A urdidura do magistério primário na Corte Imperial: um professor na trama de relações e agências
Front Matter / Elementos Pré-textuais / Páginas Iniciales
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Maria Cristina Cardoso Ribas
Tania Maria Tavares Bessone da Cruz Ferreira
Anibal Francisco Alves Bragança (EdUFF)
Angélica Borges
A urdidura do magistério
primário na Corte Imperial
um professor na trama de relações e
agências
Rio de Janeiro
2021
Copyright © 2021, dos autores.
Todos os direitos desta edição reservados à Editora da Universidade
do Estado do Rio de Janeiro. É proibida a duplicação ou reprodução
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Projeto Gráfico e Diagramação Emilio Biscardi
CATALOGAÇÃO NA FONTE
UERJ/REDE SIRIUS/NPROTEC
B732
Borges, Angélica.
A urdidura do magistério primário na Corte Imperial [Livro
Eletrônico] : um professor na trama de relações e agências /
Angélico Borges. - 1. ed. - Rio de Janeiro : EdUERJ, 2021. 1
recurso online
33.630 Kb; EPUB.
ISBN: 978-65-87949-20-8
1. Ensino primário - Brasil - Século XIX. 2. Professores de
ensino primário – Formação. I. Título.
CDU 372.981”18”
Bibliotecário: Rinaldo Cavalcante Magallon CRB-7/5016
Versão digital: Dezembro de 2021
Agradecimentos
Este estudo é fruto da pesquisa de doutorado em educação,
cursado na Universidade de São Paulo, uma instituição pública. Por
isso, eu não poderia deixar de começar agradecendo à população
deste Estado que, com seus impostos, mantêm esta Universidade.
Nela tive a oportunidade de aprender, ampliar horizontes e a minha
rede de contato com diferentes pesquisadores do Brasil e do
exterior, resultando em um percurso formativo de alta qualidade e
em uma experiência acadêmica e de vida muito enriquecedora.
Agradeço ao CNPq pela bolsa de estudos no Brasil, à Capes pela
bolsa de doutorado-sanduíche no exterior, realizado na França, e à
população brasileira que mantém estas duas importantes
instituições de fomento à pesquisa em âmbito nacional.
Agradeço ao professor José Gonçalves Gondra, meu grande
incentivador a fazer o doutorado fora do Rio de Janeiro. Gondra foi
meu orientador na graduação e no mestrado e, com sua fala
eloquente, me convenceu da importância da experiência que, com
certeza, foi um diferencial na minha formação.
À professora Diana Vidal, orientadora do meu doutorado, que
acolheu a carioca do subúrbio com generosidade. Agradeço a
seriedade e a sensibilidade da orientação, bem como a ousadia da
difícil tarefa de me convencer a fazer uma parte do doutorado fora
do Brasil, algo que eu temia por considerar ousado demais. Não
tenho como expressar a gratidão diante do que representou a
experiência para a minha formação acadêmica e para a minha vida.
Às professoras Mônica Dantas e Thaís Nívia Fonseca pela leitura
atenciosa do texto de qualificação e pelas preciosas contribuições
naquela etapa da pesquisa. À Thaís Nívia Fonseca, novamente,
além de Alessandra Schueler, André Luiz Paulilo e Ana Luiza Costa
pela importante participação no exame final do trabalho, em 2014. Aos membros do NIEPHE-USP que me receberam de forma tão
amistosa ao longo dessa jornada acadêmica de quatro anos em São
Paulo, pela gentileza e pelas valiosas contribuições ao meu
trabalho.
À Fernanda Resende, Fabiana Munhoz e Fernanda Moraes pela
amizade e por representarem muito bem a frase de Vinícius de
Moraes: “a vida é arte do encontro, embora haja tantos
desencontros nessa vida”.
Aos amigos do Rio de Janeiro que também fizeram parte dessa
minha trajetória: à Giselle Teixeira e à Marina Uekane, queridas
amigas de longa data, companheiras de muitas histórias
acadêmicas e de vida; à Amália Dias, com quem pude compartilhar
momentos do meu percurso acadêmico aqui e até no exterior; à
professora Alessandra Schueler pela generosidade e contribuições
acadêmicas; à Marta Favaro – a quem tive a feliz oportunidade de
conhecer durante seu doutorado na UERJ – e à Elizabeth Monteiro,
que teve a gentileza de localizar importantes documentos no
NUDOM do Colégio Pedro II para minha pesquisa.
