Enlaçados: Sex and Rock

Anne Krauze · Capítulo 28 de 50

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Enlaçados: Sex and Rock

Capítulo 26

Lilly sentiu o sol aquecer o rosto, assim que pôs os pés na escada de ferro moderna de

desembarque. Desceu com Brian colado às suas costas.

— Que irado! — o guitarrista vibrou. — Comida de verdade!

Mais seis corpos se acotovelaram atrás deles ao final da escada. Alguns amimados, outros nem tanto.

— É sério? Cadê o Mc Donald’s? — Penne bufou.

— Dê graças a Deus que achei este lugar — Dilon se irritou.

Um animado Gabe riu.

— Com certeza servem panquecas aqui!

— Para mim, parece ótimo. Qual é, Penne, esqueceu que cresceu idolatrando a comida caseira da sua avó? — Lilly brincou.

— Vamos... estou com o estômago grudado nas costas. — Adan foi em frente, seguido de um Big rosnador e sonolento.

À frente deles, nada de um complexo rodoviário com lojas e lanchonetes. Apenas um casarão antigo de madeira, com a pintura amarela clara descascada, uma bomba de gasolina solitária no chão coberto por cascalhos, e alguns bancos de madeira do lado de fora na varanda. Grandes janelas com cortinas esvoaçantes e alguns vasos de violetas davam um ar retrô e aconchegante ao lugar. “Cantinho da Joe”, indicava a placa pintada a mão, sobre a porta dupla de entrada.

Um contraste à toda exuberância e modernidade dos dois Palazzos estacionados em frente. E se não fosse pela velha caminhonete, parada embaixo da única árvore, e do cachorro dormindo profundamente ao lado dela, poderia jurar que o lugar era fantasma.

O tipo de estabelecimento que já vivera seus dias de glória e que agora parecia perdido em meio à estrada deserta. Quatorze barrigas famintas invadiram o lugar. Além da banda, seguranças, Lilly, Dilon e Mark, lá estava a mulher de cabelos negros. A mesma que Lilly viu no camarim e tinha trocado umas poucas palavras durante o show.

A morena alta era estilosa, como uma pinup dos anos cinquenta. Os cabelos presos em um

penteado retrô. Jeans [58] skinny, camiseta regata básica e sapatilhas pretas. Quase uma vampira, se não fosse por um dos braços totalmente tomado por um jardim de rosas vermelhas tatuadas.

Uma sorridente senhora chamada Joe, seu marido Jon e um neto os receberam com entusiasmo. Não estranharam e nem deram sinais de reconhecimento da banda.

— Sejam bem-vindos. Nunca temos movimento pela manhã. Os motoqueiros e viajantes só aparecem mais tarde.

Lilly sorriu, pensando em todos os tipos esquisitos que passavam por ali. Um bando de roqueiros tatuados descabelados e uns gigantes atrás deles não deveria ser nada.

O Cantinho era um misto de lanchonete e loja de conveniência. Um balcão e umas mesas próximas a uma cozinha tradicional e umas cinco ou seis prateleiras com produtos na área mais ao fundo.

Penne foi direto pra lá. Ignorou as prateleiras oferecendo frutas, compotas caseiras e itens para uma alimentação saudável, concentrando-se nos salgadinhos industrializados. Depois, perdeu-se em um mar de refrigerantes. Os fundos da loja, transbordando com todo o tipo de bebida. Desde refrigerante e água, até cerveja e vinho.

— Quem é aquela mulher? — sussurrou Lilly no ouvido de Brian, que tinha acabado de levantá-la pela cintura, ajudando-a a alcançar a banqueta alta em frente a um longo balcão de fórmica amarela. Gostava dele grudado nela, sendo todo atencioso.

O músico sentou e olhou sobre os ombros para as mesas atrás deles. Mark e Dilon estavam com a mulher das rosas. Os seguranças se dividiram nas outras três mesas e a banda ocupou os únicos lugares no balcão.

Brian afastou uma mecha do cabelo de Lilly, com um olhar quase de adoração divina, se não fosse pela luxúria estampada neles.

