Enlaçados: Sex and Rock
Capítulo 15
Deus! O jantar!
... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...
Um sorriso satisfeito brotou nos lábios de Lilly ao dar uma última conferida em sua produção relâmpago. Gostou do que via refletido no espelho de moldura clássica, que revestia umas das paredes do banheiro.
O vestido nude, com milhares de delicados cristais Swarovski adornando o tecido, era simples, elegante e divino. Um modelo ajustado ao corpo, um palmo abaixo dos joelhos, de mangas longas, gola canoa e que delineava suas curvas sem ser vulgar. Combinou-o com sapatos
peeptoes[31] nudes. Todo o recato da parte frontal do vestido, contrastando com a ousadia deslumbrante de um decote revelador nas costas.
Nada de joias, apenas um ponto de luz, de dois minúsculos diamantes, em suas orelhas. Após um banho, que deixou sua pele delicadamente macia e perfumada, Lilly optou por cabelos soltos. Caindo livres pelos ombros e costas. Um efeito ondulado desarrumado, meio estilo anos sessenta. Clássico, como a maquiagem sutil que aplicou. O único toque a mais foi o rímel.
Já pronta e ansiosa pela chegada de Brian, foi até a sala. Sentou-se ereta na mesa redonda para pequenas refeições e cruzou as pernas como uma executiva. Séria e compenetrada, abriu o envelope com os documentos elaborados por seu tio. Simples e diretos.
O primeiro, um contrato pré-nupcial padrão com sistema de separação total de bens. Assinou-os.
O segundo, uma declaração de confidencialidade. Um acordo de cavalheiros, onde ambas as partes se comprometiam a não divulgar fatos, boatos ou declarações pessoais para a imprensa ou quaisquer ações judiciais. Assinou-os.
Seu tio era um empresário astuto, tudo estava datado com o dia anterior ao casamento. Nenhuma só linha insinuando que a união não fora nada além de vontade mútua e espontânea. Sem nenhum risco às contestações ou interpretações maldosas.
Lilly ouviu a porta da suíte abrir e seu coração saltou. Um misto de excitação e ansiedade a tomou. Ainda estava se acostumando com a ideia de ter aquele espetáculo de homem sempre por perto. Tudo parecia fruto da sua imaginação fértil. Ficou de pé como um foguete, antes mesmo dele passar pela porta.
Toda a irritação de Brian dissipou-se ao pôr os olhos em Lilly. Ficou em choque! Ele tinha acabado de ter uma briga séria com Mark. Optara por tomar banho e se arrumar na suíte do empresário, não queria atrapalhar Lilly, disputando o banheiro com ela.
Maldita história sobre documentos e acordos! Droga! Estava atrasado e não era só pela briga. Os preparativos para a noite lhes tomaram mais tempo do que o previsto.
Não que ele tivesse tramado ficar horas em frente ao espelho para chegar todo arrumado e causar boa impressão. Não que ele tenha quase enlouquecido a vendedora da loja, porque nenhuma roupa parecia boa o bastante para a ocasião. Não que ele tenha demorado uma eternidade para escolher o presente ideal.
Não! Não, nada disso!
Alucinadamente deslumbrante!
Nada do que tivesse imaginado comparava-se à imagem da mulher à sua frente. Linda, estonteante, absolutamente gostosa pra cacete.
Pois é, Brian, a mocinha cresceu e ganhou formas e recheios alucinantes.
Você é o bastardo de um sortudo, Man!
Ele traçou o lábio inferior com o dedo, enquanto tentava captar todos os detalhes dela. Mais um pouco, estaria babando.
Diga alguma coisa...
Diga alguma coisa...
Diga alguma coisa...
Lilly implorou a ele por telepatia.
— Está absolutamente linda! — disse ele, quase engasgando e sorrindo torto, o que revelou seu conjunto de dentes brancos e perfeitos.
Lilly mal conseguia conter a alegria, ao ver a aprovação escrita nos olhos dele. Seu súbito caso de ansiedade sumiu e ela sorriu. Deus! Só o fato dele sorrir já a deixava maluca, passava de lindo a estonteante em segundos.
E meu Deus!
Ele também estava incrível. Vestia uma calça de linho cinza clara e camisa branca por fora da calça larga. Dois botões abertos revelando o pescoço, mangas perfeitamente dobradas deixando à mostra parte das tatuagens nos antebraços. A pele morena contrastando com o branco. Coturnos chumbo, meticulosamente desamarrados e desgrenhados, brigando com a barra da calça. Irreverente, descolado e sexy. Cabelos bagunçados e molhados, o que o deixavam mais delicioso e selvagem.
Ela reparou em um alargador prateado minúsculo em uma das orelhas. Ele não estava ali naquela manhã.
— Está absolutamente sexy, Brian — respondeu quase sem ar.
