Impulso
Capítulo 12
e dizer o que sentia?
De certo m odo eu estava confortável com nosso relacionam ento. Então por que agora, depois de
tantos anos, eu fui estragar tudo? E ficou ainda pior com o sexo incrível que fizem os.
Não podia perm anecer naquele quarto, seria dem ais. Dei um a últim a olhada no am or da m inha
vida. Recolhi m inhas roupas e saí do quarto, deixando m inha felicidade com ele.
CAPÍTULO 12
Lucas
Fazia tem po que não dorm ia tão bem . Após ver o am or da m inha vida chorando em m eus braços,
m e senti um com pleto filho da puta. A tom ei com o outra qualquer, sendo que Sabrina era im portante
dem ais pra m im . Depois que ela adorm eceu, ainda fiquei observando seu rosto lindo. Ela tinha um a
feição tão suave que parecia um a boneca. E a vi se quebrar. Não entendi bem o que a levou ao ataque
de choro, nem perguntei. Às vezes precisam os apenas deixar sair, desabafar tudo o que guardam os
dentro de nós.
Sua respiração leve m e hipnotizou e acabei adorm ecendo tam bém , sonhos do que tínham os feito
invadiram m eu sono. Nunca senti tanto tesão na m inha vida. A m ulher era perfeita, se não m e
controlasse eu acabaria com a brincadeira rápido dem ais. Porra, parecia um adolescente! Mas tam bém , quatro anos passando vontade era natural. Contudo teria certeza que na segunda vez eu
aproveitaria cada pedacinho do seu corpo m aravilhoso. Na verdade, pretendia fazer isso logo que
acordasse. Acabaria m e acostum ando, dorm ir com seu corpo quente ao m eu lado.
Abri os olhos, e a prim eira coisa que vi foi o espaço vazio ao m eu lado, onde antes tinha um a
linda m ulher de cabelos negros e olhos azuis. Levantei o braço e passei a m ão pelo lençol, a cam a
estava fria. Ao perceber isso, a decepção m e abateu e am aldiçoei-m e baixinho por ter sido um
babaca. Sabrina só queria sexo, com o ela m esm a disse. Eu a abracei com o um hom em apaixonado e a
única coisa que estava interessada era em alguns orgasm os que teve.
Ok, eu tam bém tive m inha parcela de prazer. Na verdade nunca tive tanto em um a só foda. Mas
pensei que finalm ente ela cairia em si e m e deixaria entrar, que deixaria toda a teim osia de lado.
Enganei-m e novam ente, estava virando um padrão eu ser feito de trouxa.
Minha vontade era de gritar a agonia que havia em m eu peito e extravasar toda a dor que sentia.
Queria socar paredes e quebrar as coisas, esses im pulsos sem pre m e acom etiam quando o assunto
estava relacionado a ela. Só que desta vez agiria diferente.
Não iria m ais correr atrás, tinha sido eu desde o início. Não m ais, se Sabrina quis só um a foda
com igo é o que teria. Ia tratá-la exatam ente da m aneira que trato as m ulheres de um a noite só.
Levantei-m e devagar e pude perceber resquícios da noite passada. A cam a estava toda
desarrum ada e podia sentir seu perfum e pelo quarto. Puxei com raiva o lençol fazendo um a bola e
tirei a fronha do travesseiro. Ia lavar qualquer vestígio que m e lem brasse da noite m aravilhosa e
tam bém o que sucedeu depois.
Carreguei aquela trouxa para a lavanderia e j oguei dentro da m áquina. Não estava pensando em
nada. Só queria m e livrar de todo o vestígio da Sabrina em m im . Mas o perfum e ainda estava m e
incom odando, m eu corpo todo cheirava a m ulher e sexo. Percebi que estava nu na área aberta do
quintal. Joguei sabão na m áquina e liguei o ciclo de lavagem .
Fui direto para o banheiro. O perfum e rem anescente vinha de m im e queria arrancá-lo fora de
um a vez. Abri o registro e a água gelada anestesiou m inha pele, lavando um pouco da raiva que
sentia.
