Impulso

Gisele Souza · Capítulo 42 de 47

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Impulso

Epílogo

am adurecem os e podem os, enfim , viver nosso am or plenam ente. — Sorriu lindam ente. — Só que

um a coisa nunca vai m udar, Sabrina.

— O quê? — Arqueei as sobrancelhas, curiosa.

— Som os im pulsivos, e acho que isso é m uito bom . Nunca viverem os em um a rotina, e acho que

está na hora de refazerm os aquele beij o. O que acha?

Meu coração bateu descom passadam ente dentro do peito. Se eu conhecia bem aquela carinha de

safado, ele estava propondo reviverm os totalm ente. O que significava ir até o fim , assim com o

queríam os. Engoli em seco e sorri. Tenho certeza que m eus olhos pareciam dois faróis, pois Lucas

tinha a expressão m ais pura de felicidade.

— Sim , m eu am or. Vam os seguir m ais esse “im pulso”.

EPÍLOG O

Lucas

Enfim , iríam os ver o nosso bebê. Tudo bem que ainda era m uito pequeno, m as j á tinha coração

batendo. Mal podia esperar para ver esse m ilagre. Deus, com o eu am ava os dois, era algo

inexplicável e lindo.

Estávam os na sala de espera e só tinha m ulher ali, alguns m aridos (nam orados) acom panhavam

suas esposas (nam oradas), m as eram poucos. Sentia-m e estranho, pois elas não tiravam os olhos de

m im . Tinha vindo direto do hospital e ainda vestia branco. Inclinei-m e para Sabrina e sussurrei:

— Por que elas estão m e olhando?

Sabrina sorriu e olhou em volta, percebendo que m etade das m ulheres nos encarava, depois se

voltou pra m im e sussurrou, aproveitando para m order m inha orelha:

— Você fica lindo de branco. Elas estão apenas im aginando o que tem por baixo.

Droga, corei com o um pim então! Sabrina riu da m inha cara e voltou sua atenção para o celular.

Percebi que navegava nas redes sociais para passar o tem po.

Fom os cham ados e, m ais do que depressa, m e levantei para fugir daquele m onte de grávidas

com os horm ônios em ebulição. Na sala de ultrassonografia, Sabrina se trocou e deitou aguardando a

m édica que realizaria o procedim ento. Sentei-m e ao seu lado e tentei confortá-la, sabia que estava

ansiosa.

— Olá, sou Fernanda Sim ões. Então, anim ados pra ouvir o coraçãozinho do bebê?

Acho que perdem os a fala, pois apenas assentim os e a doutora sorriu. Sentou-se no banquinho

em frente às pernas da Sabrina e colocou as luvas. Pegou o transdutor colocando um a cam isinha.

Ligou o aparelho e olhou para nós, calm am ente.

— Sabrina, quero que relaxe, não vai doer. Mas se ficar tensa pode incom odar. Tudo bem ?

— Ok. — Apertei a m ão da Sabrina e aguardei.

A m édica colocou o aparelho entre as pernas dela, e logo fiquei incom odado. Apesar de

conhecer bem o corpo da m inha m ulher, fiquei sem graça. Era diferente estar com um a estranha

m exendo na intim idade da Sabrina.

— Bom , tá tudo bem . Vocês podem ver aqui que o colo do útero está fechadinho, vou fazer

alguns cálculos para ver de quanto tem po você está, Sabrina. — Eu tinha algum a experiência naquele

tipo de exam e e podia ver algo diferente, m as não m e arrisquei a dar nenhum palpite.

Sabrina estava encantada olhando pra tela. Sabia que não entendia m uita coisa, porque a ultra

era um pouco confusa.

— Está vendo algum a coisa, m eu am or?

Ela balançou a cabeça e sorriu.

— Não m uito, m as é lindo. Tudo é lindo.

Sorri e acariciei seus cabelos. Agradeci a Deus por m e dar aquela m ulher linda e por estar

prestes a ter um a notícia ainda m ais surpreendente. Sabrina tam bém não esperava por isso.

Fernanda virou-se para nós, e m e olhou.

— Tenho certeza que j á percebeu o que estou tentando ver, m as vam os escutar o coração para

ter certeza?

Assenti e m eu peito parecia explodir. Ela ligou o áudio e um a barulheira poderia ser escutada

do outro lado da sala. Meu Deus, era verdade! Sabrina franziu a testa e olhou para nós dois.

— O que está acontecendo? Vocês estão m e assustando.

— Você quer falar, Lucas?

Virei-m e, olhando naqueles olhos azuis que tanto m e encantavam .

— Am or, nosso bebê está bem , aliás, acho que até dem ais. Bom , quantos batim entos você pode

ouvir?

— Dois. Mas um é m eu.

Balancei a cabeça, sorrindo.

— Não, m inha linda. O seu batim ento não pode ser ouvido pelo transvaginal. São dois bebês,

tem dois sacos gestacionais. Terem os gêm eos.

Sabrina arregalou os olhos e virou-se para a tela novam ente. Parecia tentar identificar os dois

em briões ali. Ela abriu um sorriso enorm e enquanto as lágrim as desciam por seu rosto.

— Meu Deus, dois m eninos?

