Enlaçados: Sex and Rock
Capítulo 13
A ida para a clínica foi caótica.
A começar que Brian insistiu em dirigir. Pouco familiarizado com as ruas de Vegas, perdeu-se do táxi que indicava o caminho, quando resolveu acelerar e sair costurando em uma avenida reta.
Big era o co-piloto. Sendo ele um gigante, teve o direito de ir no banco do passageiro. Gabe e Mark se espremiam no banco de trás com um dos seguranças. O que os dois adoraram evidentemente... o homem era um macho dos bons.
Gabe já tinha tentado convidá-lo para uma farra, mas o cara, que parecia da CIA, não curtia compartilhamentos como o baixista. Nem a promessa de dividirem Diana fizera o homem mudar de ideia.
— Então, Eliot, há quanto tempo curte segurar no revólver?
O homem, vestido em um elegante terno preto, contorceu-se no banco quando Gabe deu uma apertadinha no joelho dele.
— Estou na área há quinze anos, senhor.
— Hum... que experiente. Gosto disso. — Gabe sorriu malicioso. Brian e Big caíram na gargalhada e continuaram a luta para configurar o GPS do idioma italiano para o inglês. — Sabe, Eliot... nunca segurei um revólver antes. Aposto que o seu é dos grandes e com um cano bem grosso.
— É um Magnum 44, cano longo, senhor.
— Jesus! Cano longo, é? Bem que poderia passar na minha suíte uma hora dessas e mostrar.
O CIA remexeu-se, soltando um leve gemido de agonia. Nestes anos todos em que fazia a segurança do Bellagio, já tinha recebido cantadas de homens, mas aquele artista era insistente.
— Não acho que seria adequado, senhor.
— Não seja tímido, Eliot. É só uma segurada no revólver. — Gabe adorava xavecar, mesmo que não tivesse a intenção de chegar às vias de fato.
— Pelo amor de Deus, Gabe! Dá para deixar o homem em paz? — Mark disse com pena da agonia do moço, que o olhou agradecido.
— O quê? — Gabe fez a cara mais inocente, abusando do seu rostinho de anjo. — É um interesse puramente profissional. Sabia que antes de ser músico, pensei em ser agente secreto? Vocês que têm uma mente suja. Só queria pegar na pistola.
— Sei... nós é quem temos a mente suja. — Brian riu, ainda na luta contra o GPS.
O farol fechou e antes que Gabe pensasse em responder, a atenção dele já tinha mudado completamente de foco. O baixista tinha um déficit de atenção sexual tremendo. Seu interesse mudava de acordo com o que lhe chamasse mais a atenção... e naquele exato momento, eram as três loiras no carro conversível ao lado.
— Não acredito! São os Ultimate! Brian você é um gostoso! — Sem cerimônia, uma delas levantou a camiseta deixando os peitos à mostra. — Me dá um autógrafo?
— A gente ama vocês! Que tal uma festinha privada esta noite? — As outras duas também resolveram mostrar os peitos. — Se o Grandão, aí de preto, quiser participar...
Hey!
Por que eu não?
Sou lindo...
Mark pensou, fazendo cara de nojo para as vadias.
Gabe estava com quase meio corpo para fora do carro, tentando chupar a loira de cabelos compridos. Big jogou um pedaço de papel no carro delas, provavelmente, o número de celular especial fodas.
O baterista era organizado. Tinha um chip diferente para cada cidade em que estavam, o que evitava as perseguições ao seguir em frente. Se retornasse à cidade, era só buscar pelo chip, que ele mantinha meticulosamente catalogado.
— Brian! Brian! — insistia a loira com cabelos platinados. Provavelmente, ela trabalhava como sósia da Marilyn Monroe em uma dessas boates.
— Você é adorável, senhorita, mas sou um homem casado! — Brian gritou e quase engasgou quando ela começou a puxar os mamilos avermelhados para provocá-lo. Eram bonitos, é claro, pareciam naturais. O pau deu uma leve sacudida, mas não eram os peitos empinadinhos que ele estava louco para provar.
— Ai, Brian!! Dane-se a sua esposa, ela não vai ficar sabendo... só uma chupada. Que tal pararmos ali, naquele beco?
— Mais respeito com a minha mulher! — rosnou feio e a moça baixou a blusa sem graça. — Eu vou ficar sabendo, porra! Já disse que não estou interessado!
