Impulso
Capítulo 14
Ele desviou o olhar do Alex e m e observou. Percebi que teria que fazer um a escolha.
Sabia que esse dia chegaria, m as não im aginava que teria que ser com toda a nossa fam ília e
alguns curiosos próxim os nos olhando.
Lucas se levantou, ficou de pé ao lado da m esa e m e estendeu a m ão direita.
— Você vem , Sabrina?
CAPÍTULO 14
Lucas
Se há um a coisa que aprendi em m inha vida, depois de tanto passar necessidades e sofrer por
algo que não tinha, era que o tem po passa m uito rápido, e perder chances significava um grande
buraco em m eu peito. Onde quer que eu estej a, Sabrina estaria sem pre com igo.
A m úsica que cantei m exeu tanto com ela quanto com igo. Sabrina soluçava copiosam ente no
m eio do bar. Segurei-m e ao m áxim o para term inar aquela linda canção. Eu com ecei a tocar piano
para tentar algo que anim asse m inha m ãe, porque ela sem pre pareceu orgulhosa da Lay la, então m e
apaixonei pelo instrum ento. Em m eus dedos dançavam sentim entos. E queria dem onstrá-los a Sabrina
de um a m aneira que não tivesse com o fugir.
Até que o lobo apareceu e estragou tudo. Minha irm ã tentou m e acalm ar, dizendo para que eu
respeitasse a escolha da Sabrina e não fizesse besteira. Por respeito à ela e todos à m esa respirei
fundo e relaxei um pouco. Mas, cara, eu nunca fiquei com tanta raiva de um a pessoa. Ele estava se
infiltrando sorrateiram ente à espreita para qualquer fraqueza da m inha linda. Ele sabia que a Sabrina
estava frágil e se aproveitava. Quando ele se inclinou e sussurrou no seu ouvido, eu não aguentei.
Minhas im plicâncias podiam ser infantis, assim com o o j eito que eu m e im punha frente ao m eu
rival. Mas não conseguia m e segurar, porque Sabrina m e transform ava em um cara sem sentido. Há
quatro anos Bruno disse que eu tinha que dar um a decisão nela, eu fiz e deu no que deu. Desde então
fiquei cauteloso, m edia sem pre as palavras e evitava m e aproxim ar dem ais, pois não queria perder
sua am izade tam bém .
Contudo, eu estava no m eu lim ite.
Sabrina teria que escolher e o m om ento havia chegado, se ela m e negasse seria o fim . Eu a
deixaria com sua vida vazia e tentaria seguir a m inha. Sabia que não por inteiro, m as, às vezes, é
necessário ir em frente m esm o faltando o órgão m ais im portante do seu corpo. Meu coração seria
para sem pre dela!
Aguardei ansioso de pé ao lado da m esa com a m ão estendida. Sabrina m e olhava fixam ente,
podia ver em seus olhos azuis a batalha que travava dentro de si. Meu peito se apertou, pois não
gostava de vê-la sofrer. Depois Alex virou o rosto pra ela, e percebi que o cara estava tenso e rígido.
— Você vai, Sabrina? — Sua voz sem pre firm e vacilou um tom . Com certeza, ele notou o quanto
ela estava em dúvida e estava receoso quanto à sua resposta, pois isso daria a ele a certeza de quem
ela queria.
O pessoal na m esa aguardava em silêncio, e m inha irm ã tinha lágrim as nos olhos. Sei que ela
sofria com tudo isso, pois não gostava de m e ver alterado. Porém , não havia nada que poderia fazer
para acalm ar seus ânim os, apenas um a pessoa era capaz de m udar o rum o da m inha vida.
Ana se aproxim ou da irm ã caçula e cochichou em seu ouvido, séria. Parecendo despertar de um
transe, Sabrina piscou e abaixou a cabeça. Meu coração acelerou, era agora.
— Sinto m uito, Alex!
Ela pôs-se de pé e o lobo se afastou, lhe dando passagem . Alex encarou-m e por alguns segundos
e sorriu de lado.
— Cuida dela, cara. — Assenti e ele se afastou saindo pela porta do bar.
