Enlaçados: Sex and Rock
Prefácio
Brian Pierce
— Brian, aquele repórter da Rolling Stone quer te foder, com certeza!
— Cale a boca, Gabe! O Samuel é mais macho do que eu. Dá logo essa merda de iPad.
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Rolling Stone [1]
Caros leitores,
Ontem eu fui ao show da Ultimate Bet[2] em Las Vegas. O que foi aquilo? Todas as células do meu corpo estão vibrando até agora. Aposto que as células das outras trinta mil pessoas, que lotaram o estádio, também devam estar na mesma situação.
Só digo uma coisa: a qualidade musical que aqueles quatro caras e a gata quente nos deram, foi fenomenal. O que é impressionante para uma banda com apenas seis anos de estrada. Tá bom! Eu me rendo... o quinteto merece cada maldito prêmio que já tenha recebido.
Estou aturdido até agora e não só pelos gritos histéricos das fãs. Os caras são o que elas chamaram de Furacão Sexy. Pelo menos, foi isso que gritaram histericamente quando os músicos entraram no palco.
Entretanto, um alerta... na minha humilde opinião eles são mais, muito mais e vão além da aparência.
Adan Beck (Vocal), Brian Pierce (Guitarra principal), Ethan BIG Hard (Batera), Gabriel Green (Baixo) e Penne Love (Guitarra de apoio). Os cinco possuem a minha reverência. Fazem um
Pop Rock[3] alternativo com um novo pensamento musical da melhor qualidade. O quarto álbum,
Easy[4], conseguiu ser ainda melhor do que os outros três.
Mas, como a Rolling Stone é uma revista sobre música e não sobre beleza e estilo... Vou me concentrar no tema da coluna de hoje: guitarra solo.
Brian Pierce é um gênio, simples assim. Ele domina todos os estilos musicais: indo de uma balada acústica do Blues ao Jazz, passando pelos híbridos e Punk. É um músico tão completo que pode soar como uma banda inteira. Um gênio do rock moderno. Brian sempre toca a coisa certa,
no momento certo, conseguindo reproduzir em seus solos, não só os riffs[5] e acordes demolidores de guitarra, mas também os de piano e cordas.
Agora entendo porque ganhou o Oscar de compositor pela trilha sonora do filme Os
Amantes [6] . O solo de Broken Heart, que tocou ontem no show, tem uma urgência emocional tão sensacional, que se eu não fosse totalmente hétero, me apaixonaria.
Aquilo foi arrebatador!
Os acordes e notas voluptuosos, frequentemente tocados na Fender, foram tão essenciais para a Ultimate Bet, quanto um barítono seria em uma ópera.
Sem dúvida, preciso vê-lo em ação no estúdio para entender como ele imprime todo esse talento nas melodias que compõe e produz. Pierce evolui, através de tantas nuances musicais diferentes: alta, baixa, suave, mais alta e nervosa de novo. O cara é realmente um gênio e transcende todos os estereótipos.
O músico explorou cada limite da guitarra, de forma pioneira. Seus improvisos foram um deleite furioso e genuíno. Ontem, Brian foi maestro quando zanzou pelo palco interagindo com os outros integrantes, mas também, um mito ao correr os dedos mágicos por sua guitarra. O que vi foi a comunhão completa com o instrumento... música da alma. Ele parecia tocar sem esforço, absolutamente perfeito. Por nem um minuto, deixou transparecer que estava dando duro naquilo e mostrou que tem senso de humor quando toca, além de saber fazer umas coisas com o corpo, que faziam as mulheres gritarem “enlouquecidas”.
Impressionante, foi como assistir um daqueles fenômenos paranormais... A música simplesmente fluía através dele.
Um artista completo e generoso!
Sim, porque tocar em torno de um vocalista de personalidade explosiva como a de Adan Beck exige desprendimento e Pierce é definitivamente o par dele... Os dois passaram o show todo provocando, respondendo e pressionando um ao outro. As notas da guitarra do moreno alucinado no palco foram a sua voz e tinham um timbre melódico, brilhante, urgente e ousado, mas doce ao mesmo tempo.
Fiz questão de cumprimentá-lo no camarim depois do show e vi Brian brincar com um riff
de Chuck Berry [7]. Nunca tinha ouvido soar daquele jeito... Amo Chuck Berry, mas era melhor. Não digo tecnicamente... Contudo, havia um conteúdo emocional que falou diretamente comigo.
Quando perguntei a ele como fazia aquilo, vejam o que me respondeu:
— O que diabos estava fazendo? Eu sei lá, cara — disse humilde e brincalhão. — Só tentei acompanhar a batida de Ethan. Ficou bom?
— Se ficou bom? Caralho! Seus solos são incríveis! — Meu lado tiete explodiu! (Risos)
— Não sou um solista. Só espelho o talento dos caras da banda e finjo que sou igual.
Gênio.
Depois de devorar o show de ontem... (Suspiros). Fui para casa gozar e rever a minha sexualidade. Brincadeirinha.
Samuel Black.
Editor Chefe RS [8]
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