Fechei os olhos e j oguei a cabeça para trás. Em m inha cabeça flashbacks do nosso sexo
m aravilhoso vieram com tudo, fazendo m eu pênis latej ar dolorosam ente. Levei a m ão direita ao m eu
m em bro endurecido e m e deixei levar. Im agens do seu corpo nu m e fizeram gem er em prazer.
Movim entei m eu punho duro e rapidam ente para cim a e para baixo. Nunca gostei de m e aliviar
sozinho, achava um substituto m uito fraco para um a boca gostosa, por exem plo. Mas tinha situações arrebatadoras que exigiam alívio im ediato. Em nenhum m om ento havia batido um a tão excitante. Só a
im agem do corpo m acio da Sabrina m e fazia querer gozar. As lem branças dos seus sons fracos m e
levaram à beira do orgasm o. Em um a últim a investida derram ei-m e com um gem ido rouco e abafado.
Minha respiração estava acelerada e m eu coração batia m uito rápido. Encostei a testa na parede
e fechei os olhos enquanto a água fria escorria por m inhas costas. Com o corpo relaxado pude pensar
m elhor, porque a raiva havia esm aecido um pouco. Droga, Sabrina m e colocava em estado de
em ergência em todos os sentidos!
Na m esm a hora que a queria loucam ente, sabia que tinha que m anter distância. Um a m ulher tão
com plicada não era saudável para voltar à m inha velha rotina. Pensando bem , acho que nunca m ais
seria o m esm o.
Não depois da noite passada. Se para ela fora som ente sexo, um a m aneira de extravasar; pra
m im foi m ais que isso, fiz am or em seu estado m ais pleno. Precisava pensar em com o fazê-la
entender que, às vezes, existe som ente um a pessoa que é destinada a estar ao nosso lado. E quando
não dam os a atenção necessária perdem os o que poderia ter de m ais belo.
Só que no m om ento estava m uito m agoado. Nem queria vê-la enquanto estava assim . Desliguei o
chuveiro e saí do boxe. Então lem brei que não havia levado nada com igo, tam anha a pressa de lavar
todo o vestígio dela em m eu corpo.
Dei de om bros, estava na m inha casa e se esbarrasse com ela que se fodesse. Saí pingando água
pelo chão, pois m inha m ente estava em um estado de transe total. Não percebia nada à m inha volta,
estava quase na porta do m eu quarto quando um a voz m e cham ou:
— Lucas, o que você está fazendo? — Mesm o de costas percebi que Sabrina estava tensa. Sua
voz vacilou um tom . Parei em frente ao m eu quarto nu, m olhado e tenso. Fechei os olhos, não
conseguindo encará-la.
— Estava tom ando banho. Por quê?
— Mas você está nu...
— Acho que é assim que se tom a banho, m as não tem nada aqui que você não tenha visto. O que
você quer? Fala logo. Tenho que ir trabalhar. — Sei que fui ríspido, porém não podia evitar. Havia
um buraco sangrando em m eu coração que im aginei não se curar tão cedo.
— Er... Queria te perguntar se podem os deixar o que aconteceu ontem no passado e
continuarm os am igos. Não quero te perder.
Merda, a m ulher parecia ter o prazer de m e m achucar! Se ela não queria m e perder, por que m e
abandonou no m eio da noite?! Nem m e dei ao trabalho de m e virar.
— Ok, Sabrina. Não é im portante. E, além disso, você vai em bora, não precisa se preocupar.
Nem lhe dei chance para dizer m ais nada. Entrei em m eu quarto e só assim perm iti que m inhas
em oções viessem à tona. Olhei em volta, a cam a sem lençol e m inhas roupas espalhadas pelo quarto.
Naquele m om ento decidi não deixá-la perceber o quanto m e m agoava com aquela atitude. Se ela m e
queria apenas para um m eio de se satisfazer era o que teria.
Guardei m eus sentim entos e fui trabalhar. A noite seria longa, e de qualquer m aneira teria que
encarar Sabrina. O que m e anim ava era o reencontro com m inha irm ã. Estava m orrendo de saudades
do m eu anj o da guarda.
***
Meu dia term inou a passos lentos. Nunca tinha tido um plantão m açante. Sem pre fui m uito
anim ado em exercer m inha profissão, porém não estava no hum or de conversar com ninguém . E ser
ortopedista consistia em trocar ideias com os pacientes, fiz o m eu m elhor em não descontar nos
outros m inha própria frustração.
