Impulso
Capítulo 20
braços sentindo a plenitude de am ar e ser am ada.
Enfim , eu pertencia a ele. De corpo e alm a.
CAPÍTULO 20
Lucas
Mal cabia em m im de tanta felicidade. Eu a tinha, e era definitivo. Pude ver em seus olhos a
veracidade e a determ inação de cada palavra dita.
Ficam os m ais algum tem po pelo j ardim e voltam os para a casa de m ãos dadas, chegando lá foi
bem visível o novo adereço no pescoço da Sabrina. Suas irm ãs e a Lay la encheram -na de perguntas.
Enquanto as m eninas se divertiam fui até o Bruno, que falava ao telefone e não parecia nada bem .
Aguardei ele term inar a ligação e depois se virou pra m im com o rosto fechado.
— Cara, quando a m erda tá feita tudo se fode.
— O que foi?
Ele balançou a cabeça e olhou na direção das m eninas, fez um gesto com a cabeça m e cham ando
para o lado de fora. O acom panhei até a varanda e logo Bruno soltou:
— Acabei de falar com um advogado conhecido, parece que o crim e de estupro teria que ser
denunciado im ediatam ente quando aconteceu. Agora tem os que fazer um BO e levar o vídeo com o
prova, aí sim o delegado vai analisar as provas e encam inhar ao Ministério Público, ou sej a, é
dem orado.
— E esse filho da puta continua solto?
— O j eito é esperar que os pais cum pram o que nos disseram , até que a j ustiça sej a feita. —
Assenti e percebi que Bruno m e encarava. — Agora a única coisa que quero é ver m inha irm ã feliz.
Tá m e entendendo, Lucas?
Sabia o que ele queria dizer, apesar de nunca falar nada a respeito das m inhas escapadas com as
m ulheres eu sabia que ele não aprovava.
— Eu sei, Bruno. E quanto a isso pode ficar tranquilo.
— Ok, agora vam os entrar e alm oçar. Ou m am ãe vai ter um ataque daqui a pouco, porque ficou
angustiada com o sum iço de vocês. Bela j ogada aquela do colar, queria ter pensado nisso há quatro
anos.
Tive que rir da cara dele, perdi a conta de quantas vezes Bruno teve seu pedido de casam ento
rej eitado ou frustrado, até que, por fim , Lay la tom ou a iniciativa, m as o im portante é que estavam
j untos e felizes. Após m uita coisa que passaram , os dois m ereciam um a vida de paz.
Entram os e nos j untam os ao restante da fam ília. O alm oço foi anim ado, ninguém m ais tocou no
assunto delicado, m as percebia alguns olhares de com paixão em direção a Sabrina. Ela sem pre
sorria sabendo que a fam ília só queria aj udá-la.
Apenas Ana se m antinha quieta e reservada. Parecia estar com a cabeça longe. Eu im aginava
que estava em certo pediatra em burrado. Sim , pois o hum or de Alberto havia m udado drasticam ente,
ultim am ente andava sem ânim o algum . Acho que a viagem faria bem .
Sabrina se divertiu com o há m uito não via. Com o peso do seu passado dividido entre todos que
am avam devia ser m ais fácil se soltar. Ficam os um pouco m ais após o alm oço e fom os para casa.
Bruno nos levou, pois m eu carro ficou na garagem para que pudesse dar apoio à m inha m ulher.
Havia um problem a em tudo. Eu não sabia com o agir. Não tinha a m ínim a noção do que ela
queria nesse dia. A m inha intenção era aproveitar o restante da folga e curtir ao seu lado. Mas não
queria apressar nada. Meu desej o por ela nunca seria saciado e tinha receio de assustá-la.
Chegam os rapidam ente, despedim o-nos de Bruno e entram os. Sem falar nada fui ao m eu quarto
trocar a roupa, ficar m ais confortável. Estava nervoso com o um virgem . Droga, sentim entos
com plicam tudo. Parecia pisar em ovos, não podia estragar tudo.
