Impulso

Gisele Souza · Capítulo 15 de 47

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Impulso

Capítulo 14

Ele desviou o olhar do Alex e m e observou. Percebi que teria que fazer um a escolha.

Sabia que esse dia chegaria, m as não im aginava que teria que ser com toda a nossa fam ília e

alguns curiosos próxim os nos olhando.

Lucas se levantou, ficou de pé ao lado da m esa e m e estendeu a m ão direita.

— Você vem , Sabrina?

CAPÍTULO 14

Lucas

Se há um a coisa que aprendi em m inha vida, depois de tanto passar necessidades e sofrer por

algo que não tinha, era que o tem po passa m uito rápido, e perder chances significava um grande

buraco em m eu peito. Onde quer que eu estej a, Sabrina estaria sem pre com igo.

A m úsica que cantei m exeu tanto com ela quanto com igo. Sabrina soluçava copiosam ente no

m eio do bar. Segurei-m e ao m áxim o para term inar aquela linda canção. Eu com ecei a tocar piano

para tentar algo que anim asse m inha m ãe, porque ela sem pre pareceu orgulhosa da Lay la, então m e

apaixonei pelo instrum ento. Em m eus dedos dançavam sentim entos. E queria dem onstrá-los a Sabrina

de um a m aneira que não tivesse com o fugir.

Até que o lobo apareceu e estragou tudo. Minha irm ã tentou m e acalm ar, dizendo para que eu

respeitasse a escolha da Sabrina e não fizesse besteira. Por respeito à ela e todos à m esa respirei

fundo e relaxei um pouco. Mas, cara, eu nunca fiquei com tanta raiva de um a pessoa. Ele estava se

infiltrando sorrateiram ente à espreita para qualquer fraqueza da m inha linda. Ele sabia que a Sabrina

estava frágil e se aproveitava. Quando ele se inclinou e sussurrou no seu ouvido, eu não aguentei.

Minhas im plicâncias podiam ser infantis, assim com o o j eito que eu m e im punha frente ao m eu

rival. Mas não conseguia m e segurar, porque Sabrina m e transform ava em um cara sem sentido. Há

quatro anos Bruno disse que eu tinha que dar um a decisão nela, eu fiz e deu no que deu. Desde então

fiquei cauteloso, m edia sem pre as palavras e evitava m e aproxim ar dem ais, pois não queria perder

sua am izade tam bém .

Contudo, eu estava no m eu lim ite.

Sabrina teria que escolher e o m om ento havia chegado, se ela m e negasse seria o fim . Eu a

deixaria com sua vida vazia e tentaria seguir a m inha. Sabia que não por inteiro, m as, às vezes, é

necessário ir em frente m esm o faltando o órgão m ais im portante do seu corpo. Meu coração seria

para sem pre dela!

Aguardei ansioso de pé ao lado da m esa com a m ão estendida. Sabrina m e olhava fixam ente,

podia ver em seus olhos azuis a batalha que travava dentro de si. Meu peito se apertou, pois não

gostava de vê-la sofrer. Depois Alex virou o rosto pra ela, e percebi que o cara estava tenso e rígido.

— Você vai, Sabrina? — Sua voz sem pre firm e vacilou um tom . Com certeza, ele notou o quanto

ela estava em dúvida e estava receoso quanto à sua resposta, pois isso daria a ele a certeza de quem

ela queria.

O pessoal na m esa aguardava em silêncio, e m inha irm ã tinha lágrim as nos olhos. Sei que ela

sofria com tudo isso, pois não gostava de m e ver alterado. Porém , não havia nada que poderia fazer

para acalm ar seus ânim os, apenas um a pessoa era capaz de m udar o rum o da m inha vida.

Ana se aproxim ou da irm ã caçula e cochichou em seu ouvido, séria. Parecendo despertar de um

transe, Sabrina piscou e abaixou a cabeça. Meu coração acelerou, era agora.

— Sinto m uito, Alex!

Ela pôs-se de pé e o lobo se afastou, lhe dando passagem . Alex encarou-m e por alguns segundos

e sorriu de lado.

— Cuida dela, cara. — Assenti e ele se afastou saindo pela porta do bar.

