Enlaçados: Sex and Rock

Anne Krauze · Capítulo 50 de 50

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Enlaçados: Sex and Rock

Epílogo

Quase seis meses depois...

 

Lilly ignorou os flashes vindos da rua, a algazarra dentro da limusine e perdeu-se no

rosto sorridente de Brian.

Os pensamentos dela voaram longe...

Era tão bom vê-lo daquela maneira: feliz e deslumbrante em um smoking. Parecia um sonho, mas já fazia alguns meses que os dois viviam despreocupados e longe dos problemas.

Quando a bomba toda sobre Ava e Bertran estourou, eles foram acusados e presos sumariamente, sem direito à fiança. Ambos tiveram que esperar o julgamento sob custódia.

Mesmo com tudo esclarecido, Brian culpava-se pela bebedeira de Vegas. Então, para diminuir a culpa que ele estava sentindo, Lilly abriu toda a verdade sobre o pequeno tesouro deixado pela avó materna.

— Puta que pariu! Eu era casado com uma multibilionária? — gargalhou o músico. — Agora entendo o desespero do tio Ed com o contrato nupcial.

Diante dos fatos, a juíza Morgan procurou Brian e Lilly oferecendo a anulação de todo o processo. A ideia de permanecerem casados e de reaver os bens da herança era muito atraente, mas a vontade de ter Ava bem longe da vida deles, para sempre, era maior. Mantiveram o acordo, desde que a cláusula de extradição fosse mantida.

A loira esperneou, gritou, chorou e pediu por clemência. Nada feito, ela acabou transferida para uma prisão no México, julgada, condenada e obrigada a entregar toda a herança para Antoine. Havia boatos de que o dono, da tal empresa seguradora, era amigo pessoal do Marchand e superfaturou o valor das obras, só para deixar Ava realmente sem nada.

— Um dólar pelos seus pensamentos.

A voz de Brian puxou Lilly para a Terra.

— Às vezes tenho que me beliscar. Não estava mais acostumada a ter tanta paz — ela disse.

Ele abriu um sorriso e passou o braço sobre os ombros de ex-esposa deixando-os ainda mais juntinhos.

— Melhor aproveitarmos, a calmaria vai durar pouco. — Brian pousou a mão livre sobre o vente extra GGG de Lilly. — A sua carinha está cansada, não sei se foi uma boa ideia ter vindo.

Os olhos castanho-esverdeados arregalaram.

— E perder a sua grande noite? De jeito nenhum! É o seu aniversário e o Oscar. Sempre quis vir a uma das cerimônias, amo o Teatro Chinês e você.

Brian gargalhou. Lilly era uma guerreira nata, estava na cara que mal conseguia ficar de pé. Aqueles dois na barriga dela estavam fortes e eram muito animados. Viviam fazendo malabarismos dentro da mãe.

— Tá bom, mas vamos passar pelo tapete vermelho e ir direto para a tribuna de honra.

Não quero meu Umpa-Lumpa[99] zanzando por aí. — O dedo longo dele tocou o narizinho arrebitado.

— Me chame de Umpa-Lumpa mais uma vez e eu te capo! — Lilly cerrou os olhos.

Droga!

Eu deveria ter escolhido o vestido longo preto, que emagrece!

— Umpa-Lumpa! — Gabe gargalhou, sentado no banco em frente ao deles.

— Gabe Green! Apoie as gozações do seu amigo e eu te retiro do posto de padrinho duplo! — Lilly ameaçou o loirinho, que engoliu o riso.

— Hey, não é gozação! Amor, você é a coisinha vermelhinha e redonda mais linda do planeta.

— Brian Theodore Lincoln Pierce! — Lilly rosnou e o músico ergueu as mãos em sinal de rendição.

— Isso não é justo! Eu li todos aqueles malditos livros sobre o que esperar, enquanto se está esperando! — Gabe jogou as costas fortes contra o assento e cruzou os braços. — Serei muito útil!

Lilly riu e assentiu, o baixista a estava enlouquecendo. Ele realmente sabia o que esperar, enquanto ela estava esperando.

— Por que vocês dois não param de infernizar a Bonequinha? — Big rosnou mais ao fundo da limusine. Ele estava tendo um papo-cabeça com Adan, que andava emburrado desde que Mel tinha aceito um emprego no jornal Le Monde de Paris.

— É... — Adan manifestou-se claramente de mau humor — não lembram do que o Gabe disse ontem? Que este último mês tem que ser de descanso.

— É, eu li. — O baixista abriu um sorriso. — Um ambiente tranquilo é muito importante para que as crianças nasçam calmas.

A gargalhada estridente de Penne explodiu. Ela estava linda em um vestido de veludo verde.

— Com tanta merda que já passaram, os pirralhos vão ser uns demônios.

— Penne! — Brian censurou a amiga, em seguida fez que não para a esposa.

— Que é? — A guitarrista fez cara de ofendida. — Reclame com a vaca da Ava, não comigo. A culpa é dela! Bem feito que não deixaram a nojenta ter direito às regalias. Ficar morena e com buço foi pouco por tudo que nos fez passar!

Big gargalhou. Ele quem tinha descolado uma foto de Ava na cadeia. A mulher estava o cão sem a tintura loira nos cabelos, o alisamento progressivo e a depilação.

