Dangerous
Capítulo 33
Trocamos o agito de North Shore pela quase paradisíaca Hanauma Bay. Uma praia perfeita para tirar meu estresse depois do chilique matinal de Thor, que tinha entrado em modo-on-macho-alfa quando viu o biquíni que eu usaria. Isso porque na mente arcaica dele fio dental era indecente. Na verdade, ele tinha denominado a peça como um propulsor para a desordem. O que de antemão digo ser um exagero. Mas baseado em sua visão do século XV, ele seria compelido a bancar o cavalheiro de merda para manter minha honra intacta, o que claro, era por minha própria culpa por atentar contra a moral e bons costumes com meu criminoso biquíni.
Para não ferrar com o dia, visto que ele era uma mula teimosa, eu tinha cedido então saímos para comprar novos biquínis. E me arrependi amargamente sem que nada pudesse fazer, exceto amaldiçoá-lo em mente enquanto Thor escolhia cada um dos seis pares de biquínis que ele mesmo pagou. Eu não podia culpá-lo de ter mau gosto, as peças eram lindas e ENORMES!
Se a minha nonna me visse usando um biquíni desses, ela iria se acabar de rir.
Eu mesma não podia acreditar que concordei com essa merda, contudo, tinha engolido a raiva, dando adeus a minha bunda bronzeada. Afinal, seria estupidez minha discutir com um boçal.
Desfiz-me da saída de banho exibindo o biquíni florido da bisnonna e, em seguida, os braços de Thor me puxaram. Joguei uma olhada para cima para o seu rosto e segurei o chapéu em minha cabeça com uma das mãos ao mesmo tempo em que ele inclinou a cabeça e me beijou breve.
Ele se afastou e dedicou uma olhada meticulosa sobre meu corpo à medida que uma expressão de satisfação arrogante se assentava em sua face.
— Gosto disso. — Franzi a fronte em confusão. — Das minhas marcas em você. É uma maneira de todos, sobretudo, os babacas saberem que você já foi reivindicada por mim.
Não pude deixar de sorrir. Isso era tão possessivo. E, se não o conhecesse e soubesse que suas faculdades mentais estavam okay, diria que isso era doentio.
— Ou só pensarão que tive uma noite agitada.
— Isso nós não podemos negar. — Seus braços me rodearam, novamente. — Mas, confie em mim, nenhum homem vai se atrever a se aproximar de você.
— Loucos assassinos são reconhecidos a distância, não sabe?
— Isso porque eles se identificam — ele divertiu-se, dando uma piscadela malvada.
— Espertinho... Eu não devia, mas gosto disso também. E, de uma maneira, que eu ainda não compreendo, me sinto... bem em exibi-las — acrescentei em tom baixo, após uma pausa.
No segundo que as palavras saltaram fora, eu quis trazê-las de volta. O olhar de Thor se iluminou com esperança e contentamento. Eu corei, amaldiçoando-me em mente. Tinha de controlar minha língua ou acabaria me colocando em uma situação muito desagradável.
Ele segurou meu queixo um momento depois, levantando minha cabeça para que nossos olhares se encontrassem. Esbocei um sorriso tímido, meus dentes cavando meu lábio pelo embaraço.
— Eu gosto disso também — docemente, ele murmurou.
Sua boca roçou na minha, antes de Thor me beijar de novo. Um beijo bom, que durou bem menos do que desejei. Quando ele recuou, eu ainda permaneci de olhos fechados, me deliciando com o leve formigamento em meus lábios. Levantei as pálpebras me deparando com seu olhar estreito sobre mim e mais sangue correu para as minhas bochechas.
— Você é linda.
— Grazie... Sei bello agli occhi — balbuciei, distraindo-me com a bolsa.
Peguei o filtro solar e comecei a passar em meu corpo.
— Bom aos olhos, uh? Essa é a sua maneira de dizer que sou incrivelmente lindo?
Rolei os olhos.
— Você não é incrivelmente lindo.
Seu semblante caiu.
— Não?
— Bem, você é... lindo. Incrivelmente é convencimento seu.
