Enlaçados: Sex and Rock

Anne Krauze · Capítulo 21 de 50

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Enlaçados: Sex and Rock

Capítulo 19

Brian apertou a bundinha carnuda e levantou Lilly para facilitar o beijo. Pernas

quentinhas, torneadas e macias, prenderam-se ao quadril dele. O pau cutucou a boceta. Porra! Ele sabia que ela estava molhada, mas precisava dela ainda mais relaxada. Uns orgasmos preparatórios seriam ideais.

O músico quebrou o beijo em busca de ar.

— Calma, esfomeada. Vou dar o que quer.

Com a mulher nos braços, ele entrou lentamente na jacuzzi. Sentou-se com as costas apoiadas na lateral e colocou Lilly de frente em seu colo. As pernas dela dobradas ao lado de suas coxas.

— O que está fazendo?

— Preliminares.

— Mais? — reclamou.

Lilly não queria preliminares, tinha tido dois anos delas. Queria sentir Brian dentro dela. Não precisava de um banho, precisava de um pau.

— Esfregue-se em mim, Lilly.

Brian posicionou o pênis abaixo da vagina de Lilly, não queria deflorá-la ali. Faria isso na cama. Antes, queria enlouquecê-la de prazer. Fazê-la gozar até que relaxasse e perdesse qualquer medo na hora de ser fodida.

Com o comprimento do pênis roçando na abertura de Lilly, Brian começou os movimentos de vai e vem, e sobe e desce dos quadris. Ela o seguiu, esfregando-se com gosto e desespero.

— Deus, Brian.

Logo, gemidos de prazer escaparam de suas bocas. Com a água espirrando para todos os lados, Brian segurou mais forte os quadris macios e generosos, guiando os movimentos e pressionando-os ainda mais... aumentando o atrito.

— Como se sente, Lilly?

— Bem — ela ofegou. — Com tesão.

— Perfeito, eu também.

Ele nem ligou que o pau estivesse esmagado e as bolas doendo como o inferno. Agora seria tudo para o prazer dela.

Aquele... que o filho da puta negou!

Ela parecia em transe e entregue. Subindo e descendo o corpo. As mãos explorando cada centímetro do corpo dele. Costas, braços, peito, rosto e ombros.

— Isso! Abuse de mim, Lilly.

Ela agarrou os cabelos de Brian, quase arrancando-os e o cavalgou, guiada por seus instintos. Buscando por alívio com os olhos fechados e boca entreaberta. — Mmmmmm... — ronronou alto.

Caralho!

Se ela mexe assim sendo amadora, imagina com prática!

Brian abocanhou um dos mamilos, chupando-o forte.

— Deliciosa demais! — Mordeu e puxou de leve o bico.

— Forte! Chupe forte! — ela gemeu e se esfregou ainda mais.

Ele foi alternando os ataques entre os dois peitos.

Lilly apoiou uma das mãos no ombro musculoso e com a outra, deu um jeito de agarrar o pênis vigoroso massageando.

Toda vez que a mão delicada deslizava sobre a joia do piercing, o pau de Brian estremecia. Aquela vibração profunda, cravada na carne, fazia o prazer irradiar por dentro, aumentando a excitação. As bolas apertando-se mais e mais.

— Porra, Lilly, desse jeito eu vou gozar.

Ele deslizou uma mão entre eles buscando o clitóris. Gemeu ao encontrar a pequena trilha de pelos no púbis de Lilly. Deliciou-se com a sensação da penugem mínima e macia. Cacete, como ele gostava daquilo.

Lilly gemeu alto ao imaginar o que aqueles dedos calejados pretendiam fazer com ela. A ponta firme de um dedo do meio, achou o capuz de pele que cobria o clitóris.

— Ai, caramba!

Um segundo dedo expôs o botão de nervos escondido e inchado e começou a acariciá-lo.

— Isso, toque-me! — ela gritou e suas coxas começaram a tremer.

Porra!

Ela estava tão perto de um orgasmo!

Brian a dedilhou com afinco, como as cordas de sua guitarra preferida, fazendo movimentos de um rock insano em sua boceta.

— Jesus. O que é isso?

Lilly arfou, jogando o corpo para trás e ordenhando aquele pau ainda mais. Ele retribuiu, provocando o clitóris com um profissionalismo torturante.