— Ôôôôô, dá para pararem de ressuscitar os mortos? — Mark ajeitou a gravata borboleta do smoking vinho que vestia. — Concentrem-se. Em um minuto passaremos pelo tapete vermelho. Lembrem-se do que o Brian nos pediu, nenhuma palavra sobre a não indicação de Ian e a ausência dele no Oscar.

Brian assentiu, agradecido para o empresário. O assunto Ian Pierce ainda era doloroso para ele e para a mãe. Desde a separação dos pais e a confissão pública do caso de anos com Kate, a carreira de Ian tinha caído como um meteoro. O filme O Juiz tinha sido um fracasso de bilheteria e nem passou perto das indicações para o Oscar.

A limusine parou e como era de se esperar, todos os astros e estrelas foram imediatamente ofuscados pela sensação de Los Angeles: a muito grávida Lilly. As centenas de câmeras e flashes voltaram-se para ela. A cada passo, dezenas de perguntas sobre os bebês e a data do novo casamento eram disparadas.

— Senhores, cada coisa no seu devido tempo.

— Deixem primeiro, os gêmeos chegarem.

— É claro que a pedirei em casamento!

— Estamos juntos e bem. Isso que importa!

Brian respondeu a tudo com um sorriso no rosto, mesmo que ainda estivesse muito, muito puto por estar solteiro.

Ofegante com o esforço, Lilly limitou-se a posar para as fotos, a acenar, a sorrir e a tentar caminhar o mais graciosamente que sua barriga lhe permitia. Agarrou-se em Brian quando subiram os degraus vermelhos e foram encaminhados para a tribuna de honra.

... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...

 

Lilly remexeu-se na cadeira. Também, com uma barriga daquele tamanho era difícil achar uma posição confortável... Há uma semana, vinha sentindo uma sequência de incômodos nos pés, nas costas, nos seios... Parecia que todas as partes do seu corpo estavam incomodadas.

Ela respirou fundo quando a mão poderosa de Brian procurou a dela e segurou firme. Estava nervosa além da conta. A indicação de melhor composição seria a próxima a ser apresentada.

Brian dizia que não, que só a indicação já lhe bastava, mas ela sabia que aquelas palavras eram fruto da humildade exacerbada do músico. No fundo, ele ansiava muito por mais um Oscar, mas não queria soar prepotente.

As luzes se apagaram e um feixe de luz iluminou dois vultos majestosos.

Ai, meu Deus!

Lilly levou a mão livre à boca.

Sarah Lincoln, que tinha acabado de receber o Oscar de melhor canção, caminhou divina pelo palco em um vestido azul-turquesa reluzente. A separação fizera muito bem a ela. Estava deslumbrante! Logo atrás veio o Adan, também premiado pelo dueto que fizera com Sarah.

Suspiros discretos da plateia feminina pipocaram. O cara era um tesão, metido em um smoking.

O coração de Lilly parou. Aquilo tinha que ser um sinal! Tinha que ser! Ela olhou para Brian, que não mexia um músculo. Os olhos estavam vidrados nas figuras que lhe sorriam do palco, a respiração acelerada e pequenas gotículas de suor faziam a têmpora brilhar.

Tadinho, tão nervoso.

Com medo de que ele tivesse um treco, Lilly pousou a outra mão sobre a dele, fazendo um sanduíche.

Os nomes dos indicados foram ditos por Sarah... Trechos das composições apresentadas... O silêncio de expectativa se formou.

Ai, ai, ai que é agora!

— E o Oscar de melhor composição vai para... — Adan sorriu ao fingir que se enrolava para abrir o envelope — Brian Pierce!

— Parabéns, meu filho. — Sarah caiu no choro.

O coração de mãe estava pequeno para tanto amor e orgulho. Brian era fenomenal. Ela olhou para o filho e sorriu. O pobrezinho estava pálido e estático como se não tivesse entendido.

— Vem, meu filho. O Oscar é seu — Sarah buscou alguma reação nele.

Incentivado por Lilly, o músico levantou com as pernas trêmulas e caminhou até o palco. Sob aplausos, subiu as escadas ladeadas por réplicas gigantescas da estatueta. Abraçou a mãe, o amigo e sentiu a mão formigar ao pegar o troféu.

Tinha acontecido! O segundo Oscar... A consagração do seu amor pela música. Um sorriso torto brotou nos lábios dele ao se posicionar diante do microfone e olhar para Lilly... Violetas e castanhos faiscaram.

Deus, como eu te amo!, pensou Lilly.

— Obrigado, membros da Academia e a toda equipe técnica do filme — começou ele timidamente. — Uau! Que presentão de aniversário! Não sei nem o que dizer, não tenho um discurso pronto. Bom... acho que terei que improvisar e fugir dos tradicionais agradecimentos.

Lilly parou de respirar... a emoção elevou os batimentos cardíacos dela.

— Engana-se quem pensa que a felicidade está nas coisas materiais... — continuou ele — não nego que uma boa e farta vida, e ter acesso às coisas facilita muito, não vou ser hipócrita... A carreira bem-sucedida, a fama e o dinheiro são bons, mas não essenciais. Pode-se ser vazio, tendo muito. Já fui criticado... Como um cara como eu poderia se sentir um bosta, às vezes?