Brian acelerou, assim que o farol abriu, e desejou ter uma aliança bem grande em seu dedo. Talvez, com o anel, aquelas vagabundas tivessem mais respeito!
Acelerou mais e se não fosse pelo reflexo rápido de Eliot, em segurar Gabe pelo cinto, o baixista teria ficado pelo meio do caminho.
— Está querendo me matar, fala logo, seu bosta! — Gabe rosnou. — Eliot você é o meu herói. Te devo a minha vida! Posso ver a sua pistola?
O segurança encolheu-se.
... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...
Por sorte, encontraram o táxi com os dois outros seguranças, parado a duas quadras dali. Brian tinha se perdido tanto, que nem percebera que estava dirigindo em círculos. Chegando à clínica, em segurança e em sigilo, foram logo atendidos por um médico.
Cada integrante foi encaminhado para uma equipe diferente, na tentativa de agilizarem os procedimentos.
— Brian Theodore Lincoln Pierce! — uma senhora de uns cem anos chamou por ele.
Ao entrar em uma sala branca e esterilizada, a enfermeira pediu que ele sentasse em uma cadeira e foi logo medindo a pressão.
— Então, rapaz? — Ficou óbvio que a mulher não tinha a menor ideia de quem ele era. — Qual pacote pré-nupcial vai ser? Básico ou completo?
— Porra! E eu sei? — exclamou e a senhora fez uma cara muito feia para ele. — Desculpa, quero dizer, não tenho a menor ideia. Nem sabia que existia isso. Qual sai mais?
— O completo. Muitas noivas exigem saber como anda a performance dos meninos. Além de ver se o futuro marido não é um drogado psicopata — disse de forma carinhosa. — A pressão está boa. Perfeita, doze por oito.
— Meninos? — perguntou Brian, arqueando uma sobrancelha para a enfermeira que
auscultava [27] o coração dele.
— Espermatozoides, rapaz. Saber se será capaz de ter garotões tão bonitinhos quanto você. — Apertou a bochecha dele. — Me lembra muito um ator, sabia? Aquele que fez aquele filme... este último... aquele lá...
— Contrato de Risco? Acho que o nome dele é Ian alguma coisa — Brian não completou, não queria a mulher ligando os sobrenomes.
— Esse! O homem é um pedaço de mau caminho... um pão! Ah... se eu tivesse uns dez anos a menos.
Brian riu. Seu pai odiaria saber que tem uma fã apaixonada, de uns cem anos. Iria adorar provocá-lo, dizendo que a senhora viu o primeiro filme dele, quando ela ainda era adolescente. O galã Ian Pierce, ex-007, não era velho, tinha só cinquenta e cinco anos. Estava mais em forma que muitos homens de trinta. Mas seu pai possuía uma vaidade tremenda e um ego enorme, e exigia que todos falassem que tinha quarenta.
— É... dizem que somos parecidos. Apesar de eu ter puxado os olhos de minha mãe. — Torceu para que ela não percebesse o ato falho que acabara de cometer.
— Olhos lindos, realmente! Liz Taylor tinha essa cor violeta. Decidiu? Simples ou completo? Se usa drogas, recomendo não fazer. Pode ter problemas com os federais.
Ele não usava drogas. Aprendeu desde cedo os estragos que aquelas merdas faziam... Não que Brian tivesse uma vontade secreta de ter uma família enorme como a dele. Nada disso... filhos não estavam em seus planos... naquele momento. Porém, era sempre bom saber se os meninos dele estavam bem tratados.
— Completo.
— Ótimo! — disse a senhora ao entregar um pote esterilizado. — Preciso que deposite uma boa quantidade dos seus guerreiros aqui. Acha que vai ter problemas com isso? Posso conseguir revistas ou até mesmo uns vídeos. — A enfermeira apontou a TV de plasma na sala.
Brian negou a ajuda e ficou sozinho na sala. Por via das dúvidas, trancou a porta. A última coisa da qual precisava era de um incentivo. Bastaria pensar em sua linda esposa. Suas bolas estavam cheias e pesadas, desde o momento em que ela aparecera no meio do bar na noite anterior.
