Impulso

Gisele Souza · Capítulo 21 de 47

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Impulso

Capítulo 20

braços sentindo a plenitude de am ar e ser am ada.

Enfim , eu pertencia a ele. De corpo e alm a.

CAPÍTULO 20

Lucas

Mal cabia em m im de tanta felicidade. Eu a tinha, e era definitivo. Pude ver em seus olhos a

veracidade e a determ inação de cada palavra dita.

Ficam os m ais algum tem po pelo j ardim e voltam os para a casa de m ãos dadas, chegando lá foi

bem visível o novo adereço no pescoço da Sabrina. Suas irm ãs e a Lay la encheram -na de perguntas.

Enquanto as m eninas se divertiam fui até o Bruno, que falava ao telefone e não parecia nada bem .

Aguardei ele term inar a ligação e depois se virou pra m im com o rosto fechado.

— Cara, quando a m erda tá feita tudo se fode.

— O que foi?

Ele balançou a cabeça e olhou na direção das m eninas, fez um gesto com a cabeça m e cham ando

para o lado de fora. O acom panhei até a varanda e logo Bruno soltou:

— Acabei de falar com um advogado conhecido, parece que o crim e de estupro teria que ser

denunciado im ediatam ente quando aconteceu. Agora tem os que fazer um BO e levar o vídeo com o

prova, aí sim o delegado vai analisar as provas e encam inhar ao Ministério Público, ou sej a, é

dem orado.

— E esse filho da puta continua solto?

— O j eito é esperar que os pais cum pram o que nos disseram , até que a j ustiça sej a feita. —

Assenti e percebi que Bruno m e encarava. — Agora a única coisa que quero é ver m inha irm ã feliz.

Tá m e entendendo, Lucas?

Sabia o que ele queria dizer, apesar de nunca falar nada a respeito das m inhas escapadas com as

m ulheres eu sabia que ele não aprovava.

— Eu sei, Bruno. E quanto a isso pode ficar tranquilo.

— Ok, agora vam os entrar e alm oçar. Ou m am ãe vai ter um ataque daqui a pouco, porque ficou

angustiada com o sum iço de vocês. Bela j ogada aquela do colar, queria ter pensado nisso há quatro

anos.

Tive que rir da cara dele, perdi a conta de quantas vezes Bruno teve seu pedido de casam ento

rej eitado ou frustrado, até que, por fim , Lay la tom ou a iniciativa, m as o im portante é que estavam

j untos e felizes. Após m uita coisa que passaram , os dois m ereciam um a vida de paz.

Entram os e nos j untam os ao restante da fam ília. O alm oço foi anim ado, ninguém m ais tocou no

assunto delicado, m as percebia alguns olhares de com paixão em direção a Sabrina. Ela sem pre

sorria sabendo que a fam ília só queria aj udá-la.

Apenas Ana se m antinha quieta e reservada. Parecia estar com a cabeça longe. Eu im aginava

que estava em certo pediatra em burrado. Sim , pois o hum or de Alberto havia m udado drasticam ente,

ultim am ente andava sem ânim o algum . Acho que a viagem faria bem .

Sabrina se divertiu com o há m uito não via. Com o peso do seu passado dividido entre todos que

am avam devia ser m ais fácil se soltar. Ficam os um pouco m ais após o alm oço e fom os para casa.

Bruno nos levou, pois m eu carro ficou na garagem para que pudesse dar apoio à m inha m ulher.

Havia um problem a em tudo. Eu não sabia com o agir. Não tinha a m ínim a noção do que ela

queria nesse dia. A m inha intenção era aproveitar o restante da folga e curtir ao seu lado. Mas não

queria apressar nada. Meu desej o por ela nunca seria saciado e tinha receio de assustá-la.

Chegam os rapidam ente, despedim o-nos de Bruno e entram os. Sem falar nada fui ao m eu quarto

trocar a roupa, ficar m ais confortável. Estava nervoso com o um virgem . Droga, sentim entos

com plicam tudo. Parecia pisar em ovos, não podia estragar tudo.