Desfiz-m e da calça e coloquei um a berm uda folgada, resolvi ficar sem cam isa m esm o. Afinal
éram os um casal e, m esm o quando não tínham os nada além de am izade, eu sem pre m e senti à vontade
com ela em casa.
Voltei para a sala e percebi que Sabrina não estava em nenhum lugar à vista. Experim entei um m isto de decepção e alívio. Resolvi preparar algo para com er, pois j á passava das quatro da tarde e
estava com fom e. Peguei queij o e presunto na geladeira e pão de form a no arm ário. Um sanduíche
seria um a boa para m e distrair, e depois um banho gelado.
Subitam ente ouvi um a m úsica vindo do quarto dela. Identifiquei com o Mirrors, do Justin
Tim berlake, franzi a testa e j á ia m e levantar para saber o que ela estava fazendo, quando m inha
princesa apareceu no final do corredor. Quase tive um ataque cardíaco. Nunca im aginei ver algo tão
lindo, doce e, ao m esm o tem po, sensual.
Sabrina vestia um shortinho preto e um top cinza, bem parecido ao que usou na academ ia.
Quando m e viu, ela sorriu e cam inhou até a geladeira, depois ficou ali observando o conteúdo com
um dedo na boca.
E eu fiquei em basbacado em ver o quanto m inha garota era linda. Seus cabelos negros estavam
soltos e em olduravam seu rosto lhe dando um ar sedutor. Estava com o sanduíche a m eio cam inho da
boca, quando ele caiu na bancada m e dando um susto.
Por que m e sentia assim ? Nós j á tivem os duas noites de am or m aravilhosas e ainda ficava
fascinado?
Fiquei observando pelo canto do olho o que ela fazia, em um copo de vidro vi que colocou
algum as pedras de gelo. Queria saber o que iria fazer. Ela se virou pra m im com um sorriso lindo que
chegava aos seus olhos azuis brilhantes.
— Que foi, Lucas? Por que está olhando esse sanduíche e ainda não com eu?
Estava fazendo papel de idiota. Larguei o sanduíche e m e levantei do banco, m e aproxim ei
devagar até parar à sua frente. O copo em sua m ão tinha uns seis cubos de gelo, levantei o olhar e a
encarei.
Aquela boca carnuda e sensual m e convidava e pedia para ser beij ada. Quando ela m ordiscou o
lábio inferior, m e deu um desespero incapaz de controlar.
Abaixei o rosto e tom ei entre os dentes aquela carne m acia e deliciosa. Seus lábios estavam
gelados. Então entendi sua intenção com os gelos. Ela queria brincar, m as teria que ter certeza. Nunca
a forçaria a nada.
— O que você quer com esse gelo, Princesa? — falei com a boca colada na sua lam bendo e
m ordiscando.
— Hum ... — Ao som do seu gem ido percebi que estava distraindo-a, m e afastei e a observei.
Sabrina estava com os olhos fechados e sorrindo levem ente. Peguei seu queixo e o ergui, ela
abriu os olhos lindos e m e encarou.
— Nunca vou m e cansar de apreciar com o fica linda, quando está relaxada e sentindo prazer. O
que você quer com esses gelos?
— Um a coisa que li em um livro e nunca experim entei. — Corou envergonhada.
Ficava m ais linda com as bochechas rosadas. Eu sabia que Sabrina era apaixonada por livros,
m as não sabia que eram os eróticos.
— Sei... E o que era? Não sabia que lia livros eróticos.
Ela baixou os olhos por um segundo. E quando os levantou tinha fogo e expectativa em seu
rosto.
— Sim , leio m uitos e aprendi um m onte de coisas novas. E esse últim o era um a brincadeira com
gelo, m as não tinha ninguém pra testar, agora eu tenho. — Sorriu am plam ente.
Meu corpo se arrepiou com a expectativa. Não queria saber quem iria brincar com quem . Mas
m inha vontade por essa m ulher apenas aum entou em um grau insuportável.
