Cenas Contemporâneas
Scena VI.
J a a ( sorrindo ).—snr. D. Leocadia...... snr. D. Leocadia!... (Retira-se).
SCENA VI.
E e L .
E a .—Fallemos seriamente, minha senhora. V. exc. n'um momento de ciume, dignou-se empregar-me no seu serviço como instrumento de barro, que se quebra, feito o serviço, não é verdade?
Ora ande lá... não perca o animo, supposto que o escarlate do pejo não lhe fica mal... acho-a muito mais bella... Parece-me que adivinho o segredo... V. exc. a encontrou em flagrante delicto de ternura o sensivel Jorge com a sensivel Julia... Ferida na sua vaidade, quer vingar-se, e eu represento n'este negocio o tertius sem o gaudet. Perdoará o latim... quiz dizer que represento n'este negocio uma triste figura... Já não é a primeira vez... Não se inquiete, que eu tambem me não incommodo... Tire de mim o partido que quizer...
L .—Snr. Eduardo... não devia fallar-me assim... Essas
palavras são tão repassadas de ironia...
E .—É o meu genio... Sou um Democrito pequenino, porque
tambem são ridiculamente pequenas as cousas que me fazem rir... Ahi vem uma que me arranca do profundo da consciencia uma legitima gargalhada.
L .—Que é?
E .—É a sua amiga Julia pelo braço de Alvaro, em intima conversação... Não acha tudo isto tão comico?