Ao professor Max Butlen, que teve um papel fundamental na
viabilização do estágio de doutorado-sanduíche. Aos professores
que me acompanharam e contribuíram para minha pesquisa na
França: Catherine Dorison, Pierre Kahn, Frédéric Mole, Alexandre
Fontaine e, em especial, à Anne-Marie Chartier pelas valiosas
orientações e comentários. À Solenn Huitric pelo auxílio e acolhida
na pesquisa em Lyon. À minha professora de francês, Beatriz
Guédon de Oliveira, que, pedagogicamente, investiu pesado para
que eu pudesse dominar a língua antes de partir para o estágio.
Às minhas amigas e colegas de trabalho da Escola Municipal
Professora Carmem Corrêa de Carvalho Reis Braz, em Duque de
Caxias, que, apesar de todos os problemas e dificuldades,
bravamente representam a luta dos educadores na educação
pública e que me incentivaram para a realização do doutorado.
Também agradeço à população do município de Duque de Caxias pela oportunidade de ter sido professora pública das séries iniciais
do Ensino Fundamental e por obter licença para estudos para cursar
o doutorado. O direito de licença para estudos constava no Plano de
Carreira do Magistério do município, conquistado depois de muita
luta dos professores da rede, e representava uma importante
política de formação continuada. Infelizmente, esse direito não
existe mais, pois foi retirado do plano em 2019.
À Valéria, Alexandre e Francesco que me abrigaram tão
carinhosamente em São Paulo, tornando muito mais fácil minha
trajetória acadêmica, e com os quais aprendi valiosas lições sobre a
vida.
À minha família, na qual nasci e na qual me agreguei, por todo
apoio, torcida, preocupação e compreensão pelas minhas ausências
por conta de atividades acadêmicas. Em especial, minha mãe
Angela que, diante dos momentos difíceis pelos quais passamos na
nossa história familiar, não fazia ideia de que eu fosse chegar aqui,
mas que em toda sua vida fez por onde isso acontecer.
Ao Diego pelo companheirismo, carinho, atenção, paciência, por
estar ao meu lado nas minhas crises de angústia e tentar facilitar o
máximo possível o meu trabalho.
Lista de abreviaturas e siglas
AGCRJ Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro
AIBA Academia Imperial de Belas Artes
AL Almanak Laemmert
BHVP Bibliothèque Historique de la Ville de Paris
BN Biblioteca Nacional
BNF Bibliothèque Nationale de France
CAPES Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior
CIHELA Congresso Iberoamericano de História da Educação
Latinoamericana
CNPq Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico
EBA- Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de
UFRJ Janeiro
IGIPSC Inspetoria Geral de Instrução Primária e Secundária da
Corte
FEUSP Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
NIEPHE Núcleo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em
História Educação
NUDOM Núcleo de Documentação e Memória do Colégio Pedro II
Lista de quadros
QUADRO Lista de periódicos com o nome do professor Pardal
I
QUADRO Professores e professoras em exercício em 1854
II nomeados antes da Reforma
QUADRO Professores nomeados entre 1854 e 1870
III
QUADRO Professoras nomeadas entre 1854 e 1870
IV
QUADRO Ex-adjuntos X professores regentes
V
QUADRO Membros da Academia Pedagógica
VI
QUADRO Professores nomeados na década de 1870
VII
QUADRO Professoras nomeadas na década de 1870
VIII
QUADRO Professores nomeados na década de 1880
IX
QUADRO Professoras nomeadas na década de 1880
X
QUADRO Estabelecimentos de ensino nas proximidades da Escola
XI Pública de Santa Rita
QUADRO Chave do sistema de ensino da escola de Santa Rita
XII
QUADRO Endereço das escolas públicas primárias da freguesia de
XIII Santa Rita
QUADRO Endereço Largo/Rua da Imperatriz, n. 121 no Almanak
XIV Laemmert (1852 a 1860
QUADRO Ruas das residências organizadas por ordem de
XV quantidade de alunos
QUADRO Irmandades e Confrarias
XVI
QUADRO Sociedades e associações
XVII
QUADRO Listas e abaixo-assinados
XVIII
QUADRO Ex-alunos em ocupações militares
XIX
QUADRO Manoel Nunes Pinheiro e as associações
XX