— Isso é música, Lilly. — Bastou um toque mais ousado no clitóris e a mágica se deu. Ela desmoronou ao redor dele com a cabeça jogada para trás e os olhos cerrados. Tremendo sem controle.

— Brian... Brian... Brian... — uma ladainha incrível de "Brians" fez o peito dele estufar.

Ele sabia que podia levá-la outra vez... Então, não parou as investidas. Teceu outra sequência de notas bem colocadas no broto sensível, uma balada desta vez... e lá estava Lilly... entre o rescaldo do primeiro orgasmo, presenteando-o com suaves choramingos ofegantes... frutos da tensão que se construía novamente.

Lilly afundou a cabeça no peito de Brian... sem controle... ou nenhum pensamento... — DEUS! — explodiu outra vez, em um orgasmo mais arrasador que o primeiro.

Brian suprimiu o grito de dor quando Lilly mordeu seu peito, logo acima do mamilo. A dor, combinada com a fricção da mão desesperada em seu pau, o levou para o topo. Suas bolas pulsaram em um aviso final... Não ia conseguir se controlar.

Então, com Lilly agarrada a ele, levantou-se com pressa e bastaram só três manejadas precisas em seu eixo, para encher o deck de madeira com seu gozo.

Ele gritou forte, arqueou o corpo para trás, gozando duro e com vontade...

— Caralho! Lilly! — Quase caiu na água. Apertou o braço que sustentava Lilly... A bunda contraiu-se e o abdômen tremeu, até que a última gota saísse. Com as pernas bambas, caiu trazendo Lilly com ele, mergulhando e espirrando água pelo deck...

— Brian! Nós afundamos! — O sorriso doce de Lilly explodiu, assim que vieram à tona e ela afastou os fios molhados do rosto.

— Peguei você! — Brian ajeitou-a em seus braços novamente e acomodou-se no degrau da jacuzzi.

Com toda a excitação sexual drenada de seu corpo... Brian relaxou. Abraços depois do sexo não faziam parte da prática fast-food com as groupies. Nem quando estivera com Kate, mas Lilly estava tão aconchegada, acariciando o seu peito, que achou bom.

— Obrigada por me fazer sentir assim — disse ela.

— Como?

— Viva.

Ofegante e cansado, Brian ficou ali quieto, sem saber o que dizer... e abraçado a ela. Com o coração a mil, o guitarrista ainda tentava entender o que estava acontecendo. Em vinte e quatro horas, a vida dele tinha dado uma guinada. Quando viu Lilly pela primeira vez... soube que, em algum momento, suas histórias iriam se cruzar, mas nunca... nem em suas viagens mais malucas, poderia ter imaginado aquilo.

— Brian?

— O quê? — Ele focou nos olhos sonolentos da bonequinha em seu colo.

— Você ainda quer me foder?

Brian riu... e beijou o topo da cabeça moreninha... Lilly soltou a frase com a naturalidade de uma mãe dizendo que tem lasanha para o jantar.

— Quer que eu faça isso?

Ela puxou o piercing no mamilo dele, fazendo a pele formigar.

— Muito. — Balançou a cabeça com veemência.

Ele a olhou com tanta intensidade que a fez perder o fôlego.

— Então, irei fodê-la, senhorita.

Lilly o olhou satisfeita, como se acabasse de ganhar o prêmio máximo na loteria do sexo. As mãos dele moveram-se levemente sobre a pele ao longo das costelas dela.

— Cinco minutos. Só preciso de cinco minutos para as minhas pernas voltarem a funcionar — ele disse exausto.

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Brian olhou para a mulher esparramada na cama... Linda, nua e pronta. Sentia-se o cara mais sortudo da Terra... em sua imaginação, permitiu-se pensar que ela o havia esperado por todos aqueles anos... Guardando-se para ele.

De certa forma e de seu jeito torto, ele também fizera aquilo. A obsessão secreta por Lilly o tirou do jogo, mesmo para Kate. Foram muitas mulheres e nenhuma entrega ou envolvimento.

— O que tanto fuça?

— Só mais um segundo, esfomeada.

Lilly deliciava-se com a imagem do corpo esculpido de Brian deslizando pelo quarto. Olhar aquela bunda perfeita, indo e vindo, era algo para se filmar. Estava agradecida, porque o método para perder a timidez entre eles, tinha funcionado bastante.