— É a Melissa, repórter da revista [59] Rock Stars — disse sem dar importância, voltando a concentrar-se em Lilly e em suas mechas.

— Pensei que repórteres fossem proibidos nos QG's.

— E são... — Brian olhou para o quadro negro com as opções de lanches escritas em giz. Peru, carne assada e panquecas. — Parece que ela andou escrevendo uma matéria sobre Adan.

— Ela acabou comigo — a voz séria e singular do vocalista surgiu atrás deles. Em seguida, ele sentou-se ao lado de Lilly que voltou a atenção para a tal repórter. — Escreveu uma merda dessas sobre eu ser o ego em pessoa. Deu mais ênfase ao que acha que pensa de mim, do que a todo trabalho vocal que eu faço. Totalmente injusto.

Brian riu baixinho.

— Mais ou menos, cara. Você tratou a Mel feito lixo.

— Só retribuí a gentileza. — O vocalista encolheu os ombros. — Ela se acha. Se sou ego, ela é três vezes mais. Soberba pura, deu uma de superior desde o primeiro segundo da entrevista. Agora que aguente!

— Aguente o quê? — Lilly estava perdida entre os dois grandões.

Adan sorriu meio diabólico.

— Mark pediu retratação. O editor dela a obrigou a seguir alguns shows para ver a banda no dia a dia. Sugeri que ela visse como é sério o trabalho que fazemos aqui. Assim, vai pensar duas vezes antes de escrever bosta a meu respeito.

Lilly olhou disfarçadamente para a jornalista, que parecia viver um calvário. A bela mulher esforçava-se para se mostrar à vontade e rir das piadas de Mark. Mas, por trás do sorriso cordial, estava claramente incomodada, olhando de canto de olho para os três no balcão.

— Ela não tira os olhos de você. — Lilly não resistiu à fofoca.

O rosto de Adan revirou-se em repulsa.

— Dessa aí, quero distância... Mas vai ser divertido infernizá-la um pouco.

— Cuidado para não acabar sob o chicote dela — Brian sussurrou e percebeu uma faísca nos olhos de Adan.

— Chicote?

Os olhos de Lilly dobraram de tamanho e Brian deliciou-se.

— Dizem que ela curte umas práticas mais dominadoras. Vai ver, esse é o problema.

Adan bufou e começou a fazer o pedido dele a Joe. A conversa foi interrompida até que todos estivessem devidamente atendidos. Jon e o neto estavam a todo vapor na cozinha e Gabe não parava de falar sobre a quantidade de xarope que queria em suas panquecas.

— Qual o problema? — Lilly não se conteve.

— Adan gosta de dominar e Mel não parece ser o tipo que abre mão do controle — falou no ouvido dela, evitando Adan.

— Ah!

Os lanches de peru e as limonadas geladas chegaram. Os dois grandões partiram para o ataque.

Lilly ficou espremida entre eles, perdida em seus pensamentos.

Será que Brian gosta daquilo também? Dominar tudo com chicotes?

Ela até curtiu o jeito mandão dele, misturado com a doçura. O fazia ficar mais viril. Gostou da forma selvagem no sexo, com uma pegada forte e enlouquecedora. Mas Lilly era muito independente para ser totalmente submissa. Deixar-se levar algumas vezes, fazia parte do jogo de sedução, era gostoso. Entretanto, também amava dar prazer... única herança boa de Will. Um homem totalmente entregue, era excitante.

— Precisa comer, Bela. Não gostou do sanduíche? Está bom pra cacete! — Brian trouxe o prato mais próximo, incentivando-a. Ele gostava de vê-la comer, era sexy. A boquinha dela fazia um biquinho e o jeito que passava a língua nos lábios em busca de migalhas, o fazia ter ideias... ideias más.

Ela conseguiu comer a metade e tomou todo o suco. A outra parte foi devorada por Big. Parece que os dois imensos sanduíches de carne assada não foram suficientes para o Gladiador. Satisfeitos e com o horário apertado, se apressaram.

