Enlaçados: Sex and Rock
Capítulo 4
Quase 23 - O grande dia
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Rolling Stones
Guitarrista da Ultimate Bet arrasa no solo intimista e romântico em Heartbroken.
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Lilly olhou através de uma fresta da porta da sacristia. A igreja estava lotada. Suspirou
ao ver as dúzias de rosas brancas colombianas, exigidas pelo noivo e ostentadas em arranjos elegantes ao lado dos bancos de madeira e do altar.
Ela amava gardênias, mas, segundo Will, elas não eram tão sofisticadas.
Lilly Emanuelle, o amor vem com o tempo...
Lilly Emanuelle, Will é um ótimo homem...
Lilly Emanuelle, esqueça o Brian...
Lilly Emanuelle, Will só está atrasado.
Lilly mentalizou e voltou a se olhar no espelho improvisado pelo padre. Ajeitou alguns fios soltos no penteado e deixou que Marie desse os últimos retoques em seu visual.
— Minha querida, sua mãe ficaria orgulhosa. Está simplesmente deslumbrante — Marie disse, afofando camadas e mais camadas de tule e seda branca do vestido de noiva. Um tomara que caia clássico, adornado com uma singela fita de veludo cinza na cintura... simples e lindo. — Uma lástima que a Penne e o Big não estejam aqui para vê-la assim.
— Eles bem que tentaram vir, Marie, mas estão no meio da turnê, e adiar o show de Las Vegas foi impossível. Os voos não deram certo e de carro são quatro horas de viagem. Seria uma loucura, mesmo para aqueles dois. — Lilly estava impaciente, mudando o peso de um pé para o outro.
— Tenho certeza de que iriam se divertir, isso sim. — Marie gargalhou, lembrando-se das palhaçadas dos meninos. A governanta estava tentando fazer com que as lembranças dos amigos distraíssem a sua pequena. Ajoelhou-se para ajeitar a barra torta do vestido. — Sinto muitas saudades de vocês três sempre me deixando maluca.
— Eu também sinto, Marie. Eu também. Por que será que o Will está demorando tanto? Deus!
— Calma. Ele vai chegar. Seu tio está ligando para ele.
Marie não simpatizava nada-nada com o novo patrão. O achava perfeito demais e Lilly ficava sem brilho ao lado dele, gostava dela leve e rindo despreocupada. A menina era outra pessoa quando estava com Ethan e Penne. Radiante, feliz e até mais criativa. Para a governanta, sua protegida sofria de uma paixonite secreta não correspondida. Era comum vê-la trancada no quarto, por horas, ouvindo as músicas da banda. Certo dia, achou sem querer uns desenhos escondidos no ateliê... Esboços repletos de paixão sobre um homem moreno que em nada lembrava o aguado do senhor Willian.
A governanta ficou tão feliz quando Lilly resolveu comprar uma casa, na mesma praia que os amigos, para morar depois de casada.
— E se ele não chegar? Já são quatro e meia! Meu Deus, e se houve um acidente? Se o Will caiu no apartamento dele e está desacordado? — Lilly tentou novamente o celular. Desligado.
Quando tio Eduard apareceu na sacristia, com cara de poucos amigos, Lilly sentiu que algo estava muito errado. A sensação piorou quando ficou claro o óbvio. Fora abandonada no altar.
O coração dela transformou-se em um emaranhado de emoções.
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— Tem certeza de que é aqui? — Lilly olhava para o 69 indicando o número do quarto.
— Sim, localizamos pelo cartão de crédito. Dei um incentivo para o gerente de hotel abrir o bico. O Willian hospedou-se há umas três horas. Sinto muito, querida, mas falaram que está com a noiva.
— Deve ser um engano. — A noiva dele era ela!
— Querida, acho melhor que espere no carro.
Apesar dos protestos do tio Ed implorando para que ela saísse dali... Lá estava Lilly, parada em frente à porcaria da porta, em dúvida se queria ver ou não o que estava atrás dela.
— Não, agora eu vou até o final. — Contou até três e respirou fundo. — Abre logo de uma vez... Estou pronta!
— Mas que porra e essa?! — rugiu o tio.