Enlaçados: Sex and Rock

Anne Krauze · Capítulo 26 de 50

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Enlaçados: Sex and Rock

Capítulo 24

Lilly sorriu sem graça para Daniel e girou em seu eixo à procura da voz.

— Brian?

— Aqui! Aqui, Lilly!

Encontrou-o atrás de uma linha de seguranças, junto com Adan, pulando alto e balançando os braços para chamar a atenção dela. Doido! Fãs entusiasmados e jornalistas disputavam qualquer palavra dos músicos. Adan assinava os peitos de uma menina, através da barreira humana. Depois, a garota saiu dando gritinhos fazendo uma dancinha feliz.

Que loucura, jamais conseguiria chegar até ele. Droga! Olhou para a outra barreira de proteção e Gabe, Big e Penne estavam na mesma situação. Não exatamente a mesma, porque os braços compridos e fortes de Big erguiam uma moça seminua sobre a barreira trazendo-a para junto dele. Não satisfeito repetiu o processo com outra fã.

Merda!

Era assim que ele fazia? Pescava garotas para satisfazê-lo depois do show? E elas iam numa boa, só porque ele era famoso? Brian fazia isso também?

— O hotel... vá para o hotel!

Ela estava sendo dispensada na cara dura? E a promessa dele? Olhou-o sem poder acreditar...

— Só vá para lá... Chegarei o mais rápido que puder. Daniel, confio em você, cara!

... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...

 

5º, 6º, 7º...

Uma longa espera até o trigésimo sexto andar. Longa demais. Brian olhou-se no espelho do elevador e tentou ajeitar os cabelos úmidos pelo banho tomado às pressas no vestiário do estádio.

Porra de organizadores e figurões da música. Pouco importava para eles, se você estivesse acabado ou ridiculamente excitado e ansioso para encontrar a sua mulher. Foda! Só enxergam os cifrões que ainda poderiam ganhar à sua custa. Queria matar o Mark! O otário quis agradar um figurão de Vegas. Fotos com uns sobrinhos.

Sobrinhos, uma merda!

Brian não pensou duas vezes, quebrou o esquema do figurão idiota. Trancou-se no vestiário, distribuiu fotos e autógrafos de graça. Que tipo de ídolo deixaria alguém cobrar oitocentos dólares por um abraço e uma foto? Caralho! Fodam-se os favores. Não tinha o rabo preso com ninguém. Aquela era a vantagem de serem os donos do próprio selo e gravadora.

— Porra, Brian, não sabia que era aquilo! O homem disse que eram os sobrinhos dele!

— Noventa sobrinhos? Vai à merda, Mark, eu tinha planos com a Lilly, PORRA! Sabe que não cobramos por nossa atenção. Que merda de artistas aquele cara pensa que somos? Mercenários?

Brian teria sorte se Lilly olhasse para a cara dele depois daquilo. Prometeu chegar rápido e já eram duas da manhã, porra! Certos estavam o Adan e o Big que sumiam e foda-se o mundo.

Compromissos e [56] meetings só antes do show, depois era cada um cuidando do próprio rabo.

O coração de Brian disparou de esperança ao pisar na suíte.

O quê? Mas...

— Bela?!

Ficou atordoado ao seguir uma trilha de pétalas brancas até o terraço. Como ela fizera aquilo? Quando? Havia centenas de velas acesas por tudo... e lamparinas de vidro pendiam de uma cobertura de treliça em diversas alturas. Aquele troço não estava ali pela manhã. O lugar tinha sido transformado em um jardim suspenso... um oásis... com arranjos de diversos tamanhos e alturas, repletos de flores brancas clássicas e exóticas.

Cacete!

O mais incrível veio em seguida e fez Brian praticamente rasgar as roupas em cinco segundos, quase convulsionando de tesão. Bem ali, diante dele, Lilly! Nua... linda... e gostosa pra caralho, dormindo languidamente entre dezenas de almofadas brancas, em cima de um imenso futton recoberto por flores.

Deuses do rock... me ajudem, que é hoje!

Agora!

