Dangerous
Capítulo 07
Quase uma semana havia se passado desde que as regras estúpidas nos foram empurradas goelas abaixo. Ele não estava brincando sobre ser um pau no cu. Não importava o quanto Pietra e eu implorávamos para tia Martha falar ao nosso favor, o cretino não abrandava nenhum pouco.
Martha estava com ele e contra nós.
Agora você vê, alguns dias atrás se me perguntassem qual dia da semana era o meu favorito, eu lhe responderia sem pestanejar, todos sem exceções. Simplesmente, porque todos eles sempre eram bons e comemorados a cada pôr do sol, quer seja com alguns amigos mais íntimos na própria mansão ou fora dela quando tia Martha queria cortar o nosso barato. Mas agora tudo era proibido.
Ele, com o apoio da tia, tinha acabado com a minha vida.
A America dos livres passou a existir somente para fora dos portões da mansão, para dentro vivíamos em Cuba, com direito a nosso próprio Fidel Castro.
Uma parte bem pequena de mim meio que entendia o lado dele, afinal, Pietra era sua irmã. Porém, eu não era nada sua para que aquelas regras chantagistas me incluíssem. Aliás, se tinha alguém que poderia mandar em mim aqui essa pessoa era Martha, não ele. Não que ela precisasse me manipular ou qualquer merda do gênero quando eu já podia amarrar o meu sapato sozinha.
Nossa rotina hoje era um verdadeiro inferno tedioso!
O motorista nos levava e buscava na UCLA. Se pelo menos ele fosse bonito, mas não, era um senhorzinho careca e bem rechonchudo. Isso sem contar com os dois brutamontes que ficavam respirando em nosso pescoço em todo campus. Eles só não entravam na sala conosco, porém se mantinham do lado de fora a nossa espera. Imagina o mico?
Essa merda toda era insana demais. Não tinha sentido. Não fazíamos mal a ninguém. Nossa vida poderia ser um pouco agitada, mas convenhamos, qualquer garota normal tinha uma vida social e animo de viver. E a minha estava em espera, graças ao grande cretino filho da puta!
Nós não deixávamos que a diversão interferisse em nossos estudos. Mesmo que fosse dose acordar de ressaca para ir a uma aula cedo ou ir da balada direto para a universidade. Mas, bem, você sabe. Nós apenas vivíamos. Coisa que ele e tia Martha pareciam não saber o que era.
Agora mesmo, eu tinha tempo de sobra para fazer nada. Exatamente nada.
Não era somente a minha rotina que tinha mudado como a da mansão também, que vire e mexe tinha a corja do ordinário circulando. Eu não tinha ninguém para falar além das paredes, uma vez que não estava muito feliz com tia Martha para puxar papo. Pietra estava em suas próprias coisas, ou seja, Nathan. Então o jeito foi enfiar a cabeça nos estudos e ler como uma viciada.
Heithor não contava, e eu dava tudo de mim para ignorar a presença dele. Também não era como se ele parecesse se importar muito se eu lhe dirigia a palavra ou não. Não que eu me importasse com a sua indiferença, embora por vezes tivesse percebido seu olhar se demorar mais sobre mim quando nos encontrávamos no jantar. Porém, cheguei à conclusão de aquilo ser coisa da minha cabeça por estar trancafiada naquelas paredes, porque de fato ele não me procurou nem uma vez.
Estava grata que ele tivera se esquecido daquela loucura de “você me pertence”, mas por outro lado isso me incomodava de uma maneira desconcertante. Afinal, ele era o meu carrasco e eu não poderia sentir a falta dele. Contudo, minha cabeça besuntada na merda parecia não entender isto.
A minha falta de nada para fazer era tamanha, que eu até mesmo tinha passado os olhos sobre os exames que ele deixou na minha cama. Limpo. Bem, isso era uma coisa boa, afinal.
No entanto, eu odiava aquele homem por ser tão arrogante e destruir minha vida, e, me fazer desejá-lo ao mesmo tempo. Dio, eu o desprezava por me fazer sentir coisas estranhas quando ele estava por perto; por induzir meu corpo a reagir de forma vergonhosa quando estávamos no mesmo ambiente; por atormentar meus pensamentos e meus sonhos, fazendo-me acordar ofegante e necessitada dele. Mas, sobretudo, eu o desprezava por me fazer querê-lo perto quando estávamos longe.
Em sumo, eu o odiava em dobro!
E passei a odiá-lo mais numa tarde quando cheguei à mansão, depois de horas intermináveis aturando aqueles professores de merda na universidade. Meu humor já não era um dos melhores e com a ajuda de Heithor ficou pior ainda ao me deparar com a nova empregada, esfregando a bunda na cara dele enquanto ele fingia ler o jornal. O uniforme dela, se é que aquilo poderia ser chamado assim, era minúsculo, um pedaço de pano que mal cobria seus peitos falsos e suas pernas.
Armei um barraco, claro! A mansão não era ponto de vadias. Mas quando o cara é filho da puta, ele faz questão de expressar isso a cada oportunidade que surge, e ele não fez por menos.
Heithor ficou do lado dela e me humilhou na frente da vagabunda.