De pé ao lado da m esa, ainda cabisbaixa, Sabrina tinha o corpo rígido. Entendendo essa atitude

com o afirm ativa, ganhei confiança de onde poderia pisar. Aproxim ei-m e e levantei seu queixo. Ela

tinha lágrim as escorrendo por seu rosto, m as seus olhos brilhavam um pouco aliviados. Acariciei sua

bochecha com o polegar e aproxim ei m inha boca dos seus lábios carnudos.

— Não chore m ais, m eu am or. Nós vam os ficar bem . Vam os sair daqui?

Ela assentiu e se virou para pegar sua bolsa no banco. Ana, dona Marisa, Bruno, Lay la, Larissa

e Maurício tinham um sorriso em seus rostos. Estavam satisfeitos com o desenrolar de tudo. Peguei a

m ão da m inha garota e a puxei para o lado de fora sem olhar pra trás.

Percebi que ela havia vindo de carro, eu não iria m e afastar logo agora que a consegui. Peguei

m eu celular no bolso da calça j eans e m andei um a m ensagem para que Bruno cuidasse de tudo. Com o

ele tinha um a chave extra do carro, pois Sabrina sem pre as perdia, seria um a m ão na roda.

Apesar de o m eu coração estar cheio de felicidade, o ciúm e ainda se infiltrava em m inhas veias,

pois não m e conform ava de Sabrina levar aquele Wolf para a nossa reunião fam iliar. Estava m e

esforçando para não falar nada, não queria estragar aquele m om ento.

Ela perm anecia em silêncio, m as segurava m inha m ão com força com o se fosse aquilo que a

m antinha em pé. Ao lado do m eu carro destravei o alarm e e abri a porta do passageiro e só assim

olhei em seus olhos. Sabrina m e encarava com determ inação e m edo no olhar.

Devido à m inha em polgação esqueci-m e de verificar m eus sentim entos. Em m eu interior estava

sendo travada um a guerra. Fechei os olhos por um segundo tentando m e acalm ar, seria vergonhoso se

surtasse logo agora. Enquanto isso Sabrina soltou a m inha m ão e se acom odou no banco do

passageiro.

Porra, m as estava tudo indo m uito errado! Não era para estar tão sem ação assim . Respirei

fundo e dei a volta no carro. Entrei e dei partida. O restante do cam inho até nossa casa continuou o

m esm o silêncio constrangedor. Eu não sabia o que dizer ou fazer para am enizar a situação. Então,

alguns pensam entos chatos povoaram m inha m ente.

Será que ela se arrependeu? Será que queria ter ido com o Alex? Meu Deus, se eu não

perguntasse iria enlouquecer, m as corria o risco de estragar tudo. Será que eu estava disposto a ter

apenas um a parte da Sabrina?

Depois de estacionar o carro em nossa garagem , olhei para o vidro da frente porque não havia

nada a dizer, m as apenas um a coisa m e incom odava. Então decidi que se era pra falar m erda, que

fosse com pleta.

— Por que, Sabrina? Qual o m otivo desse sofrim ento de tantos anos? Por que não se entregou

de um a vez, se o que sentia era o m esm o que eu? Por que m e deixou te m agoar? Por que arrancou

m eu coração quando negou o m eu am or?

Não olhei para o lado. O m edo tom ou conta do m eu peito. Mas quando ouvi um soluço sofrido

vindo da m inha garota não tive alternativa. Com o sem pre, ela estaria à frente de tudo.

Sabrina tinha o rosto banhado em lágrim as. Seus olhos azuis estavam verm elhos e m eu coração despedaçou. Perguntei-m e quantas vezes isso iria acontecer quando ela estivesse envolvida. Pude

perceber que estava sufocando e querendo falar. Aproxim ei-m e e a abracei com o deu. Estávam os

desconfortáveis, porém acabei dando um j eito. Ela encaixou o rosto em m eu pescoço e chorou por

um tem po que pareceu um a eternidade.

— Diz pra m im , m eu am or? Quero fazer algum a coisa, ilum ina m eu cam inho para que eu possa

te resgatar...

— Agora... não! Eu só quero que você m e am e. Depois te conto tudo, eu prom eto.

Em m eio a soluços, m inha am ada fez esta prom essa. Eu a faria m inha, e dessa vez com sua

entrega total. Afastei-m e, olhei seu rosto e enxuguei as lágrim as que desciam copiosam ente. Com os

olhos baixos, ela segurou as m inhas m ãos que estavam em suas bochechas.