Lilly encheu duas sacolas com frutas, compotas e outras coisas saudáveis. Penne outras duas, com salgadinhos e os meninos reabasteceram a adega.

— Pega umas garrafas de vinho, de vodca e mais cerveja, também! — Big foi jogando tudo no carrinho que Gabe empurrava. Mais alguns minutos, estavam todos de volta na estrada. A barriga forrada foi um convite para uma soneca. Ainda tinham duas horas até Phoenix.

Brian aproveitou que todos foram para os beliches no andar de cima e arrastou Lilly para o quarto. Baixou a persiana, deixando uma penumbra agradável.

— Melhor assim. — Abraçou-a pela cintura e puxou-a contra ele na cama.

Prendeu-a de conchinha entre um emaranhado de pernas e braços.

— Está com sono? — murmurou entre os cabelos dela.

— Não. — Ela aconchegou-se mais. Era tão bom ficar assim, grudadinha nele. Nenhum outro lugar no mundo parecia melhor do que aquele. Desenhou as tatuagens tribais no antebraço do músico. Os dois assim, eram tão naturais e instintivos. Mesmo sendo novo, era familiar como se fizessem aquilo há anos. E faziam... em suas fantasias.

— Gostei do nosso café. Às vezes é bom ser só o Brian, sem toda aquela loucura de fãs.

— Cantinhos da Joe, sempre vão existir. Só saber procurar. Muitas estrelas fazem isso... equilibram a loucura e a paz.

— Somos um bando de caras barulhentos, né? Acabamos com o sossego do lugar. — Riu baixinho e as mãos talentosas deslizaram sobre o corpo dela, acariciando a coxa à mostra.

O toque delicado despertou lembranças afetivas em Lilly que ela nem sabia que tinha. Sensações já vividas muitas vezes, o que era desconcertante, além de impossível. Os dois não tinham um histórico juntos e mal tinham começado aquele relacionamento louco e improvável. Mas de algum modo inexplicável, estar com Brian era familiar e acolhedor.

Lilly sorriu com a mesma ternura que inundava o seu coração.

— Não são exatamente uma família pequena e comportada. Mas acho que a dona Joe adorou a bagunça e amou o tamanho dos seus estômagos — provocou-o, ganhando uma cutucada traseira de um pau bem atiçado. — Para com isso!

— Eu não fiz nada! — Brian riu abertamente e satisfeito. Estar casado era o melhor dos

mundos. — Que família! Dez gigantes, um nanico falante, uma leoa devoradora de [60] Junk Food e

agora, uma bonequinha corajosa — Brian brincou e Lilly divertiu-se com a imagem de Mark feliz, cercado pelos seguranças, Dilon e os roqueiros, e derreteu-se por ele tê-la incluído no time, ser parte de uma família era bom, muito bom. — Pensei que fosse sair correndo.

— E perder toda a diversão? Nunca!

— Que tal a gente se divertir mais um pouquinho e se livrar disso?

Lilly ofegou quando Brian começou lentamente a puxar a barra do vestido dela, mas não ofereceu resistência. Estava a fim, de novo! Mirou nos olhos azuis brilhantes e concentrou-se no sorriso torto. Virou, mexeu o corpo, erguendo os braços para ajudá-lo. Suspirou quando ele ficou de pé, puxou a camiseta pela nuca e depois livrou-se do jeans, voltando a deitar glorioso, só de boxer branca.

Definitivamente, ele é lindo.

Lilly não sabia se iria sobreviver com ele lhe roubando a respiração a cada segundo.

— Tá calor — ele brincou, fazendo careta e agarrando-a novamente. Em seguida, ajeitou-se mais para o lado para poder encará-la.

— Mu-mui-to — Lilly gaguejou quando círculos começaram a se desenhar em sua barriga.

Brian gostava dela animada e corada. Sabia que os imensos olhos avelã-esverdeados estavam exatamente como os dele. Esfomeados. Passaram alguns segundos avaliando-se. Olhos vagos examinando os seus corpos. Deus! Ela fica adorável nesses lingeries. Rosinhas de renda transparentes. Entregando e escondendo tudo ao mesmo tempo. Deliciosa! A Fera saltou em concordância fazendo a vontade dele ir à estratosfera.