Ele correu até a mochila largada no início da trilha de flores. Perfeito! Cinco caixas novinhas de preservativos. Devia outro favor ao Dilon por aquilo. Pegou logo seis camisinhas. Não podia desperdiçar a cena... Iria morrer se não a possuísse.

Voltou para a varanda e arrastou-se como um lince ao lado de Lilly no imenso futton. Ficou ali no limite do desejo, contemplando-a... como uma Afrodite... uma deusa mítica e erótica... doce e perigosa... menina e mulher... pura e safada. Tão completa, tão perfeita e tão milimetricamente o número dele.

A respiração suave. Divina! Braços dobrados acima da cabeça, perdidos entre almofadas e mechas de cabelo. Toda tranquila e largada com uma das pernas flexionadas, destacando a trilha de pelos castanhos mínimos, aparados com classe em sua pélvis.

Tentadores.

Coxas femininas e torneadas. Toda cheia de curvas nos lugares certos. Barriga lisinha e uma cintura fininha. Quadris carnudos que preencheram tão bem as mãos dele.

Toda boa, caralho!

Precisava tocá-la... possuí-la... fodê-la... deflorá-la... devorá-la...

Brian chegou mais perto e, sem se tocar nela, ajeitou-se de lado, apoiando a cabeça sobre o braço flexionado. Sentiu o perfume de flores e lima… tão doce... tão fresco... De leve, desenhou com a ponta do dedo o contorno de um seio. Eram lindos: macios, generosos, não enormes ou falsos. Exatos para preencher a mão dele. Realçados com mamilos pequenos e rosados e bicos carnudos que se exibiam, empinados. Definitivamente, os peitos mais bonitos que já tinha posto os olhos.

— Rrmrmrmrm.

Brian estava começando a adorar quando ela ronronava daquele jeito. Aqueles grunhidos eram como um canto da sereia, fazendo o pau e as bolas responderem no ato. A boca do músico salivou. Estava na hora de acordar aquele bebê tentador. Estimulou outro seio, apertando suavemente e acariciando.

— Rrmrmrmrm.

Beijou-os inteiros, exceto o mamilo.

— Brian — uma voz baixa, doce e confusa brotou.

Brian desviou a atenção dos peitos, encontrando os olhos avelã-esverdeados sonolentos.

— Oi.

— Oi, Bela Adormecida. — Ele afastou uma mecha de cabelo grudada na bochecha dela.

Foi presenteado com uma espreguiçada lânguida e sensual. Depois, com o sorriso mais doce que já tinha visto.

— Acho que apaguei.

— Desculpa. Não resisti. Tinha que te acordar.

— Gosto que me acorde. — Ela varreu os olhos sobre o corpo musculoso dele, todo exposto e alerta. Brian viu uma faísca de desejo acender em seus tons verdes.

Brian girou, apoiou-se sobre os cotovelos e com o seu corpo, pressionou o dela. O pau duro roçou na barriga chapada da esposa. E uma onda de prazer percorreu a coluna de Lilly. Ele olhou-a com desejo e paixão.

— Você é a coisinha mais tentadora que eu já vi.

A voz sussurrada e profunda foi o suficiente para deixá-la excitada de novo. Todos os sentimentos de luxúria pós-show voltaram como um raio.

— E você, o guitarrista mais incrivelmente talentoso e gostoso que já vi.

Ele sorriu, depositou um beijo no pescoço dela e depois girou a cabeça escaneando o terraço. Uma de suas sobrancelhas grossas contraiu.

— Pra quê? Como?

PRA QUÊ?

... Porque estava louca de tesão. Achando que tinha me dispensado e desistido de me foder... e eu queria fazer surpresas tão incríveis, quanto as suas..., pensou, mas não disse nada.

As bochechas de Lilly coraram quando fechou os olhos envergonhada. As mãos delicadas desenharam os músculos das costas largas dele. Nem se importou que mal podia respirar. O peso de todo aquele corpo cobiçado, cheio de testosterona, exalando feromônios e grama molhada era tudo o que precisava.

— Queria meio que te seduzir — sussurrou para ele.