— Eu só tenho um pedido, Lucas.

— Qualquer coisa... — Eu faria tudo para tirar aquela tristeza do seu olhar.

— Siga seus instintos, m e tom e do j eito que quiser. Não precisa ser gentil. Eu preciso de você

por inteiro.

Porra! Não sabia bem o que ela estava m e pedindo, porém m eus instintos pediam que eu a

m arcasse, que a dom inasse, a fizesse entender de um a vez por todas que era m inha! E não tinha nada

de gentil nisso tudo.

— Sá, eu quero te am ar. Não m e peça isso.

Ela se afastou das m inhas m ãos e m e olhou nos olhos. O que tinha ali m e fez recuar, um a m ágoa

profunda. Minha garota estava despedaçada e eu não percebi.

— Eu preciso. Quero você desse j eito, tenho que trocar lem branças. Por favor, não m e negue.

Preciso ser inteira de novo.

Havia sinceridade dem ais em suas palavras. Se fosse assim que ela m e queria, assim m e teria.

Assenti e Sabrina respirou fundo, aliviada. Abriu a porta e saiu do carro, afastando-se de m im e, em

seguida, entrou na casa. Preparei-m e psicologicam ente para o que viria e o que eu faria.

Saí e m e dirigi à porta da cozinha. Entrei e estaquei. Sabrina estava no m eio da sala, nua e

linda, de frente pra m im . Já havia parado de chorar e levantou o rosto olhando em m eus olhos.

Estendeu as m ãos com as palm as para cim a.

— Vem , Lucas. Eu m e rendo!

Eu estava com o um idiota parado. Nós tínham os transado apenas no dia anterior, porém naquela

luz e tão entregue, Sabrina era a coisa m ais linda que eu poderia ter visto. Saindo do choque do que

tudo isso significava, eu estendi a m ão na barra da m inha cam isa e puxei tirando-a pela cabeça, e

j oguei em qualquer lugar. Desabotoei a calça e a deixei esparram ada no chão, j unto com o tênis e as

m eias. Perm aneci apenas com a boxer cinza. Não pretendia que tudo fosse rápido dem ais.

Contudo, senti um desespero repentino. Meu corpo e m inha alm a pediam para que eu a tom asse.

E assim eu faria. Andei em sua direção e parei diante do am or da m inha vida, m as tam bém a m ulher

que m e fez sofrer. Tudo bem que ela sofreu j unto, m as tudo com eçou com um a negativa que nos

m atou.

— Depois dessa noite, não tem escapatória. Você vai ser m inha, e se fugir eu vou até o inferno e

te trago de volta. Entendeu? Não há outra m aneira.

Sabrina assentiu olhando dentro de m im . Um sentim ento subiu em m eu peito e tinha vontade de

gritar aos sete cantos do m undo que ela m e pertencia.

Subitam ente, a peguei pela cintura assustando-a um pouco. Eu não pensava m ais, apenas segui o

instinto que m e ordenava que a possuísse. Encostei Sabrina na parede e autom aticam ente ela enlaçou

m inha cintura com as pernas grossas. Nossos corpos queim avam , pareciam brasas. Olhei em seus

olhos e aproxim ei m inha boca da sua.

Eu não a beij ei, sim plesm ente devorei seus lábios. Estava fam into por aquela m ulher. Algum a

coisa tom ou conta de m im quando ela se rendeu, então eu tam bém estava rendido. Entregue à

necessidade m ais básica: possuir!

Nossas línguas duelavam e Sabrina soltava gem idos e m urm úrios. Aquilo só atiçava m ais m inha

vontade louca. Mordisquei seu lábio inferior e apertei sua cintura, Sabrina fincou as unhas em m inhas

costas e só alim entou a luxúria que corria por m inhas veias. Seus seios desnudos se esfregavam por

m eu peito. Movíam o-nos em sintonia, estávam os fam intos um pelo outro.

Algum a coisa m e dizia que essa experiência não seria nada parecida com a que tivem os. Nunca

senti um a necessidade tão grande de estar com alguém . Afastei m inha boca da sua e olhei em seus

olhos.

