Vitória, a rainha

Julia Baird · Capítulo 41 de 44

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Vitória, a rainha

Capítulo 16

16. Terceiro filho na linha, marinheiro e futuro rei Guilherme IV, que teve um filho bastardo com uma atriz com a qual rompera por carta em 1811, também pedira em casamento a digna e gentil princesa Ameliée Adelaide, que aceitou. Mas ela teve uma série de gestações e partos traumáticos. O primeiro bebê nasceu prematuro e morreu em poucos meses, abortou o segundo e o terceiro morreu aos quatro meses. Em 1822, ela deu à luz gêmeos natimortos.

17. Christian Stockmar, Memoirs of Baron Stockmar, v. 1, p. 77.

18. Ele também queria que ela engravidasse; a perspectiva de que a coroa coubesse ao irmão seguinte na linha sucessória — Ernst, duque de Cumberland — era intolerável. Edward tinha feições marcadas e pontos de vista muito conservadores; havia boatos constantes, porém não comprovados, de que estuprara uma freira, assassinara o criado e engravidara a irmã. Ele também desposara uma vistosa princesa alemã que enviuvara duas vezes — ao menos uma delas em circunstâncias suspeitas. Frederica engravidou, mas a criança nasceu morta.

 

2. A MORTE DE UM PAI

 

1. A duquesa de Kent disse que, embora “todos estejam muito espantados”, “eu me desesperaria ao ver minha queridinha ao seio de outra pessoa”. O marido mostrava grande interesse pelo intumescimento e esvaziamento dos seios da esposa na atividade que chamava de “nutrimento materno” e “uma função muito interessante em sua essência”. Dorothy Stuart, The Mother of Victoria, p. 76.

2. Elizabeth Longford, Queen Victoria, p. 24.

3. Algumas mortes ocorriam devido a doses excessivas. De acordo com relatórios do Registro Civil, a maioria das mortes por intoxicação com ópio se dava entre crianças, principalmente bebês. Entre 1863 e 1867, 235 bebês com menos de um ano morreram, assim como 56 crianças com idade entre um e quatro anos; 340 crianças e adultos acima de cinco anos também morreram. Virginia Berridge, Opium and the People, p. 100. Note-se que, atualmente, o ópio — ou tintura de láudano — é utilizado no tratamento de sintomas de abstinência em bebês com mães dependentes de heroína.