A plateia alvoroçou-se.

— Pois é... já fui vazio. Não sou mais. Eu tentei imaginar algo que traduzisse o nome da composição premiada, que se chama Love, mas sempre que eu pensava nela, um rosto vinha à minha mente. Foi ele que me inspirou nos momentos em que estive naquele estúdio e foi por ele que eu quis dar o meu melhor. Você, Lilly, é a essência desse sentimento em mim... Love... Um amor doce, porém forte. Um amor que nasceu e seguirá crescendo por toda a vida... Só por você.

Aplausos explodiram.

Brian esperou a comoção amenizar para continuar:

— Pequenininha, é claro que a nossa trilha sonora nem sempre foi suave... Nem poderia. — Brian riu de um jeito que fez Lilly querer transar. — O nosso amor não é um conto de fadas, é algo real e imensamente poderoso, como a música que eu compus. Notas e mais notas vibrantes ou tensas até, misturadas às melodias suaves, alegres e belas. Uma comédia romântica maluca, estrelada por nós dois. Com você aprendi que o gostar é insistir e cuidar sempre... e que não existe essa de abandonar o show por medo das tempestades e dos raios... Que venham mil temporais! Um time campeão enfrenta o mundo se preciso for, mas nunca se abandona. Eu te amo mais que a vida, Lilly. Esse prêmio é para você.

Sarah e Adan agarraram Brian em um abraço apertado. A plateia pôs-se de pé e no segundo em que Lilly levantou para aplaudir o ex-marido, uma pontada percorreu a coluna dela.

Ai, caramba!

Tomada pela dor alucinante, ela apoiou a mão no braço de Big, que estava em pé ao lado dela e inclinou o corpo para frente. Outra pontada e ela sentiu o abdômen inchado contrair.

— O que foi? — Big olhou assustado para a amiga, que se contorcia.

Como a garota do Exorcista, o rosto transtornado de Lilly girou na direção do Gladiador.

— Acho que tem gente querendo participar da festa — ofegou.

— O quê? — Big olhou para os lados em busca de perigo.

— Ai, que merda! É agora? — Gabe aproximou-se de Lilly em êxtase. Aquela posição estranha só podia significar uma coisa. — São eles?

— Eles quem? — Penne chegou junto, completando a rodinha.

Outra pontada e outra contração... Um líquido quente começou a escorrer pelas pernas graciosas de Lilly.

— Caramba! Que dor! — Lilly berrou. — Essa merda está certa? Briaaan!

Gabe correu para o palco e arrancou Brian dos braços de Sarah.

— Não pode ir para os bastidores! BriThe está chegando! — O baixista pulava como um canguru, apontando para a plateia.

— O quê? — Brian olhou na direção apontada, mas as luzes do palco estavam ofuscando a visão dele.

— A Lilly está parindo! — Gabe berrou.

Os joelhos de Brian falharam e ele cambaleou. O Oscar soltou-se da mão dele e foi salvo por Sarah, a dois segundos de cair no chão.

— Precisam ir... eu explico para os organizadores. — Sarah sorriu com a calma de quem já tivera cinco filhos. — Encontro vocês no hospital. Vão!

— Puta que pariu! — Adan ameaçou sair correndo, mas parou. — Vem, porra! — gritou para o guitarrista.

Como alucinados, o trio percorreu o palco, desceu as escadas e encontrou Lilly nos braços de Big. Assim que viu Brian, ela esticou os braços pedindo por ele e com ela já no colo, o músico teve um branco...

Ele queria correr, mas não sabia para que lado.

Então decidiu-se pelo óbvio. O smoking dele estava todo molhado. Coitadinha! Mijou nas calças. Correu em direção à porta que dava para os banheiros.

Deus, Lilly estava pesando uma tonelada!

— Não! Para onde está indo? — Ela agitou-se nos braços dele. — É pra lá! —Apontou na direção contrária.

— Mas o xixi? — Ele parou o passo.

— Não é xixi, estou vazando! São os bebês!

— Cara, o Mark está esperando lá fora com os carros da segurança! — Big tentou pegar Lilly de novo, mas Brian recusou-se a soltá-la.

Mudaram a rota e percorreram o corredor central do Teatro sob aplausos e gritos de uma Boa Hora. A imprensa estava no céu. Repórteres abandonaram seus postos, para seguir o grupo apressado. A cerimônia que se danasse... Aquilo sim, era o paraíso dos furos de reportagem.

Todos se espremeram no primeiro SUV, ignorando o outro carro vazio atrás deles. Mark teve que se ajeitar no porta-malas, nem sob decreto ficaria de fora.

— Acelera! — Sentado no branco da frente e com Lilly nos braços, Brian gritou para Dilon.

Partiram...

A comitiva de SUV’s começou a atravessar a cidade. Uma bateria de policiais em motos ajudou, abrindo caminho. Chacoalhando no porta-malas, Mark ligou para o hospital e deixou todos a postos. O empresário estava adorando tudo aquilo, no fundo, sentia saudades de uma boa agitação.

— Que dor! — Lilly agarrou os ombros de Brian ao sentir uma nova contração.