— Eu quero você agora. Tira m inha cueca. — Não queria m e afastar do seu corpo, portanto não

a soltaria.

Ela deslizou a m ão por m inha cintura arranhando m inha pele e deslizou m inha boxer, apertando

m inha bunda. Meu corpo se arrepiou e m eu pau ereto latej ou de dor, por isso desvencilhei as pernas

do tecido. Desci m inha boca em um seio farto e chupei com vontade, m ordi o m am ilo intum escido e

Sabrina gritou. Não estava sendo gentil. Queria estar dentro dela, estávam os encostados na parede da

sala, nus e loucos de tesão.

Desgrudei nossas bocas e a senti form igar, na noite anterior a necessidade foi tanta que não tive

tem po de apreciá-la com o devido. Na verdade, acredito que nunca teria tem po suficiente.

Mas ficar sem venerar aqueles seios de pele m acia e branquinha era um pecado sem igual. Não

estava aguentando m ais. Enquanto eu a sugava, ela se esfregava em m inha ereção e eu estava quase

gozando. Então dei um im pulso e entrei em Sabrina de um a vez. Levei um a m ão ao seio que não tinha

recebido carinho e apertei seu bico. Porra, eu estava alucinando!

Sabrina m ordeu m eu om bro e prendeu as pernas m ais fortes, se m ovim entando e acabando com

qualquer resquício de sanidade em m im . A prendi na parede com as m ãos para que parasse de se

m over. Ela largou m eu om bro e levantou a cabeça.

— Me fode gostoso, Lucas. Faz-m e sua com pletam ente. Am e-m e! Faz-m e esquecer. Eu preciso

de você! — Sabrina gritou e j ogou a cabeça para trás, era um a linda visão. Minha m ulher estava no

auge do prazer. E perdi a cabeça. Capturei sua boca e estoquei em seu corpo com força. Eu estava

tom ando o que era m eu e foi negado. A possuía com pletam ente com o pediu. Só que não era só corpo,

podia j urar que senti m inha alm a se fundindo a ela.

Se antes Sabrina tinha m eu coração, agora ela podia m e quebrar em pedacinhos. E nós não

éram os silenciosos, pois gritávam os com o loucos. Podia ouvir m eus grunhidos e rosnados m isturados

aos sons sexies que ela fazia.

Meu pau latej ava querendo libertação, m as m e im pedi de ir antes dela. Mordi sua boca e ela

gritou m ais.

— Lucas, eu vou gozar. Preciso. Vem com igo.

— Goza, m eu am or. Eu vou com você. Te sigo onde for, Sabrina.

Senti sua boceta apertada latej ar e Sabrina gritou alto o m eu nom e. Meu peito se inflou de algum

orgulho prim itivo, eu não queria que acabasse ainda. Enlacei sua cintura a levando até o tapete.

Deitei-a levem ente e nos encaixei de novo. Desci m eu peso nela e apoiei os cotovelos ao lado da sua

cabeça. Acariciei seus cabelos negros e sorri. Não estava m ais com o um louco.

— Você não veio. — Mesm o ofegante, ela questionou o m otivo de eu ter m e segurado.

Sorri e beij ei sua testa, continuava duro e dolorido, m as ainda queria am á-la com o realm ente

m erecia.

— Tem os tem po, agora eu quero te am ar. Deixa?

Sabrina balançou a cabeça, concordando. E eu a beij ei, não devorei seus lábios com o antes.

Mas dem onstrei todo o m eu am or. Explorei cada canto da sua boca sentindo seu gosto e aspirando

seu perfum e. Movim entei o quadril lentam ente, seu calor m e envolvia e alucinava. Eu tinha um a

m úsica na cabeça e o seu ritm o suave e a letra era tão certa para o nosso encontro, que m e deixei

levar: The Scientist, do Coldplay entoava e som ente eu ouvia.

Eu m anipulei seu corpo exatam ente com o um teclado de piano. Com os dedos tateei sua pele.

Separei nossas bocas e cantarolei em seu ouvido. Sabrina chorava e eu tam bém . Tanta em oção veio

de um a vez que tem i não m e segurar: alegria, am or, exaustação por tudo que passam os, tristeza pelo tem po perdido, êxtase por estar com a m ulher que am o. Deus, eu a tinha!