De pé ao lado da m esa, ainda cabisbaixa, Sabrina tinha o corpo rígido. Entendendo essa atitude
com o afirm ativa, ganhei confiança de onde poderia pisar. Aproxim ei-m e e levantei seu queixo. Ela
tinha lágrim as escorrendo por seu rosto, m as seus olhos brilhavam um pouco aliviados. Acariciei sua
bochecha com o polegar e aproxim ei m inha boca dos seus lábios carnudos.
— Não chore m ais, m eu am or. Nós vam os ficar bem . Vam os sair daqui?
Ela assentiu e se virou para pegar sua bolsa no banco. Ana, dona Marisa, Bruno, Lay la, Larissa
e Maurício tinham um sorriso em seus rostos. Estavam satisfeitos com o desenrolar de tudo. Peguei a
m ão da m inha garota e a puxei para o lado de fora sem olhar pra trás.
Percebi que ela havia vindo de carro, eu não iria m e afastar logo agora que a consegui. Peguei
m eu celular no bolso da calça j eans e m andei um a m ensagem para que Bruno cuidasse de tudo. Com o
ele tinha um a chave extra do carro, pois Sabrina sem pre as perdia, seria um a m ão na roda.
Apesar de o m eu coração estar cheio de felicidade, o ciúm e ainda se infiltrava em m inhas veias,
pois não m e conform ava de Sabrina levar aquele Wolf para a nossa reunião fam iliar. Estava m e
esforçando para não falar nada, não queria estragar aquele m om ento.
Ela perm anecia em silêncio, m as segurava m inha m ão com força com o se fosse aquilo que a
m antinha em pé. Ao lado do m eu carro destravei o alarm e e abri a porta do passageiro e só assim
olhei em seus olhos. Sabrina m e encarava com determ inação e m edo no olhar.
Devido à m inha em polgação esqueci-m e de verificar m eus sentim entos. Em m eu interior estava
sendo travada um a guerra. Fechei os olhos por um segundo tentando m e acalm ar, seria vergonhoso se
surtasse logo agora. Enquanto isso Sabrina soltou a m inha m ão e se acom odou no banco do
passageiro.
Porra, m as estava tudo indo m uito errado! Não era para estar tão sem ação assim . Respirei
fundo e dei a volta no carro. Entrei e dei partida. O restante do cam inho até nossa casa continuou o
m esm o silêncio constrangedor. Eu não sabia o que dizer ou fazer para am enizar a situação. Então,
alguns pensam entos chatos povoaram m inha m ente.
Será que ela se arrependeu? Será que queria ter ido com o Alex? Meu Deus, se eu não
perguntasse iria enlouquecer, m as corria o risco de estragar tudo. Será que eu estava disposto a ter
apenas um a parte da Sabrina?
Depois de estacionar o carro em nossa garagem , olhei para o vidro da frente porque não havia
nada a dizer, m as apenas um a coisa m e incom odava. Então decidi que se era pra falar m erda, que
fosse com pleta.
— Por que, Sabrina? Qual o m otivo desse sofrim ento de tantos anos? Por que não se entregou
de um a vez, se o que sentia era o m esm o que eu? Por que m e deixou te m agoar? Por que arrancou
m eu coração quando negou o m eu am or?
Não olhei para o lado. O m edo tom ou conta do m eu peito. Mas quando ouvi um soluço sofrido
vindo da m inha garota não tive alternativa. Com o sem pre, ela estaria à frente de tudo.
Sabrina tinha o rosto banhado em lágrim as. Seus olhos azuis estavam verm elhos e m eu coração despedaçou. Perguntei-m e quantas vezes isso iria acontecer quando ela estivesse envolvida. Pude
perceber que estava sufocando e querendo falar. Aproxim ei-m e e a abracei com o deu. Estávam os
desconfortáveis, porém acabei dando um j eito. Ela encaixou o rosto em m eu pescoço e chorou por
um tem po que pareceu um a eternidade.
— Diz pra m im , m eu am or? Quero fazer algum a coisa, ilum ina m eu cam inho para que eu possa
te resgatar...
— Agora... não! Eu só quero que você m e am e. Depois te conto tudo, eu prom eto.
Em m eio a soluços, m inha am ada fez esta prom essa. Eu a faria m inha, e dessa vez com sua
entrega total. Afastei-m e, olhei seu rosto e enxuguei as lágrim as que desciam copiosam ente. Com os
olhos baixos, ela segurou as m inhas m ãos que estavam em suas bochechas.