Baixou a calça jeans e a boxer. Sentou-se no sofá branco, ao lado da mesa da enfermeira, com seu pote aberto a postos. Aquilo seria rápido. Envolveu o pau, que já estava a meio mastro, com a mão, e começou a delirar no corpo da Lilly.
Começou imaginando como seriam aqueles mamilos rosados ao ficarem excitados quando passasse a língua... experimentando e mordendo os bicos.
Caralho!
Os movimentos da mão intensificaram quando imaginou como seriam a bunda e a boceta. Apostou que a última seria toda rosadinha, como os lábios carnudos da Lilly. Porra! Sempre que se encontraram, ele foi obrigado a fingir desinteresse... então, nunca pôde dar uma boa conferida naquela bunda. As pernas, ele sabia que eram incríveis, já as tinha visto, mas a bunda... a boceta... tomara que fossem boas. Ele gostaria de ter onde apertar e o que chupar... Quando imaginou a depilação, suas bolas contraíram em êxtase.
Qual seria a expressão de Lilly ao gozar usando o pequeno vibrador?
Sentiu inveja do aparelho... entrando e saindo da boceta da esposa.
Como seria o gosto dela?
O movimento de vai e vem, sobre o eixo do pau ficou insano. A cabeça caiu para trás e a respiração ficou pesada. Torceu para que a sala fosse à prova de som. Ele não era exatamente um gozador discreto.
Porra!
Era como esperar pela guitarra mais insana.
As mulheres costumavam depilar tudo, mas ele adorava uma penugem macia e discreta decorando o monte de Vênus. Achava sexy roçar os dedos ali. Intensificava o cheiro delas. Não que Lilly toda depilada fosse um problema, a queria de qualquer maneira.
Uma contração e Brian pôde sentir o primeiro jato de sêmen explodir...
Atrapalhou-se um pouco, tentando mirar o pau grosso e longo no potinho, mas conseguiu encher mais da metade. O resto ficou em sua mão e camiseta. Tomara que fosse suficiente. Não que aquilo seria um problema... do jeito que as imagens eróticas do corpo dela mexeram com ele. Bastariam mais alguns minutos para ele gozar de novo. E olhe que ele nem precisou apelar para a parte imaginativa prática de chupar... foder.
... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...
Depois do elogio que recebeu da enfermeira sobre a boa quantidade de amostra, Brian aguentou firme ser espetado, para que ela retirasse seis ampolas de sangue. Ela lhe entregou três cotonetes enormes. Um para a boca... outro para esfregar no pau e o terceiro para o traseiro.
Explicou-lhe que o procedimento era necessário para verificar possíveis DST's [28].
Porra, aqueles médicos eram realmente exigentes com o troço de sexo seguro!
Fez tudo o que a senhora pediu, sem reclamar.
Quem sabe, se os exames fossem bons... ele poderia deixar de lado os preservativos com Lilly. Fazia um bom tempo, desde a última vez em que fizera pele contra pele... desde Kate.
— Prontinho, senhor Lincoln. Tem um e-mail pessoal no qual eu possa encaminhar os exames?
Brian passou o mesmo que usava para falar com a mãe. Mesmo que tivesse que repassá-los para o tio de Lilly, não era uma coisa que queria circulando pelo e-mail geral da banda.
— Amanhã, até umas três da tarde, o senhor deverá recebê-los. Pagaram uma boa taxa extra. — Sorriu a senhora.
... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...
Na recepção da clínica, Brian encontrou um pequeno caos. Mark estava às voltas com um enfermeiro que ameaçava processar a banda, porque Big dera um soco nele quando tentou espetá-lo.
Pelo que conseguiu entender, o amigo agrediu-o minutos antes de desmaiar ao ver seu sangue sendo coletado. Atualmente, estavam esperando ele acordar. A boa notícia era que tiraram todo o sangue necessário com ele desmaiado.
Já Gabe, desapareceu depois de fazer os testes. Brian soube do fato quando Eliot avisou ao Mark que as imagens das câmeras não registraram a saída do baixista do prédio.
Brian tinha um leve palpite sobre o paradeiro do Gabe, mas resolveu sentar, esperar calmamente e não revelar a tara do amigo por armários e depósitos. Que ele se divertisse um pouco e esquecesse da ideia de compartilhar Lilly. Odiaria ver o baixista da banda subir no palco, com os dois olhos roxos.