Tudo bem, que a desinibição provocada pelo champanhe ajudou e muito. Porém, o importante era que suas inibições em relação a ele estavam bem menores e a atração aumentava a cada segundo. Ele era tão cheio de detalhes... e naquele momento o que mais chamava a atenção era o pênis. Havia algo sobre as duas pequenas bolas de prata, decorando a borda da glande, que a fascinou.

Queria saber se a sensação delas em seu corpo seria tão boa quanto a joia na língua do músico.

Reparou que ele estava puxando os cabelos.

Deve ser um tique nervoso, assim como apertar a boca com a mão ou bater o dedo indicador sobre os lábios.

Brian repetira os mesmos gestos por várias vezes durante a conversa com Mark e depois quando falaram sobre a virgindade dela e a papelada.

— O que tanto se mexe? Brian, não precisamos fazer isso hoje, se não quiser. — Ela mesma já estava sentindo os efeitos do dia agitado e ele não parecia tão excitado, quanto há cinco minutos.

Uma sequência de lamúrias e palavrões brotou da boca suja dele, enquanto ficava parado com as mãos na cintura ao lado de uma mochila.

— Filho da puta! Eu mato o Gabe!

Lilly virou de lado puxando o edredom e apoiando-se sobre o cotovelo dobrado. Saíram tão rápido da jacuzzi que ela mal tivera tempo de secar-se direito.

— Para quê matar o seu amigo, posso saber? — Riu da cara de desgosto do músico.

— As camisinhas... não consigo encontrá-las.

— Têm umas no banheiro, no kit do hotel.

— Aquelas não servem. Por causa do piercing, uso um modelo reforçado — bufou. — Aquele bastardo do Gabe deve ter acabado com as dele e roubou as minhas.

Ele respirou fundo, tirou uma calça jeans da mochila e começou a vestir.

— Aonde vai?

— Pegar as minhas camisinhas de volta.

— Não pode pedir mais no serviço de quarto? Ou não usar? Comecei a tomar anticoncepcionais, meio que fica impossível... eu lhe aplicar o golpe da barriga.

Ouvir golpe da barriga fez o corpo dele tensionar. Brian ponderou alguns segundos, ficou tentado a aceitar a proposta. Já não fazia sexo sem preservativos há muitos anos e as camisinhas que usava só eram vendidas em lojas de Sex Shop ou estúdios de perfuração.

— Não estou preocupado com golpes. Confio em você. — Brian sentou-se na cama ao lado dela. Pegou uma mecha úmida de cabelos entre seus dedos. — Vai levar um século para achar a marca que eu uso e de jeito nenhum, vou entrar em você sem proteção.

Lilly arregalou os olhos.

— Hey! Eu não tenho nenhuma doença. Se perdeu a vontade, é só dizer! — Afastou a mão dele de seus cabelos e sentou-se brava na cama.

— Ouça, Lilly... A coisa que eu mais quero é te comer... e, apesar de estar muito tentado a mandar a porra da camisinha à merda e me enterrar em você sem proteção, eu estou tentando ser responsável aqui. Confio 100% em você, já disse, mas não fui exatamente um celibatário nestes últimos anos. Sempre usei preservativos, entretanto quero os resultados dos exames. Não me perdoaria se te passasse alguma merda.

Lilly balançou a cabeça. O que mais ela poderia fazer? Assistiu Brian sair, só de jeans e descalço, atrás de preservativos... e enrolou-se nas cobertas. A imagem de Adan abraçado às duas loiras explodiu como um flash... Sabia que muitas mulheres respondiam à fama de forma diferente... Não se contentavam em só abraçar e tirar fotos.

Apesar de achar Brian diferente dos outros caras... sabia que muito da imagem que criara sobre ele, era fruto de sua fantasia sobre homem perfeito. Ele era irresistivelmente sexy e animado, claro que deveria ter tido milhares em sua cama. Dos jeitos mais perversos... e selvagens.

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Brian invadiu o quarto de Adan, passou como um foguete no meio da festa, que bombava animada, em busca de Gabe. Encontrou o babaca com uma morena e um homem, no banheiro.

— Porra, imbecil! O que eu vou fazer agora?