Brian não conseguiu se segurar. Precisava tocá-la, segurá-la e beijá-la. Percorreu a distância entre eles em um nanossegundo. Enlaçou-a na cintura e estremeceu ao sentir a pele nua das costas.
— Brian! — Surpreendeu-se Lilly, quando ele girou o corpo dela.
Brian teve todos os sentidos roubados... Soltou o ar entredentes, tentando se controlar. O decote amplo e profundo e uma bunda redondinha e empinada explodiram em sua retina. Salivou e quase enfartou. Traçou a linha das costas com a ponta do dedo e quase gozou quando a pele branquinha e macia arrepiou todinha.
Gostosa demais!
Santos deuses do rock-and-roll.
Obrigado!
— Brian! — Lilly virou para encarar os olhos azuis-violeta escurecidos e famintos. — Eu não sou de ferro, sabia? É até judiação me tentar desse jeito!
Ela nem procurou disfarçar o quanto ele mexia com ela. O perfume fresco de mate verde invadiu seu cérebro e a boca encheu-se de água. Ele parecia um bicho do mato pronto para devorá-la. Um grande, sexy e selvagem lobo mau.
— Caralho, Lilly. Quero ir devagar com você. Juro! Mas assim fica impossível.
Ela já não sabia mais se queria que ele fosse devagar.
Vá com tudo!
Brian agarrou-se à cintura fininha, juntando seus corpos.
— Brian... — Uma das mãos enormes e habilidosas dele espalmou nas costas nuas e a outra foi direto para a nuca. Abaixou a cabeça, parando a centímetros de sua boca. — Acho que vai ter que passar batom de novo.
Quando as pupilas dela contraíram, o corpo dele inteiro vibrou. O pau ganhou vida própria, agitando-se e pressionando a barriga chapada da tentação feminina à sua frente. Um “O” surgiu na boquinha rosada.
Caramba, que o homem está duro!
Mãos delicadas deslizaram sobre a camisa branca, contornando os músculos definidos dos braços fortes. A seguir, pequenos dedos exploraram o peito do Brian roçando no piercing. Lilly sentiu os mamilos dele endurecerem.
A atração alucinante e incontrolável ressurgiu.
Explodiram em outro beijo ardente e molhado de tirar o fôlego. O cheiro de flores e mato se misturando... bocas famintas e línguas safadas... chupando, mordendo e comendo.
Se não fosse pela pegada forte de Brian, Lilly teria desmoronado. Os joelhos dela cederam e o corpo arrepiou, tremeu e contorceu. Não necessariamente nessa ordem. Animado pelos gemidos de prazer que escapavam, Brian aproveitou a empolgação e explorou a bunda empinadinha.
— Oh! — Lilly ofegou e ele apertou, acariciou e apertou de novo aquele corpinho macio e tentador.
— Baby, sua bunda vai ser a minha perdição — grunhiu, quando começou a lamber e a chupar o pescoço macio.
Ela enroscou-se nele, arranhando as costas viris.
— Que coisa louca é essa? Quando você está perto, tudo o que eu quero é te beijar e te pegar — confessou.
Brian parou as investidas no pescoço delicado e segurou o rosto ofegante dela entre as mãos.
— Então, me beija... — beijou-a de leve — e me pega. — Pegou as duas mãos dela e levou-as até a bunda.
Um gemido escapou dos lábios de Lilly, que, timidamente, apalpou e explorou os músculos daquela bunda nota dez.
— Ai, caramba! Que traseiro, benza Deus.
Brian riu e, descaradamente, esfregou o pau na virilha dela. E se não fosse pelo truque do pequeno forro reforçado na região dos seus seios, Lilly teria sérios problemas de bicos intumescidos evidentes.
— Pode me apertar sempre que quiser, mocinha.
— Esse é o problema... ando querendo apertá-lo a toda hora. Está rápido demais.
— Rápido? Demorei quatro anos para chegar até aqui! — Beijou-a novamente, até deixá-la sem fôlego. — Já perdemos tempo demais, mas tenho planos, Baby Girl. Pode relaxar.
Quatro anos?
Ofegante e sem poder acreditar nas palavras dele, a mente de Lilly disparou.
— Relaxar? Pla- planos? — gaguejou.
— Quero você à vontade. Por mais que deseje te comer desesperadamente, aqui e agora... acho que merece algo especial. Ir com calma. No seu tempo.
— Meu tempo? Um ano? — Uma certa frustração atingiu Lilly.
— Estava pensando em algo mais rápido. — Sorriu, abraçando-a.
Lilly sentiu alívio, outro homem dizendo para ela esperar seria maldade demais.
Os olhos dela iluminaram-se de esperança.
— É... mais rápido pode ser bom...
— Que tal... descermos, jantarmos e nos divertirmos. Aí depois, só depois, quebrar esse gelo entre nós? Quero te tocar... ser tocado... descobrir como você gosta, te mostrar como eu gosto... perder a inibição.
