Dangerous

Daya Engler · Capítulo 11 de 45

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Dangerous

Capítulo 11

 

O clima na mansão melhorou depois que tudo fora esclarecido com Pietra, apesar de uma parte de nossa conversa insistir em me incomodar. Eu recusava-me a gostar de um cara como Thor, ainda mais sendo ele tão arrogante e cretino. Quero dizer, apaixonar-se não era a minha meta de vida, nem para o agora, nem para um futuro próximo. Não negava, Thor me atraía como moscas à luz, além de, ele ser lindo e sexy, mas era somente isso, tesão furioso.

Um desejo louco, uma atração indissolúvel.

E se ele estava lá disposto a me satisfazer, por que eu negaria?

Ademais, se algum dia me apaixonasse, certamente, não seria por meu carrasco.

Por alguns dias eu passei a evitá-lo, e ele, claro, percebeu e não gostou impondo-se daquela maneira que eu não sabia se odiava ou gostava. Ele roubou-me um beijo na frente de todos. Não um simples beijo, senão um daqueles que deixava todo o meu corpo ardendo. O que me rendeu um acumulo de piadinhas de Pietra, algo que devo salientar, eu não esperava, bem como, não esperava que o cretino me faria experimentar uma dose do meu próprio veneno.

Sem sexo. Sem farra. Sem merda nenhuma.

Pietra também foi descoberta. O que gerou um show por parte de Thor, que para a salvação da minha amiga tinha Martha ao seu lado, o ditador então foi obrigado a aceitar a relação.

Isso mesmo, agora, Pietra namorava.

* * *

Torci os lábios preenchidos com o batom vermelho rubi quando a imagem de um Heithor irado passou em minha mente, ou melhor, quando as possibilidades do que ele poderia e faria foram cogitadas por

minha mente, uma vez que ele se desse conta de que atravessamos o Rubicão 44.

O sorriso se espalhou por meus lábios até atingirem meus olhos quando aumentei o volume do som do carro, a batida de Work Bitch enchendo meus ouvidos, e acelerei sem dó.

Estava pirada. Completa e irrevogavelmente. Sabia que a minha peraltice teria consequências e não poderia me sentir receosa, nem menos feliz por isso. Sentia-me compelida a ir adiante, ao invés.

Uma sádica talvez?

Não sei, mas iria amar ver a cara de otário dele quando descobrisse a verdade. Isso queria dizer no dia seguinte quando retornasse a mansão, porque hoje eu pretendia me divertir até não poder mais. E a contar pela expressão iluminada de Pietra, ela também estava na minha sintonia.

Acontece que Baby, o nosso colorido favorito, estava dando sua festa trimestral na sua mansão em Santa Mônica. Não uma simples festa, mas A festa. Baby era um promoter muito badalado e requisitado entre as celebridades hollywoodianas, e o melhor, era nosso amigo. Pietra e eu tínhamos feito boas conexões ao nos instalarmos nos Estados Unidos. E claro, sempre recebíamos convites para as suas festas, que eram as melhores de toda Califórnia.

O problema? Heithor, o cretino mor.

A data da festa caia numa quinta-feira, um dos dias proibidos para farrear, segundo o seu calendário de escravidão. Um pequeno empecilho comparado a nossa vontade de vadiar. Não se podia recusar e, tampouco, ignorar uma festa de Baby. Isso era o mesmo que se recusar a beber água quando se tem sede então fomos obrigadas a fazer uma pequena omissão dos fatos. Não rolava dizer a verdade a Thor. Ele era um babaca, mas, embora tivesse permitido nossa saída — com muito sacrifício devo salientar, sobretudo, o meu ––, dizer-lhe a verdade significava ele me acompanhar e Nathan a Pietra, e não haveria nada que pudéssemos fazer para impedi-los. Isso era mau, afinal de contas, ninguém leva bolo em festa quando se pretende comer um lá.

A retaliação viria no dia seguinte quando colocássemos os pés dentro da mansão, no entanto, eu sabia também que não seria tão penosa. Thor poderia se irar, gritar e nos colocar de castigo, mas quando ele e eu estivéssemos a sós, eu poderia domá-lo como já tinha feito antes. E eu não hesitaria em usar meus atributos físicos para fazer isso. De antemão, eu já sabia, ele não iria resistir.

Homens e testosterona! Dê-lhes uma boa jogada de quadris e já está.

Uma vez que chegamos à mansão de Baby, entreguei a direção do meu Audi ao manobrista da festa. Respirei fundo, enchendo os pulmões, com o ar da noite e dei um sorriso lento, apreciando o aroma. Não era o fedor de poluição que sentia, senão o cheiro de vida, de liberdade e de diversão sem fronteiras. Amava os cheiros da noite, principalmente, o que ela tinha a me oferecer.

A roupa que eu tinha escolhido com meticuloso cuidado para aquela noite resultou melhor do que eu esperava. O vestido florido frente única, com um decote propício para imaginação masculina, aderia ao meu corpo até a altura dos quadris então se soltava, até quase a metade de minhas coxas. As sandálias altas de cor nude, com tiras e pedrarias faziam combinação.

Pietra também estava impecável. Ela usava uma blusa branca de mangas longas, com uma leve transparência e botões na frente, e uma curta saia da cor preta, com paetês e saltos sensacionais.

Nós duas estávamos enfeitadas com foda-me da alta costura.

— Acho que molhei a calcinha — murmurei, com um gemido ao analisar os tipos lindos que se encontravam na entrada do evento, todos impecavelmente bem vestidos. Homens que não precisavam gritar que tinham grana, porque eles exalavam poder e riqueza, naturalmente.

E, vou te dizer, eu me sentia uma criança num parque de diversões.

As festas promovidas pelo Baby eram boas por isso, sempre recheadas com homens lindos e sexies, e todos os convidados eram escolhidos a dedo. Nada de pobretões metidos a ricos.

— Nem me fale, — Pietra disse, tão embasbacada quanto eu. — Vou dar um beijo na bunda daquela mona em agradecimento por ele sempre fazer as melhores festas e nos convidar.

Concordei e caímos na risada.

— Andiamo! — Ela pegou no meu braço, arrastando-me em direção a porta do evento.

Tropiquei em meus saltos e me soltei dela antes que caísse de cara no chão.

— Espera aí, sua doida. Deixe-me ligar para a Karen para avisar que nós já chegamos, do contrário, ela ficará chateada. — Procurei meu celular na pequena bolsa tiracolo que levei. — Não está aqui, Pietra. Droga! Será que eu esqueci no carro?

Estava um pouco dramática, pois eu nunca largava o meu bebê.

— Esquece isso, Amada. Ela já deve estar aqui, fazendo o que nós duas deveríamos estar fazendo agora, aproveitando. Porque você sabe, Thor não vai aliviar para nós.

— Va bene. Já que vamos ficar um mês de castigo temos de fazer isso direto!