Desfiz-m e da calça e coloquei um a berm uda folgada, resolvi ficar sem cam isa m esm o. Afinal

éram os um casal e, m esm o quando não tínham os nada além de am izade, eu sem pre m e senti à vontade

com ela em casa.

Voltei para a sala e percebi que Sabrina não estava em nenhum lugar à vista. Experim entei um m isto de decepção e alívio. Resolvi preparar algo para com er, pois j á passava das quatro da tarde e

estava com fom e. Peguei queij o e presunto na geladeira e pão de form a no arm ário. Um sanduíche

seria um a boa para m e distrair, e depois um banho gelado.

Subitam ente ouvi um a m úsica vindo do quarto dela. Identifiquei com o Mirrors, do Justin

Tim berlake, franzi a testa e j á ia m e levantar para saber o que ela estava fazendo, quando m inha

princesa apareceu no final do corredor. Quase tive um ataque cardíaco. Nunca im aginei ver algo tão

lindo, doce e, ao m esm o tem po, sensual.

Sabrina vestia um shortinho preto e um top cinza, bem parecido ao que usou na academ ia.

Quando m e viu, ela sorriu e cam inhou até a geladeira, depois ficou ali observando o conteúdo com

um dedo na boca.

E eu fiquei em basbacado em ver o quanto m inha garota era linda. Seus cabelos negros estavam

soltos e em olduravam seu rosto lhe dando um ar sedutor. Estava com o sanduíche a m eio cam inho da

boca, quando ele caiu na bancada m e dando um susto.

Por que m e sentia assim ? Nós j á tivem os duas noites de am or m aravilhosas e ainda ficava

fascinado?

Fiquei observando pelo canto do olho o que ela fazia, em um copo de vidro vi que colocou

algum as pedras de gelo. Queria saber o que iria fazer. Ela se virou pra m im com um sorriso lindo que

chegava aos seus olhos azuis brilhantes.

— Que foi, Lucas? Por que está olhando esse sanduíche e ainda não com eu?

Estava fazendo papel de idiota. Larguei o sanduíche e m e levantei do banco, m e aproxim ei

devagar até parar à sua frente. O copo em sua m ão tinha uns seis cubos de gelo, levantei o olhar e a

encarei.

Aquela boca carnuda e sensual m e convidava e pedia para ser beij ada. Quando ela m ordiscou o

lábio inferior, m e deu um desespero incapaz de controlar.

Abaixei o rosto e tom ei entre os dentes aquela carne m acia e deliciosa. Seus lábios estavam

gelados. Então entendi sua intenção com os gelos. Ela queria brincar, m as teria que ter certeza. Nunca

a forçaria a nada.

— O que você quer com esse gelo, Princesa? — falei com a boca colada na sua lam bendo e

m ordiscando.

— Hum ... — Ao som do seu gem ido percebi que estava distraindo-a, m e afastei e a observei.

Sabrina estava com os olhos fechados e sorrindo levem ente. Peguei seu queixo e o ergui, ela

abriu os olhos lindos e m e encarou.

— Nunca vou m e cansar de apreciar com o fica linda, quando está relaxada e sentindo prazer. O

que você quer com esses gelos?

— Um a coisa que li em um livro e nunca experim entei. — Corou envergonhada.

Ficava m ais linda com as bochechas rosadas. Eu sabia que Sabrina era apaixonada por livros,

m as não sabia que eram os eróticos.

— Sei... E o que era? Não sabia que lia livros eróticos.

Ela baixou os olhos por um segundo. E quando os levantou tinha fogo e expectativa em seu

rosto.

— Sim , leio m uitos e aprendi um m onte de coisas novas. E esse últim o era um a brincadeira com

gelo, m as não tinha ninguém pra testar, agora eu tenho. — Sorriu am plam ente.

Meu corpo se arrepiou com a expectativa. Não queria saber quem iria brincar com quem . Mas

m inha vontade por essa m ulher apenas aum entou em um grau insuportável.