— Respiração cachorrinho! — Gabe gritou, espremido entre Adan e Big no banco de trás.

— É, Lilly, faz igual ao Gabe ensinou — Penne incentivou, sentada no colo de Big.

— Abram as janelas... ela precisa de ar. — Adan apertou os botões de comando na porta ao lado dele. — Porra! Tinha que vir todo mundo aqui? Isso aqui parece uma lata de sardinhas! O carro de trás está vazio, caralho!

Todos o ignoraram... perder o melhor da festa? Nem pensar!

Chegaram em grande estilo ao hospital. Centenas de jornalistas já estavam lá, tumultuando a entrada. Foi preciso que a segurança fizesse um cordão de isolamento para conter a multidão. O SUV freou bruscamente bem na frente de um grupo de enfermeiros de azul e uma cadeira de rodas.

Lilly foi acomodada e sob centenas de flashes, entraram.

— Vamos levá-la para o quarto e prepará-la. Pelo jeito não vai demorar! — comandou uma senhora robusta, que parecia ser a líder de todos.

... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...

 

— Pelo amor de Deus! Dona Gertra, e se eles estiverem entalados?

Brian olhou com desconfiança para enfermeira chefe. O que não ia demorar, já durava mais de quatro horas. A mão dele já estava roxa de tanto Lilly apertar. Até uma mordida ele levara. Maldita hora que a obstetra resolveu esquiar e quebrar a perna!

— Olhe o seu tamanho! Esses bebês não são minúsculos! Estamos quase, ok? — a senhora disse toda descabelada. — Vamos, querida! Só mais uma.

Lilly assentiu, já sem forças para gritar, e respirou fundo, à espera da próxima contração. A onda de dor veio forte e Lilly olhou fundo nos olhos de Brian e rosnou. Àquela altura, estava com ódio dele por ser tão grande.

— Vamos, amor... só mais essa! Empurra! — ele a incentivou.

Lilly queria empurrar o pé na bunda dele, isso sim, mas o obedeceu e deu o melhor que podia dar.

Tudo, em seguida, foi muito rápido...

Primeiro veio Brian Junior e depois Theodora. Dois pacotinhos de braços e pernas agitados. Lilly começou a chorar quando os bebês fizeram o mesmo e Brian a beijou com ardor.

— Meu Deus! Obrigado! Isso é incrível! Te amo, Pequenininha.

Ela sorriu exausta e ele cambaleou até a parede, e apoiou-se.

Uau! Isso está acontecendo, mesmo?

Aquelas coisinhas minúsculas eram mesmo dele? Era difícil de acreditar. Aquelas duas cabecinhas morenas com gargantas potentes, que deixavam os agudos de Adan no chinelo, tinham sido feitas por ele?

Queria tocá-los, mas, pacientemente, esperou que a equipe cuidasse de Lilly e dos bebês. Soltou o ar, que nem sabia que estava prendendo, quando a enfermeira Gertra abriu um sorriso e disse que mãe e bebês estavam bem.

As duas miniaturas de gente foram colocadas nos braços de Lilly e Brian aproximou-se. O coração dele estava disparado em uma euforia louca e lágrimas molhavam o seu rosto sem que pudesse ou quisesse impedir.

Era lindo!

Mãe e filhos observaram-se por segundos eternos... reconhecendo-se e estabelecendo laços que perdurariam por toda a vida.

— Pois é, turminha, eu sou a mamãe. Meu Deus, vocês são lindos! — Lilly acariciou os rostinhos e checou cada centímetro do corpinho dos bebês. — Tem um cara muito legal que vocês precisam conhecer — ela disse em um tom delicado e suave, totalmente novo para Brian.

— Oi, é o papai.

Sem saber como agir e com medo de quebrá-los, os dedos longos do guitarrista tocaram de leve a penugem macia e morena do neném mais próximo: Brian Junior e, em seguida, fizeram o mesmo com Theodora.

Gertra aproximou-se, pediu que o novo papai sentasse na cama e transferiu os pacotinhos para os braços dele. Eles resmungaram e o mundo todo parou. Um amor bruto e incondicional explodiu no peito do guitarrista, assim que aqueles dois pares de olhinhos tentaram focalizar o rosto dele.

Eles eram as pessoinhas mais perfeitas do universo e ali, naquele momento, Brian soube... dedicaria a vida a fazê-los felizes.

— Posso beijá-los? — Olhou para Lilly, que acompanhava tudo com os olhos marejados. O amor transbordava em seu rosto exausto.

— Claro, são seus. — Ela sorriu com doçura.

— Nossos. — Brian devolveu um olhar apaixonado para ela. — Eu te amo mais que a vida — sussurrou e inclinou-se para beijar os narizes minúsculos.

A enfermeira Gertra aproximou-se.

— Parabéns, vocês quatro formam uma família adorável. — Ela tirou a touca cirúrgica, e fez sinal para a equipe. — Vamos deixar os papais curtirem o momento e lamberem as crias.

Os dois agradeceram e foi a equipe médica sair, para o quarto ser invadido.

— Aí estão vocês. — Gabe sorriu para as bebês e empunhou uma filmadora.

A sobrancelha de Brian arqueou em um tom divertido.

— Onde arrumou isso?