— Com o assim , m eu am or? Ainda não dá pra ver o sexo, você está com oito sem anas — falei

rindo.

Ela sorriu ainda m ais e colocou a m ão sobre a barriga.

— Eu sinto, Lucas. São dois m eninos lindos, m eus filhos. Ai Deus, eu m ereço isso tudo? Três

hom ens m aravilhosos na m inha vida. Estou tão feliz.

Fernanda sorriu e balançou a cabeça, concordando com o que Sabrina disse.

— Se a m am ãe diz, eu acredito. Nós sem pre sabem os dessas coisas. Então, j á que você tem

tanta certeza, escolheu o nom e?

Sabrina se virou para m im e sorriu tim idam ente.

— Já sim , Eduardo e Gustavo. Não tem problem a, né? Eu ter escolhido sozinha? É que tenho

pensado m uito nisso.

Inclinei-m e beij ando sua testa. Com o eu iria m e im portar dela escolher o nom e das crianças?

Sabrina resplandecia de tanta felicidade. E, na verdade, eu tam bém fiz algo sem ela saber. Esperava

que ela gostasse, e agora teria que dobrar tudo.

— Claro que não, eu am ei o nom e dos nossos m eninos. Mas acho que devia pensar em nom e de

m eninas, só para garantir.

— Ok. Mas são m eninos, eu sei.

O exam e foi concluído e fom os em bora com um sorriso no rosto e um a foto dos nossos filhos em

m ãos. Meu coração estava acelerado e m orria de nervoso. Esperava que Bruno tivesse arrum ado

tudo. Seria um desastre encontrá-lo lá ainda.

Ao entrar no carro m andei um a m ensagem dizendo que estava a cam inho. Dirigi com o coração

na m ão. Estava nervoso e feliz. Tinha m ais duas pessoas im portantes na m inha vida.

Quando chegam os em frente à nossa casa respirei aliviado ao notar que m eu cunhado não estava

m ais lá. Descem os e aguardei que ela chegasse à porta da cozinha para abrir.

— O que foi, m eu am or? Está abism ado ainda com a notícia?

— Não, esperando você abrir. Estou sem a chave. — Ela franziu a testa, m as pegou sua chave

na bolsa abrindo a porta.

Entram os e olhei de esguelha, a luz no m eu antigo quarto estava piscando exatam ente com o pedi

que ficasse. Aproxim ei-m e da bancada da cozinha e encostei, m as percebi a hora exata que Sabrina

notou. Ela cam inhou até o côm odo e abriu a porta devagar.

Parou e colocou a m ão na boca. Virou-se com os olhos arregalados e o sorriso brilhante.

Aproxim ei-m e e a enlacei pela cintura. Lá dentro havia tudo transform ado. Com o estávam os

dorm indo no quarto dela, aquele seria naturalm ente o quarto do bebê.

Com prei tudo na sem ana que soube da sua gravidez. Berço, côm oda, decoração, poltrona de

am am entação. Móbiles decorativos e m usicais. Cortinas e tudo o m ais. Era um quarto dos sonhos

para os bebês e a m am ãe. Agora teria que acrescentar só m ais um berço.

Peguei seu queixo aproxim ando nossos lábios.

— Gostou da surpresa, m eu am or? — falei com a boca colada na dela.

Sabrina fechou os olhos e sorriu. Assentiu e se virou adm irando o quarto.

— Mas com o você fez? Estávam os no consultório.

— Bruno arrum ou tudo. Disse que precisaria de um favor m eu em um futuro próxim o e j á estava

garantindo que eu aceitaria sem pestanej ar.

Sabrina fez um a careta e balançou a cabeça.

— Você está ferrado! Mas, am or, eu am ei. Esse berço é um sonho, e esse ursinho? Ai Deus,

m aravilhoso. Escolheu tudo sozinho? — Assenti e m e aproxim ei levando-a com igo. Parei ao lado do

berço e olhei para ver se a outra surpresa estava no lugar.

— Mas ainda não acabou. Olha ali. — Apontei para o urso am arelo que segurava um a caixinha.

Sabrina ofegou e cobriu a boca, m e olhando abism ada.

— Pega, m eu am or.

Ela estendeu a m ão e pegou o obj eto, m e olhou com os olhos brilhantes e voltou à atenção para

a caixa de veludo. Pegou com delicadeza e quando a abriu, seu queixo caiu. Observei cada reação

naquela m ulher que eu tanto am ava e m e fazia o hom em m ais feliz do m undo.

Aj oelhei-m e e peguei sua m ão acariciando seu pulso com o polegar, dem onstrando o conforto

que queria que sentisse.

— Com o você está careca de saber, eu te am o com todo o m eu coração e a m inha alm a. Você m e

faz cada dia m ais feliz, eu am o tudo em você. Defeitos, qualidades, seus m om entos felizes e tristes.

Mulher, eu te am o por inteiro. Quero estar com você cada um desses m om entos. Aceita se casar

com igo, princesa?

Sabrina se aj oelhou à m inha frente e pegou m eu rosto entre suas m ãos suaves. Beij ou m eus

lábios sorrindo, com as lágrim as descendo por seu rosto.

— Eu aceito ser sua esposa. Mas saiba que sou sua desde que m eus olhos encontraram com os