Seus olhos contraíram quando o sorriso tomou sua boca. Largo. Todo satisfeito e brilhante, me ofuscando. E eu me esforcei miseravelmente para não parecer tão deslumbrada.
— Eu aceito que seja difícil para você dizer que sou maravilhoso quando nem você mesma acredita na sorte que teve — gabou-se, deixando minha cara no chão.
Balancei a cabeça, terminado de passar o filtro solar nas minhas pernas. Sentei na toalha e sacudi meu olhar para ele em pé, vestindo apenas o calção de banho exibindo minhas marcas nele.
Ele cruzou as mãos atrás das costas e esticou os braços, alongando. Todos seus ‘íceps’ flexionados com o movimento demonstrando sua força e solidez. As linhas desenhadas dos músculos poderosos de suas costas ondularam sob a pele. Não havia um só defeito estético nesse homem. Nenhuma gordurinha localizada. Apenas músculos artisticamente esculpidos sob a pele bronzeada. Porém, não era nada exagerado, senão exato para ele. Uma medida certeira, que me trazia a sensação de torpor. Ele era tão gostoso e quente... e vagabundo!
O ordinário tirou o short revelando uma sunga preta, que não fazia nada para esconder seu pênis, mesmo flácido. As cadelas de plantão concordavam comigo dissecando-o com os olhos.
Bufei raivosa chamando sua audiência.
— O que foi?
Controlando minha voz para que ela não saísse gritada, eu grunhi baixo:
— Quer dizer que eu não podia vir com meu biquíni porque, segundo você, ele era pequeno demais e indecente, mas você pode vir enfiado nessa sunga minúscula?
— Ele é indecente. E eu não disse que você não pode usar seus biquínis, apenas que não queria você usando aqueles pedaços de pano de nada em uma praia com marmanjos que não tem senso de sobrevivência. Todavia, eu não me importo se você usá-los comigo. Somente comigo.
— Você é um tremendo machista!
— E você sabe que não precisa ficar com ciúmes. Eu só tenho olhos para você, neném. E quanto a eu ser machista, bem, isso não é verdade. Eu apenas estou cuidando do que é meu.
— Por que você não diz logo que gosta de se exibir e por isso veio com essa sunga para que todas as mulheres nessa maldita praia te cobiçassem?
— Que mulheres?
— Não banque o idiota comigo!
Eu não estava com ciúmes. Apenas não achava justo ele metido naquela sunga, que mal cabia seu pênis, enquanto eu estava usando o biquíni da bisnonna. Se eu não podia usar o meu porque ele era indecente, Thor tampouco podia usar aquela sunga, porque de decente ela não tinha nada!
Ele parou na minha frente e se dobrou na minha direção segurando meu rosto nas mãos.
— Neném? — Levantei os olhos afogueados para ele. — A única mulher que vejo e que me importa aqui é você, Antonella. Então desfaça o bico porque, embora ele seja atraente, você melhor do que ninguém sabe que não há motivos para se sentir ciumenta por uma sunga boba, que não é minúscula. Eu não vejo, nem quero ver outra que não seja você. Aceite isso, querida.
Merda. Nem direito de ficar brava eu tinha mais. Não quando ele me dizia essas coisas bestas, me deixando atordoada e completamente sem ação. Eu achava bonitinho até.
— Eu... eu não estou com ciúmes.
Seus lábios curvaram e ele me beijou, brevemente.
— Esplêndido! Agora quer que passe filtro nas suas costas?
Eu assenti meio boba ainda, minha raiva em qualquer lugar exceto em mim.
Thor pegou o frasco e se ajoelhou atrás de mim enquanto eu puxava as lentes escuras sobre meus olhos. Em seguida, tirei o chapéu e enrolei o cabelo num coque, prendendo-o com os próprios fios, antes de ele começar a passar o filtro solar em minha pele.
E vou dizer, era mais uma massagem relaxante que um simples passar de protetor. Suas mãos corriam pela extensão das minhas costas, as pontas dos dedos circulando com precisa pressão sobre os pontos sensíveis. Enviando-me uma sensação de bem-estar e calor.