Fui ao bar assim que saí do hospital. Tinha levado roupa na m ochila para m e trocar. Não ia
passar em casa e ter o risco de encontrar a Sabrina, j á bastava ter que enfrentá-la na frente de toda a
fam ília sem poder dem onstrar o quanto havíam os ficado íntim os.
Com o tinha chegado cedo, provavelm ente, daria tem po de curtir m inha irm ã um pouco, sentia
m uita falta do seu sorriso todas as m anhãs. Não que eu fosse deixá-la saber. Do j eito que Lay la era,
ia se sentir culpada por ter se m udado e m e deixado sozinho.
Chegando à porta do bar percebi que j á havia bastante m ovim ento. Era de se esperar, a volta da
estrela traria m uitos clientes. Tinha pessoas que frequentavam o Beer só para vê-la cantar. Minha
irm ã tinha um talento raro, ela cantava com sentim ento e sua voz era grave e rouca, m ulheres com
aquele tom era m uito difícil de encontrar. Eu planej ei cantar algo com ela naquela noite porque sentia
falta dos nossos duetos.
Avistei Lay la sentada ao lado do m arido, ela estava sorrindo e ele a alim entava com batatas
fritas. Os dois estavam m uito felizes. Nunca vi m inha irm ã tão à vontade com alguém com o ficava
com o Bruno, nem m esm o com igo ela se abriu totalm ente. Ele havia lhe feito m uito bem e eu seria
sem pre grato.
Aproxim ei-m e sem que percebessem , só fiquei observando seus olhares apaixonados e sorrisos
sinceros. Meu coração apertou e senti um frio na barriga. Aquilo era o que eu queria. O am or pleno e
feliz. Só não sabia se poderia ter com a Sabrina. Mesm o tendo m uitos problem as, no final a escolha
de ser feliz partiria som ente dela. Eu só poderia esperar que sim , pois para m im am or de verdade só
aparecia um a vez na vida.
— E aí, pom binhos, ainda não se cansaram um do outro? — Sorri ao m e sentar, eu gostava de
provocá-los, m as sabia o quanto se am avam .
Bruno e Lay la olharam pra m im sorrindo, porque sabiam que eu só estava im plicando.
— E aí, garoto? Eu sei que você sentiu a falta do m eu charm e. Com o andam as coisas no
hospital?
— Ah, tudo indo. Mas o seu substituto é um idiota! Não vam os falar de trabalho hoj e. Estou com
saudades da m inha irm ãzinha.
Lay la deslizou no banco vindo parar ao m eu lado, o Beer tinha algum as m esas com aquelas
poltronas em U. Ela m e deu um abraço forte e eu, com o sem pre acontecia, m e em ocionei, porque o
elo que m antínham os era algo lindo e sincero.
Ela se afastou, m e encarando com os olhos m arej ados.
— Senti sua falta, Luquinha — sussurrou, sorrindo.
Inclinei-m e e dei um beij o em sua bochecha.
— Eu tam bém , irm ã. — O am or que sentia por ela chegava a ser palpável, era agradecido por
tudo que fez. — E aí, m e conta qual é a novidade...
Ela arregalou os olhos e sorriu enxugando algum as lágrim as que haviam escorrido por seu rosto.
— Ah, não. Só quando todos estiverem presentes. Mas queria te perguntar um a coisa... Você
pode cantar um a m úsica? Adoro quando senta ao piano. Sabe que Heitor colocou um no bar só por
sua causa, né?
— Claro que canto. Estava pensando nisso vindo pra cá. Sabe que senti falta dos nossos duetos.
A cidade não é a m esm a sem você, até sem o m ala do seu m arido. Mas queria tocar piano, m eus
dedos estão coçando.
Bruno, que estava sentado na outra ponta, sorriu e j ogou um a batata frita em m im . Nós tínham os
nos tornado bons am igos. Após ter descoberto toda a situação da cirurgia que fez em m im , nos dem os
m elhor do que j á era. Nós três concluím os que foi o destino, j á que com o m ilhares de pacientes que
passaram pela sua m esa, ele acabou salvando o irm ão do am or da sua vida.