— Sou todo seu!
Ela lam beu os lábios e pegou na m inha m ão arrastando-m e para o seu quarto. Lá, eu percebi que
esteve planej ando algo desde que chegam os. Na cabeceira da cam a havia dois lenços de seda,
arregalei os olhos ao constatar que a m inha m enina queria m e am arrar. Voltei m eu olhar e a encarei,
nunca havia feito isso, m as seu sorriso e seus olhos brilhantes foram im possíveis de recusar.
Entrei no personagem .
— O que você quer de m im , Ama? — Sorri m alicioso.
Ela suspirou e olhou em volta, parecia m eio perdida, porém logo se recuperou.
— Tire a roupa e deite na cam a — disse em um só fôlego.
Sorri e depois tirei o short e a cueca. Nunca m e im portei com nudez e adorei quando ela viu que
eu j á estava excitado, sua boca abriu e seus olhos se arregalaram . Adorava m exer com a m inha
m ulher.
Cam inhei até a cam a e deitei, aguardando o que viria a seguir. Sabrina colocou o vidro com o
gelo no criado-m udo e se aproxim ou. Subiu em m eu quadril colocando um a perna de cada lado e
fechei os olhos quando baixou até se encostar em m inha ereção.
— Agora, vam os brincar, eu vou te am arrar para que não possa m e tocar. Não é nada com o
dom inação, apenas li que intensifica o prazer. Gostaria que tentasse com igo depois.
Abri os olhos e a encarei.
— Tem certeza? Não precisa... — Podia incom odá-la, pois estaria à m inha m ercê e não queria
que se lem brasse do que lhe fizeram no passado.
Ela sorriu percebendo o que m inha pergunta significava.
— Tenho sim , confio em você. Eu só sentirei prazer, nada m ais. O m edo se foi. Eu j uro.
Assenti aliviado, pois nunca queria ser com parado ao filho da puta, nem por um segundo.
Sabrina se inclinou e am arrou m eus pulsos na cabeceira da cam a. Seu perfum e doce invadiu
m eus sentidos e fiquei louco para abaixar seu top e sugar seus seios deliciosos. Arrependi-m e um
pouco por perm itir que m e am arrasse. Mas m esm o im possibilitado de tocar, m eus lábios estavam
livres, abocanhei um seio por cim a do tecido e m ordi com vontade. Ela gem eu e se esfregou em m eu
pau.
Esse lance de ir devagar não era com a gente. Quando nos encostávam os, saíam faíscas que nos
queim avam e acendiam um fogo, que só era saciado quando nossos corpos se uniam .
Ela se afastou bruscam ente e tentei acom panhar, sendo parado pelas m ãos am arradas. Deitei na
cam a frustrado.
— Calm a, vam os nos divertir um pouco. — A infeliz ainda tinha o prazer de rir de m im .
Ela se levantou e tirou o short ficando com um a calcinha branca de renda, salivei por
antecipação. Im aginei retirar aquele pedaço de pano com os dentes. Droga, eu a queria com
desespero. Sensualm ente, ela rebolou ao ritm o da m úsica que ainda tocava, deve ter colocado em
m odo repeat. Tirou o top que escondia seus seios lindos e pediam pela m inha boca.
— Droga, Sabrina. Para de m e torturar. Preciso de você.
— Já disse que eu quero brincar.
— Então com eça logo, porra!
— Apressadinho... — Sorriu e pegou o copo com o gelo, sentou ao m eu lado da cam a e colocou
um cubo na boca.
Arregalei os olhos quando percebi o que iria fazer. Ela passou o gelo pelos cantos da boca com
um sorriso m alicioso. Quando ficou satisfeita o colocou no copo outra vez.
— Já ouviu dizer que a pressa é inim iga da perfeição?
