Impulso

Gisele Souza · Capítulo 12 de 47

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Impulso

Capítulo 11

e sussurrei de olhos fechados:

— Eu tentei respeitar sua vontade, Sabrina. Juro que sim , m as não dá m ais. Eu estou m orrendo.

Não quero m ais brigar. Quero afundar dentro de você, um a e outra vez. Vam os dar um a pausa. Deixa-

m e te am ar?

CAPÍTULO 11

Sabrina

Existem decisões que m udam sua vida com pletam ente. Em m eus vinte e três anos, j á tive que

tom ar m uitas, algum as foram boas outras nem tanto. Porém , estava em um a sinuca de bico, se eu

recusasse o que m eu corpo e coração queriam tinha certeza que m e arrependeria am argam ente

depois. E se eu aceitasse poderia m e m achucar. Tudo bem que Lucas não era um total cafaj este. Mas

será que eu poderia confiar nele? Será que m eu coração estava pronto pra se abrir totalm ente?

Após nossa briga no dia anterior, chorei em m eu quarto m e lam entando o quanto perdi. Não

sabia se estava realm ente sendo hipócrita acusando ele, ou se era um m ecanism o de defesa. Então,

resolvi cozinhar para tentar voltar a um a boa convivência. Não im aginei que Lucas teria um a atitude

tão incisiva e m e colocaria num a decisão tão im portante.

Decidi seguir um a m áxim a que aprendi há m uito anos: Carpe Diem.

Sua respiração no m eu pescoço levava a um novo patam ar de excitação. Esvaziei m inha m ente

de toda precaução e m e deixei levar. Fechei os olhos e senti tudo. Seu corpo grande e m usculoso

estava a um m ilím etro de distância do m eu, podia sentir o calor que em anava dele m e provocando.

As m ãos em m inha barriga haviam parado de se m ovim entar, esperando um a resposta. O local onde

Lucas havia lam bido estava form igando. Meu coração pedia aos gritos por um pouco m ais de

proxim idade.

Levei m inha m ão para trás em seu pescoço e passei em m eio aos seus cabelos m acios. Pude

ouvir sua respiração se acelerar e seu corpo relaxar. As m ãos subiram um pouco e parou próxim o

dem ais aos m eus seios, que estavam sensíveis por antecipação.

— Sabrina, eu preciso da resposta. Quero ouvir você dizer. Deixa-m e te am ar?

Oh, Deus! Aquela voz rouca ia m e m atar. Mas eu não queria pensar em am or, não naquele

m om ento. Mesm o que isso estivesse im plícito, ele nunca sairia de m im , nem se tentasse. Contudo, eu

queria apenas sentir.

— Lucas, faça sexo com igo. Me foda! Não fale de am or agora, por favor... — Engoli em seco

esperando um a rej eição.

Ele ficou em silêncio e seu corpo endureceu atrás de m im . Já m e preparei para sair,

envergonhada. Mas logo Lucas colou seu corpo j unto ao m eu e aproxim ou a boca do m eu ouvido.

— Não tem com o eu te foder sem am ar, Sabrina. Com você nunca vai ser só sexo! Eu não vou

falar m ais nada... Vou entrar em você com o desej am os desde o início. Mas fique ciente a todo

instante que não é um a porra de sexo sem sentido! O m eu corpo clam a pelo seu, e m eu coração j á te

pertence há m uito tem po.

Nem tive tem po de dizer nada. Lucas segurou em m inha cintura, m e virando e olhando em m eus

olhos. Seu olhar queim ou em m im , tinha desej o, raiva, decepção e am or. Sua respiração estava

rápida com o se houvesse corrido um a m aratona. Mordi os lábios em nervosism o, as palavras haviam

fugido da m inha m ente. Estava tudo em branco.

Eu estava a ponto de desistir quando Lucas desceu a boca na m inha. Ai, eu estava perdida!

Devia vir com um selo de advertência. Era puro pecado. Ele m e invadiu com sua língua quente,

lam bendo e m e deixando louca. Ele puxou m eu corpo nos colando e senti tudo. Por estar com pouca

roupa, cada m úsculo definido do hom em podia ser localizado. Fora a ereção dura e pulsante em m eu

estôm ago.

Lucas não m e beij ava, ele estava devorando m inha boca. Entre m ordidas e gem idos, eu lam bia e

chupava sua língua. Ele tinha um gosto m aravilhoso, m eu coração estava tão saturado de tantas coisas que tinha vontade de gritar. Não queria nem pensar sobre isso.

De súbito ele m e levantou e autom aticam ente enlacei as pernas em seu quadril. Percebi que

estava andando a cam inho do quarto, m as então m e liguei.

— Lucas, as panelas. Tenho que desligar — tentei falar enquanto m e beij ava. Não era fácil,

porque o hom em tinha um a língua que nossa...

Ele soltou a boca da m inha e andou até o fogão, sem desgrudar seus olhos dos m eus. Estendi a

m ão e desliguei todos os botões. Lucas cam inhou a passos largos, entrou em seu próprio quarto,

fechou a porta com o pé e olhou em volta. Aproxim ou-se da cam a e m e deitou levem ente. Não

desgrudei as pernas dele. Ele abaixou-se ficando cara a cara com igo.