Ligou o celular para ver se havia algum recado de Lilly... nada. Então achou melhor retornar umas das quinze ligações da sua mãe.
— Theo, querido! Estava quase louca aqui, te liguei...
— Quinze vezes!
— Ai, filho, sabe que me preocupo com você.
— Estou bem, mãe. — Resolveu não falar que estava fazendo exames em uma clínica. Não agora. Talvez contasse depois de tudo correr bem. Sarah Lincoln era uma mãe coruja. A última coisa da qual ele precisava, era da mãe batendo na porta do seu quarto por não acreditar que seriam apenas exames de rotina.
— Theodore, meu amor — Eita, ferrou, quando ela começava assim... — Os boatos que estão na imprensa são verdadeiros?
— São, mãe.
— Hummm... e quando pensou em me contar que havia conhecido uma moça. Não me diga que foi uma dessas coisas impensadas de Vegas. Jesus, as aproveitadoras...
— Não, mãe. Conheço a Lilly há anos. — Não precisou mentir. — Só que ela estava noiva de outro cara… — Brian contou toda a história para a mãe. Eles nunca tiveram segredos entre eles.
— Uma pena que tenha sido da forma como me contou, filho. — A mãe suspirou no telefone. — Pelo jeito que fala dela, parece que é realmente uma boa moça. Só não quero que se machuque.
— Eu não vou me machucar, mãe.
— Você, eu sei que não vai. Estava me referindo a ela. — A mãe suspirou novamente e ele sabia dos demônios dela. — É muito difícil para uma mulher administrar as fãs e amantes do marido. Mesmo que, no caso de vocês, seja só por um tempo. Pelo que disse, aquele ex-noivo não foi um cara bacana. Fico imaginando como estará a cabecinha dessa moça.
— Por mais inacreditável que pareça, não pretendo fazer algo estúpido ou magoá-la. Sei que fomos meio loucos. — A mãe riu, conhecia muito bem os rompantes do filho. — Simplesmente, não pude vê-la sofrer daquele jeito e perder tudo.
— Por que minha intuição diz que esses não foram os únicos motivos?
Brian sentiu-se desconfortável na cadeira. Sua mãe era foda.
— Porque ninguém me conhece como a senhora.
A mãe riu satisfeita do outro lado da linha.
— Vamos fazer assim, filho. Melhor mantermos segredo sobre os detalhes. Não acho conveniente contar. As meninas não iriam segurar a boca e seu pai... Bem, seu pai é seu pai. Em dois segundos, Hollywood inteira saberia. Ele, provavelmente, não viu a notícia. Está no meio do nada, no set da sequência de Montanha Maldita. Deixa que eu me acerto com ele.
— Obrigado, mãe. Sabe que o seu apoio faz toda a diferença para mim.
— Eu te amo e vou te apoiar sempre. Só diga que fará o melhor que puder. Em breve será a pré-estreia do filme de trabalho do seu pai, ele está esperançoso por uma indicação. Ainda mais porque a música que fiz com a Ultimate está sendo cotada para o Oscar. Sabia disso, Theo? Avise aos meninos da banda por mim.
— Caralho! Não sabia disso! — Brian fechou o punho vibrando, seguido de um YES! silencioso. — Adan vai surtar.
— Nosso dueto ficou muito bom mesmo. — A mãe sorriu carinhosamente. — Nada de fugir da pré-estreia, hein? — Brian odiava aqueles eventos, principalmente, porque a chance de encontrar com pessoas indesejadas era grande. — Preciso que todos estejam lá. O Juiz tem tudo para levar algumas estatuetas para a casa este ano. Como disse, seu pai está animado. Se levarmos o de melhor canção novamente, um campo enorme irá se abrir para você. Segundo Oscar para um jovem compositor de vinte e nove anos é inédito, meu amor. Fico tão orgulhosa.
— Devo tudo a você, mãe.
— Não, filho. As conquistas são suas, não minhas. Sou cantora, lembra? Não instrumentista. Veja o Bret, garanti os mesmos cursos e não consegui nada com ele. As meninas, eu já desisti. — A mãe riu abertamente.
O filho era um playboy gente boa e mulherengo, que brincava de empresário em uma boate financiada por seus pais. E as trigêmeas eram umas maluquinhas. Doidas para namorar, mas Bret fazia marcação cerrada.