Não tinha sido exagero meu exigir que ele a demitisse. Uma mulherzinha daquelas e com o nome de Kate somente poderia ser uma vadia. Obviamente, sabia que tia Martha estava sobrecarregada com a chegada daqueles ordinários, afinal, antes deles éramos somente nós três, assim não necessitávamos de muitos empregados. Mas contratar uma vaca albina era demais!
Onde já se viu uma empregada cheia de intimidade com o patrão?
Era inadmissível!
Não duvidava em nada que aquela coisa mandada estivesse esquentando a cama do chefinho, por isso ele não aceitou demiti-la. Mas se ainda não, eu não iria permitir isso nem morta. Se eu não podia sair e me divertir, ele também não faria, pelo menos não debaixo deste teto.
Seja como for, eu não deixei aquela humilhação passar batido, nem Pietra, que odiou a contratação da vadia, claro que, por motivos diferentes dos meus.
Escolhi a lingerie com meticuloso cuidado. Era uma peça de renda francesa na cor preta com detalhes roxos. Por cima vesti um penhoar curto com uma leve transparência, que não iria esconder merda nenhuma. O cabelo eu deixei solto e o gerenciei um pouco selvagem, como se tivesse acabado de acordar. Encontrei Pietra no corredor e soltei um riso maquiavélico.
Eu não sabia qual de nós duas estava pior, mas no bom sentido.
— Está trepando com o Nathan?
— Ainda não. Mas logo chego lá — murmurou ela e piscou. — Está pronta?
Meu sorriso era maldoso.
— Como nunca estive.
Descemos a escada cheias de risinhos e segredos enquanto fingíamos estarmos alheia da corja de machos na sala. Tendo o cuidado de manter nossas atenções uma para outra, como se realmente não soubéssemos que eles estavam lá.
— Que porra é essa? — A voz de Heithor trovejou, o tom barítono furioso foi melodioso para os meus ouvidos.
— OH! — Nós duas exclamamos escandalizadas, piscando em assombro quando nos detivemos no meio da sala, dando-lhes uma visão privilegiada de nossos corpos.
— Madonna mia33, nós não sabíamos que vocês estavam aqui — eu dissimulei. Heithor fechou as mãos em punho sobre as coxas, sua face contorcida em linhas furiosas. Sorri encabulada quando pisquei de maneira angelical e comecei a divagar. — Desculpem-nos pelos trajes, mas há quase um ano vivendo somente com mulheres na casa, sem termos de nos preocupar em deparar com qualquer homem, bem, é um pouco confuso lembrar de que agora há homens aqui.
— Não vamos atrapalhá-los. Nós somente viemos pegar sorvete então deixaremos vocês em paz — disse Pietra tão dissimulada quanto eu e, em seguida, pegou a minha mão. — Vem Amada.
Ela me puxou para cozinha e eu fui balançando os quadris, sensualmente.
Fora do alcance deles, nós soltamos o riso que prendíamos, porém logo nos controlamos. Foi uma tarefa árdua já que eu me acabava de rir por dentro. Pegamos um pote de sorvete, duas colheres e um frasco de chantilly então regressamos a sala. Paramos distraídas ao redor deles.
— Servidos? — Pietra perguntou.
Adam, Eric e o outro negaram sem nos olhar. E de duas uma: ou Heithor tinha falado algo, uma ordem, por exemplo. Afinal, o tipo adorava ditar ordens. Ou eles eram três bananas.
Espremi uma boa quantidade de chantilly no dedo e suguei isso devagar.
— Vocês não têm nada para fazer? Talvez colocar algo decente? — Nathan sugeriu, num tom manso, mas seu rosto apertado numa sombra de fúria contida dizia outra coisa.
Embora a pergunta não fosse direcionada a mim, eu respondi, encolhendo os ombros.
— Já expliquei o porquê da roupa. E nós, infelizmente, não temos nada para fazer já que alguém boicotou nossa diversão. A não ser que Heithor nos libere — arrastei a última parte, soando esperançosa ao dirigir meu olhar para o próprio.
Claro que ele não iria fazer, todavia, eu tinha de manter meu show.
— Subam imediatamente — ele rosnou cada sílaba.
Demos os ombros e fizemos nosso caminho para a escada. Antes que eles nos perdessem de vista, eu me debrucei no corrimão da escada consciente do meu decote generoso e encarei Adam.
— Adam? — Ele me olhou. — No sábado eu estou livre. Você gostaria de sair comigo para jantar? Eu conheço um bom restaurante em West Hollywood.
Heithor, o grande ordinário, não o deixou responder.
— Vocês duas estão de castigo o final de semana inteiro.
Meus olhos cresceram.
— Isso é alguma piada?
— Não Srta. Vicenti. Vocês foram avisadas sobre terem esse tipo de comportamento. Agora subam, antes que eu mesmo as coloque em seus quartos.
Babaca. Cretino. Figlio di puttana.
— Tutto bene, Sr. Castellammare, — calmamente, eu disse e fixei em Adam. — Saímos no próximo final de semana Adam. E eu não aceito um não como resposta.
