Vitória, a rainha
Capítulo 8
8. Os dois filhos mais novos morreram depois de ser vacinados contra varíola, um quando tinha apenas quatro anos e o outro quase dois. A filha mais nova, Amelia, morreu aos 27 anos, devido a uma infecção cutânea que se seguira ao sarampo.
9. Sir Eardley Holland, escrevendo para o Journal of Obstetrics and Gynaecology (dez. 1951), conjeturou: “Parece muito difícil duvidar que Charlotte tenha morrido de hemorragia pós-parto”. Descartou os comentários de que ela teria morrido por não ter feito exercícios durante a gravidez ou por não ter se alimentado durante o longo trabalho de parto. Se Sir Richard Croft cometeu algum erro, foi não ter usado o fórceps, por causa do “sistema equivocado… de obstetrícia”. Citado em Elizabeth Longford, Victoria R.I., p. 151.
10. Timothy Peters e D. Wilkinson, “King George III and Porphyria”, pp. 3-19. Disponível em: <holeousia.wordpress.com/2013/03/07/re-evaluating-the-porphyriadiagnosis-of-king-george-iii-madness/>. Acesso em: 11 dez. 2017. O rei Jorge III foi acometido de severa meningite em 1788, durante a qual falava sem cessar e perdeu temporariamente a capacidade de raciocínio. As veias do rosto incharam tanto que, segundo sua esposa, o rosto parecia “geleia de groselha-preta” (Christopher Hibbert, George III: A Personal History, p. 261). Ainda assim, no ano seguinte, o rei inesperadamente se recuperou e permaneceu bem por alguns anos. A recaída veio depois que sua filha mais nova, Amelia, morreu, em 1810, após um ataque de sarampo.
11. Roger Fulford (Org.), Royal Dukes, p. 38.
12. O estilo de vida permissivo do marido a repugnava, chegando a alegar que a casa dele parecia um bordel. Ele, por sua vez, tratava-a muito mal e passou décadas procurando humilhá-la e destruí-la. Declarou que ela não era mais virgem ao se casarem, oferecendo como prova sua observação de que ele tinha um pênis grande — o que é bastante egocêntrico, mas também mostra a crescente obsessão dele com o comportamento sexual da esposa. Tentou provar a infidelidade dela no tribunal para obter o divórcio, mas não conseguiu. Os procedimentos foram tão humilhantes e vexatórios que a opinião pública tomou o partido de Caroline. O príncipe regente até mesmo pressionou o Parlamento a aprovar uma lei “para destituir Sua Majestade rainha Caroline Amelia Elizabeth do título, prerrogativas, direitos, privilégios e isenções de rainha consorte e dissolver o casamento de Sua Majestade com a dita Caroline Amelia Elizabeth”. O autor de diários Creevey escreveu que essa lei deveria se chamar “Uma lei para declarar a rainha uma prostituta” (Monica Charlot, Victoria the Young Queen, p. 27). O príncipe regente subornou testemunhas para depor contra a esposa indignada e, com isso, comprometeu seriamente a reputação da monarquia.