— Na lojinha da maternidade. Quero registrar todas as fases da vida dos meus afilhados.

Lilly sorriu para o baixista e assentiu. Se Gabe queria fazer um documentário, que fizesse! Os bebês eram a sua nova obsessão e uma fuga. As fotos de Bertran haviam feito um baita estrago no emocional dele, que confessou aos amigos, que se sentia estuprado.

Foi com surpresa que Lilly ouviu o baixista dizer que nunca tinha tido um contato mais íntimo com um homem. Segundo ele, tudo não passava de provocação e a chupada de Bertran aconteceu em um momento em que ele estava sob o efeito daquela droga de Boa Noite, Cinderela.

Brian rosnou quando Penne aproximou-se e sem cerimônia, pegou Theodora.

— Oi, coisa lindinha, sou a tia Penne, a sua madrinha. Esse grandalhão do meu lado é o tio Big, seu padrinho. — A loirinha levantou a criança para que ficasse de frente para o amigo e depois aconchegou-a nos braços. — Vamos ser amigas e prometo te ensinar tudo o que eu sei.

— Ah, mas não vai mesmo. — Brian levantou-se, assim que Adan pegou o menininho e aninhou-o em seus brações. — Não quero a minha filha metidas nessas coisas de homem!

— Brian. — Lilly gargalhou. — Não vai poder mantê-la em uma redoma.

— Vou sim. — O músico fechou a cara.

— Bom, já eu, como padrinho, vou ensinar tudo sobre as mulheres para o B.J.. — Adan tocou a ponta do narizinho do garoto. — Alguém precisa avisar a Mel.

— Avisa você, ué. — Gabe girou a câmera para o gigante loiro. — Ela vai gostar de saber que já é madrinha.

— Não quero papo com aquela parisiense falsificada. — Adan fulminou Gabe e aproximou-se da cama. — Aqui, mamãe. — Entregou o bebê para Lilly e beijou-a na testa. — Parabéns, vou deixá-los descansar. Daqui a pouco, mais visitas chegarão — disse e saiu do quarto.

Todos se entreolharam e caíram na gargalhada. Aquela relação Adan e Mel era muito mal explicada. Lilly riu e beijou o rostinho de B.J.. Adan que se cuidasse perto dela. A curiosidade era um combustível perigoso e agora que, definitivamente tornara-se parte integrante daquele grupo louco, ela teria muito tempo na estrada para descobrir que merda acontecera na tal boate.

Estava realizada...

Era mãe.

Era amada.

E uma nova e maravilhosa etapa de vida abria-se para ela.

... ... ... ... ♥♫♥♪♥ ... ... ... ...

 

Quatro meses depois...

 

Sobre os ombros, Brian olhou para o carrinho no centro do quarto e mexeu o corpo na cama com todo cuidado para não acordar os bebês. Os pequenos tinham dado um baile para dormir. Se desse sorte e fosse muito, mas muito silencioso mesmo, os danadinhos ficariam fora do ar até a próxima mamada.

Ser pai era do caralho!

Transar escondido era uma merda!

— Talvez seja melhor pararmos — Lilly sussurrou.

— Parar, nem pensar. — Brian ajeitou o peso do corpo sobre os cotovelos. — Está tudo sob controle, vamos continuar.

O corpo nu de Lilly contorceu-se sob o dele. O desejo exagerado por sexo, que ela sentiu durante a gravidez ainda estava ali. A vontade dela por Brian parecia nunca ter fim. Não que os bebês pudessem ver alguma coisa, do carrinho que dividiam, mas os corpos nus dos pais estavam parcialmente escondidos, encobertos pelos lençóis.

Encaixada em um delicioso "papai e mamãe", Lilly ergueu os joelhos e projetou o quadril. Brian tomou o controle e estabeleceu o ritmo... Logo, a Fera alcançou todos aqueles pontos secretos dentro dela, fazendo-a gemer baixinho e cravar as unhas no dragão nas costas de Brian.

O músico queria urrar, mas controlou-se. Os gemidos discretos de Lilly o enlouqueciam. Sem parar as arremetidas, ele ajeitou o corpo e abocanhou um dos mamilos. Chupou-o forte e provocou-o com a língua.

Meteu e chupou em um ritmo provocante. O tesão era tanto que as coxas bem delineadas de Lilly espremeram os quadris dele e uma contração na boceta instigou-o a meter com mais intensidade.

Brian olhou fundo nos castanho-esverdeados, entrou e saiu... meteu e tirou e meteu mais, mais e mais. As respirações ofegaram baixinho e o som dos sexos trabalhando preencheu o quarto.

As costas de Lilly arquearam e a boca entreabriu... Merda! Brian abocanhou aqueles lábios carnudos abafando o grito extasiado dela e entregou-se ao próprio gozo.

Satisfeitos e felizes, os dois enroscaram-se na cama. Brian adorava o sexo barulhento e sem limites, mas ali em um quarto de hotel era prática impossível.

Abraçada ao músico, e apaixonada, Lilly encaixou as mãos deles. Na lateral dos pulsos de ambos, dois pequenos corações exibiam-se lado a lado. Lindos e discretos... Uma marca secreta de amor.