Fora um tiro no pé, mas ver o bastardo incomodado foi impagável. Depois choramos para Martha que o fizera voltar atrás. Infelizmente, não pude convencê-la a demitir a nova empregada, pois tinha sido Heithor a contratá-la e somente ele poderia demiti-la, palavras de Martha.
Eu odiava aquela talzinha. Ela era petulante e não aceitava as minhas ordens. Só por isso ela deveria ser escorraçada da mansão. Mas, claro, não aconteceu e eu decidi ignorá-la.
Sexta-feira chegou e eu não estava saindo. Isso porque Heithor tornou atrás no castigo, depois que Pietra e eu colocamos laxante no café dos nossos seguranças ainda na universidade e fugimos, retornando a mansão lá pelas tantas da madrugada.
Mas se querem saber, nem mesmo minha indignação por estar de castigo podia afetar o prazer que senti ao ver a cara do cretino quando chegamos à mansão.
Ele podia não admitir, porém tínhamos colocado-o para baixo com aquela escapadela.
Alguns minutos jogada na cama e eu já estava quase dormindo quando me movi incomodada, tendo a sensação de estar sendo observada. O que era loucura. A sensação não passou, no entanto. Entreabri os olhos sonolentos e levantei a cabeça para olhar para trás da posição que eu estava. Apenas a luz fraca do abajur sobre a cômoda iluminava o quarto, mas fora suficiente para eu saber que tinha companhia. Enterrei o rosto no travesseiro, ignorando aquele ser odioso.
— Cacete, agora eu sei por que meu pau só faltou me matar sufocado todos esses dias. Esse seu traseiro empinado é uma visão, neném. Fico doido pra encher ele de palmadas. — Sua voz se aprofundou, e eu odiava admitir que ela me aqueceu. — Me manter afastado tem sido um tormento.
Eu não falaria com ele, porém suas palavras me fizeram fitá-lo com incredulidade.
Todos esses dias sem me procurar, e ele ainda tinha a cara de pau de dizer que sentia falta?
Não que eu quisesse, mas convenhamos, não havia muita lógica aí.
Dei a volta, sentando na cama com as pernas cruzadas e puxei o travesseiro sobre o meu colo e, em seguida, me arrependi. Aquele homem era uma visão sexy dos infernos, criada exclusivamente para me atormentar de todas as formas inaceitáveis. Traguei o ar profundamente, o movimento empurrando os bicos dos meus seios contra o tecido branco transparente da minha camisola.
Ele lambeu os lábios, e eu acompanhei o deslizar da sua língua, hipnotizada. Minha irritação diluindo um pouco quando uma inconveniente antecipação apertou a boca do meu estômago.
Cerrei os olhos e sacudi a cabeça, obrigando-me a raciocinar.
Eu o cobiçava, isso era certo, contudo, não podia deixar-me cair nesse poço profundo, novamente. Isso faria de mim uma fraca e meu pote de humilhações já estava cheio. Certo?
— O que está fazendo aqui Heithor?
— Eu senti a sua falta.
— Faça um favor para nós dois e me deixe em paz, sim? Não estou a fim de discutir hoje. Minha cota semanal já extrapolou todos os limites.
Seu sorriso foi perverso, cheio de segundas e terceiras intenções.
— E quem disse que quero brigar? — ele inquiriu, sua voz engrossando, baixa e sedutora.
Traguei saliva. Ansiedade se acumulou na minha barriga. Eu ignorei o calor morno nascendo no meio das minhas pernas e espalhando-se, como praga nas extremidades do meu corpo.
— Heithor, nós já fizemos isso. Já tivemos uma despedida e ficamos quites.
— Despedida?
— Algo assim.
Sua expressão ficou séria.
— Desta maneira, não valeu.
— Claro que valeu!
— Não, neném. Não valeu porque eu não sabia de nada, — ele começou a se mover devagar para cama, — e eu deveria estar consciente disso. É o justo.
Olhe só quem estava falando de justiça.
— Ti prego, pare com isso — murmurei sem muita certeza.
Ele não parou de avançar em minha direção até que seu calor, seu perfume e sua força me envolveram num abraço invisível, poderoso. Heithor sentou-se atrás de mim. Seu corpo próximo demais para que eu pudesse pensar com clareza e ter forças para fazer o que achava certo.
— Não posso neném. Eu não fiz outra coisa esses dias além de desejar você e contar os dias para tê-la de novo. Você é linda, Antonella, e tão fodidamente deliciosa. — Sua voz soava aveludada, com uma maciez incrível, sabotando meus sentidos. Seu peito aproximou-se das minhas costas quando ele continuou. — Eu estou no meu limite, não posso adiar mais. Eu preciso te comer.
Minha respiração saiu dos eixos quando senti seus lábios roçarem ao pé da minha orelha. Eu quis me afastar, mas ele não permitiu. Eu fiquei. Meu corpo não estava me respondendo mesmo.
— Quero minha boca na sua, no seu corpo. Quero chupar sua buceta até que você venha na minha boca, e depois, quero te fazer vir duro no meu pau. Vou te comer tão difícil e gostoso, que quando terminar com você, Antonella, não poderá pensar em outra coisa que não seja eu. Porra, baby. Eu quero te arruinar para qualquer outro homem.