Olhou em m eus olhos tão docem ente que senti um aperto no peito. Seus lábios estavam inchados

e m olhados das m inhas m ordidas. Eu não queria nada leve e lento. Tinha m uita tensão sexual entre

nós. Lucas levou um a m ão até m eu rosto e acariciou, passando-a em m eu pescoço e cabelo. Prendeu

os fios entre os dedos e puxou, m e fazendo arquear a cabeça para trás.

— Agora você vai ser m inha! Eu vou te foder ao esquecim ento, exatam ente do j eito que devia

ter sido ontem à noite. Não se feche pra m im , Sabrina. Entenda de um a vez por todas, porra. Eu te

am o! — Seus olhos verdes estavam brilhantes e m e fazia querer m e esconder de tanto que podiam m e

ler som ente observando.

— Não, Lucas. Por favor, sem am or. Isso é com plicado. — Desviei o olhar.

Ele puxou m ais m eus cabelos, m e fazendo encará-lo.

— Com o com plicado? Você m e quer e eu te quero! O que tem de tão difícil para você adm itir?

— Não é tão sim ples. Você não entende...

— Então m e explica, por que você não m e deixa te am ar do j eito que eu quero? Eu quero te

entender, Sabrina.

— Agora não, depois. Por favor. Só quero você dentro de m im ... Eu preciso!

Fechei os olhos esperando sua decisão. Naquele m om ento era a única coisa que podia dar a ele.

A m aneira que podia ser.

— Ok. Mas não vai ficar assim . Me solta! — Levou as m ãos aos m eus calcanhares tentando

desvencilhar-m e dele.

— Não, por favor, eu preciso de você! — sei que soei desesperada, m as naquele m om ento m e

sentia realm ente assim com a possibilidade do Lucas m e rej eitar.

— Eu tam bém ... Quero tirar nossas roupas, não dá pra transar assim .

Assenti e desentrelacei m inhas pernas da sua cintura. Lucas se levantou olhando em m eus olhos,

desceu o olhar por m eu corpo e sorriu m alicioso. Gente, com o ele era lindo!

— Na verdade, você tem pouca roupa. Até que não seria tão difícil.

Corei, surpreendendo-m e. Muito difícil ficar envergonhada por algum hom em m e ver sem roupa,

só que com Lucas eu despia m uito m ais que m eu corpo.

Olhei seu corpo m aravilhoso e ofeguei. Pensando que, enfim , poderia explorar cada pedacinho

que ansiei por tanto tem po. Ele puxou a cam isa sobre a cabeça e j ogou em algum canto do quarto,

desfez a fivela do cinto e desabotoou a calça j eans descendo por suas pernas lentam ente. Não pude

deixar de notar o volum e em sua cueca boxer preta.

Levantei os olhos e m e deparei com seu rosto sorridente.

— Tá gostando de olhar? — Levantou um a sobrancelha.

— Você nem im agina.

— Sua vez agora.

Sentei-m e retirando o top e fiquei de j oelhos para descer o short. Estava só com um a calcinha

de renda azul. Os olhos do Lucas se estreitaram daquele j eito sonolento que eu tanto am ava. Já iria

tirar a calcinha, m as ele m e interrom peu.

— Ainda não, por isso m antive a cueca. Se ficar sem nenhum a barreira entre nós, eu não vou

aguentar. Meu tesão é m uito grande. Você é a m ulher m ais linda que eu j á vi.

Ele se aproxim ou ficando de j oelhos na cam a. Pegou-m e por debaixo do braço e m e levantou.

Fiquei de pé à sua frente. Seu hálito soprava em m inhas coxas fazendo-m e arrepiar toda.

— Lucas, não m e provoca. Eu te quero dem ais! — Olhei pra baixo, seu sorriso safado estava

em toda sua glória.

— Não quero te provocar, apenas te provar.

Levou a m ão até a barra da m inha calcinha arrastando pernas abaixo. Seus olhos levantaram

lentam ente, desde m eus pés ao m eu sexo depilado. Lucas ergueu as m ãos passando por m inhas coxas,

seu toque era m acio e forte.

— Tem certeza que você quer apenas sexo? — falou com a voz rouca, olhando-m e nos olhos.

— Sim !

Ele assentiu desviando o olhar, m as pude perceber certa dor em seu rosto.

— Ok.

Perdi o fôlego quando ele, subitam ente, m e j ogou na cam a.

— Então, vou te saborear com o eu quiser.

Com o rosto na altura das m inhas coxas, ele baixou a boca deliciosa direto em m inha vagina.

Sua invasão m e deixou totalm ente louca. Sua língua fazia coisas com igo que nunca experim entei em

m inha vida. Podia sentir cada parte do m eu corpo se arrepiando com cada lam bida que dava,

enquanto seus dentes se j untaram à brincadeira e arqueei m eu corpo em loucura.