— É... acho que é bom um plano. — Sorriu mais animada.
— Que bom, mas... antes... quero que veja uma coisa.
Lilly notou a mudança imediata no tom dele.
Um traço de nervosismo?
— São os documentos? Eu já assinei tudo. — Lilly apontou para os papéis sobre a mesa.
Ele arregalou os olhos, balançou a cabeça olhando em direção à mesa. Os lábios de Brian se fecharam em uma linha fina. Soltou Lilly, foi até o quarto, deixando-a sem saber o que fazer. Voltou segundos depois, vestindo um par de óculos de armação grossa preta.
Uauuu!
Sexy nerd!
— Brian! Amei os óculos.
— Eles me fazem parecer um idiota. — Levantou os ombros.
— Oh! Boy... te fazem parecer quente! Isso sim... Muitoooo quente. Acredite.
Ele apenas sorriu meio tímido.
Lilly surpreendeu-se quando Brian sentou calado na mesa e começou a ler a papelada. Os óculos davam um ar aristocrático a ele, totalmente contrastante, com seu jeito rock-and-roll.
— Lilly — falou em um tom sério e o coração dela palpitou em expectativa. Com cautela, ela aproximou-se e Brian tentou explicar. — Sobre os papéis... eu... merda! O Mark... nós até brigamos.
Ela colocou a mão sobre o ombro dele, apertando-o.
— Brian... — Usou o mesmo tom cordato. — Sei que tudo foi discutido entre o meu tio e o Mark. Tenho certeza de que você não sabia de nada, assim como eu. Mas acho que os dois estão certos.
Franzindo a testa, ele virou à procura de qualquer indício de hesitação.
— Não está chateada? Eu fiquei. Não quero que pense que desconfiei de você ou quero me aproveitar.
Lilly inclinou a cabeça sobre o ombro, riu e sentou-se na cadeira ao lado dele. Segurou na mão enorme olhando bem firme nos olhos azuis irritados.
— Sem chance de eu achar algo de ruim a seu respeito. A única beneficiada nisso tudo sou eu, lembra?
— As coisas não são bem assim... — Com o polegar, Brian desenhou pequenos círculos na mão de Lilly.
Uma sensação boa de conforto a atingiu. Hummm... quente... carinhoso.
— São assim, sim. Sei que estamos nos divertindo, mas isso tudo é fora da curva. Os dois estão certos em se preocupar. — Ela sorriu. — Acho que estava tão bêbada ontem e agora tão obcecada em te beijar que me esqueci da parte prática. Por mais incrível que seja o que está acontecendo... Não estaríamos casados se não fosse o meu problema e o álcool...
— Não esqueça da parte do tesão, muito tesão — interrompeu ele, rindo.
— Nossa, como esquecer! É a parte principal... — brincou, apesar de não se lembrar. — Contudo, sabemos que temos prazo de validade. Não queria pensar nisso agora, mas é verdade.
— Eu sei, mas faz parecer tão frio. — Ele esfregou a testa franzida, ajeitando os óculos. — Como um negócio e não foi isso... Não quero essa merda toda de dinheiro rondando a gente. Não tenho nenhum interesse financeiro...
— Sei disso e nunca pensei o contrário. — Lilly voltou a apertar as duas mãos dele. — Tanto Mark, quanto tio Ed são caras de negócios e não dois loucos impulsivos como nós. Que bom que eles estão aí para se preocupar, discutir e resolver a parte chata por nós. Suponho que tenha acumulado um bom patrimônio com a banda. É natural que o Mark queira te proteger. Se os dois acham que assinar os documentos é o melhor a ser feito, então nós assinaremos.
— Tem certeza de que não está nem um pouco incomodada? Eu fiquei puto.
— Vou ficar puta em dois segundos, se não assinar essa droga e não me levar para jantar logo!
— Você é incrível, Lilly. — Brian pegou a caneta que ela tinha deixado sobre a mesa e assinou os papéis. — Pronto! Fim destas merdas de dinheiro ou desconfiança entre nós.
Lilly beijou a bochecha dele de um jeito teatral.
— Impressionante como você fala a minha língua, Sexy Nerd. Podemos ir comer agora? Estou faminta!
Lilly levantou-se indo até o sofá, onde tinha largado a bolsinha que preparou para a noite. O movimento de vai e vem dos quadris dela e aquele bumbum empinadinho fizeram Brian salivar. Aquela coisinha toda perfeita, de cinturinha fina e peitos tentadores fazia a respiração dele falhar.
— Vamos? — ela disse sorrindo.
— Temos que esperar os caras chegarem. Logo devem estar por aí.
— Que caras?
— Da segurança. O hotel está lotado e não é muito seguro andar por aí sem eles. Às vezes, os fãs se empolgam.