Lilly achou desnecessário entrar em detalhes e contar que ligou para o concierge enquanto voltava para o hotel. Não diria para o músico que o homem fora um mago e fizera milagre em uma hora. Muito menos, confessaria que desviaram umas coisinhas, que chegaram para uma recepção no dia seguinte, uma vez que, não faria diferença se elas passassem a noite no depósito ou na cobertura.

Brian curtiu a carinha sem-vergonha que ela fez e pressionou o quadril para que sentisse a urgência de sua ereção. Um gemido suave escapou dos lábios doces e carnudos.

— Já estou seduzido por você, vinte e quatro horas por dia.

Lilly sorriu satisfeita, ele seduzido era bom.

— Eu exagerei, não foi?

— Tá brincando? Exagerado é o meu nome, mocinha. Adorei a porra toda!

Lilly riu do entusiasmo extasiado dele. Adorava aquele sorriso. O homem sorria com os olhos... olhos que agora estavam inchados e pesados.

— Que horas são? — Lilly acariciou os cabelos úmidos dele. — Deve estar exausto.

— Hora de acabar com a nossa agonia. A Fera vai conhecer a Bela.

— Oh.

Brian olhou-a com uma atração profunda e beijou-a com paixão. Ele estava possessivo e até um pouco agressivo. Lilly gostou do toque exigente e dos movimentos esfomeados da boca do esposo. Excitou-se com mão segurando os cabelos dela na nuca, com força. Amou o piercing provocando a língua... o esfrega-esfrega dos corpos... e as pernas entrelaçadas.

— É tão linda. Hoje toquei só pra você...

Nossa Senhora!

— Só para mim? — perguntou entregue e submissa. A pegada forte dele a fazia sentir-se desejada, cobiçada e privilegiada.

— Hum-hum... Imaginei que a minha guitarra fosse o seu corpo... As cordas, a sua bocetinha quente.

Jesus!

Lilly ficava selvagem quando ele falava de modo sacana. Como ele podia provocar tanto tesão, apenas com palavras? E a voz... rouca... profunda... e sacana?

Merda!

Aquele homem a tinha nas mãos.

Brian não apressou o beijo... que foi longo, profundo, safado e molhado. Ele excitou Lilly de todas as formas. Explorar a boca da esposa era quase um orgasmo.

— Brian... — ela ofegou com os estímulos verbais e manuais que a enlouqueciam.

No mesmo ritmo em que chupava os lábios e a invadia com a língua sugestiva, Brian passava a mão pelo corpo delicado, apertando e arranhando, indo e vindo.

Deus do Céu! Acho que posso gozar só com os toques dele!

Lilly sentiu a boceta inchar e ficar molhada... Estava toda pronta quando o pau duro roçou em sua abertura, sem penetrá-la... Deus! Quase implorou... depois, implorou.

— Brian... vo-vou ex-plodir...

O safado sorriu.

Como pode sorrir quando estou morrendo aqui?

Lilly tentou agarrar o pênis, mas Brian desconectou o beijo e desviou o quadril, negando o acesso.

— Bri-annn — protestou de maneira quase inaudível.

Ele provocou com chupões a orelha e o pescoço delicados.

— Calma. Já, já... Bela.

Prometeu ofegante e respirando tão duro quanto ela. Teceu beijos molhados pelo maxilar, mordeu o queixo atrevido que tirava tudo dele, depois a clavícula. Chupou o ponto onde a pulsação acelerada no pescoço denunciava a excitação nuclear de Lilly. Amou como ela se contorcia e se esfregava a cada beijo, chupada ou mordida e começou a descer.

Atacou os seios e as costas de Lilly arquearam.

— Ah, sim! Sim! Chupe-os, Briiiiiaaaan.

Com a mesma masculinidade possessiva, o músico estimulou e apertou os seios, curtindo o momento. Aquelas belezinhas mereciam toda a sua atenção. Queria um reconhecimento de campo completo. Lambeu um, acariciou e apertou o outro. Beijou toda a área dos peitos dela e o vale entre eles.

— Porra, Lilly. Seus peitos são um banquete!

O músico traçou o contorno dos mamilos com a ponta da língua e eles enrugaram, fazendo os bicos se exibiram. A língua brincou com eles... balançando freneticamente.