Eu não conseguia compreender como um gesto tão comum podia se transformar em algo tão prazeroso... erótico. Entretanto, com ele era assim. Qualquer coisa que Thor fazia, por mais trivial e bobo que fosse, tinha um impacto totalmente inverso sobre o meu corpo.
Nada do que ele fazia era comum. O mais trivial dos gestos dele acabavam tomando proporções maiores e eram traduzidos por meu corpo de maneira sempre muito agradável e prazerosa.
Eu suspirei, apreciando seu carinho enquanto deixava meu olhar vagar a frente. O sol estava ameno no céu limpo de nuvens. A brisa fresca deixava o clima muito agradável. A praia era calma e poderia ser considerada deserta, se não fosse o barulho das ondas e das poucas pessoas que aqui estavam incluso as cadelas, porque essas tinham em qualquer canto que se ia.
Muito diferente de Malibu. Aqui tudo era tão vívido e bonito. Malibu era bonita. Mas o Havaí era estrondoso. Cada paisagem um sonho a ser explorado.
Lábios quentes depositaram um beijo em cima da minha tattoo.
— Pronto, amor.
— Grazie. — Olhei para trás através das lentes escuras. — Quer que passe em você também?
— Sempre quero suas mãos em mim. Não importa a maneira — disse ele, de maneira sedutora, olhando-me fixo. — Mas, antes, vamos entrar na água — acrescentou animado, se levantando.
— Eu vou depois — murmurei, desfazendo o coque e coloquei o chapéu.
— Por quê?
— Eu acabei de passar o filtro.
— Besteira! Depois você passa de novo.
— No. Eu vou tomar sol primeiro e depois entro na água.
Desviei os olhos abaixo e o voltei a ele num estalo ao pescar o vislumbre da expressão dele se tornar travessa quando uma sobrancelha sua curvou e o sorriso torto elevou o canto direito de sua boca. Eu tirei meus óculos e levantei num pulo, enrugando meu cenho para ele.
— Oh, não, não! De nenhuma fodida maneira Thor — murmurei pausada, com meu pé esquerdo se precipitando para trás. Meu coração ritmou repentinamente.
A cabeça dele sacudiu, seu sorriso travesso esticando.
— Oh, sim!
Recuei um passo. Uma agitação nascendo no fundo da minha barriga.
— Não.
— Sim.
— Não.
— Sim.
E eu corri com ele em meu encalço. Os exercícios na academia de casa e as aulas de Kickboxing me davam um bom preparo físico para correr a uma longa distância sem morrer. Infelizmente, meus 1,60 de altura não podiam competir com os seus 1, 94. Ele tinha longas e fortes pernas. E o cretino era bastante ágil para um poste. De repente, eu estava fora do chão e uma sensação fria engolfava minha barriga enquanto ele rindo corria comigo para o mar, jogada em seu ombro.
— Thor, não! — eu gritava, ria e batia nele mesmo tempo.
Spaft!
Minha bunda ardeu.
— Filho da puta!
— Não bata na minha bunda, mulher, que eu não bato na sua.
Thor me moveu segurando-me em seu peito um momento antes de eu sentir a água me rodear, e então, apertei com mais força minhas mãos em seu pescoço. Não estava gelada, ao contrário, a água era morna. Eu apenas quis estar mais sobre ele. Thor inclinou a cabeça para baixo e me olhou nos olhos. O riso tinha desvanecido de seu rosto, e agora, ele estava sério.
Minha barriga ficou agitada e minha boca secou.
Oscilei o olhar entre as profundezas escuras dos seus e aquela boca carnuda, lambendo meus lábios. Preparando para o beijo que eu sabia que viria então... Água me cobriu inteira.
O cretino me soltou sem aviso, e eu afundei quase me afogando. Toda espalhafatosa, eu me debati chocada por sua ação então as mãos dele me colocaram sobre meus pés.
Limpando o cabelo e a água do meu rosto, eu fitei o cretino.
Ele ria às gargalhadas feito uma criança nojenta.
— Eu poderia ter me afogado, seu babaca!
— Eu nunca deixaria você se afogar neném — disse ele ainda rindo.