— Eu pensei... que a gente bem que podia...

— Sim.

Porra! Sim! Sim! Obrigado!

Brian inclinou-se e beijaram-se como dois loucos. Com tanta força e desejo, que ficaria para a história. Um escalando o outro, enroscando-se e apalpando-se. Tanta voracidade envolvida, que a única coisa no mundo eram as suas bocas, lábios, línguas e corpos. Morreriam se não se devorassem. Ele foi rude, ela empolgada... dentes batendo, línguas se chupando, comendo-se... mais e mais...

Era tão bom beijar!

O homem beijava do jeitinho que ela gostava.

As mãos de Lilly cravaram nas costas largas quando Brian sugou com avidez o lábio inferior dela. O corpo delicado pressionou-se mais ao do músico. O macio da renda esfregando-se ao algodão da cueca. Ronronados de necessidade ressoando... Pequenos dedos desnorteados tentando arrastar as beiradas da boxer.

— Briannnn.

Ele parou o beijo, apoiou-se em um dos cotovelos e levantou uma sobrancelha presunçosa para ela.

— Do que você precisa?

Ofegante, Lilly focou no rosto de Brian, faiscando como fogo.

— De você...

O pau dele engrossou e o coração disparou.

Sim! Também preciso de você, Bela!

Sem romper o contato visual, o guitarrista deslizou a mão sobre o corpo delicado da esposa, abrindo passagem entre as pernas dela. Sorriu quando encontrou o alvo e ela gemeu baixinho, abrindo-se mais. Os dedos calejados provocaram o clitóris sobre a renda delicada.

Molhada!

— Jesus! Tem... certeza de que... não podem nos ouvir?

— Absoluta.

— Ohh... ok.

Brian afastou o tecido rosa. Circulou o clitóris inchado e úmido.

— Gosta disso, né?

— Oh, Deus! — Ela puxou o ar, vidrada nele. Seus olhos gritando: sim!

— E meus dedos em você? — murmurou e deslizou o indicador para dentro da vagina. Um gemido feminino profundo escapou quando outro dedo se juntou ao primeiro e começou a fodê-la lento e provocante. — Tão apertada e molhada.

Lilly chupou os lábios... Podia sentir um formigamento entre as coxas e as pernas começaram a contrair quando o polegar sem-vergonha dele voltou a estimular o clitóris. Dedos a fodendo e a acariciando gostoso e sem pressa.

— Hummm... faz isso tão bem.

Lilly estremeceu e outro pequeno gemido involuntário escapou-lhe, quando uma trilha de beijos molhados e carinhosos lhe atingiu o pescoço. Agarrou-se aos cabelos rebeldes e macios dele.

Hummm... estou amando esses dedos… essa boca.

— Gosto de tocá-la... Ver como treme e geme toda, enquanto faço isso — disse entre uma respiração profunda, antes de instigá-la com uma chupada na carne macia da orelha.

O ataque à boceta atingiu um outro ritmo... Entrando, saindo, girando... e esfregando. Brian riu ao sentir o corpo delicado da mulher tremer involuntariamente.

— Oh... oh... oh... oh... — E leves gemidos saíram em sequência daqueles lábios rosados. Antes que ela explodisse em um orgasmo, ele parou as investidas. — Brian! Não! Estou quase!

— Shhhhh... ainda nem comecei.

Brian deslizou o corpo até sair aos pés da cama. Segurou firme os tornozelos de Lilly, puxando-a até que as pernas dela ficassem caídas para fora e a bunda na beirada. Com delicadeza tirou a peça mínima de renda rosa, levantou-lhe os joelhos, fazendo com que os pés pequenos ficassem apoiados no colchão. Em seguida, escancarou as pernas delicadas e trêmulas revelando a bocetinha inchada e molhada. Deu um rosnado. Puta que pariu! Ela fechou os olhos e em expectativa... esperou...

Esperou...

— Brian — sussurrou.