Sua mão deslizou para frente e seu próximo movimento fez meus dedos apertaram o travesseiro quando seus dedos beliscaram meu mamilo direito sobre o tecido fino da camisola.
— Essa será nossa despedida, Antonella.
Ele colheu meu cabelo para a lateral, e eu pendi a cabeça para o lado. Meu corpo traidor trabalhando para ele. A ponta da sua língua percorreu minha pele enviando calafrios pela minha espinha. Eu suspirei alto enquanto apertava os dedos no travesseiro.
— E-eu não sei — gaguejei fraca.
— Nós dois queremos isso. Pode negar, mas você sabe a verdade, precisamos disso — disse rouco, tecendo beijos molhados em meu pescoço. Mordeu a ponta da minha orelha e chupou, em seguida, acrescentou. — Somente mais uma vez, neném.
Subitamente, o ar a minha volta estava quente demais.
— V-você... você promete que depois me deixará em paz?
Eu tinha desistido. Não aditava lutar contra os meus desejos quando meu corpo ansiava pelo o dele com uma intensidade que me humilhava. Sua mão segurou o meu queixo com delicadeza, virando minha face para que eu pudesse olhar em seus olhos. Seu olhar era muito intenso e profundo.
— Duvido muito que você vá querer isso depois do que faremos aqui. Mas, se realmente desejar que eu me afaste, eu te dou minha palavra que não te procurarei mais.
Minha boca buscou a dele quando levantei a mão, meus dedos agarrando seu cabelo, puxando-o para baixo. O beijo veio duro. Crescendo com uma urgência vertiginosa. Lábios e línguas torcendo, provocando estalos sensuais. Enviando faíscas de antecipação para a minha barriga. Ele era doce e tinha os lábios mais macios que eu já tinha provado.
Heithor me soltou, separando nossas bocas quando ele me deslocou num rápido movimento, colocando-me em seu colo, de frente para ele, que estava sentado na beirada da cama. Eu agarrei seu cabelo quando voltamos a nos beijar fervorosamente. Suas mãos grandes cobriram a minha bunda, movendo-me, fazendo nossos sexos se chocarem sobre a barreira dos tecidos.
Ele estava ficando duro, e eu dolorida na lembrança de recebê-lo.
Gemi baixinho contra seus lábios e rasguei minha boca para o seu pescoço cheiroso, lambendo, beijando-o, arrastando os dentes contra sua pele bronzeada.
Ele gemeu um som rouco e grave, que me fez delirar.
Minhas mãos desceram agarrando sua camiseta e puxando para cima. Não queria nenhuma barreira impedindo-me de vê-lo. Heithor levantou os braços e terminou de tirar a peça.
Meu olhar desceu acompanhado de minhas mãos para o seu peito nu, seu abdômen. Decorando cada pedacinho seu nas pontas de meus dedos e em minha mente. Joguei meu escrutino para a sua face encontrando seus olhos escuros me observando. Meu coração acelerou.
— Nós temos de ser silenciosos — murmurei, sentindo meu sangue se acumular nas bochechas.
Seus lábios torceram, num sorriso torto que teve o meu cérebro desligado.
— Não se preocupe, my little bitch — disse ele, segurando o meu decote com ambas as mãos, e então, deu um puxão forte, rasgando a camisola de cima abaixo. Soltei um gritinho abafado e resfoleguei. — Adoro ouvir todos esses sons que você faz quando eu estou te comendo. É como música, uma sinfonia sensual composta somente para mim, neném. Quero tudo, sem inibições. Apenas você e eu. Ninguém além de mim irá ter esses barulhos sexies que faz quando está excitada.
Inutilmente, eu forcei meu cérebro a se religar enquanto Heithor se desfazia do que restou da minha camisola, deixando-me apenas de calcinha de renda azul.
Ele mirou dentro dos meus olhos, seu olhar era cheio de fome.
Em alguma parte da minha mente, uma luz se acendeu então meu olhar se estreitou quando compreendi o porquê de suas palavras. O maledetto tinha deixado Pietra sair!
Eu já estava mais que pronta para brigar com ele quando seus lábios atraíram um de meus mamilos para o calor de sua boca, distraindo-me de imediato com a umidade morna.
Enfiei os dedos em seus cabelos, as unhas arranhando seu couro cabeludo ao puxar a cabeça dele para mim, mantendo-o lá. Heithor chupava meu mamilo com reverência, como se sua vida dependesse daquelas sucções deliciosas, mordendo a ponta sensível no processo de retirada o suficiente para ter-me ofegante em seu colo. Ele se moveu para o outro logo alternando suas carícias entre eles. Dedos e boca fazendo um excelente trabalho.
Surpreendi-me pelo prazer que me tomou a partir daqueles bicos duros, enviando faíscas de excitação quente para a minha buceta. Eu nunca antes tinha sentindo tanto prazer com os meus peitos, ou talvez, fosse somente porque eu não tinha tido a boca certa sobre eles. Esta era uma área erógena nova e hipersensível. Uma descoberta deliciosa que eu estava apreciando muitíssimo.
— My little bitch gosta quando eu chupo assim?
Ele dedicou uma sucção mais forte, o som molhado do ato ecoando. Deixando-me acesa até a raiz dos cabelos. Eu vibrei em seus braços, empurrando meus seios para a sua boca.
— Ah, sim, ela gosta — ele murmurou, com um risinho.
Sua língua criminosa golpeou meu peito mais uma vez então sua boca subiu por meu colo, lambendo a linha da minha clavícula e tornou a subir por meu pescoço, maxilar.
Minhas mãos e boca agiram em sincronia, empurrando sua cabeça para trás, antes de a minha boca atropelar seus lábios firmes, num beijo que nem mesmo poderia ser chamado assim. Era carnal, obsceno, punitivo. Uma luta de lábios e línguas, querendo se estabelecer uma sobre a outra, dar e retirar o máximo de prazer que podíamos ter nesse momento. Era gostoso e excitante.
Eu sabia que era muito. Provavelmente, iríamos nos afogar. Mas eu não dava à mínima!
Eu tremia de desejo quando ele parou o beijo lascivo e, em seguida, com cuidado requintado, pressionou seu polegar em minha boca e empurrou o dedo grosso para dentro. Fechei os lábios em torno dele, observando de perto sua reação ao tragar seu dedo mais fundo, lambendo e chupando-o.
— Puta que pariu!
Sentindo-me poderosa, eu rebolei em seu colo, esfregando-me contra a sua ereção. O atrito rude do seu jeans fez meu clitóris doer e meus olhos reviraram de prazer, e eu o beijei de novo.
A pegada firme de sua posse em minha bunda acionou algo dentro de mim, que fez jatos de excitação começarem a empapar a minha calcinha. Tinha meus seios esmagados contra o seu peito largo. Pele a pele. Calor sobre calor. Dureza e maciez.
Eu estava molhada, dolorida e queria mais daquela agonia... Dele.
— Eu adoro o seu cheiro — ele disse quando arrastou o nariz por meu pescoço, segurando uma massa de meus cabelos em seu punho, fazendo-me inclinar a cabeça para o lado. Ele puxou uma respiração funda e seu fôlego bateu quente na minha pele quando ele exalou. — Você cheira a travessuras. Quente e suave. Boa para comer. Eu quero te comer, neném.
Suas palavras estilhaçaram sobre mim, alimentando o meu ego e excitação.
As mãos dele removeram-me, colocando-me de volta na cama, com um movimento fluído. Eu engoli o gemido insatisfeito pela perda de seu calor, olhando-o quando ele se levantou de pé ao lado da cama. Seu olhar nunca me abandonou enquanto ele se desfazia da calça e da cueca.
Ajoelhada sobre o colchão, eu apertei as mãos nas coxas quando seu pênis se revelou, empurrando duro e firme além de seu quadril. Ele era uma visão de encher os olhos e a boca d’água, e deixar uma buceta feliz. A luxúria solidificada num pedaço longo de carne dura, espessa e vermelha, com veias salientes sobre a pele fina. Foquei a inchada cabeça molhada com seu pré-gozo. Eu queria lambê-lo. Somente o pensamento empurrava minha língua em meus lábios.
Heithor segurou seu pau, correndo a mão em torno do comprimento.
Ansiedade pinicou meus dedos das mãos para tocá-lo. Eu suspirei, meus lábios oscilando um sorriso alegre, como se estivesse prestes a ganhar o melhor doce de todos os tempos.
— Vê o que me faz Antonella? Estou assim desde que deixou a minha cama sem me dizer nada, como se eu fosse seu brinquedinho sexual e não te servisse mais. — Seu tom acusatório atraiu meus olhos para o seu rosto. — Sabe o que é carregar uma fodida ereção todos os dias, sem descanso e sem alívio? Porque não importa o que eu faça, meu pau exige você. Só você.
Estiquei a mão para tocá-lo, mas ele se afastou, com um olhar de advertência.
— E deixe-me te dizer isso. Dói. Irrita a merda fora de mim. É como ter algo me sufocando permanentemente sem que eu nada possa fazer. E você somente fez piorar.
— Io non...
— Você sim. Do momento que cheguei até hoje você tem sido uma menina muito levada. E sabe do que garotas safadas como você precisam? De um bom corretivo para aprender que não se deve enfrentar seu homem, aparecendo na frente dos amigos dele com um pedaço de pano de merda, que não faz nada esconder o meu corpo. Sobretudo, dar o que é meu para outro. Eu te disse que era minha, que não compartilho seja com quem for.
Oh, cara, se ele continuasse me dizendo aquelas coisas, com aquela expressão malvada e a voz sombria, eu iria entrar em combustão. Pular sobre ele e pegar o que eu queria era um bom plano.
Puxei uma respiração dura, reprimindo meu impulso quando disse:
— A culpa foi sua, que contratou uma troia para trabalhar aqui. — Não tinha a intenção de alterar meu tom, mas quando dei por mim já era tarde, a rudeza embalava a minha voz.
— Kate não é uma puta. Ela é uma boa moça.
Raiva estreitou o meu olhar.
— Então vá atrás da Srta. Pureza para ela te ajudar com o seu probleminha. Tenho certeza que ela estará muito feliz em te auxiliar.
Ele deu um risinho, e eu me senti uma idiota.
— Isso é para você, Antonella — disse ele, num tom manso. E acrescentou divertido. — Meu cacete é todo para a minha diaba com cara de anjo. Não entendeu isso ainda, my little bitch?
Sua declaração apagou minha súbita irritação.
— Oh, sim — murmurei, num sussurro baixo enquanto mirava seu pau com fome nos olhos, quero dizer, o meu pau, segundo Heithor. Eu poderia lidar com isso numa boa.
Ele esticou a mão livre, tocando o meu rosto, minha boca.
— Não, não entendeu neném. Mas juro que vai entender em breve. Não divido o que é meu, e não tenha dúvidas quanto a isso. Você é minha. Pertence-me. Não continue me enfrentando.
Suas palavras ficaram pulsando através de mim, porém eu não iria discutir isso agora.
— Podemos ir logo para a parte pervertida?
Ele riu.
— Minha neném está impaciente?
Levantei o olhar para ele, a necessidade explícita em minha face.
— Está me aborrecendo.
— Dê a volta — ordenou e instruiu, em seguida. — Fique sobre seus joelhos e suas mãos. Sua bunda na borda. Bochecha contra o colchão e sua bunda para o alto.
Eu mal conseguia respirar. Uma combinação de adrenalina, expectativa e excitação, deixando-me sem fala quando obedeci. Ouvi-o tragar uma respiração dura e sorri presunçosa.
— Nossa Senhora — ele ofegou, espalmando minha bunda ––, você deveria ser proibida de usar calcinhas tão minúsculas, neném.
Amém a La Perla.
— Ti piace?
— Cacete, eu adoro. Estou tão duro com a visão que poderia gozar agora mesmo.
Sua mão desceu por minha bunda, acariciando as bochechas com movimentos brandos então subiu até o topo da minha calcinha e enfiou seu dedo sob o tecido delicado enterrado na fenda do meu traseiro, enganchando-o lá logo deslizou o dedo abaixo, lentamente, enquanto dizia:
— Só tem um probleminha. Esse pedacinho de pano sexy está me impedindo de ver a minha buceta. — Ele parou na altura do meu sexo e seu próximo movimento me fez soltar um gritinho quando ele puxou a peça, rasgando-a do meu corpo. — Agora sim. Perfeita.
Olhei para trás a tempo de vê-lo levar os frangalhos do que um dia foi uma calcinha até o nariz e cheirar isso. Seus olhos se fechando, brevemente. Ele fez um som rude. Eu chupei meu lábio, afundando a cabeça no colchão enquanto respirava devagar. Tentando me acalmar e falhando.
Meus mamilos estavam frisados com o desejo. Eu engasguei quando ele provocou minhas dobras abertas, mas não me penetrou. O calor da sua mão quente em contado com minha buceta, espalhando meus sucos, empurrou gemidos baixos além de meus lábios.
— Eu fico louco com a facilidade que você tem de ficar tão molhada sem eu sequer ter te tocado direito. Isso é para mim, Antonella? Ou é sensível assim para os outros que já teve?
— Sì.
Seus dedos pararam, pairando em minha entrada. Eu grunhi frustrada.
— Sim para mim? Ou sim para os outros?
— Per te — resmunguei entre dentes. — Agora não fique aí parado e use os dedos, a boca, o pênis, qualquer coisa, maledetto. Só faça algo e não me atormente.
Ele ignorou minha súplica moldada em uma ordem.
Seu dedo moveu, porém era para me atormentar. A ponta colheu minha lubrificação, levando-a acima, para o buraco proibido. Uma. Duas. Três vezes, até que senti aquela parte minha molhada.
— Você já fez aqui, Antonella? — ele perguntou, apertando a ponta de seu dedo em meu ânus, instigando-me sem penetrar. Eu neguei com a cabeça, sentindo-me tensa, de repente. — Bom. Vou gostar de ser o seu primeiro. Relaxe, eu não vou fazer nada hoje, se não, brincar com ele um pouquinho. Mas, definitivamente, muito em breve vou comer esse cuzinho doce que você tem.
Eu estremeci com as suas palavras. Embora não tivesse preconceitos com aquela parte, aquela era uma área proibida, que nunca antes tinha tentado brincar. E logo eu não sabia bem como administrar o desejo que despertou em meu interior para explorar lá. Heithor assumiu o controle.
— Agora relaxe, neném, e não lute contra mim — ordenou rouco quando a ponta pressionou meu buraco virgem, penetrando-o apertado.
Minha primeira reação foi me fechar em torno dele e correr para longe ao mesmo tempo, mas sua outra mão brincando com o meu clitóris, acalmou-me. Eu relaxei pouco a pouco, rendendo ao prazer novamente e deixando-o entrar um pouquinho mais.
— Porra, assim neném. Trabalhe comigo. É muito estreita aqui. Cacete, eu vou adorar comer esse cuzinho — grunhiu ele, escorregando o dedo por todo o caminho. — Vou fazer isso bem gostoso. Eu prometo. Vai doer um pouco, não vou mentir, mas depois você vai gostar.
A invasão era... diferente. Afiada. Um pouco dolorosa, mas havia algo de excitante.
Ele moveu o dedo, estirando meu buraco devagar, entrando e saindo com cuidado. Eu podia sentir meus nervos tentando resistir à invasão, porém seus dedos estimulando meu clitóris obrigavam-me a relaxar, gradativamente, até que estive completamente entregue.
Um segundo dedo sondou lá, mas antes que tivesse tempo de protestar ou sequer reagir, sua boca cravou em meu sexo, a língua endurecida me penetrando.
— Ai, cazzo!
Eu chorei, gemi e me contorci no prazer distinto, esquecendo-me de qualquer tensão. Unicamente podia sentir, possuída na aspereza de sua língua e de seus dedos me levando por trás.
Heithor era um cretino, um verdadeiro babaca, com o carimbo de autenticidade na bunda, entretanto, eu não poderia acusá-lo de não saber comer uma mulher. Não apenas comer, mas saborear com uma maestria que somente um amante treinado poderia ter. Ele sabia o momento exato de levar-me ao limite e puxar-me de volta, até que eu estivesse zonza para fazer qualquer outra coisa que não fosse ficar lá, jogada, esperando ele terminar de se banquetear. Isso, embora pudesse parecer um pouco opressor, era algo que acariciava o ego de uma garota.
E, cara, eu tinha meu ego cheio, estufado ao limite.
Minhas pálpebras desceram pesadas. Os sons molhados de suas lambidas e sucções soavam eróticos aos meus ouvidos, agindo sobre mim como um chicote de fogo, estalando diretamente em meu ventre enquanto ele seguia me comendo com a boca. Seus dedos nunca pararam de bater dentro da minha bunda. Ele cuspiu na área seguidas vezes e, logo após, um terceiro entrou e eu chorei de dor/prazer. Sua mão em meu quadril manteve-me parada para receber seu castigo quando eu tentei me mexer. Meu orgasmo oscilava, construindo devagar, subindo, quase lá, mas Heithor de alguma forma o controlava.
Senti as pontas dos dedos dos pés e mãos formigarem. Eu respirava arfante. Queria o meu alívio, porém queria Heithor, também. Queria dar a ele o mesmo prazer que ele estava me proporcionando.
Sua boca profana e seus dedos me deixaram, de repente. Eu gemi frustrada enquanto tomava um par de respirações então empurrei as pálpebras abertas, buscando sua figura atrás de mim. Seu semblante estava enrugado com a fome crua, perigosa, que sentia arder em seu olhar negro.
Armei-me de forças e movi, sentando-me.
— Eu... eu quero te chupar — murmurei num fôlego só. — Deite-se.
Para a minha surpresa, ele me obedeceu.
Eu segurei seu pau pulsante, correndo a palma sobre ele e engatinhei acima por seu corpo. Seus olhos sagazes me seguiram. Inclinei a cabeça, subindo beijos e lambidas desde a sua barriga até sua boca. Saboreei meu próprio gosto em sua língua enquanto suas mãos apertavam minha pele. O beijo foi breve, mas quente o suficiente para incendiar uma casa. Deixei sua boca, refazendo o caminho de volta, propositalmente, permitindo que meus mamilos raspassem contra sua pele.
Eu estava indo para ter a cabeça do pênis quando ele demandou:
— Traga seu traseiro para cima Antonella, e abra as pernas para mim. Eu quero a minha língua na sua buceta quando você gozar na minha cara.
Tomei meu tempo para me mover sobre ele, balançando minhas pernas cada uma ao lado de seu peito. Seus braços se dobraram em minhas coxas, puxando-me mais acima até que minha vagina esteve pairando sobre seu rosto, seu fôlego áspero aquecendo minhas dobras inchadas.
— Jesus, neném, até o cheiro da sua excitação é gostoso — ele grunhiu. — Você cheira como minha. Toda rosa e brilhante. Gulosa por um pau. Sexy pra caralho!
Envaidecida, joguei o cabelo para o lado e espalmei a mão livre contra o colchão então segurei seu membro, deslizando a palma em torno dele. Seus dedos separaram minhas dobras, e então, nos movemos em sincronia. Meus lábios se fecharam sobre a cabeça vermelha de seu pênis e a ponta de sua língua varreu a minha fenda desde a entrada da minha buceta até meu clitóris. Meu quadril empurrou e se contraiu, mas Heithor agarrou-me mais apertado, mantendo-me para a sua boca.
Gemi ao seu redor e seu pau pulsou na minha boca.
Eu comecei a chupá-lo, lambendo, saboreando, deslizando a língua em torno de seu comprimento. Minha mão alternando os movimentos com a minha boca, subindo quando meus lábios desciam. Relaxei a garganta, tragando para dentro o máximo dele que eu podia. Os sons eróticos de nossas sucções alimentaram nossa excitação. Eu estava vazando em sua boca.
Sua língua encontrou meu clitóris e explorou-o lentamente e, em seguida, tragou-o entre seus lábios enquanto usava a ponta da língua para dar golpezinhos. O quadril dele começou a empurrar o pênis dentro da minha boca enquanto eu balançava o meu próprio contra a sua, montando-o numa paixão desenfreada. Eu ofegava, gemendo em torno dele. Meu coração martelando em meu peito.
Foi um segundo antes de eu registrar seu dedo tornar a sondar meu traseiro, provocando e rodeando. Ele inseriu a ponta sem encontrar muita resistência e a deixou lá, apenas pressionando.
Estava difícil manter meu foco no que eu estava fazendo quando sentia um mar de sensações prazerosas embalarem-me a partir dos pontos que ele me tocava.
Ele me comeu até que um frenesi se apossou do meu quadril.
Heithor me chupou mais forte. Mais e mais. Então tudo se tornou um borrão de sons e sensações, e eu explodi como um quatro de Julho, gemendo alto enquanto derretia meu prazer em seus lábios.
Ele me derrubou de costas sobre a cama, invertendo meu corpo e me montou. As minhas pernas eram gelatinas, se espalhando para os lados para acomodar seu quadril.
Meu corpo ainda tremia sob o efeito dos últimos espasmos do orgasmo quando em alguma parte do meu cérebro pulverizado registrei a sensação de pressão da ponta de seu pênis na entrada da minha vagina, e no outro segundo, meu canal foi estirado ao máximo quando ele bateu dentro de mim, alojando-se nas profundezas do meu corpo. Ardeu, doeu e foi perturbadoramente prazeroso. A sensação dele em meu interior era avassaladora. Sentia-me plena. Completamente. Estava tão apertada em torno dele que doía, porém não o estava repelindo, senão tentando tragá-lo mais fundo.
— Coloque as mãos acima de sua cabeça, contra a cabeceira da cama.
Minha buceta pulsou e umedeceu mais em reação. A paixão a cada segundo mais quente queimou em meus olhos. Elevei os braços e espalmei as mãos contra a cabeceira, como ele pediu.
Heithor ergueu-se e, em seguida, deslizou as mãos por baixo da minha bunda, segurando-me, e entrou mais, plantando-se no fundo. Gememos juntos, nossos sons se misturando, criando uma sinfonia harmônica carregada de erotismo, e eu não resisti a fechar os olhos.
— Não feche os olhos para mim — ele disse, agressivamente. — Mantenha os olhos abertos, neném. Quero que veja tudo que vou fazer com você. Quero ver seus olhos marrons bonitos quando gozar para mim para que saiba quem é que está te comendo e te dando prazer.
Meus olhos estalaram abertos, e eu mal pude respirar quando ele olhou para baixo, seu semblante feroz ao observar seu pau deslizando para dentro e fora da minha buceta num ritmo regular.
Ele varreu as mãos para as minhas coxas, colocando-as em volta de seu quadril, e eu o enlacei trancando os tornozelos em suas costas, abrindo-me ainda mais. Completamente acessível a ele.
Suas estocadas eram fortes, rápidas e profundas. Heithor me comeu tantas e tantas vezes, alternando o ritmo, enlouquecendo-me devagar. Sem perder o ritmo, ele desceu apoiando o peso em seus braços ao lado da minha cabeça e sua boca tomou a minha, num beijo voluptuoso.
— Que delícia, neném. Você é apertadinha como uma virgenzinha — duramente, ele disse rente aos meus lábios. — Sinto meu pau doer dentro dessa bucetinha de tão apertada que é.
Ele se deslocou sugando meus mamilos e eu me curvei, oferecendo-me.
— Oh, merda, sim!
Minhas mãos corriam por suas costas, sentindo a força de seus músculos tencionarem nas pontas dos meus dedos a cada vai-e-vem de seus quadris. Eu sorri, deleitando-me com as marcações que minhas unhas faziam em sua pele, sabendo que ao final ele carregaria a minha marca por dias.
— Quero te comer toda. Quero te comer a noite inteira, — ele rosnou quando sua boca lasciva subiu e maltratou meu pescoço. — Quero amanhecer com meu pau enterrado em você.
— Sim, sim, sim! Me come, vadio. Você fode tão gostoso... Mmm...
— Essa buceta é minha, Antonella.
Ele diminuiu o ritmo.
— Não assim, — ralhei querendo mais.
— Diga, Antonella. Diga que ela é minha.
— Ela é sua.
Heithor meteu tudo, até o talo e parou, fixando-me.
— Me diga as palavras.
Eu xinguei.
— Minha buceta é sua, Heithor... E seu pau é meu.
Ele recomeçou os movimentos empurrando mais duro, aumentando o ritmo.
— Porra, ele é todo seu, my little bitch.
Meu corpo se contorceu em baixo dele. Cada vez mais perdida na paixão escura que me abraçava, desci as mãos apertando sua bunda, incentivando-o a ir mais rápido, até que não pudesse respirar. Estava louca, desvairada, desesperada pela sensação de ter seu pau acariciando-me internamente. Era tão bom. Tão gostoso.
Heithor me comia como um animal. Eu amava isso.
— Não para, seu puto. É tão bom — chorei, sentindo meus olhos queimarem. — Ti prego, gostoso, não para... