorriu.
– Obrigada, querida. Quer que eu chame Mary para que ela a ajude a trocar de roupa e se deitar?
– Não. Estou muito cansada.
Desprovida de instinto maternal, ela não insistiu. Layla sendo Layla. Apenas pôs o pano úmido na testa de Edie e atravessou o aposento.
– Vai acender mais um?
– Não, não vou. Vou me sentar diante da lareira, como uma boa madrasta. Talvez eu aprenda a fazer tricô para ser mais realista. Não estou certa se seu futuro marido apreciará minhas qualidades mais excêntricas. Devo desenvolver comportamentos mais respeitáveis para ter permissão de visitá-la.
– Por que está dizendo isso? Ele é um desses cavalheiros completamente formais?
– Não o conheço melhor do que você.
– Mas pelo menos conseguiu vê-lo com clareza e não estava com febre.
– Talvez seja um pouquinho formal – disse Layla. – Nada com que você já não esteja acostumada, levando em conta seu pai.
Algumas gotas escorreram pelo pescoço de Edie. Ela estava tão quente que a sensação foi até agradável.
– Tinha esperanças de não me casar com alguém parecido com papai.
– Seu pai não é tão ruim.
– Ele é ruim, sim. Fica fora de casa o tempo todo e raramente leva você para passear. Sei que é diferente quando estão sozinhos, mas tudo que ele faz no jantar é me dirigir lições de moral. O que é muito injusto, pois nunca dei motivo para isso. Deveria ser mais grato. Na última vez em que estive com a sua mãe, ela me contou tudo sobre Juliet Fallesbury, que fugiu com um lacaio.
Layla soltou uma risada maldosa.
– Mamãe adora essa história porque o apelido do sujeito era Companheiro. Sabe, Edie, seria bom se você se rebelasse um pouco. Não é natural concordar alegremente em se casar com um completo desconhecido.
– Não estou alegre – ressalvou Edie.
– Mas também não está contrariada. Não quero que você deixe seu marido fazer as coisas do jeito dele o tempo inteiro e que ele se transforme em um ditador.
Havia algo no tom de voz de Layla que fez soar um alarme na cabeça de Edie, mas ela estava se sentindo mal demais para entender qual seria o problema, além dos hábitos ditatoriais de seu pai.
– Talvez eu pudesse fugir, me disfarçar de homem e entrar para uma orquestra. Imagine, Layla. Algumas pessoas não fazem nada além de tocar música o dia inteiro. E, à noite, tocam mais, só que para uma plateia.
Algumas notas do prelúdio da o Suíte N 1 em Sol Maior para violoncelo, de Bach, passaram pela cabeça de Edie. A febre fez o arpejo cintilar sobre sua cabeça como se a música flutuasse como óleo sobre água.
– O que estou dizendo é que você deveria ser mais assertiva, Edie. Não é fácil viver com um homem.
– Papai nunca me recusou nada que eu realmente quisesse.
– É verdade, até permitiu que você ficasse em casa e tocasse violoncelo até bem depois da idade em que deveria ter feito sua apresentação à sociedade.
As notas voltaram a se esgueirar na mente de Edie, seduzindo-a a pensar nos acordes do prelúdio de Bach. Deveriam ser fáceis, como um exercício básico, entretanto, de algum modo…
A voz da madrasta se sobrepôs a seus pensamentos:
– O fato é que seu pai está apavorado com a ideia de deixá-la partir. Quem tocará duetos com ele? Com quem ele vai conversar sobre música? Tenha pena de mim, por favor. Não tenho o menor interesse em discorrer sobre violoncelo. Não me importo de ouvir, mas acho o assunto entediante. Ainda assim, estou prestes a encarar uma vida inteira de lenga-lengas sobre arcos e afinação.
– O violoncelo é a única coisa que eu e papai temos em comum. Não consigo me lembrar de ter falado com ele sobre qualquer outro assunto. E agora vou me casar com alguém como ele, mas que provavelmente não entende nada de música?