Fiz beicinho.
— Você é um homem mal.
— Não sabe? O homem é o reflexo de sua mulher — replicou. — Você é má.
— Isso faz de você um sadomasoquista, eu suponho?
Sua expressão se voltou pensativa.
— Sim. Mas eu mando e você obedece.
Salpiquei água nele.
— Em seus sonhos, Castellammare!
— Mulher má — guinchou, puxando-me para ele e, em seguida, sua boca cobriu a minha.
Eu respondi ao beijo, deslizando minha mão por seu cabelo e inclinei a cabeça para o lado para um melhor ângulo quando meus dedos puxaram os fios secos de seu cabelo.
Thor apertou os braços ao meu redor e aprofundou o beijo.
Calor irradiou do meu peito, descendo por minha barriga, onde eu podia sentir seu pau se alongar e engrossar. Excitação me fez doer entre as pernas. E eu quis montar nele e fazer todas as coisas más que começaram a disparar através da minha mente, porém as vozes ao fundo e barulhos na água, me lembravam que estávamos em um espaço público.
Mas, então, eu podia tirar uma casquinha dele e de quebra me vingar por ele quase ter me afogado, não?
Feliz com minha ideia, eu mantive os olhos sobre as pessoas na areia quando ele arrastou a boca para o meu pescoço então escorreguei uma mão entre nós, com a máxima discrição, e a enfiei por dentro de sua sunga indecente, segurando seu pênis em torno dos meus dedos, em seguida, comecei a masturbá-lo. Ele xingou e gemeu rouco, apalpando meu traseiro enquanto chupões e dentes sobre minha pele faziam-me estremecer e gemer baixinho.
Seu pau crescendo duro e firme em minha mão sentia-se tão bem que, de repente, eu tinha a vontade de lambê-lo. Minha língua correu por sua pele, ao invés. Marquei meus dentes em seu ombro então deslizei a boca pela curva do pescoço dele até chegar à orelha.
— Se houvesse somente nós dois aqui, Castellammare, eu enrolaria as pernas em seu quadril e proporia a você que colocasse minha calcinha de lado, e então, me fodesse duro até que gozasse. Depois iríamos para a areia e eu pediria para você se deitar, e então, eu poderia tirar a calcinha e sentar na sua cara enquanto te chupava até quase você gozar de novo. Eu pararia porque, embora sua boca na minha buceta seja uma delícia e eu esteja sempre a querendo lá, eu iria montar você e te foder. De novo e de novo. Mmmm... pensando bem, acho que iria gostar muitíssimo se você me pegasse de quatro, também. Ah, sim, eu iria gostar muito disso.
— Caralho, neném — ele rosnou, agressivamente. — Eu conheço uma praia que sempre está deserta. Tenho certeza que podemos realizar todas essas coisas lá.
Sorri sobre sua pele enquanto o masturbava mais rápido. Chupões no meu pescoço me fizeram eriçar e a palpitação em meu centro aumentou. Estava molhada de todas as maneiras possíveis.
— Você é tão gostoso. Eu sempre estou querendo você dentro de mim, mas também sempre quero seu pau na minha boca não importa onde esteja. Basta olhar para querer.
Pela nossa posição e movimentos sutis, não havia chances das poucas pessoas aqui saberem o que nós fazíamos. Para eles, éramos apenas um casal curtindo um abraço carinhoso no mar.
— Porra de biquíni do caralho — grunhiu ele contra minha orelha, num misto de frustração e raiva quando não conseguiu penetrar pelas barreiras do biquíni.
Eu ri silenciosamente.
— Se não fosse tão idiota não teria que brigar com o biquíni da bisnonna.
— Cadela — rosnou. — Vira. Eu vou dar um jeito nisso.
Parei de mover a mão e encarei-o.
— Como?
— Cacete, não para — vaiou, num tom torcido. Movi a mão devagar, apertando a ponta. — Da à volta. Eu vou abaixar essa fodida calcinha o suficiente para que eu possa te foder.
Tirei a mão do seu calção e fiz uma careta.
— Não vou ser expulsa da praia, seu indecente!
Burlei-me dele, deixando-o para trás com uma expressão chocada quando rumei para areia. Eu sorria comigo mesma, saboreando meu pequeno triunfo. Ele estava estupefato demais e muito excitado para vir atrás de mim. Peguei meu chapéu no caminho e abanei, tirando a areia dele então segui para a toalha e, em seguida, me sentei. Reapliquei o filtro solar e coloquei o chapéu, e então, deitei apoiada nos meus antebraços, com as pernas flexionadas enquanto olhava para frente para ele.
Thor ainda seguia na água de costas para mim.
Eu dava todos os meus dentes que ele estava resolvendo o probleminha antes de se juntar a mim, com uma carranca assassina e promessas de torturas, que eu provavelmente iria adorar.
Ri em segredo.
Deixei-o com seu negócio e mirei ao redor, antes de pousar a cabeça sobre a toalha. Fechei os olhos e relaxei por longos minutos, apreciando o calor do sol sobre a minha pele. Iria voltar para Malibu num bronze de fazer Pietra e Josie se corroerem de inveja.
Havia sol em Malibu, mas no Havaí ele brilhava mais imponente.
Estar aqui com Thor somente fazia o lugar mais perfeito. Francamente, eu estava amando nossa estadia na ilha, longe de tudo e todos, sem ninguém para nos atrapalhar...
Lancei meu olhar para frente à procura de Thor pela demora e congelei.
... Bem, foda! Havia alguém.
Ele estava fora da água, papeando com sua nova-velha-amiga. Minha expressão se apertou, e eu respirei fundo. Eram amigos, pensei ao recordar as palavras dele da outra noite enquanto eu assistia ela se debruçar em cima dele, rindo. Sua mão dissimulada, tocando-o a cada instante.
Eu não deveria estar ciumenta, porque inferno, eu sabia que aquela irritação fumegando em meu peito era o fodido ciúmes despertando. Não. Ciúmes era uma fraqueza da qual eu não dispunha. Unicamente, não gostava que tocassem no que era meu, assim como o meu carro. Eu amava o meu Audi TT e não deixava ninguém dirigir ou tocá-lo exceto eu. Era meu. E Thor, também.
O que me irritava não era somente o fato dela estar tocando ele, mas o cretino não fazer nada para tirar as mãos dela, como ontem. Principalmente, porque aquele encontro inusitado me recordava à noite passada. Mais uma maldita vez, ele tinha me deixado esperando por causa dela!
De repente, joguei meu peso sobre os pés e caminhei até eles, desfilando a cada passo enquanto cuidava para meu semblante se manter descontraído. Ambos giraram a cabeça e me olharam quando eu me aproximei. Não esperei um ‘desculpe’ do cretino nem um ‘oi’ da puttana. Enfie-me entre eles, ignorando a mulher e agarrei a cabeça de Thor, trazendo-a para baixo. Beijei-o duro e profundamente, demarcando meu território, a minha posse sobre ele. Toda cheia de lábios, língua e estalos molhados, sem me importar com os espectadores. Ou melhor, a espectadora.
Porque merda, cretino ou não, ele era o meu cretino.
Ele pareceu surpreso, até eu estava, porém respondeu ao beijo com a mesma demanda enquanto enrolava seus braços ao meu redor, apertando-me contra ele.
Eu gemi, esquecendo-me da irritação, de onde nós estávamos... de tudo.
Thor abrandou o beijo, me parando com suavidade quando um impaciente pigarro as minhas costas se fez ouvir. Eu não queria soltá-lo, mas tive de fazê-lo. Ofegante, eu olhei nos olhos dele mais escuros e intensos pela paixão, que o devasto beijo tinha despertado nele, ciente que os meus refletiam a mesma emoção quente. Sua respiração estava um pouco pesada. Um sorriso lento e sexy curvou o canto direito da sua boca, obrigando-me a sorrir de volta, como uma retardada.
— Olá, querida — disse a porca troia as minhas costas.
Thor me virou de frente para ela, mantendo seus braços em torno de mim e minhas costas em seu peito. Eu fitei a mulher, que me sorria tão amigável quanto uma cobra podia ser.