— Mmmmmm. — Lilly já estava delirando de tanto prazer.

Esfomeado, Brian mordeu, chupou, puxou... e rolou os bicos entre os dedos e polegares. Lilly foi à loucura.

— Oh, isso! Mais, por favor. — ela implorou.

Ele obedeceu e chupou-os com força, entre o prazer e a dor. Uma novidade para Lilly, que nunca tinha recebido aquele tipo de carícia e foi inundada por sensações diretas na virilha. Choramingou, gemeu, contorceu-se e pediu mais.

— Isso, Bela... entregue-se a mim... gema... chore de prazer. Isso, porra! Me arranhe... foda a minha mente...

— Briiiaaaan, vo-cê é… é... — Um filho da puta, tentando-me desse jeito!

— Shhhhh... Sou seu macho... seu homem.

Meu algoz, isso sim... minha Fera!

Brian mudou o alvo e beijou a barriga macia... para em seguida, instigar o umbigo com a pequena bola de metal que lhe perfurava a língua... Sensações desconcertantes atingiram Lilly... Arrepios subiram pela a superfície da pele dela e depois, atingiram a pélvis quanto o guitarrista brincou com a penugem macia, roçando o queixo... cheirando...

— Divino! Bela... Indescritível...

Lilly engasgou. Se não fosse pintora, viraria contorcionista. Gemeu e implorou, com os olhos fechados em êxtase... Suas mãos arranhando o futton.

Duas coxas grossas ficaram sobre os joelhos, entre as pernas delicadas. Os pelos roçando na pele macia e pinicando... Com mãos precisas, Brian ergueu os joelhos de Lilly... e escancarou-a.... ela estava tão exposta... Deus Pai! O coração dela saltou mil rotações.

Brian quase teve um troço!

— Caralho! Sua boceta! — exclamou, a visão daquele pedaço de carne tenro e úmido despertou o pior nele. Uma imagem que jamais iria esquecer. Sua Bela... sua intocada. Delicada, rosada, inchada e brilhando em seus fluídos.

Porra! Porra! Porra!

Mergulhou e Lilly arregalou os olhos.

— Briiiiaaan.

Ele agarrou a bunda empinada, levantando o quadril feminino... Expondo, ainda mais, a sua luxúria. O cheiro delicado de sexo fez os instintos primitivos dele aflorarem. Porra, Lilly. Porra! Então, beijou suavemente a parte interna da coxa e a bola de prata na língua instigou-a com desenhos circulares.

— Oh! — Ela engasgou novamente quando ele chupou a parte tenra de sua coxa, devorando-a com a boca tanto quanto era possível.

Quando Lilly sentiu a ponta da língua de Brian abrindo a intimidade dela, em toda a sua extensão, gritou... e um grunhido masculino e erótico fez cócegas em sua carne. Apenas um toque suave no clitóris, que depois recuou... Jesus! Lilly puxou uma respiração irregular entredentes. Brian era mau, muito mau. Ele parecia querer aumentar o desejo dela, em vez de saciá-lo.

— Bri-aaaan. — Ergueu a cabeça na tentativa de guiá-lo mentalmente.

O safado riu.

— Estou me recuperando do choque. Seu gosto é muito bom. — E era. Brian não sabia explicar, perdeu a conta de quantas bocetas já chupara na vida, todas comuns, previsíveis, mas a dela era especial... única... feita sob medida para ele.

Caralho! É a boceta da Lilly! Da Lilly… e é boa pra cacete!

Sem poder suportar mais, Lilly agarrou a juba morena para guiá-lo. Queria sua língua deliciosa de novo lá.

Chega de esperar.

Merda de tortura...

Graças a Deus!

Ganhou outra lambida descarada, com direito ao piercing abrindo-lhe novamente as carnes, seguida por uma abocanhada no clitóris em uma sucção violenta...

— Isso! Isso! — gemeu e o piercing balançou forte em sua carne sensível. E os ruídos que ele emitia eram de um bicho feroz e faminto. Estava tão excitada que gozaria a qualquer minuto.