— Sou todo seu!

Ela lam beu os lábios e pegou na m inha m ão arrastando-m e para o seu quarto. Lá, eu percebi que

esteve planej ando algo desde que chegam os. Na cabeceira da cam a havia dois lenços de seda,

arregalei os olhos ao constatar que a m inha m enina queria m e am arrar. Voltei m eu olhar e a encarei,

nunca havia feito isso, m as seu sorriso e seus olhos brilhantes foram im possíveis de recusar.

Entrei no personagem .

— O que você quer de m im , Ama? — Sorri m alicioso.

Ela suspirou e olhou em volta, parecia m eio perdida, porém logo se recuperou.

— Tire a roupa e deite na cam a — disse em um só fôlego.

Sorri e depois tirei o short e a cueca. Nunca m e im portei com nudez e adorei quando ela viu que

eu j á estava excitado, sua boca abriu e seus olhos se arregalaram . Adorava m exer com a m inha

m ulher.

Cam inhei até a cam a e deitei, aguardando o que viria a seguir. Sabrina colocou o vidro com o

gelo no criado-m udo e se aproxim ou. Subiu em m eu quadril colocando um a perna de cada lado e

fechei os olhos quando baixou até se encostar em m inha ereção.

— Agora, vam os brincar, eu vou te am arrar para que não possa m e tocar. Não é nada com o

dom inação, apenas li que intensifica o prazer. Gostaria que tentasse com igo depois.

Abri os olhos e a encarei.

— Tem certeza? Não precisa... — Podia incom odá-la, pois estaria à m inha m ercê e não queria

que se lem brasse do que lhe fizeram no passado.

Ela sorriu percebendo o que m inha pergunta significava.

— Tenho sim , confio em você. Eu só sentirei prazer, nada m ais. O m edo se foi. Eu j uro.

Assenti aliviado, pois nunca queria ser com parado ao filho da puta, nem por um segundo.

Sabrina se inclinou e am arrou m eus pulsos na cabeceira da cam a. Seu perfum e doce invadiu

m eus sentidos e fiquei louco para abaixar seu top e sugar seus seios deliciosos. Arrependi-m e um

pouco por perm itir que m e am arrasse. Mas m esm o im possibilitado de tocar, m eus lábios estavam

livres, abocanhei um seio por cim a do tecido e m ordi com vontade. Ela gem eu e se esfregou em m eu

pau.

Esse lance de ir devagar não era com a gente. Quando nos encostávam os, saíam faíscas que nos

queim avam e acendiam um fogo, que só era saciado quando nossos corpos se uniam .

Ela se afastou bruscam ente e tentei acom panhar, sendo parado pelas m ãos am arradas. Deitei na

cam a frustrado.

— Calm a, vam os nos divertir um pouco. — A infeliz ainda tinha o prazer de rir de m im .

Ela se levantou e tirou o short ficando com um a calcinha branca de renda, salivei por

antecipação. Im aginei retirar aquele pedaço de pano com os dentes. Droga, eu a queria com

desespero. Sensualm ente, ela rebolou ao ritm o da m úsica que ainda tocava, deve ter colocado em

m odo repeat. Tirou o top que escondia seus seios lindos e pediam pela m inha boca.

— Droga, Sabrina. Para de m e torturar. Preciso de você.

— Já disse que eu quero brincar.

— Então com eça logo, porra!

— Apressadinho... — Sorriu e pegou o copo com o gelo, sentou ao m eu lado da cam a e colocou

um cubo na boca.

Arregalei os olhos quando percebi o que iria fazer. Ela passou o gelo pelos cantos da boca com

um sorriso m alicioso. Quando ficou satisfeita o colocou no copo outra vez.

— Já ouviu dizer que a pressa é inim iga da perfeição?