— Tudo bem que eu disse que era pra gente encontrar um estúdio de tatuagem discreto e longe das câmeras dos paparazzi. — Lilly esticou o pescoço e beijou a tatuagem recém-feita no pulso de Brian. — Não que eu esteja reclamando, mas Dinamarca?

Brian riu e aconchegou-se mais ao corpo ainda trêmulo dela.

— Pesquisei e temos tudo o que precisamos aqui. — Ele beijou o ombro delicado.

Lilly riu, ainda desacreditada da última loucura do músico. Louco por um momento de paz e não aguentando mais tantas visitas na casa de Los Angeles, Brian pegou os bebês, meia dúzia de roupas e a convidara para um passeio.

Ela ficou de queixo caído quando descobriu que a fugidinha em família envolvia o jatinho e uma rota de voo de onze horas até a Dinamarca.

— Além do tatuador que atenda em um quarto de hotel, o que mais consiste neste "precisamos"?

— Uma série de coisas... — Brian bancou o evasivo.

Lilly cutucou a Fera com a bunda.

— Briaaan, pare de ser chato! — repreendeu-o baixinho. — Poderíamos ter feito isso em Los Angeles. Já viu a neve que está caindo lá fora? Não vou sair desse hotel. Passear com os Minis é impossível.

— E quem disse que pretendo sair desse hotel? — Ele riu.

Lilly girou o corpo e ficou frente a frente com ele. A curiosidade dela foi a mil. Era muita loucura viajar onze horas só para ficarem trancafiados em um hotel atolado na neve.

— Brian Theodore Lincoln Pierce, quer fazer o favor de me dizer por que estamos aqui?

Ele beijou a ponta do nariz arrebitado e sorriu mais ainda.

— Me disse que Vegas estava fora de cogitação, certo?

Confusa, Lilly assentiu.

— E eu te disse que nem a pau continuo sendo um pai solteiro.

Aquele assunto de novo?

Ela revirou os olhos.

— Amor, nem que eu quisesse, daria. Ainda temos um ano e dois meses até que possamos nos casar. Até que é bom, quero planejar com calma algo lindo e romântico com todos os nossos amigos.

— Tudo bem, se quer que seja assim, assim será — ele disse sério. — Entretanto, não altera o fato de que não passo mais um dia como pai solteiro. Eu sei que estamos juntos e melhores do que nunca, mas me mata saber que não somos oficialmente o senhor e a senhora Pierce. Amo que use o meu nome.

Os olhos de Lilly cresceram.

— Está querendo me dizer, que praticamente me raptou para... — ela interrompeu a frase por medo de estar sendo romântica demais.

— Exatamente para isso que está pensando... Dinamarca é tipo Vegas, só que fria. — Ele sorriu torto. — É perfeita! Fica fora dos Estados Unidos e casa-se aqui com um estalar dos dedos.

Lilly saltou sobre ele, cobrindo aquele corpo lindo com o dela.

— Sim, sim, sim! — Encheu o rosto dele de beijos.

— Calma, que sim é esse? — Ele riu. — Será que posso fazer as coisas como se devem?

Brian desvencilhou-se dela, saiu da cama e gloriosamente nu, foi até uma cadeira. Abriu o zíper da mochila e retirou uma caixinha verde-água. Quando girou o corpo, encontrou Lilly nua e em pé, com os olhos cheios d’água.

Ele ajoelhou-se diante dela.

— Lilly Emanuelle Peterson, te amo hoje e sempre, casa comigo de novo?

O rostinho delicado inclinou para o lado. Ela o olhou... o olhou... e o olhou.

— Ainda vou poder fazer o casamento romântico em Los Angeles?

Ele baixou a cabeça e riu. Jamais conseguiria negar algo a ela.

— Vai sim. — Levantou-se e olhou bem firme nos olhos castanho-esverdeados.

— Então eu caso! — Lilly jogou-se nos braços dele. — Caso hoje, caso amanhã, caso mil vezes se quiser! — berrou empolgada.

Ele gargalhou alto e uma sinfonia de chorinhos histéricos começou a ecoar pelo quarto.

Merda!

Nunca, jamais, acorde os bebês!

— Acho que a marcha nupcial já começou a tocar, senhora Pierce.

— É, acho que sim, senhor Pierce.

E lá foram os quatro...

Pai, mãe e Minis, casar-se secretamente, e, dessa vez, pelo motivo mais nobre de todos: o amor.

Ah...

O amor puro que nada pede em troca.

O amor que nos pega de surpresa e arrebata.

O amor que atrai, conquista e cresce.

O amor que nos marca na alma.

O amor que completa e nos enche de felicidade.

 

 

FIM

 

[1] Rolling Stones - Revista mensal baseada nos Estados Unidos dedicada à música, política e cultura popular.

[2] Ultimate Bet – Última chance em inglês.

[3] Pop Rock - É um estilo de rock com uma abordagem mais leve e suave que é mais semelhante à música pop convencional.

[4] Easy - Fácil em inglês.

[5] Riffs - Um riff é uma progressão de acordes, intervalos ou notas musicais, que são repetidas no contexto de uma música.

[6] Broken Heart - Coração quebrado em inglês.