— Foi mal, cara, usamos as últimas quatro. — Gabe não parou as investidas na morena, enquanto um cara nu os observava sentado na privada. — Achei que não fosse mais precisar. Está casado, porra!

Brian olhou para as embalagens vazias e preservativos descartados no chão e revirou os olhos para a morena que não tirava os olhos da virilha dele enquanto gozava alto e ria.

— Eu não estaria tão feliz assim, gata. O médico disse que Gabe tem um caso incurável de herpes.

— Vai à merda, bastardo! Não acredite nele, Jessica!

— Ééééé, Jessie! Jessieeee!

Inconformado, Brian saiu da suíte na mesma velocidade com a qual entrou. As únicas pessoas que usavam preservativos reforçados além dele e Gabe, eram Daniel e Richard. Por sorte, o Ursão estava na cidade. Um deles tinha que ajudá-lo.

Bateu até quase quebrar o pulso na porta de Daniel. Depois de um século, Lion, o novo segurança do time UB, abriu a porta do quarto ao lado.

— É noite de folga do Dani. Ele foi até um daqueles clubes esquisitos que frequenta. Posso ajudar? — Lion estava descabelado e suado com a sua juba loira fora do tradicional rabo de cavalo. Tinha uma cara assustada.

Brian olhou para a barraca armada na virilha do segurança, escondida por uma calça de moletom preta.

— Tem piercing no pau?

— Porra, não! — O homem recuou como se estivesse prestes e ser estuprado.

— Calma, cara! Só queria uns preservativos reforçados. Não quero te comer.

Brian deixou o felino contrariado, rugindo no corredor e saiu correndo. A porta de Mark era a mais afastada do andar. Mania de controle do empresário para ter uma visão geral de tudo. Ouviu Believe, da Cher, tocando dentro do quarto e bateu... bateu e bateu.

Que porra têm essas pessoas que não atendem?

Será que alguém pode ter compaixão?

Estou desesperado aqui!

Finalmente, o Ursão abriu a porta embrulhado em um lençol. Brian tentou ignorar a coleira de strass no pescoço parrudo, escrito Sou do Mark. Pediu os preservativos, ele tinha. Graças a Deus! Porra, tamanho M! Os vinte e três centímetros que ostentava não iriam nunca entrar naquilo. Nem com reza brava! A camisinha sairia voando como um estilingue! Merda, cacete!

Voltou xingando o caminho inteiro. Sua cara estava tão brava que as mesmas loiras atrevidas da porta de Adan nem ousaram falar com ele, enquanto esperavam o elevador.

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— Deus! Esse homem faz a minha boceta explodir.

— A minha também. A vontade que eu tenho é chupá-lo até gozar

— Aquela anã com quem ele casou, deve soltar glitter pela boceta. Só pode! Ele nunca negou uma foda!

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Brian ignorou os comentários indiscretos das loiras e seguiu em frente.

No quarto, encontrou Lilly dormindo.

Merda!

Estranho quando viu vários pacotes de preservativos abertos na cama e levantou uma engenhoca largada em cima do seu travesseiro. Pelo jeito, ela estava a fim mesmo. Sua esposa tinha tentado enfiar uma camisinha dentro de outra, usando o vibrador rosinha dela como base. O látex dos preservativos estava todo esgrouvinhado, ia estourar em dois segundos. Brian riu e Lilly revirou-se na cama, emitindo ronronados suaves.

Ele ficou de pé a observando. Os cabelos úmidos espalhados pelo travesseiro... a boquinha entreaberta em uma respiração suave...

Tão perfeita!

A adrenalina da saga da camisinha e a imagem daqueles peitos redondinhos e empinados escapando da coberta fizeram o pau dele querer jogar. Talvez, ainda pudesse chupá-la. Talvez, ele estivesse sendo superprotetor com a coisa dos exames...

Caralho!

Foi para o banheiro atrás de uma ducha fria e uma boa punheta de alívio.

Ao voltar para o quarto, recolheu a bagunça de camisinhas e o vibrador de cima da cama. Apagou as luzes do abajur e com cuidado, enfiou-se embaixo das cobertas. No dia seguinte, compraria cinco caixas de preservativos e as esconderia em um cofre!

Ao enroscar-se em Lilly e sentir a pele macia dela aconchegando-se contra o seu corpo duro, soube... que teria uma longa noite de agonia.