Ela enlouqueceu quando os movimentos circulares mudaram. A língua traçou a borda de sua abertura rapidamente. Primeiro de leve, depois com mais pressão. Aí se aprofundou. Jesus! Esse homem chupa tão divinamente quanto toca! O macio da língua e a dureza da bola de prata contrastando. Lilly gemeu, ronronou, ofegou e gritou. Esfregou-se como uma louca contra o rosto dele.

Ele a beijou lá, como um desesperado. Chupou e mordeu os lábios íntimos inchados e escorregadios. Esfregou mais ainda o piercing abençoado na superfície lisa. Afundou a língua dentro dela... Fodeu-a.

Deus, ela estava no limite.

Quando Brian mordeu o clitóris, ela explodiu em um orgasmo barulhento e alucinado.

Brian fartou-se com o gozo da Lilly. Porra! Pernas macias tremendo, respiração falhando... Ele tomou tudo o que podia... Alimentou-se de cada gotinha que ela lhe ofereceu. Tão diferente... doce e salgadinha. Um perfume de sexo personalizado. Percorreu o dedo para colher o rescaldo da luxúria, pois precisava sentir mais. Enfiou um dedo lentamente e sentiu todo o fogo... Ela gemeu alto... e ele teve que apertar as bolas para não gozar. Nunca tinha chegado a esse ponto com uma chupada.

Estava fascinado!

O canal macio e acolhedor aceitou seu dedo... Aveludado, quentinho, melado, apertado e...

Merda!

Vibrador rosinha, o caralho!

Parou o movimento quando achou o invasor...

— Achei ele! — ofegou, quase em adoração.

— Hummm, ele? Que... quem? — balbuciou ela, sem conseguir abrir os olhos ou mexer-se.

— O carinha que vou detonar daqui a um minuto. — Brian esfregou o dedo com cuidado, como se estivesse tocando em nitroglicerina pura... Qualquer movimento brusco e POWWW!

É do meu hímen que ele está falando?

Lilly estava tão atordoada, atingida pelos tremores secundários do orgasmo e pela sensação inédita do dedo dele em sua boceta, que não conseguiu expressar nada com coerência... Só deslizar a mão sobre o peito dele quando subiu para beijá-la apaixonadamente.

— Sinta o seu gosto, Bela. — Seu cheiro e seu gosto impregnados no rosto e boca de Brian eram desconcertantes e tremendamente sensuais. Encontrou a argola de prata e puxou.

— Golpe baixo, Lilly.

De um salto, ele pôs-se de joelhos novamente. Não podia esperar mais. Estava desesperado... Seu pau a ponto de estourar e precisava de alívio imediato. Estava morrendo. Alcançou a fileira de embalagens douradas e pretas, destacou uma e rasgou com os dentes.

— O que está fazendo?

— Preciso foder essa bocetinha.

— Não!

Como assim, não?

O rosto de Brian mudou de euforia para desgosto em um segundo.

— Não? Eu pensei que me quisesse?

— Quero você... não um plástico.

— Mas...

Lilly apoiou-se sobre os cotovelos para encará-lo. Uma feição de gatinha-pidona brotou no rosto lindo, suado e vermelho. Brian gostava dela descabelada e com cara de tarada desvairada.

— Estamos saudáveis... e eu no controle de natalidade. Por favor, Brian... É a minha primeira vez, quero sentir tudo, por favooor.

Por Jimi Hendrix e Jim Morrison!

Pele com pele?

Jorrar minha semente dentro dela?

SIM! SIM! SIM!

O caralho que SIM!

— Bela, o aniversário é seu e eu que ganho o melhor presente da minha vida!

— Tecnicamente, o meu aniversário já passou há horas.

Brian voltou a pairar sobre ela, beijando-a com firmeza. Adorava o jeito desejoso dela retribuir e sua língua era perfeita. Soltou um gemido de prazer quando ela enroscou os dedos em seu cabelo, puxando-os. Lilly não podia mais esperar para sentir aquele pau, pressionado contra a sua barriga, dentro dela. Ele era todo perfeito. Esfregou o quadril, pedindo alívio.

Brian estava tremendamente excitado e nervoso.

Caralho!