[7] Chuck Berry - nome artístico de Charles Edward Anderson Berry (Saint Louis, 18 de outubro de 1926), um compositor, cantor e guitarrista dos Estados Unidos.

[8] Samuel Black. Editor Chefe RS – Nome fictício apenas para o livro. Não se trata de referência para alguém real ou que tenha trabalhado na revista.

[9] Case - Maleta própria onde são guardados os instrumentos.

[10] Na Europa, eles usam geralmente o segundo nome composto como o principal.

 

[11] I.V. - Intravenosa. Agulha que leva a medicação direto para a veia.

[12] RP - Relações públicas. Profissional que lida com a imprensa.

[13] No rules - Sem regras em inglês.

[14] Beaux - Belas em francês.

[15] UB - Ultimate Bate

[16] Jack -

[17] Crazy Boy - Garoto louco em inglês.

[18] QG - Quartel General.

[19] No rules - sem regras em inglês.

[20] Traitícia - Palavra inventada, fez-se uso de um neologismo. Emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes.

[21] Sexo tântrico - Dentro do conhecimento Hinduísta há abrangência para a sexualidade e espiritualidade como forma de crescimento e desfrutamento próprio e com todo o universo, e atingir o prazer. Envolve massagens, sensações diversas e intimidade entre o casal. Busca prolongar e ampliar o orgasmo.

[22] Ponto G Masculino - Localizado na próstata. A estimulação mais direta da glândula resulta em sensações de alto prazer sexual, tornando o orgasmo de próstata totalmente possível. A estimulação direta provoca orgasmos mais intensos do que a estimulação genital, levando alguns homens a preferir orgasmos de próstata aos convencionais. Fonte de pesquisa para a construção das cenas: ejaculandocomcontrole.com

[23] Gran Finale - grande final em italiano.

[24] Himens - Plural da palavra hímen e não é acentuada.

[25] Fucking Boy - Uma expressão americana para maldito garoto. No livro, uma brincadeira com a sonoridade da palavra, induzindo a lembrança de garoto fodedor.

[26] Bullying - termo em inglês, utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica.

[27] Auscultar - Escutar determinada parte do organismo para identificar ou diagnosticar ruídos.

[28] DST's — Doenças sexualmente transmissíveis.

[29] Strip - Rua mais famosa de Vegas.

[30] Restaurante LAGO - Categoria cinco estrelas, localizado no Hotel Bellagio em Las Vegas.

[31] Peeptoes - São sapatos femininos que possuem obrigatoriamente uma abertura na frente.

[32] Rambo - Personagem clássico do ator Sylvester Stallone no cinema.

[33] Tiffany&Co - Joalheria requintada e de fama mundial.

[34] Strip Poker - É uma variante do jogo de cartas do pôquer, na qual uma das regras requer que os jogadores removam as peças de roupa ao perderem uma rodada.

[35] Fazedor - Adjetivo substantivo masculino, aquele que faz, que costuma fazer as coisas.

[36] Períneo – Grupo muscular que fica na base da pelve, onde estão situados os órgãos genitais e o ânus.

[37] SUV - Do inglês Sport Utility Vehicle, que significa veículo utilitário esportivo. Tipo de veículo com características dos veículos de passeio e dos veículos de todo o terreno (off-road), ali, conforto, espaço e versatilidade.

[38] Backstage - Bastidores em inglês.

[39] Dog´s Life - nome fictício para a banda. Vida de cachorro em Inglês.

[40] Roadie - Neologismo de estradinha (inglês) Técnico ou pessoal de apoio que viaja com a banda em turnê, geralmente no ônibus leito, lida com a parte da produção dos shows.

[41] Case - Maleta própria onde são guardados os instrumentos.

[42] Choices - Escolhas em inglês.

[43] Raios UV - Raios Ultravioletas.

[44] Dream Light - Luz dos sonhos em inglês. Nome fictício de uma música da banda.

[45] Man - Homem em inglês.

[46] Queen Size - Tamanho grande em inglês.

[47] Guitar Hero - Série popular de videogames de gênero musical.

[48] Uncle Boots - Botinhas extremamente versáteis com o cano na altura do tornozelo. Calçado.

[49] Bandana- Adorno, roupa, lenço.

[50] Roots - raízes em inglês. No livro é utilizado no sentido da gíria que significa: rústico ou no estado bruto e natural.

[51] Forever - Para sempre em Inglês. Música fictícia.

[52] Haven - Refúgio em inglês. Música fictícia.

[53] Heart Fire - Fogo do coração. Música fictícia.

[54] Those Womens - Aquelas Mulheres em inglês. Música fictícia.

[55] Sexy Night - Noite Sexy em inglês - Música fictícia.

[56] Meetings - Reuniões e encontros organizados com os fãs.

[57] Vernissage - Inauguração de exposição de obra de arte. Plural - Vernissages

[58] Jeans Skinny - Calça de corte reto e ajustado ao corpo.

[59] Rock Stars - Revista fictícia.

[60] Junk Food - termo em inglês para comida rica em calorias e de baixa qualidade nutritiva.

[61] Super Bowl - É um jogo do campeonato da NFL, a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos que decide o time campeão da temporada.

[62] Stations FM - Nome fictício para o livro.