— Ok, tam bém senti sua falta, seu em pata foda. — Bruno não cansava de m e cham ar daquela
m aneira pelas vezes que atrapalhei os dois em m om entos íntim os.
Lay la corou instantaneam ente. Mesm o com quatro anos de relacionam ento, ficava envergonhada
em falar sobre isso perto de m im .
— Então, Lala... Eu vou ter que esperar todo m undo m esm o? Sou seu irm ãozinho, poxa.
— Pode parar de chantagem em ocional e essa carinha de pidão. Só vou falar quando todo
m undo estiver aqui.
Eu estava im paciente com a chegada im inente da Sabrina. Queria distrair m inha cabeça, m as
pelo visto não seria possível.
— Tá bom . Já que não tem j eito, m e contem com o foi a viagem .
Lay la contou em detalhes com o se divertiram . Riu ao dizer com o Bruno se desesperou quando ela nadou um pouco longe da beira da praia. Pela cara do m eu cunhado, ele não achou nada
engraçado. Minha irm ã nadava m uito bem e ele não tinha com o que se preocupar, contudo eu
entendia todo seu receio. Quando am am os alguém m ais até do que a própria vida, ficam os com o
loucos e superproterores.
Após colocarm os o papo em dia, Alberto chegou sozinho. Depois vieram Ana com Larissa e as
crianças, e dona Marisa. Adorava aquela m ulher. O cunhado do Bruno chegou e foi logo falar com
Heitor no balcão. Juntei-m e a ele e logo o restante dos rapazes.
Sentia a tensão entre Ana e Alberto m ais do que de costum e. Era im pressionante aquela relação
durar tanto tem po, entre m ágoas e brigas constantes. A cada segundo que passavam próxim os era
com o um cam po de batalha. Nós, que éram os inteligentes, m antínham os distância e neutros em toda a
situação.
— Então, Betinho... Quando você vai dar um chega pra lá naquele osso duro da Ana? —
Maurício, o m arido da Larissa, im plicava m uito com a cunhada. Ele costum ava dizer que para casar
com aquela m ulher tinha que ter um puta saco. Não podia discordar, porém sua irm ã m ais nova
tam bém não era fácil.
— Ah, Maurício. Eu, sinceram ente, estou cansado dessa relação de gato e rato e preciso espairecer, urgente! — Balançou a cabeça, parecendo derrotado.
Seus om bros estavam em um ângulo estranho, j ogados para frente. Ele não lem brava m ais o
garanhão sedutor. Suas energias estavam todas focadas em reconquistar Ana. Arqueei um a
sobrancelha, em descrença.
— Vai desistir?
Ele sorriu com aquele j eito característico, que j á vi várias vezes m uitas m ulheres se j ogarem em
cim a dele. Afinal, m eu am igo não tinha sum ido. Só m udado o alvo.
— Não m esm o. Mas tô querendo dar um tem po, sabe? Sei lá, viaj ar de m oto, sinto falta às
vezes. Desde que decidi ter a Ana de volta parei com toda a diversão. Fora que m eu com panheiro de
estrada se am arrou.
Bruno, que estava ao seu lado, deu-lhe um tapa na testa. A rotina dos dois havia m udado m uito
depois que ele conheceu m inha irm ã, porém sabia que não se arrependia.
Heitor, que estava em silêncio atrás do balcão observando, se aproxim ou.
— Tam bém estava querendo dar um as voltas de m oto. Podíam os m arcar de ir j untos. Lay la
voltou e a deixarei tom ando conta do bar pra m im . O que acha?
— Poxa, seria um a boa m esm o. Dar um as voltas pelo litoral seria legal. Tem problem a Bruno,
se ela tom ar conta de tudo?
— Claro que não. E não deixe que ela saiba que você m e perguntou. Meu anj o arrancaria suas
bolas por não perguntar diretam ente para ela.
Rim os j untos com a im agem , era bem capaz de fazer isso, porque perm itia que tom assem conta
da sua vida. Tinha sido independente por m uito tem po. Alberto e Heitor engaj aram em planos para
sua viagem , enquanto Maurício e Bruno estavam cochichando sobre algum a coisa.