Gabe apareceu com a maior cara lavada e sentou-se ao lado de Brian. Ele evitou os olhos furiosos de Mark. Com certeza, o baixista estaria ouvindo um sermão se o empresário não estivesse mais preocupado em manter Big de pé. Para um gladiador, ele estava parecendo uma florzinha, todo pálido e branco só porque viu umas gotas de sangue.
— Tenho que ir, mãe.
— Ok, Filho. Espero vocês na pré-estreia, mas também quero Lilly um final de semana destes, para eu conhecer a minha nora. Vou organizar um churrasco.
— Pode deixar. Te amo.
Dito e feito. Gabe tinha se enfiado com uma enfermeira, dentro de um depósito do laboratório. Estava fedendo a algum tipo de produto químico, que caiu sobre eles enquanto martelava sua conquista por trás.
— Foi irado, cara — sussurrou animado. — Não conte para o Mark. As prateleiras balançaram. Sorte que o troço não era corrosivo. Foi uma foda danger... eu poderia ter morrido derretido!
Gabe fechou os olhos extasiado e Brian deu um soco no braço do amigo.
— Pela cara da mocinha sorridente deve ter sido irado mesmo. — Olhou para a enfermeira toda corada.
— Pensando bem... — Gabe fez uma cara séria, esfregando o braço dolorido — foi bom que se casou com Lilly e não eu. Tem noção das fodas incríveis que vai perder?
Brian não tinha pensado no assunto. Mas, honestamente, não estava com nem um pouco de inveja do baixista. Não trocaria a punheta fenomenal que tivera há pouco por uma trepada em um armário.
— Precisamos ir. Temos coisas a fazer ainda. Onde se meteu, Gabe? — Mark chegou pilhado. — Já são mais de sete horas, está tarde.
Gabe olhou para o jeans manchado e, em seguida, ergueu o olhar.
— Ajudando uma pobre senhora com o carrinho de limpeza.
Óbvio que a desculpa não colou.
... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...
Em menos de meia hora, eles estavam na Town Square, um elegante centro de compras em Las Vegas. Todos de bonés e óculos escuros trazidos por Mark, para tentar manter o anonimato. O disfarce funcionou por dez minutos. Logo foram cercados por fãs realmente chateadas por Brian ter se casado.
O jeito foi se refugiarem dentro de uma cafeteria.
— E aí, Big? Melhorou? — Brian perguntou, honestamente preocupado com a falta de cor no rosto do Gladiador.
— Estou melhor. — O amigo passou a mão na testa, enxugando o suor frio. — Mas, a partir de hoje, só fodo com três preservativos. Não quero nunca mais fazer este tipo de exame. Os caras eram vampiros.
Quando Brian olhou pela vitrine, para ver se os seguranças já tinham conseguido acalmar a pequena multidão, viu uma loja do outro lado da rua e teve um estalo.
— Amanhã será o aniversário da Lilly, certo?
— Porra, cara, sim. Com toda essa merda acontecendo tinha esquecido. Vou ligar para Penne e ver se ela tem alguma ideia. Sempre damos juntos o nosso presente. Vai comprar alguma coisa para ela?
— Pretendo.
Big nem ouviu a resposta de Brian direito, porque, no mesmo segundo, ele saiu disparado porta afora da cafeteria.
— Puta que pariu, Briannnnn!
Um grito de horror de Mark explodiu. Fãs, seguranças e um Mark, agora histérico, correndo atrás dele. Ethan olhou para Gabe, que divertia-se observando a cena e calmamente dava mais um gole em seu café. Eles riram, o cara voltou a ser o Brian impulsivo de antigamente.
— Ele está meio que surtado — constatou Gabe, reflexivo.
— Pois é. Impressionante — divagou Big.
É, talvez Brian o surpreendesse.
Big nunca tinha visto o amigo empolgado daquele jeito. Nem mesmo com Kate. Big estava tão acostumado com as farras e a vida despreocupada que levavam, que esquecera que... apesar de nunca tocar no assunto, Brian também passara por algumas tragédias pessoais, assim como Lilly.
Quem sabe... o destino não tinha mexido os pauzinhos e colocado os dois frente a frente para ver no que daria? Então, o baterista fez uma promessa a si mesmo de TENTAR não se intrometer entre eles.