Cenas Contemporâneas
Scena VI.
V .—Não, não... deixa-o... são necessidades organicas...
Eu tambem tenho d'estas tempestades moraes...
V .—Pois sim... pois sim... (Sahem).
SCENA VI.
E , e depois J .
E .—A gargalhada de Alvaro quer dizer muito... ( Ouve-se a aria da Norma).
O maldito veria alguma cousa? Se viu, lá vai a terra todo o meu edificio de virtude... Dizem que ella é facil, eu vejo-me illaqueado n'uma rede tal, que se me descobrem não sei por onde hei-de evadir-me... Que pena se me não deixam ser honrado!... Tenho, só n'um mez, colhido tantas palmas de virtude, que, passados tres, n'este andar, eu todo seria um palmito...
J (agitada).—Eduardo...
E .—Julia...
J .—Pelo amor de Deus, desvanece-me d'uma suspeita que me
despedaça...
E .—Que é?!
J .—Tu amas Leocadia.
E .—É falso...
J .—Mas ella adora-te com delirio...
E .—Que culpa tenho eu?
J (tomando-lhe a mão com frenesi...)—Não me sacrifiques a ella... a nenhuma... porque nenhuma te amará tanto...
J (ao fundo).—Isto é espantoso!...
E .—Não vês que represento um papel hypocrita, tão contra
o meu caracter, para te não perder?