— Olá...
— Beatriz — ofereceu.
— Claro. Como pude me esquecer? É um nome tão... comum.
Ela sorriu com o semblante inabalável.
— Parece que o destino está conspirando para nos encontrarmos — ela murmurou, olhando acima da minha cabeça. Isso me irritou até as entranhas.
— Eu diria que está mais para carma que destino. — Ela baixou o olhar para mim. — Então, pretende ficar muito tempo aqui? Ou já está indo?
— Desde que este é um país livre. Pretendo ficar o suficiente. — E acrescentou. — Quem sabe não podemos marcar algo para fazermos juntos?
— Eu...
— Não penso assim — cortei Thor. — Estamos numa viagem de casal a dois, se ainda não percebeu. Mas obrigada de qualquer maneira.
Ela riu. Isso mesmo. A cadela RIU!
— Vejo porque se apaixonou por ela. Ela é realmente uma gatinha selvagem, verdade? — Seu olhar caiu sobre mim, novamente. — Não estou tentando roubá-lo de você, querida, confie em mim.
— Eu acredito — eu disse sorrindo quando, na verdade, queria mordê-la. — Existe uma grande diferença entre tentar e conseguir — acrescentei num tom arrogante.
— Uh, um desafio? — Ela lambeu os lábios, fixando o olhar acima. — Eu gosto de desafios. E sabe o quê? — Ela voltou a me olhar, com um ar de superioridade, que me virou do avesso e a contar pelo aperto dos braços de Thor, ele sabia disso. — Eu nunca perco. Thor não me deixa mentir.
— Nós temos de ir — Thor se adiantou, num tom solene. — Foi um prazer revê-la, Bia. Espero que tenha um bom tempo aqui.
Bia? Bia!
— Eu aproveitaria melhor se estivesse com a pessoa certa, relembrando os velhos tempos.
Ela estava flertando ele? Na minha cara?
— Até mais — disse ele, já me arrastando para longe dela.
— Essa... essa vadia, filha da puta, cadela!
— Esquece-a, neném.
O riso mal disfarçado em sua voz atraiu meu olhar assassino para as suas costas curvadas enquanto ele pegava nossas coisas, colocando na bolsa que eu trouxera. Agarrei minha saída de banho então caminhei em direção ao carro sem esperá-lo.
Era incrível como ele conseguia ficar sob a minha pele, mesmo me irritando até a morte. Cara, eu odiava isso. Odiava-me por zangar quando tudo que eu tinha de estar fazendo era curtir. E me irritei mais por ele simplesmente ignorar a situação. De fato, a tranquilidade dele me cozinhou viva, e em troca, eu queria cozinhar ele. Recusei sua oferta de irmos almoçar no Alan Wong’s. Não queria correr o risco de encontrar com a cadela novamente e ser obrigada a arranhar a cara dela.
— Por que está me ignorando? — perguntou ele, quando entramos na casa.
Taquei a bolsa no sofá e dei a volta, com as mãos na cintura ao lhe dirigir meu olhar enfezado.
— Você. É. Um. Puto. Castellammare.
Ele veio para mim e segurou meu braço, eu tentei puxá-lo, o que fez ele me atrair próxima ao seu corpo. Desviei o olhar para o lado. Heithor segurou meu rosto, seus polegares correndo para cima e para baixo. Sua boca encostou-se à minha, num beijo suave, que não respondi.
— Quantas vezes eu terei de dizer que eu te amo para que você acredite? Que não tem razão para você se sentir ciumenta, porque eu quero só você? Não vou fazer nada deliberado para te machucar.
Derreti um pouquinho, ainda assim tinha aquele chiado de irritação sob minha pele. Sobretudo, por ele conseguir me desarmar com aquelas baboseiras bonitas.
— Ela estava te flertando e você não fez nada.
— Você provocou.
Eu parei nessas duas palavras.
— Como no inferno eu a provoquei para te flertar enquanto você pagava de garanhão?