Abriu os olhos, apoiou-se sobre os cotovelos. Encontrou-o de joelhos aos pés da cama, sem a boxer, boquiaberto, olhos fixos entre as pernas dela. O peito definido subindo e descendo fortemente. Havia luxúria e paixão nele, os azuis mais escuros ainda. Parecia querer devorá-la por telepatia.

— Brian.

— Estou apaixonado por ela. Não canso de olhar... — a voz dele era rouca quase inaudível.

— Então demonstre... a deixou carente.

Deus seja louvado!

Chupe-me... chupe-me… chupe-me...

Ele inclinou-se e traçou as bordas da pele lisa e inchada com os dedos.

— Você é tão linda, está quentinha.

Droga!

Alarme falso!

Chupe-me, porra!

— Brian, tenha piedade — choramingou.

Lilly estava tão molhada, que mais um pouco, viraria um chafariz. Ela estava excitada e frustrada. Queria gozar, por que ele fazia aquilo? Nunca vira um homem tão apegado às preliminares.

— Tem certeza de que não está dolorida?

— Hum-hum... tenhoooo.

Brian sorriu, inclinou-se e esfregou de leve o piercing de sua língua ao longo da abertura escorregadia. Aleluia! Depois, abriu-lhe os lábios íntimos. Um choque elétrico a atingiu em cheio. A bolinha de metal poderosa fez os quadris dela levantarem. Mãos firmes agarraram-lhe a bunda, mantendo-a no lugar. A ponta da língua deslizou dentro dela, provocando-a.

— Delícia de gosto, porra!

Ele brincou, ora enfiando mais fundo, ora deslizando a língua para provocar o clitóris. Um murmuro rouco e doce invadiu o quarto. Lilly agarrou os cabelos de Brian de maneira possessiva. Tentando enfiar aquela língua safada, cada vez mais fundo.

— Isso, isso... issooooo!

Ela estava prestes a gozar e ele podia sentir. Aquela boceta delícia dava sinais de vida, contraindo-se, a cada toque ousado de sua língua, e os gemidos suaves agora eram urgentes. Sacudiu freneticamente o piercing sobre o clitóris inchado.

Jesus!

Que língua!

Lilly queria resistir, mas era impossível, já tinha durado tempo demais. Aquela bolinha prateada merecia ser santificada!

— Oh, oh, oh, oh, hummm. — Explodiu... e explodiu mais, e quando a língua furiosa a penetrou fundo, revirando descaradamente o seu interior trêmulo, Lilly sacudiu, rebolou na cara de Brian, choramingou, gritou... e a língua continuava lá... Esfregando-se e enfiando-se nela, embalada pelos grunhidos vorazes que ele emitia.

— É foda, Lilly! — rosnou e voltou para a cama, arrastando o corpo sem controle de Lilly junto com ele. Apoiou o corpo sobre os cotovelos.

E... meteu... enchendo-a centímetro por centímetro.

— Oooooh! Bri-annn.

Ele congelou, saboreando novamente o momento. A sensação daquela carne molhada e quente abrindo-se para ele, era incrível. Podia passar o resto da vida espremido ali dentro. Enterrado profundamente até as bolas. Cada centímetro do seu pau abraçado por ela.

Porra! Porra! Porra!

Os olhos de Lilly estavam fechados e a respiração ofegante. O corpo ainda vibrando do orgasmo. Brian era surpreendente, entrou com tudo, sem aviso prévio... e ela amou a sensação de ser preenchida de novo. Ter aquela Fera enorme dentro dela era intenso demais! Ainda atordoada, só conseguiu entrelaçar as pernas no quadril de Brian, numa tentativa silenciosa de fazê-lo se mexer.

— Bela.

Os quadris dele começaram a movimentar. Saiu e entrou lentamente... mais e mais... metendo e girando em estocadas profundas, deixando-a ir se acostumando mais uma vez. A pele do seu pênis escaneando todo o caminho apertado e aveludado.

— Tão bom...