— Eu só tenho um pedido, Lucas.
— Qualquer coisa... — Eu faria tudo para tirar aquela tristeza do seu olhar.
— Siga seus instintos, m e tom e do j eito que quiser. Não precisa ser gentil. Eu preciso de você
por inteiro.
Porra! Não sabia bem o que ela estava m e pedindo, porém m eus instintos pediam que eu a
m arcasse, que a dom inasse, a fizesse entender de um a vez por todas que era m inha! E não tinha nada
de gentil nisso tudo.
— Sá, eu quero te am ar. Não m e peça isso.
Ela se afastou das m inhas m ãos e m e olhou nos olhos. O que tinha ali m e fez recuar, um a m ágoa
profunda. Minha garota estava despedaçada e eu não percebi.
— Eu preciso. Quero você desse j eito, tenho que trocar lem branças. Por favor, não m e negue.
Preciso ser inteira de novo.
Havia sinceridade dem ais em suas palavras. Se fosse assim que ela m e queria, assim m e teria.
Assenti e Sabrina respirou fundo, aliviada. Abriu a porta e saiu do carro, afastando-se de m im e, em
seguida, entrou na casa. Preparei-m e psicologicam ente para o que viria e o que eu faria.
Saí e m e dirigi à porta da cozinha. Entrei e estaquei. Sabrina estava no m eio da sala, nua e
linda, de frente pra m im . Já havia parado de chorar e levantou o rosto olhando em m eus olhos.
Estendeu as m ãos com as palm as para cim a.
— Vem , Lucas. Eu m e rendo!
Eu estava com o um idiota parado. Nós tínham os transado apenas no dia anterior, porém naquela
luz e tão entregue, Sabrina era a coisa m ais linda que eu poderia ter visto. Saindo do choque do que
tudo isso significava, eu estendi a m ão na barra da m inha cam isa e puxei tirando-a pela cabeça, e
j oguei em qualquer lugar. Desabotoei a calça e a deixei esparram ada no chão, j unto com o tênis e as
m eias. Perm aneci apenas com a boxer cinza. Não pretendia que tudo fosse rápido dem ais.
Contudo, senti um desespero repentino. Meu corpo e m inha alm a pediam para que eu a tom asse.
E assim eu faria. Andei em sua direção e parei diante do am or da m inha vida, m as tam bém a m ulher
que m e fez sofrer. Tudo bem que ela sofreu j unto, m as tudo com eçou com um a negativa que nos
m atou.
— Depois dessa noite, não tem escapatória. Você vai ser m inha, e se fugir eu vou até o inferno e
te trago de volta. Entendeu? Não há outra m aneira.
Sabrina assentiu olhando dentro de m im . Um sentim ento subiu em m eu peito e tinha vontade de
gritar aos sete cantos do m undo que ela m e pertencia.
Subitam ente, a peguei pela cintura assustando-a um pouco. Eu não pensava m ais, apenas segui o
instinto que m e ordenava que a possuísse. Encostei Sabrina na parede e autom aticam ente ela enlaçou
m inha cintura com as pernas grossas. Nossos corpos queim avam , pareciam brasas. Olhei em seus
olhos e aproxim ei m inha boca da sua.
Eu não a beij ei, sim plesm ente devorei seus lábios. Estava fam into por aquela m ulher. Algum a
coisa tom ou conta de m im quando ela se rendeu, então eu tam bém estava rendido. Entregue à
necessidade m ais básica: possuir!
Nossas línguas duelavam e Sabrina soltava gem idos e m urm úrios. Aquilo só atiçava m ais m inha
vontade louca. Mordisquei seu lábio inferior e apertei sua cintura, Sabrina fincou as unhas em m inhas
costas e só alim entou a luxúria que corria por m inhas veias. Seus seios desnudos se esfregavam por
m eu peito. Movíam o-nos em sintonia, estávam os fam intos um pelo outro.
Algum a coisa m e dizia que essa experiência não seria nada parecida com a que tivem os. Nunca
senti um a necessidade tão grande de estar com alguém . Afastei m inha boca da sua e olhei em seus
olhos.