[63] Transante - Neologismo relacionado ao fato do personagem gostar muito do ato de transar. Ele é um ser transante.

[64] Desfoder. Neologismo criado para não foder.

[65] Grand Canyon -É um desfiladeiro íngreme esculpido pelo rio Colorado, no estado do Arizona, Estados Unidos.

[66] Atração Fatal - Filme americano clássico, onde uma mulher passa a perseguir o amante e sua família. Suspense e grande sucesso de bilheteria (1987), recebeu seis indicações ao Oscar.

[67] Dreams Beach - Praia dos sonhos em inglês e nome fictício para o condomínio descrito no livro.

[68] Ig Sharon - Nome fictício para o livro.

[69] Mister Bean - Personagem cômico de uma séria inglesa, com o típico humor britânico. Ator - Rowan Atkinson.

[70] Rony Candy - Nome fictício criado para o livro.

[71] Tob Johnson - Nome fictício criado para o livro.

[72] Ariana - Uma referência à cantora Ariana Grande e ao atentado ocorrido no show na Inglaterra.

[73] Kundalini - Termo vindo da Yoga. Vem da palavra Kundai e é a energia vital adormecida que temos na base da coluna, relacionada à transmutação sexual e vital para o equilíbrio e para o bom funcionamento do indivíduo.

[74] Nirvana - Nas religiões indianas representa o estado permanente e definitivo de beatitude, felicidade e conhecimento. Meta suprema do homem.

[75] Terra da Rainha - Uma referência a Londres e a soberana Rainha Elisabeth II. Rainha do Reino Unido e de quinze outros estados independentes conhecidos como Reinos da Comunidade das Nações.

[76] Madison Square Garden - Um dos lugares mais famosos da cidade de Nova Iorque, que já foi visto em dezenas de filmes e foi palco de inúmeros shows famosos. Ele é um complexo de quatro arenas que está situado bem no coração de Manhattan. Carinhosamente chamado de The Garden.

[77] London Eye - Maior roda-gigante da Europa, a mais de 135 metros acima do rio Tâmisa.

[78] Louboutins - Marca renomada de sapatos, famosa por suas solas vermelhas.

[79] Autor e obra - Fictícios para o livro.

[80] MB - uma abreviatura para Mini Brian.

[81] Taste o f Diamo n ds — Co n side rado o c h ampan h e mais c aro do mu n do . Cada garrafa é ado rn ada po r u m ime n so c ristal S waro v sk i fix ado de n tro de u m e mble ma qu e le mbra mu ito o símbo lo do S u pe r-Ho me m.

[82] M.A.C - Marca famosa de cosméticos.

[83] East LA. - considerado um dos bairros mais perigosos de Los Angeles com muitas pessoas sob o efeito de drogas nas ruas.

[84] Body - Peça fundamental no enxoval do bebê. Espécie de macacão sem pernas, com manguinhas ou não que tem botões na parte inferior para facilitar a troca de roupas.

[85] Maktub - palavra de origem árabe que quer dizer algo que “já estava escrito”, “tinha que acontecer”, “coisa do destino” etc.

[86] Chaise longue - Proveniente do francês, cadeira comprida. Espécie de namoradeira.

[87] Tomorrowland. - Maior festival de música eletrônica do mundo, acontecendo em diversas cidades.

[88] Hollywood Boulevard - Rua mais famosa de Los Angeles onde estão várias das grandes atrações turísticas da cidade.

[89] Vale Rural de Sacramento - área central do estado da Califórnia, Estados Unidos. Próximo à capital Sacramento, sendo a agricultura a sua principal atividade econômica.

[90] American River - Um dos dois principais rios que corta a região do Vale do Sacramento.

[91] Caramanchão. - Estrutura leve construída em parques ou jardins, geralmente de madeira, que pode se cobrir de vegetação e usar para descanso ou recreação.

[92] Wall Street - É uma rua que corre na Manhattan Inferior, e é considerada o coração histórico do atual Distrito Financeiro da cidade de Nova York, onde se localiza a bolsa de valores, considerada a mais importante do mundo.

[93] Meirinho - Expressão que surgiu antigamente para denominar o cargo de Oficial de Justiça.

[94] Whoopi Goldberg. - nome artístico de Caryn Elaine Johnson, consagrada atriz, comediante, cantora e apresentadora americana. Filmes mais conhecidos: Mudança de Hábito e Ghost: Do outro lado da vida.

[95] Plutarco - Plutarco ou Lúcio Méstrio Plutarco, 46 d.C. - 120 d.C., foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo médio platônico grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Morália.

[96] How to Get Away with Murder - Principais sucessos da TV Americana. Conta a história de quatro estudantes de Direito que se esforçam para cair nas graças de uma sedutora e imponente professora de Direito Penal.

[97] Blefador – Enganador, quem engana.

[98] A norma nesses casos é que fique proibida de se casar na América pelos próximos dois anos. - Informação hipotética e inverídica, utilizada apenas como licença lúdica para dar mais dramaticidade à história.

[99] Oompa-Loompas (também chamados de Umpa-Lumpas nas edições brasileiras do livro) são pigmeus gordinhos na obra fictícia de Roald Dahl e também nas adaptações de A Fantástica Fábrica de Chocolate.

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Anne Krauze

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