— Ela não esteve me flertando até que você chegou e passou a provocá-la — pacientemente, ele disse, como se explicasse algo óbvio para uma criança. — Você não pode esperar que uma pessoa não reaja quando é desafiada, principalmente, quando é um amigo meu. Lembre-se disso.
— Aspetta un attimo68... Você está dizendo que eu sou a culpada por ela descaradamente querer relembrar os velhos tempos? E te oferecer isso abertamente?
— Você está fazendo isso difícil — alertou, se irritando. — Beatriz é minha amiga. Ficamos juntos uma única vez. Fim de história.
— Ela...
— Cala a boca. Eu tolerei que fizesse sua birra até aqui, que me ofendesse, mas agora chega. Ouviu-me? Chega! Eu nem sei por que razão nós estamos discutindo outra vez. Mas uma coisa eu te digo, de nós dois, não sou eu quem tem de provar qualquer merda aqui.
Eu me afastei dele muito ultrajada. Corri as mãos pelos cabelos e dei a volta, cravando meu olhar frio sobre ele enquanto gesticulava.
— Isso... isso... seja lá que merda do caralho que estamos fazendo aqui não vai dar certo.
— Você tem de estar brincando comigo.
— Não, não estou — assegurei, erguendo o queixo. — É melhor a gente parar por aqui e cada um ficar em seu canto, va bene? Para mim não dá. Basta. Não tenho saco.
Em uma batida de coração ele esteve na minha frente, com uma expressão feroz.
— Você é uma covarde, Antonella. Se quiser me enxotar da sua vida, é seu direito e eu vou respeitar, mas tenha a coragem de ser honesta comigo ao menos uma fodida vez, porra.
— Non sono un vigliacco69 — grunhi, com os punhos cerrados.
— Sim, você é! — ele grunhiu de volta. — Está se cagando de medo e usando uma desculpa de merda para se esconder, porque não consegue aceitar a verdade. Mas escute bem, Antonella, eu não vou permitir isso. Quer me jogar fora da sua vida então seja honesta comigo, cacete. Não aceito menos que isso. Eu tenho o direito de saber a verdade do porque está querendo cair fora quando tudo que fiz foi amar você. Então diga Antonella, diga olhando na minha cara, porém tenha a certeza das suas palavras. Esteja fodidamente certa delas, pois quando as disser não tem mais volta.
Apertei os dentes, minha expressão muito dura e a dele igualmente severa enquanto nos encarávamos ofegantes, desafiando um ao outro para ver quem cedia primeiro.
A tensão era como uma nuvem espessa a nossa volta.
Eu tinha todas as palavras engatadas na garganta, mas elas não subiam me deixando irada.
— FODA-SE!
Um intenso, quente, e perverso olhar laçou minha razão.
— É exatamente o que vou fazer. Você precisa de uma boa foda para deixar de dizer merdas.
Apartei-me dele. Podia não ter dito as palavras, porém ainda queria quebrar a cara dele.
— Pois não se atreva Heithor! Se colocar um dedo em cima de mim, eu vou gritar.
— Claro que vai. — Ele sorriu duro. — Você sempre grita e é fodidamente sexy.
— Seu pervertido.
— Não nego.
Recuei enquanto ele me perseguia, lento e preciso, como um predador analisando o melhor momento para atacar. E, foda, se aquilo não estava me deixando quente e mais irada.
— Eu vou te morder.
— Eu gosto disso e meu pau também. Tanto que já estou ficando duro. — Ele pausou, rindo, contudo, não havia humor no som, ao contrário, era rude e áspero. — Vê como me deixa maluco, querida? Eu deveria te deixar sem meu pau por meses por ousar a cogitar me chutar fora sem um motivo justo, mas tudo que quero fazer é te foder e dar o melhor chá de pica que você já teve, visto que essa é a única coisa que funciona direito entre nós. Isso porque esta é a única coisa da qual você não tem controle, não é assim?
Meu olhar se distraiu por instante em sua mão, apertando o próprio pênis sobre o calção.
— Não quero transar com você — argumentei, ignorando suas alfinetadas.
Ele me jogou seu sorriso quente.
— Eu posso te fazer mudar de ideia.