Vou ser a primeira trepada dela!

O primeiro pau...

Eu! Brian Theodore Lincoln Pierce... Sou a porra de um sortudo de merda!

A mão dele deslizou pelo corpo delicado, e sem tirar os olhos de Lilly, acariciou a cintura fininha contornando a lateral até a coxa. Brian a sentiu tensionar. Ela estava muda, de olhos arregalados, implorando por ele. Então, girou o quadril para achar a posição perfeita.

— Relaxe, Bela, vou fazer de um jeito que você vai gostar. — Apoiou um braço para aliviar o peso e uma perna deslizou sob a dela, levantando-a, abrindo-a. Pôde sentir a panturrilha macia roçando atrás de seu joelho. — Só se deixe levar…

— E se... entalar? Meus músculos não estão acostumados.

— Não vai entalar. — Brian segurou o riso. — Confie em mim. Está tão molhada, que vou deslizar direto para o céu.

— Tem que caber... Precisa caber! — disse ela, claramente amedrontada e excitada.

— Shhhhh, calma.

Brian riu. Lilly era engraçada, ao mesmo tempo, que parecia com medo, estava animada.

Lilly sentiu o dedo indicador dele contornar a borda macia de seu sexo.

— Gosta disso? Do meu dedo em você? — Sim, ela gostava. Ela o queria muito, estava excitada no topo, mas com medo.

— Simmmm... mais.

Ele aplicou círculos lentos ao redor de sua boceta... Brian queria ser cuidadoso... Seu vai e vem foi suave e preciso.

— Porra, sua bocetinha está encharcada de novo.

Ele estava nervoso, seu coração seguia em um ritmo disparado, sentia Lilly tensa e excitada... Caralho, ele nunca quis foder alguém tanto assim. Agora!

Guiou o pau em sua entrada. Esfregou para instigá-la e lubrificar a Fera. Ele era um cara grande e ela apertada.

Virgem, caralho! O primeiro! Porra!

Pressionou a cabeça e entrou... de uma vez, na carne úmida e apertada, que se alargou para recebê-lo. Sentiu a pressão ao dizimar o hímen e seguiu em frente.

PUTA QUE PARIU!

PORRA!

— Oh! Deus! — ela sussurrou.

Seus corpos e respirações congelaram.

Era mágico... novo... assustador e lindo.

A Fera rendeu-se à Bela...

Estar nela despertou em Brian uma sensação nova. Além do prazer intenso em sua virilha, claro. Era como se ela fosse um molde perfeito envolvendo cada centímetro dele, com maciez e um calor avassalador. Uma sensação tão extraordinária e única! Ele não estava entendendo. Por que o coração dele tinha vibrado daquele jeito? Por que não parecia apenas foder? Por que se sentia tão vivo e animado? Por fim veio o medo, estar com Lilly ia além das barreiras físicas, ele estava conectando-se emocionalmente.

— Quer que eu tire? Machuquei você? O piercing? — Ele queria mexer-se, mas não sabia. Sentia-se confuso.

— Não... — Lilly sussurrou delicadamente.

Brian relaxou e voltou a respirar quando ela fechou os olhos e mexeu os quadris, pedindo por mais.

Lilly não sabia o que dizer. Só queria mais, queria tudo. Ter Brian dentro dela, a preenchendo toda, era tão íntimo, tão pleno e tão arrebatador, que a picada do hímen rompendo, e a dor ao ser alargada ao limite não eram nada. O prazer sim... era infinito. Melhor do que tudo que tivesse imaginado ou sonhado. Era bom! Era o Brian! Era mais... Não apenas o corpo excitado dela rendendo-se ao dele... O coração, a alma, e os pensamentos... ela sentia-se totalmente possuída.

Jesus!

O que eu faço com tanto sentimento?

— Vou me mexer agora. Vamos juntos, ok?

— Sim... juntos.

Quando a tensão diminuiu e seus corpos relaxaram, Brian saiu e entrou novamente, suspirando ao deslizar fundo.

PORRA!

— Briannn, isso é bommm — ela ofegou e as mãos trêmulas exploraram as costas e bumbum masculino incrível. Lilly sentiu o estômago apertar de necessidade. — Mais...