Não pude nem falar nada. Sabrina se abaixou e cobriu m eu pênis com a boca gelada. Puta

m erda, nunca senti nada igual! O frio e a m aciez dos seus lábios quase m e fizeram gozar e acabar

com a brincadeira cedo dem ais. Fora que com as m ãos am arradas não podia fazer nada.

Sabrina m oveu sua boca em m eu m em bro da m esm a m aneira que fez com o gelo. Sugava forte e

deliciosam ente. Minha m ente estava vazia, pois só conseguia sentir, porque ela era m uito boa no que

fazia, perdição total!

Minha vontade era segurá-la e possuir seu corpo ferozm ente. Não conseguia pensar em outra

coisa. Talvez por isso ela resolveu prender m eus pulsos. Com ecei a m over os quadris tentando assim

aliviar a dor que se form ava em m inha virilha. Já não aguentava m ais até que Sabrina soltou e m e

olhou com os olhos pegando fogo.

— Você fica lindo assim , sabia? Nunca tive alguém tão sexy na m inha vida. Lucas, você é a encarnação de tudo que eu podia querer. — Engatinhou-se pelo m eu corpo até ficarm os cara a cara.

— Doce, gentil, am oroso, sensual, gostoso e delicioso. E todo m eu!

Sabrina abaixou-se e m e beij ou sofregam ente. Retribuí com a fom e que sentia, estava excitado

ao m áxim o e m ostraria a ela o que era um cara am arrado e louco pela sua m ulher.

Acho que nunca a beij ei assim , tudo se intensificava pelo fato de estar preso. Nossas línguas

duelavam e podia sentir a ânsia que vinha da Sabrina em m e ter. De repente, ela se afastou e

estávam os ofegantes. Seus cabelos bagunçados a deixou ainda m ais sexy.

— Vem Sá, não aguento m ais. Eu quero você agora.

Ela sorriu e negou com a cabeça.

— Eu quero brincar m ais. Acho que deve ter um gelo no copo ainda. — Estendeu a m ão

pegando o copo, tirou um cubo m eio derretido. — Acho que esse dá.

Colocou o gelo em m inha boca e passou por m eus lábios, capturei-o e briguei com ele, com os

olhos fixos nos dela. Sabia o que estava querendo, só queria poder ter a m obilidade das m ãos para

apertar sua bunda gostosa. Mas iria deixá-la brincar.

Quando o gelo derreteu, lam bi os lábios e a observei.

— Vem ...

Ela respirou fundo e subiu com os j oelhos ao redor do m eu rosto. Apenas olhei aquela calcinha

branca e j á fiquei louco.

— Chega a calcinha para o lado. — Ela fez. — Agora desce devagar até m inha boca. Vou

chupar você até gozar.

Sabrina gem eu e desceu até m im . Quando seu sexo quente encostou-se aos m eus lábios, eu

passei a língua por ele com o se fosse um sorvete. Ela se contorceu e eu fechei a boca em seu clitóris

sugando sofregam ente. Sabrina gem ia e se m ovia em m eu rosto. De olhos abertos continuei a chupar

sua vagina gostosa enquanto observava m inha m ulher se derram ar em prazer. Tinha a cabeça j ogada

para trás e os olhos fechados, com a boca aberta em êxtase.

A senti quase pronta, estava m olhada da m inha saliva e da sua própria excitação. Mordisquei o

nervo que lhe dava o ponto alto de todo prazer.

Ela forçou o corpo pra baixo e senti sua vagina se contrair quando gozou fortem ente, e lam bi

cada gota. Depois levantou-se e m e observou com os olhos sonolentos, porque parecia não ter m ais

forças para nada.

— Solta m inhas m ãos. — Minha voz estava rouca pela vontade que tinha de possui-la.

Ela o fez e prontam ente deitei em cim a dela. Abaixei a cabeça e beij ei seu pescoço fazendo

carinho, esfreguei m eu nariz em seus cabelos apreciando seu perfum e gostoso. Pude perceber sua

pele se arrepiando e sorri.

— Você é m inha, Sabrina. Não m e canso de dizer. Eu te am o.