De fato, se não estivesse tão doente, Edie sentiria uma justa indignação. Mas já estava com tanta pena de si mesma que não sobrava espaço para resmungar sobre o casamento com um filisteu.
– Meus olhos parecem ovos cozidos – acrescentou.
– Sinto muito, querida. Quer que eu chame o médico?
– Não. Ele vai me receitar láudano, o que não vai ajudar. Não é possível curar febres com narcóticos.
– Gosto de láudano – disse Layla. – Só tomei uma vez, mas nunca esqueci como fez me sentir leve e livre, como se não precisasse me preocupar com nada no mundo.
– Preciso me assegurar de que ninguém lhe dê, então. Você provavelmente desenvolveria um vício, como aconteceu com a Sra. Fitzhugh. O Bell’s Messenger afirmou que ela desabou no meio do salão de baile outro dia, e que o marido precisou carregá-la.
– Uma boa razão para evitá-lo. Não estou completamente convencida de que seu pai conseguiria me erguer do chão sem tropeçar.
– Você se importa de molhar o pano mais um pouco?
Layla obedeceu enquanto Edie pensava no iminente matrimônio.
– Por acaso Kinross explicou por que fez uma proposta tão precipitada?
– Foi porque ele se apaixonou por você – respondeu Layla, de imediato, aplicando a compressa sobre a testa de Edie. – Olhou uma vez para as suas tranças douradas, sem falar no resto, tão atraente, e decidiu se livrar da concorrência.
Havia algo de estranho na voz da madrasta…
– A verdade, Layla.
– E, pelo que entendi, ele tinha coisas importantes a resolver. Partiu para Brighton assim que falou com o seu pai.
– Coisas a resolver – repetiu Edie. – Que tipo de coisa?
– Problemas com a nota de 1 libra. Não pense demais no assunto, querida – aconselhou Layla.
Edie ouviu quando a madrasta abriu a caixinha de metal onde guardava as cigarrilhas.
– O que ele falou exatamente?
– Ah, por favor, vamos conversar sobre algo mais interessante! Kinross é dono de uma das maiores propriedades da Escócia. Você nem imagina, Edie. Chegou com duas carruagens, oito lacaios, todos uniformizados. Vi pela janela. Acredito que você vai viver como uma rainha. Seu pai me contou que ele mora em um castelo.
– Um castelo? – Edie assimilou a informação. – E ele nem se deu ao trabalho de me levar para um passeio antes de me transformar na castelã? Poderia esperar até que fizéssemos uma refeição juntos. E se eu tomasse sopa ruidosamente ou chupasse os ossos da galinha? Será que ele tem filhos ilegítimos esperando em casa?
– Duvido. E o que é mais importante: como os pais dele já faleceram, você não terá que lidar com uma sogra escocesa feroz.
– Então o que poderia ser mais importante do que cortejar sua futura esposa?
– Você precisa pensar como um homem, Edie.
– Faça o papel do homem e me ensine.
Layla adotou um tom de voz mais grave e disse:
– Sou o solteiro mais cobiçado no mercado matrimonial. Depois de selecionar a consorte apropriada, deverei informar ao pai da jovem sobre sua boa sorte.
– Não é inteiramente ilógico.
– Seu pai gosta muito do duque.
– Isso não quer dizer nada. Acha que Kinross vai se dignar a voltar a Londres antes do casamento?
– De Brighton, ele seguirá para o casamento do conde de Chatteris. Vamos nos encontrar com ele nessa ocasião.
Edie grunhiu.
– Com uma das garotas Smythe-Smith, não é?
– Honoria. Ela é bem bonita. Sei que você não a acha uma boa instrumentista…
– Não há o que discutir. É terrível.
– Pode ser, mas ela também é extremamente gentil.
– Não gosto de me hospedar na casa dos outros. Nunca encontro tempo para praticar.