E a mágica aconteceu... O vai e vem lento, logo tornou-se urgente. Fora e dentro... Fora e dentro, mais e mais, e mais... Não havia dor... só prazer e urgência.

— Isso! Mais!

Um ritmo logo foi estabelecido, quadris em sintonia como se conhecessem e fizessem aquilo a vida toda. Quanto mais enterrava fundo, mais Lilly gemia e delirava. Meteu, meteu, meteu, meteu... e meteu mais... em meio aos sons delicados repletos de prazer escapando da boca gostosa dela. Brian ficou louco.

Lilly só sabia esfregar-se, rebolar e gemer. Agarrou os cabelos dele. Tudo estava tão intenso... Deus! Como estava gostando de ser fodida. Aquelas bolinhas de prata dentro dela eram milagrosas... O pau dele era todo milagroso. Fazer sexo era um milagre!

Era cósmico!

Com as respirações entrecortadas e embalados pelo movimento de vai e vem de seus quadris, eles foram atraindo-se como imãs... Suas virilhas chocando-se... metendo, fodendo, devorando e metendo mais. A Fera esfregando-se dentro dela. Os arranhões nas costas dele, os cabelos arrancados...

Aiiiii, que delícia.

— Hummm, Brian.

A voz doce e rouca dela combinada com o cheiro de sexo e a sensação de prazer, potencializada pelo piercing, eram avassaladores. Tão molhada... apertada! Caralho! Brian queria possuí-la ainda mais duro... para sempre.

— Porra, Lilly, isso é bom mesmo.

Foderam e beijaram como dois malucos, mortos de fome. O clitóris de Lilly pulsava de excitação. Os dois nunca tinham sentido um prazer tão intenso e não tinham nenhum controle sobre aquilo. Quando o piercing esfregou em um ponto dentro dela, os dedões do pé de Lilly enrolaram involuntariamente.

— Jesus!

— Sim! Isso! Bela... Deus, eu amo isso!

Lilly achou que Brian sabia muito bem daquele ponto alucinante. Não podia fazer nada, sua boca estava aberta em êxtase. As contrações na boceta foram ficando mais fortes e o pau dele mais intenso, duro e maior. Uma onda elétrica explodiu na coluna dela e as mãos de Brian correram para agarrar a bunda da esposa, tornando a penetração mais intensa e profunda. Lilly não soube quando, nem como o prazer quebrou, atingindo-a como um raio.

— Brian, Brian, Brian... — ofegou, clamou, choramingou.

Que gozada é essa?

Nunca senti um troço desses!

— Isso, goze para mim, Bela!

— Mmmmm, Brrriiaaannn.

Tudo dentro dela virou uma bagunça trêmula. Uma convulsão atrás da outra, de um prazer quente úmido. Perdeu o controle do corpo e ganhou uma onda de felicidade indescritível.

Deus, isso é o céu?

Para Brian, sentir Lilly gozar em torno de seu pau daquele jeito tão insano... contraindo e sugando todo seu comprimento, foi a redenção. Perdeu o controle, o juízo e deixou-se ir.

— PORRA, LILLY! QUE FODA LOUCA DO CARALHO!

Ele gozou forte, gozou duro e gozou muito. Jorrou toda a sua essência, enchendo aquela mulher possessivamente. A sensação de pele contra pele intensificara tudo.

Lilly intensificara tudo. Tudo!

Brian desmoronou sobre ela, sem forças para nada. Tinha acabado de ter outro maior de todos os orgasmos, tão explosivo... e estava prestes a desmaiar.

Ficaram assim: entregues e ainda unidos... A Fera na Bela... Corpos e testas colados... Suados e sem controle, por minutos até que Brian rolou, saindo de dentro dela, puxando-a para um abraço e Lilly sentiu-se tão vazia.

— Isso foi muito... muito... muito bom, Lilly — murmurou com um sorriso torto.

— Agora entendo por que dizem que sexo vicia.

Eles riram e depois voltaram a se perder... Cada um em seu mundo... Tentando absorver e entender a porra da sensação mais incrível de suas vidas.

... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...