Ir devagar era muito mais íntimo do que uma foda selvagem. E ele ansiava por uma ligação profunda. Precisava daquilo! Queria que ela o sentisse, tanto quanto ele a sentia. A mão deslizou até encontrar o fecho frontal do sutiã. Um clique e ele começou a acariciar suavemente um seio, apertando e puxando o bico, no mesmo ritmo que seu pau ia e vinha.

— Hummm, bommm.

Eles se perderam um no outro. Seus corpos cada vez mais conectados. Estava acima do físico e aquilo era devastador. Foderam, meteram, alisaram-se... bom... hummm... mete... sai... mete... sai... mete... sai... Os gemidos e suores se misturando, batimentos sincronizados.

— Abra os olhos, Bela.

Lilly sabia que aquela conexão era perigosa, mas já era toda dele. Entregue àquele corpo trêmulo e pesado que lhe dava um prazer novo e indescritível. Que só crescia a cada investida do pau duro e delicioso em sua boceta. Indo às alturas toda vez que as bolinhas de prata lhe instigavam a pele.

— Oi — sussurrou, abrindo os olhos pesados de luxúria. Depois, envolveu os braços no pescoço de Brian.

Os olhos azuis gritavam vida!

Lilly observou o rosto lindo do guitarrista, que parecia flutuar em um plano de felicidade paralela. As estocadas começaram a ganhar mais vigor. Ela lutou para manter os olhos abertos. Não queria perder nada. O homem a olhava tão profundamente que parecia atingir-lhe a alma. O ritmo acelerou. As investidas foram ficando cada vez mais fortes e rápidas. Os suspiros dele ao pé do ouvido a levaram para a lua. Lilly cravou os dedos na bunda musculosa, empurrando mais os quadris contra os dele. A excitação pedia urgência. Os grunhidos aumentaram com os golpes cada vez mais rápidos e mais fortes.

O quarto era só gemidos, grunhidos, respirações entrecortadas, som de pele se chocando contra pele e um cheiro almiscarado de sexo.

Deus! Brian, Sim! Me dê tudo! Tudo! Mais forte! Forte!

Uma girada no quadril dele... e a cabeça do pênis, potencializada pelas bolas prateadas, começou a bater em um ponto interno que fez os olhos de Lilly revirarem.

— Deus! Aí, Brian! Minha nossa! Como é bom!

A aprovação dela o empolgou... Então empurrou mais fundo mordendo o lábio, enquanto impulsionava contra ela uma e outra vez. Com o suor escorrendo pelo rosto, ele empurrou com tanta força que seus corpos subiram, quase batendo a cabeça dela na parede.

— Merda!

Uma mão enorme apoiou na parede, mantendo-os a uma distância segura. E o ritmo aumentou. Os quadris dela saíam da cama para encontrar os dele. O choque implacável de seus sexos se fundindo, mais e mais, as bolas batendo no traseiro dela. Jesus! Os músculos internos de Lilly começaram a contrair, tentando engolir e ordenhar o pau possessivo dele.

— Deus! Você foi feita pra mim!

Lilly o sentiu estremecer violentamente em cima dela, o rosto lindo contorceu-se entre a dor e prazer... Dedos desesperados procuraram o clitóris... outra profunda punhalada no ponto certo... e mais uma vez a mágica. Ambos explodiram duro, perdidos um no outro.

— Fodaaaaaa! — Brian jorrou, esfregando-se profundamente e Lilly tomou tudo que recebeu, até que os espasmos e os corpos se acalmaram.

Brian girou seus corpos e envolveu Lilly em um abraço. Ela descansou a cabeça no ombro dele, esticando o braço sobre o peito de Brian, a mão delicada acariciando o piercing no mamilo.

— É assim que vai funcionar?

— Como assim, Bela?

— Cada vez ficando melhor?

— Não sei... só vamos saber se tentarmos.

Lilly sorriu em pura empolgação.

— Pois é, só se tentarmos.

Estar em lua de mel era uma maravilha.

Passaram a hora seguinte comprovando a teoria de que a cada nova rodada de sexo, a afinidade entre eles só crescia. Ah! Como crescia.