– Seu pai espera que você se comporte como uma verdadeira dama agora que teve o seu début, Edie. Isso quer dizer que vai estudar muito pouco quando não estiver em casa.
Edie grunhiu. Não tinha conseguido tocar violoncelo na véspera, por causa da febre, sem falar nos preparativos para o baile. Raramente praticava menos do que cinco horas por dia e não tinha intenção de alterar seus hábitos.
– E se o meu casamento acabar como o seu?
– Não há nada de errado com o meu casamento – comentou Layla.
Edie ouviu a madrasta soltar círculos de fumaça pela janela.
– Vocês dormem em quartos separados.
– Todo mundo na alta sociedade dorme em quartos separados.
– Vocês não dormiam em quartos separados logo depois de se casarem – insistiu Edie. – Vi papai beijando-a muitas vezes e também vi quando ele a ergueu e a carregou sobre o ombro, subindo a escada quase correndo.
Um silêncio seguiu-se a esse comentário.
– Não deveria ter visto isso.
– Por que não? Eu fui um monstrinho com você, mas por dentro estava satisfeita por ver papai tão feliz. Quase esfuziante.
– Pois bem, o casamento é assim – começou Layla. – Esfuziante num momento e indiferente no seguinte.
– Não consigo imaginar Kinross esfuziante.
– Você imaginaria seu pai se comportando de modo efusivo se não tivesse visto com os próprios olhos?
– Não.
– Loucura temporária – disse Layla com tristeza. – Jonas recobrou a consciência e percebeu que sou uma tola, uma cabeça de vento. E isso é tudo.
– Você não é uma tola nem uma cabeça de vento!
– Ouvi essas palavras do próprio, ontem à noite.
– Papai falou isso?
Edie tirou o pano da testa e se apoiou nos travesseiros, olhando com dificuldade para Layla. A cabeça latejava, mas não havia como confundir a expressão triste no rosto da madrasta.
Layla apagou a cigarrilha e devolveu a piteira cor-de-rosa à latinha.
– Vou chamar Mary para que você possa tirar o espartilho e se deitar. Gostaria de tomar um banho frio?
– Sim – falou Edie. – Está mesmo infeliz, Layla?
– É só temporário – respondeu a outra, parando ao lado da cama. – Vou sentir sua falta e acabo ficando agitada com essa ideia. Deixe-me sentir sua temperatura.
– Agora que sou praticamente uma mulher casada, pode me contar aonde papai vai à noite? O que estou querendo saber é… ele tem uma amante?
– Não cheguei a perguntar. – Layla mordeu o lábio inferior e então falou: – Não quero saber. Minha nossa, você está quente. Precisamos esfriá-la.
Ela estendeu o braço para puxar a sineta que convocava Mary.
Edie não conseguia se concentrar em nenhum assunto específico.
– Como é Kinross… de perto, quer dizer…
– Ele tem uma masculinidade feroz. Bonito de um jeito másculo. Ombros largos como os de um cavalo de lavoura, pernas musculosas. Gostaria de vê-lo de kilt. Será que ele vai usar kilt no casamento?
– Você acha que ele tem senso de humor?
E então Edie prendeu a respiração porque, na sua cabeça, essa era a característica mais importante de todas.
Ouvira a vida inteira que era bela, por isso entendia como tal atributo podia ser vazio de significado.
Silêncio.
– Ah, não – gemeu.
– Era uma ocasião muito formal – argumentou Layla. – Dificilmente eu poderia contar a piada do galês e esperar uma reação dele.
– Vou me casar com um escocês do tamanho de uma maldita árvore, sem senso de humor e com tendência a ser impulsivo.
Layla deu de ombros.
– Olhe a boca, pelo menos na presença dele, querida.
– Por quê?
– Ele me pareceu um tanto formal.
Edie grunhiu.
– Vou me casar com meu pai.
– Então seremos duas.