QUADRO Instituições e comissões com participação de Pardal
XXI
QUADRO Professores no cenário político-eleitoral
XXII
QUADRO Instituições de socorro mútuos e similares
XXIII
QUADRO Instituições recreativas e literárias
XXIV
QUADRO Algumas obras de Rapet e ano das edições localizadas
XXV durante o estágio de pesquisa na França
Table of Contents / Sumário /
Tabla de Contenido
Front Matter / Elementos Pré-textuais / Páginas Iniciales
Prefácio
Introdução
Capítulo I – Gerações docentes em trânsito e o governo da
instrução: trama de relações oficiais e oficiosas
“Pede para ser admitido”
Formação premiada na Academia Imperial de Belas Artes
“Faz ciente que…”
“A fim de ser provida na forma da lei”
“… pede para instruir-se no sistema do Ensino Mútuo”
“… ficam revogadas as disposições em contrário”
Nomeação – “Prestaram juramento e tomaram posse de
seus cargos”
Remoção e permuta – o rodízio como “cultura de
sobrevivência”
Exoneração – “Fatos que motivaram a minha demissão…”
“Seu espírito luzirá eternamente”
Jubilação em uma “carreira honrosa e utilíssima”
Modus docendi: articulações e agências discursivas
“A erudição que neles transluz”
“Sob pena de perder a cadeira”
Capítulo II – Vizinhança escolarizada: a geografia das relações
entre professor, famílias, habitantes e a cidade
A “popular e comercial” freguesia de Santa Rita e sua
escolarização
A Primeira Escola Pública de meninos da freguesia de
Santa Rita
Encarregados da matrícula, sujeitos da cidade
Entre negócios, artes e agências
Votantes, eleitores e partidários: a participação em
processos eleitorais e atividades correlatas
Pais e encarregados no aparato de repressão: Guarda
Nacional, instituições militares, polícia e o júri da Corte
“Para maior brilhantismo”: espaços de sociabilidade,
festejos e organização coletiva
“Sabe ler”: os rumos e percursos de ex-alunos
Capítulo III - A cidade como espaço de intercâmbio cultural,
social e político e de protagonismo docente
Vida comunitária
Política – “Não são esses cidadãos a atividade e o centro
do partido nas suas localidades?”
Associações beneficentes e auxiliadoras
Socorros mútuos, previdência, seguro
Irmandades e ritos religiosos
Atividades recreativas
Capítulo IV – Experiências conectadas: relações e mediações
docentes entre sociedades
As ideias francesas em pauta nas Conferências e na
imprensa
“Dar ao magistério público uma consideração”: a direção
das escolas municipais
“Outros tempos, outras necessidades”: as circunstâncias
de aparecimento de Rapet no Brasil
Jean-Jacques Rapet, suas obras e concepções atraentes
Entre a notoriedade e a insatisfação: o programa
elaborado por Pardal
“Textos sem fronteiras”: o acesso às obras de Rapet
Considerações finais
Referências
Apêndice 1 – Quadro de professoras públicas primárias da
Corte com base nos Relatórios dos Ministros do Império e da
IGIPSC, Almanak Laemmert e Correio Oficial
Apêndice 2 – Quadro de professores públicos primários da
Corte com base nos Relatórios dos Ministros do Império e da
IGIPSC, Almanak Laemmert e Correio Oficial
Apêndice 3 – Quadro de adjuntas com base nos relatórios da
IGIPSC e dos Ministros do Império
Apêndice 4 – Quadro de adjuntos com base nos relatórios da
IGIPSC e dos Ministros do Império
Apêndice 5 – Endereços das escolas (1844-1889 / exceto o
ano de 1883) com base no Almanak Laemmert
Apêndice 6 – Alunos da Escola de Santa Rita e seus
encarregados entre 10/01/1855 e 25/01/1856
Apêndice 7 – Notas de jornais referentes às ocupações dos
alunos e encarregados e outras observações
Apêndice 8 – Quadro de vizinhança dos alunos
Apêndice 9 – Notas de jornais referentes ao professor Pardal
por ordem cronológica
Apêndice 10 – Notas de jornais referentes aos professores que
atuaram nas escolas públicas no mesmo período de Pardal
(1837-1874)
Anexo 1 – Programa das escolas municipais elaborado por
Candido Matheus de Faria Pardal e entregue ao Inspetor Geral
da Instrução
Anexo 2 – Programa apresentado por Candido Matheus de
Faria Pardal em resposta à Circular de 13 de julho de 1872
Sobre a autora