Impulso
Epílogo
am adurecem os e podem os, enfim , viver nosso am or plenam ente. — Sorriu lindam ente. — Só que
um a coisa nunca vai m udar, Sabrina.
— O quê? — Arqueei as sobrancelhas, curiosa.
— Som os im pulsivos, e acho que isso é m uito bom . Nunca viverem os em um a rotina, e acho que
está na hora de refazerm os aquele beij o. O que acha?
Meu coração bateu descom passadam ente dentro do peito. Se eu conhecia bem aquela carinha de
safado, ele estava propondo reviverm os totalm ente. O que significava ir até o fim , assim com o
queríam os. Engoli em seco e sorri. Tenho certeza que m eus olhos pareciam dois faróis, pois Lucas
tinha a expressão m ais pura de felicidade.
— Sim , m eu am or. Vam os seguir m ais esse “im pulso”.
EPÍLOG O
Lucas
Enfim , iríam os ver o nosso bebê. Tudo bem que ainda era m uito pequeno, m as j á tinha coração
batendo. Mal podia esperar para ver esse m ilagre. Deus, com o eu am ava os dois, era algo
inexplicável e lindo.
Estávam os na sala de espera e só tinha m ulher ali, alguns m aridos (nam orados) acom panhavam
suas esposas (nam oradas), m as eram poucos. Sentia-m e estranho, pois elas não tiravam os olhos de
m im . Tinha vindo direto do hospital e ainda vestia branco. Inclinei-m e para Sabrina e sussurrei:
— Por que elas estão m e olhando?
Sabrina sorriu e olhou em volta, percebendo que m etade das m ulheres nos encarava, depois se
voltou pra m im e sussurrou, aproveitando para m order m inha orelha:
— Você fica lindo de branco. Elas estão apenas im aginando o que tem por baixo.
Droga, corei com o um pim então! Sabrina riu da m inha cara e voltou sua atenção para o celular.
Percebi que navegava nas redes sociais para passar o tem po.
Fom os cham ados e, m ais do que depressa, m e levantei para fugir daquele m onte de grávidas
com os horm ônios em ebulição. Na sala de ultrassonografia, Sabrina se trocou e deitou aguardando a
m édica que realizaria o procedim ento. Sentei-m e ao seu lado e tentei confortá-la, sabia que estava
ansiosa.
— Olá, sou Fernanda Sim ões. Então, anim ados pra ouvir o coraçãozinho do bebê?
Acho que perdem os a fala, pois apenas assentim os e a doutora sorriu. Sentou-se no banquinho
em frente às pernas da Sabrina e colocou as luvas. Pegou o transdutor colocando um a cam isinha.
Ligou o aparelho e olhou para nós, calm am ente.
— Sabrina, quero que relaxe, não vai doer. Mas se ficar tensa pode incom odar. Tudo bem ?
— Ok. — Apertei a m ão da Sabrina e aguardei.
A m édica colocou o aparelho entre as pernas dela, e logo fiquei incom odado. Apesar de
conhecer bem o corpo da m inha m ulher, fiquei sem graça. Era diferente estar com um a estranha
m exendo na intim idade da Sabrina.
— Bom , tá tudo bem . Vocês podem ver aqui que o colo do útero está fechadinho, vou fazer
alguns cálculos para ver de quanto tem po você está, Sabrina. — Eu tinha algum a experiência naquele
tipo de exam e e podia ver algo diferente, m as não m e arrisquei a dar nenhum palpite.
Sabrina estava encantada olhando pra tela. Sabia que não entendia m uita coisa, porque a ultra
era um pouco confusa.
— Está vendo algum a coisa, m eu am or?
Ela balançou a cabeça e sorriu.
— Não m uito, m as é lindo. Tudo é lindo.
Sorri e acariciei seus cabelos. Agradeci a Deus por m e dar aquela m ulher linda e por estar
prestes a ter um a notícia ainda m ais surpreendente. Sabrina tam bém não esperava por isso.
Fernanda virou-se para nós, e m e olhou.
— Tenho certeza que j á percebeu o que estou tentando ver, m as vam os escutar o coração para
ter certeza?
Assenti e m eu peito parecia explodir. Ela ligou o áudio e um a barulheira poderia ser escutada
do outro lado da sala. Meu Deus, era verdade! Sabrina franziu a testa e olhou para nós dois.
— O que está acontecendo? Vocês estão m e assustando.
— Você quer falar, Lucas?
Virei-m e, olhando naqueles olhos azuis que tanto m e encantavam .
— Am or, nosso bebê está bem , aliás, acho que até dem ais. Bom , quantos batim entos você pode
ouvir?
— Dois. Mas um é m eu.
Balancei a cabeça, sorrindo.
— Não, m inha linda. O seu batim ento não pode ser ouvido pelo transvaginal. São dois bebês,
tem dois sacos gestacionais. Terem os gêm eos.
Sabrina arregalou os olhos e virou-se para a tela novam ente. Parecia tentar identificar os dois
em briões ali. Ela abriu um sorriso enorm e enquanto as lágrim as desciam por seu rosto.
— Meu Deus, dois m eninos?
— Com o assim , m eu am or? Ainda não dá pra ver o sexo, você está com oito sem anas — falei
rindo.