— Eu quero você agora. Tira m inha cueca. — Não queria m e afastar do seu corpo, portanto não
a soltaria.
Ela deslizou a m ão por m inha cintura arranhando m inha pele e deslizou m inha boxer, apertando
m inha bunda. Meu corpo se arrepiou e m eu pau ereto latej ou de dor, por isso desvencilhei as pernas
do tecido. Desci m inha boca em um seio farto e chupei com vontade, m ordi o m am ilo intum escido e
Sabrina gritou. Não estava sendo gentil. Queria estar dentro dela, estávam os encostados na parede da
sala, nus e loucos de tesão.
Desgrudei nossas bocas e a senti form igar, na noite anterior a necessidade foi tanta que não tive
tem po de apreciá-la com o devido. Na verdade, acredito que nunca teria tem po suficiente.
Mas ficar sem venerar aqueles seios de pele m acia e branquinha era um pecado sem igual. Não
estava aguentando m ais. Enquanto eu a sugava, ela se esfregava em m inha ereção e eu estava quase
gozando. Então dei um im pulso e entrei em Sabrina de um a vez. Levei um a m ão ao seio que não tinha
recebido carinho e apertei seu bico. Porra, eu estava alucinando!
Sabrina m ordeu m eu om bro e prendeu as pernas m ais fortes, se m ovim entando e acabando com
qualquer resquício de sanidade em m im . A prendi na parede com as m ãos para que parasse de se
m over. Ela largou m eu om bro e levantou a cabeça.
— Me fode gostoso, Lucas. Faz-m e sua com pletam ente. Am e-m e! Faz-m e esquecer. Eu preciso
de você! — Sabrina gritou e j ogou a cabeça para trás, era um a linda visão. Minha m ulher estava no
auge do prazer. E perdi a cabeça. Capturei sua boca e estoquei em seu corpo com força. Eu estava
tom ando o que era m eu e foi negado. A possuía com pletam ente com o pediu. Só que não era só corpo,
podia j urar que senti m inha alm a se fundindo a ela.
Se antes Sabrina tinha m eu coração, agora ela podia m e quebrar em pedacinhos. E nós não
éram os silenciosos, pois gritávam os com o loucos. Podia ouvir m eus grunhidos e rosnados m isturados
aos sons sexies que ela fazia.
Meu pau latej ava querendo libertação, m as m e im pedi de ir antes dela. Mordi sua boca e ela
gritou m ais.
— Lucas, eu vou gozar. Preciso. Vem com igo.
— Goza, m eu am or. Eu vou com você. Te sigo onde for, Sabrina.
Senti sua boceta apertada latej ar e Sabrina gritou alto o m eu nom e. Meu peito se inflou de algum
orgulho prim itivo, eu não queria que acabasse ainda. Enlacei sua cintura a levando até o tapete.
Deitei-a levem ente e nos encaixei de novo. Desci m eu peso nela e apoiei os cotovelos ao lado da sua
cabeça. Acariciei seus cabelos negros e sorri. Não estava m ais com o um louco.
— Você não veio. — Mesm o ofegante, ela questionou o m otivo de eu ter m e segurado.
Sorri e beij ei sua testa, continuava duro e dolorido, m as ainda queria am á-la com o realm ente
m erecia.
— Tem os tem po, agora eu quero te am ar. Deixa?
Sabrina balançou a cabeça, concordando. E eu a beij ei, não devorei seus lábios com o antes.
Mas dem onstrei todo o m eu am or. Explorei cada canto da sua boca sentindo seu gosto e aspirando
seu perfum e. Movim entei o quadril lentam ente, seu calor m e envolvia e alucinava. Eu tinha um a
m úsica na cabeça e o seu ritm o suave e a letra era tão certa para o nosso encontro, que m e deixei
levar: The Scientist, do Coldplay entoava e som ente eu ouvia.
Eu m anipulei seu corpo exatam ente com o um teclado de piano. Com os dedos tateei sua pele.
Separei nossas bocas e cantarolei em seu ouvido. Sabrina chorava e eu tam bém . Tanta em oção veio
de um a vez que tem i não m e segurar: alegria, am or, exaustação por tudo que passam os, tristeza pelo tem po perdido, êxtase por estar com a m ulher que am o. Deus, eu a tinha!