A porta do bar foi aberta trazendo m inha am ada à vista. Ela estava linda em um vestido sem
alças azul-claro, quase do m esm o tom de seus olhos. Sabrina sorria com o há tem pos eu não via.
Naquele m om ento esqueci-m e de toda a raiva que havia m e feito passar. Levantei da banqueta
que estava sentado e coloquei a garrafa de cervej a no balcão. Ia m e aproxim ar e exigir para que ela
assum isse o que tínham os. Não tinha j eito, Sabrina era m inha e eu dela. Entendi plenam ente o que
Alberto passava com toda a situação de esperar pela Ana. Era inconcebível a ideia de pertencer à
outra m ulher se não a que am ava.
Dei dois passos em direção a ela e estaquei.
Sabrina não havia vindo sozinha, o Wolf estava logo atrás com a m ão em sua cintura.
Puta m erda! Nunca quis socar tanto alguém com o naquele m om ento. O filho da puta se sentia
com o dono da m inha m ulher. E ela sorria com o um a adolescente em basbacada.
O ciúm e surgiu com tudo. As dúvidas invadiram m inha m ente m e fazendo quase hiperventilar.
Fechei as m ãos em punho, para não ir atrás dela e exigir explicações. De algum a m aneira m e achava
no direito, j á que tivem os algo tão especial na noite passada. Senti alguém do m eu lado, m as nem
olhei, porque m inha atenção estava focada no casal que acabava de chegar.
Sabrina cam inhou até a m esa onde estavam as m ulheres e apresentou seu acom panhante.
Charm oso com o era, cum prim entou a todas com seu sorriso cafaj este.
— Quem é aquele, Lucas? — Bruno estava ao m eu lado perguntando desconfiado.
— É o filho da puta do Wolf, professor de Muay Thai da Sabrina — falei entre dentes.
— Merda!
Eu concordava. Quando você é galinha reconhece um da espécie de longe. E aquele lobo
transpirava carism a. Tinha um sorriso de dentes retos e aquele j eitão largado que hipnotizava as
m ulheres.
Ana m e viu parado e fez um a careta, m inha expressão facial devia dem onstrar o quanto estava
chateado. Ela inclinou-se e falou algum a coisa com a Sabrina, que se virou e nossos olhos se
encontraram . Ela corou fortem ente, m as eu não daria o gostinho de perceber o quanto fiquei
m agoado.
Aproxim ei-m e lentam ente com o um predador à espreita, im ediatam ente Sabrina deu um passo
atrás. Podia sentir a presença dos caras às m inhas costas. Deviam estar com m edo de eu fazer algum a
coisa.
Não ia fazer nada de m ais, nunca m agoaria dona Marisa m ostrando com o sua filha estava
errando. O idiota do Alex se levantou e m e encarou sério. Com o se eu tivesse m edo dele! Ele podia
ser lutador profissional, m as eu tam bém era. Fazia jiu-jitsu desde que era pequeno, porém aprendi
um a coisa em m inhas aulas, que é não usar os ensinam entos fora do tatam e, ia totalm ente contra o
m antra que pregávam os.
Ficam os frente a frente nos encarando. Desviei m inha atenção e observei todos tensos
esperando algum a reação. Afastei-m e e sentei ao lado da Lay la, que respirou aliviada. Segurei sua
m ão e a apertei levem ente. De m aneira algum a faria um show.
Observei que Sabrina estava pálida, ela se sentou ao lado da m ãe e de Wolf e pude perceber
que estava desconfortável com a situação. Era norm al que acontecesse, com certeza eu não estava
feliz. Mas quem m andou trazer o professor a um encontro fam iliar?
Em um m urm úrio apresentou Alex aos rapazes, que responderam com um cum prim ento educado.
Mas não vi boa vontade vindo deles, não devem ter gostado do intruso.
Sabrina m antinha os olhos baixos na m esa. Seu rosto ainda estava pálido. Para m im todos
sum iram ao redor e só existia ela. Apesar de o m eu coração estar partido, senti um frio na barriga quando ela m e olhou. Seus olhos azul-clarinhos estavam m arej ados e sofridos.