Não pude nem falar nada. Sabrina se abaixou e cobriu m eu pênis com a boca gelada. Puta
m erda, nunca senti nada igual! O frio e a m aciez dos seus lábios quase m e fizeram gozar e acabar
com a brincadeira cedo dem ais. Fora que com as m ãos am arradas não podia fazer nada.
Sabrina m oveu sua boca em m eu m em bro da m esm a m aneira que fez com o gelo. Sugava forte e
deliciosam ente. Minha m ente estava vazia, pois só conseguia sentir, porque ela era m uito boa no que
fazia, perdição total!
Minha vontade era segurá-la e possuir seu corpo ferozm ente. Não conseguia pensar em outra
coisa. Talvez por isso ela resolveu prender m eus pulsos. Com ecei a m over os quadris tentando assim
aliviar a dor que se form ava em m inha virilha. Já não aguentava m ais até que Sabrina soltou e m e
olhou com os olhos pegando fogo.
— Você fica lindo assim , sabia? Nunca tive alguém tão sexy na m inha vida. Lucas, você é a encarnação de tudo que eu podia querer. — Engatinhou-se pelo m eu corpo até ficarm os cara a cara.
— Doce, gentil, am oroso, sensual, gostoso e delicioso. E todo m eu!
Sabrina abaixou-se e m e beij ou sofregam ente. Retribuí com a fom e que sentia, estava excitado
ao m áxim o e m ostraria a ela o que era um cara am arrado e louco pela sua m ulher.
Acho que nunca a beij ei assim , tudo se intensificava pelo fato de estar preso. Nossas línguas
duelavam e podia sentir a ânsia que vinha da Sabrina em m e ter. De repente, ela se afastou e
estávam os ofegantes. Seus cabelos bagunçados a deixou ainda m ais sexy.
— Vem Sá, não aguento m ais. Eu quero você agora.
Ela sorriu e negou com a cabeça.
— Eu quero brincar m ais. Acho que deve ter um gelo no copo ainda. — Estendeu a m ão
pegando o copo, tirou um cubo m eio derretido. — Acho que esse dá.
Colocou o gelo em m inha boca e passou por m eus lábios, capturei-o e briguei com ele, com os
olhos fixos nos dela. Sabia o que estava querendo, só queria poder ter a m obilidade das m ãos para
apertar sua bunda gostosa. Mas iria deixá-la brincar.
Quando o gelo derreteu, lam bi os lábios e a observei.
— Vem ...
Ela respirou fundo e subiu com os j oelhos ao redor do m eu rosto. Apenas olhei aquela calcinha
branca e j á fiquei louco.
— Chega a calcinha para o lado. — Ela fez. — Agora desce devagar até m inha boca. Vou
chupar você até gozar.
Sabrina gem eu e desceu até m im . Quando seu sexo quente encostou-se aos m eus lábios, eu
passei a língua por ele com o se fosse um sorvete. Ela se contorceu e eu fechei a boca em seu clitóris
sugando sofregam ente. Sabrina gem ia e se m ovia em m eu rosto. De olhos abertos continuei a chupar
sua vagina gostosa enquanto observava m inha m ulher se derram ar em prazer. Tinha a cabeça j ogada
para trás e os olhos fechados, com a boca aberta em êxtase.
A senti quase pronta, estava m olhada da m inha saliva e da sua própria excitação. Mordisquei o
nervo que lhe dava o ponto alto de todo prazer.
Ela forçou o corpo pra baixo e senti sua vagina se contrair quando gozou fortem ente, e lam bi
cada gota. Depois levantou-se e m e observou com os olhos sonolentos, porque parecia não ter m ais
forças para nada.
— Solta m inhas m ãos. — Minha voz estava rouca pela vontade que tinha de possui-la.
Ela o fez e prontam ente deitei em cim a dela. Abaixei a cabeça e beij ei seu pescoço fazendo
carinho, esfreguei m eu nariz em seus cabelos apreciando seu perfum e gostoso. Pude perceber sua
pele se arrepiando e sorri.
— Você é m inha, Sabrina. Não m e canso de dizer. Eu te am o.