O clím ax m e pegou tão forte e rápido que perdi totalm ente a noção de onde eu estava. A única

certeza que tinha era da respiração rápida do Lucas em m inhas pernas. Com os olhos fechados m e

deixei relaxar com os espasm os restantes em m eu corpo.

Então, subitam ente, fui arrastada pra beirada da cam a e fiquei com as pernas em suspenso. Abri

os olhos atordoada com o ataque repentino, um m edo antigo m e assolou, m as foi dissipado quando

olhei em seus olhos verde-escuros de desej o. Lucas nunca m e faria m al.

— Eu quero que saiba um a coisa. Eu vou te foder. Contudo, no final você não vai conseguir

fugir do que sentim os, eu não vou deixar.

Meu coração disparado se transform ou em um a corrida tresloucada, estava sem fôlego pelo

orgasm o e não consegui dizer nada. Lucas estava aj oelhado no m eio das m inhas pernas e se inclinou

colando o peito m usculoso em m eus seios sensíveis. Seu rosto pairava sobre o m eu, ele tinha o rosto

sério e pude perceber a tensão em seu corpo. Levei m inha m ão ao seu rosto e acariciei levem ente.

Meus sentim entos por ele nunca estiveram tão aflorados.

— Faça am or com igo, por favor. Faz-m e esquecer...

Ele fechou os olhos e relaxou. Então entrou em m im num só im pulso. Senti com o se eu

precisasse dele dentro de m im para sobreviver. Era algo que nunca tinha conhecido. Estava

com pleta, alucinada. Agarrei seus om bros e finquei as unhas em sua pele. Lucas gem eu e se m oveu,

estocando em m im com força. A cam a balançava e se arrastava. Tínham os m uitos anos de tesão

reprim ido. Enlacei m inhas pernas em sua cintura e sincronizei com seus m ovim entos.

Lucas afundou o rosto em m eu pescoço e m ordeu m eu om bro, m e fazendo gritar de prazer. Senti

em m im o clím ax surgindo novam ente. Ele passou um braço por m inha cintura, m e prendendo ao seu corpo e aum entou ainda m ais os seus m ovim entos. Estava literalm ente m e fodendo ao esquecim ento.

Não conseguia pensar em nada. Meu corpo estava em cham as, com os gem idos e rosnados que em itia

em m eu ouvido.

— Não estou aguentando m ais. Eu vou gozar, Lucas.

— Isso, goza gostoso no m eu pau. Quero sentir você toda m olhadinha antes de chegar lá.

Então, m e quebrei. Foi tão intenso que m inha visão ficou preta. Arqueei m inhas costas e gritei

seu nom e.

— Porra, você tendo um orgasm o é lindo, m ulher! Se segura, é a m inha vez.

Nem deu tem po de assim ilar o que ele disse. Segurei em seus braços e j oguei a cabeça pra trás.

Lucas estocou m ais um as três vezes, e se derram ou em m im com um grito rouco. Seu corpo

convulsionava a cada j ato do seu sêm en.

Estávam os suados e cansados. Lucas deixou seu corpo descansar em cim a de m im . Enlacei seu

pescoço e fechei os olhos avaliando todo o estrago. Meu corpo latej ava e estava saciado, m as m inha

m ente e coração estavam em frangalhos. Naquele m om ento percebi que o am or que sentia por ele se

elevou ao nível m áxim o. Assustada era pouco pra dizer com o m e sentia, apavorada era um adj etivo

m elhor. Eu não queria m agoá-lo nem a m im . O que fazer? Meu Deus, eu era um a bagunça.

As lágrim as inundaram m eus olhos e não pude contê-las e nem o soluço sofrido que se form ou

em m eu peito. Quando percebi estava desencaixada do Lucas e deitada na cam a com ele pairando em

cim a de m im , enquanto m e fitava preocupado.

— Eu te m achuquei, Sabrina?

— Não... É que... Ai, m eu Deus! — tentei falar em m eio aos soluços, m as era im possível.

Ele m e abraçou e m e aninhou em seu peito com o se fosse um a criança pequena. Deixei todo o

m eu sentim ento extravasar em lágrim as grossas. Lucas m urm urava palavras de conforto e acariciava

m eus cabelos. Abracei sua cintura e fechei os olhos.

Meu peito doía dem ais. Tê-lo daquela m aneira tão intensa — com o eu suspeitava que fosse ser

—, foi m ais do que previ. Seria im possível retirá-lo do m eu coração, porque Lucas fazia parte da

m inha alm a.

Chorando em seus braços, eu acabei adorm ecendo.

Era tarde quando abri os olhos novam ente e Lucas estava adorm ecido ao m eu lado com o braço

em volta da m inha cintura, protetoram ente. Pensei em tudo que havíam os passado, e m eu peito doeu.

Um soluço am eaçou subir em m inha garganta, m as o sufoquei. Não queria acordá-lo, ainda tinha

m uito m edo do que poderia acontecer se perm anecesse ao seu lado.

Desvencilhei-m e delicadam ente, e levantei da cam a. Olhei o hom em que am ava e que era m eu

m elhor am igo. Com o as coisas foram ficar tão com plicadas? Por que eu fui abrir m inha boca grande