— Eu não quero mudar de ideia, maledetto. Ti odio.
Contornei o sofá. Ele estava do outro lado sobre o tapete. Com um olho nele e o outro na escada, eu medi minhas chances. Não eram muitas. No entanto, eu podia arriscar. Um comichão nasceu na minha barriga, subindo até minha garganta então desceu... Engoli duro.
— Sabe que eu posso te pegar, não sabe? — Sondou, adivinhando meus planos e ignorando minhas palavras. — Não é que eu não goste disso. Ao contrário, acho excitante a ideia de te perseguir. Estamos ficando monótonos, um jogo é sempre bem-vindo para apimentar a relação.
Cristo... Se apimentássemos mais a relação, eu não andaria mais.
— Pare com isso — resmunguei, quando ele deu um passo para o lado e eu dei outro, afastando-me da escada. — Estou brava com você e quero permanecer assim.
— Podemos ficar bravos juntos. Brigar e foder é uma excelente combinação, e se isso é tudo que posso ter da Srta. Coragem, eu aceito. Diga, neném, está excitada com a ideia de perseguição? Você fica quente em saber que vai correr, mas eu vou te pegar antes que possa ir muito longe?
Sacudi a cabeça enquanto ele, com os olhos presos a mim, se desfez da camisa e do short ficando apenas de sunga. Sua mão não teve pudor segurando o volume notável sobre o tecido.
Um estremecimento de desejo me atravessou, ma, per Dio, que não iria dar isso a ele.
Eu joguei uma rápida olhada para trás. Estava longe da escada, porém perto da porta. Ele não iria correr atrás de mim de sunga...
— Está trancada. Agora seja uma boa garota e venha aqui.
Reduzi os olhos para ele.
— Que parte do “eu não quero” você não entendeu?
— A parte que seus mamilos estão duros pela minha atenção e você está apertando as pernas junto. E eu aposto que se sente melecada entre as pernas. Doendo, talvez?
Minhas mãos voaram para meus seios e minhas pernas se afastaram numa prova de culpa.
— Isso não quer dizer nada.
— Venha aqui e deixe-me comprovar por mim mesmo.
Soltei um breve e curto riso bufado.
— Nem em sonho.
Ele me encarou por um longo minuto, e então, suspirou brusco deixando os ombros caírem em resignação. Sua expressão denotava rendição. Eu me senti um pouco frustrada para falar a verdade.
— Tudo bem.
— Tutto bene? Simples assim?
— Nunca vou te forçar a fazer algo que não quer. — Eu quase me senti culpada, porque a verdade era que eu queria. — Se não quer, eu tenho que procurar quem queira.
As palavras foram absorvidas por meu cérebro um minuto antes de eu pular sobre o ordinário. Toda cheia de unhas e dentes. Ele me pegou, antes que eu pudesse fazer um dano em sua cara, me voltando furiosa... e excitada. Com um hábil movimento fluido, Heithor prendeu meu braço detrás das minhas costas, obrigando-me a curvar sobre o braço do sofá. Eu lutei contra.
— Me solta, Heithor!
Ele não fez. Com a mão livre amontoou a saída de banho em minha cintura e esfregou sua ereção contra a minha bunda, até que eu ofegava rendida. Desejo quente viajou através das minhas veias, denso e rico. Eu gemi baixinho. Ele era uma tentação, não tinha como negar.
Abaixando a calcinha do biquíni, ele enfiou a mão entre as minhas pernas e eu vaiei entre os dentes. Minha respiração aumentou... O coração batendo mais forte pela emoção.
Thor inclinou, suas costas cobrindo as minhas e, em seguida, senti sua respiração acelerada em minha orelha. Arrepiando-me inteira e enviando calafrios pela minha espinha.
— Eu quero te provar, mas também quero te foder. Difícil escolher.
— Mmmm...
— Você quer isso?
— Mmmm...
— Isso é um sim?
— Sì — murmurei baixinho.
Senti seu sorriso, antes de sentir a picada de seus dentes na minha orelha e do seu pau rasgando minha buceta até o fundo tantas e tantas vezes, até que não podíamos nos mexes mais.