— Ah!
— Tem só mais uma coisa... Precisamos ajustar mais um detalhe antes de descermos.
Lilly olhou confusa quando Brian estreitou a distância entre os dois e abriu um sorriso de mostrar as covinhas. Em seguida, ele fuçou no bolso de trás da calça... e o coração dela disparou.
Puta merda!
Ele não tinha que fazer aquilo! Um anel de diamantes e um par de alianças de platina grossas cintilaram bem ali, na palma da mão dele.
— Eu acho que não existe uma noiva sem um desses. — Pegou o anel de diamantes com corte quadrado. — A mulher da loja explicou que esse tipo de corte de pedra é o que mais combina com mulheres únicas e determinadas, mas que ao mesmo tempo são suaves e femininas como você.
Lilly não pôde evitar o momento "menina chocada", levemente apaixonando-se de novo, e levou a mão aos lábios. Ele a achava única e determinada? Feminina? Teve medo de perguntar. O tamanho da pedra sobre o aro de platina era um pouco exagerado, mas... Lindo! Lindo! Lindo! Com a ponta do dedo tocou o anel na mão dele, com medo de que evaporasse e não passasse de uma miragem.
— Deus, Brian! Não tinha que fazer isso.
Uma careta de espanto formou-se no rosto másculo e belo.
— Lógico que tinha. Já te disse, sou um cara tradicional. Se não gostou, posso trocar. Tinham outros tipos lá. Mas este me lembrou de você.
Lilly soltou o ar, que não sabia que estava segurando.
— Não quero trocar, eu adorei. Simplesmente, adorei... Perfeito!
Simplesmente perfeito como você, Lilly.
Brian sorriu satisfeito com a empolgação da esposa e pegou a mão esquerda dela. Pensou em ajoelhar-se, mas achou que seria demais. Certamente, ela iria rir na cara dele. Apesar de estar gostando muito da ideia... sabia que eles não estavam apaixonados e nem eram assim... um casal real.
Como não tinha a menor noção dos detalhes, a mulher da loja deu-lhe uma miniaula a jato. Ele tinha pego escondido o anel que Lilly deixara sobre a cabeceira, para não errar no tamanho.
Anéis de casamento tinham que ser colocados na mão esquerda, no terceiro dedo. Quem inventou esse troço foram os egípcios. Eles acreditavam que neste dedo havia uma veia que fazia ligação direta com o coração. A platina e o diamante, porque representavam a força e a eternidade no relacionamento. Brian foi um aluno aplicado e aprendeu tudo direitinho. Pensou em dizer para Lilly.
Não!
Ela iria achar exagerado demais.
— Coube certinho. — Lilly não resistiu à tentação, ficou na ponta dos pés e deu um beijinho na boca de Brian.
Depois foi a vez das alianças de platina que se atraíam.
— E... acho que não existe marido e mulher sem isso. — Repetiu o processo no mesmo dedo de Lilly. Escolheu as mais grossas, que podiam ser vistas de longe e também imantadas. A vendedora especialista explicou que era tradição. Alianças, que se atraem, mantêm os corações do casal unidos.
E eles tinham que parecer um casal, certo?
Quando ele foi colocar a sua própria aliança, ela interrompeu-o:
— Não! Deixa que eu coloco! Também sou uma mulher de tradições, senhor Pierce.
Delicadamente Lilly deslizou o anel no dedo dele e uma emoção tomou conta de Brian. Um troço diferente, uma coisa quente e desconhecida rasgando o peito.
— Acho que agora, já posso beijar a noiva. — Repetiu o gesto dela, beijando-a, mas não tão delicadamente...
Uauuu! Era estranho... Mas para Lilly parecia certo... de verdade. Como se a aliança firmasse o pacto de parceria e confiança que fizeram.
— Bom, acho que é isso. — Brian ficou sem saber o que fazer. — Assinamos os documentos e temos as nossas alianças. Agora somos um casal respeitável e confiável, senhora Pierce.
— Parece que somos, senhor Pierce. Caramba! Desculpa ficar repetindo, mas esse anel... Nossa, é perfeito! Tem um bom gosto incrível, Brian. Escolheu muito bem!
— Falei... tenho olhos com superpoderes. — Riu divertido. — Já o bom gosto... acho que conquistei o meu topo só agora. É simplesmente perfeita... a aliança — corrigiu rapidinho o ato falho.
A vontade de Lilly era sair correndo dali e ir mostrar o anel para Penne. Poder gritar e pular como uma noiva boba e ensandecida. O anel que ganhara do falecido, em nada combinava com ela. A começar, que nunca usava peças douradas... Então, não tivera nenhum remorso de jogá-lo na cara dele quando o flagrou.
Mas aquele outro anel... Aaah, aquele anel era especial... Era o anel de Brian.