Ela sorriu ainda m ais e colocou a m ão sobre a barriga.
— Eu sinto, Lucas. São dois m eninos lindos, m eus filhos. Ai Deus, eu m ereço isso tudo? Três
hom ens m aravilhosos na m inha vida. Estou tão feliz.
Fernanda sorriu e balançou a cabeça, concordando com o que Sabrina disse.
— Se a m am ãe diz, eu acredito. Nós sem pre sabem os dessas coisas. Então, j á que você tem
tanta certeza, escolheu o nom e?
Sabrina se virou para m im e sorriu tim idam ente.
— Já sim , Eduardo e Gustavo. Não tem problem a, né? Eu ter escolhido sozinha? É que tenho
pensado m uito nisso.
Inclinei-m e beij ando sua testa. Com o eu iria m e im portar dela escolher o nom e das crianças?
Sabrina resplandecia de tanta felicidade. E, na verdade, eu tam bém fiz algo sem ela saber. Esperava
que ela gostasse, e agora teria que dobrar tudo.
— Claro que não, eu am ei o nom e dos nossos m eninos. Mas acho que devia pensar em nom e de
m eninas, só para garantir.
— Ok. Mas são m eninos, eu sei.
O exam e foi concluído e fom os em bora com um sorriso no rosto e um a foto dos nossos filhos em
m ãos. Meu coração estava acelerado e m orria de nervoso. Esperava que Bruno tivesse arrum ado
tudo. Seria um desastre encontrá-lo lá ainda.
Ao entrar no carro m andei um a m ensagem dizendo que estava a cam inho. Dirigi com o coração
na m ão. Estava nervoso e feliz. Tinha m ais duas pessoas im portantes na m inha vida.
Quando chegam os em frente à nossa casa respirei aliviado ao notar que m eu cunhado não estava
m ais lá. Descem os e aguardei que ela chegasse à porta da cozinha para abrir.
— O que foi, m eu am or? Está abism ado ainda com a notícia?
— Não, esperando você abrir. Estou sem a chave. — Ela franziu a testa, m as pegou sua chave
na bolsa abrindo a porta.
Entram os e olhei de esguelha, a luz no m eu antigo quarto estava piscando exatam ente com o pedi
que ficasse. Aproxim ei-m e da bancada da cozinha e encostei, m as percebi a hora exata que Sabrina
notou. Ela cam inhou até o côm odo e abriu a porta devagar.
Parou e colocou a m ão na boca. Virou-se com os olhos arregalados e o sorriso brilhante.
Aproxim ei-m e e a enlacei pela cintura. Lá dentro havia tudo transform ado. Com o estávam os
dorm indo no quarto dela, aquele seria naturalm ente o quarto do bebê.
Com prei tudo na sem ana que soube da sua gravidez. Berço, côm oda, decoração, poltrona de
am am entação. Móbiles decorativos e m usicais. Cortinas e tudo o m ais. Era um quarto dos sonhos
para os bebês e a m am ãe. Agora teria que acrescentar só m ais um berço.
Peguei seu queixo aproxim ando nossos lábios.
— Gostou da surpresa, m eu am or? — falei com a boca colada na dela.
Sabrina fechou os olhos e sorriu. Assentiu e se virou adm irando o quarto.
— Mas com o você fez? Estávam os no consultório.
— Bruno arrum ou tudo. Disse que precisaria de um favor m eu em um futuro próxim o e j á estava
garantindo que eu aceitaria sem pestanej ar.
Sabrina fez um a careta e balançou a cabeça.
— Você está ferrado! Mas, am or, eu am ei. Esse berço é um sonho, e esse ursinho? Ai Deus,
m aravilhoso. Escolheu tudo sozinho? — Assenti e m e aproxim ei levando-a com igo. Parei ao lado do
berço e olhei para ver se a outra surpresa estava no lugar.
— Mas ainda não acabou. Olha ali. — Apontei para o urso am arelo que segurava um a caixinha.
Sabrina ofegou e cobriu a boca, m e olhando abism ada.
— Pega, m eu am or.
Ela estendeu a m ão e pegou o obj eto, m e olhou com os olhos brilhantes e voltou à atenção para
a caixa de veludo. Pegou com delicadeza e quando a abriu, seu queixo caiu. Observei cada reação
naquela m ulher que eu tanto am ava e m e fazia o hom em m ais feliz do m undo.
Aj oelhei-m e e peguei sua m ão acariciando seu pulso com o polegar, dem onstrando o conforto
que queria que sentisse.
— Com o você está careca de saber, eu te am o com todo o m eu coração e a m inha alm a. Você m e
faz cada dia m ais feliz, eu am o tudo em você. Defeitos, qualidades, seus m om entos felizes e tristes.
Mulher, eu te am o por inteiro. Quero estar com você cada um desses m om entos. Aceita se casar
com igo, princesa?
Sabrina se aj oelhou à m inha frente e pegou m eu rosto entre suas m ãos suaves. Beij ou m eus
lábios sorrindo, com as lágrim as descendo por seu rosto.
— Eu aceito ser sua esposa. Mas saiba que sou sua desde que m eus olhos encontraram com os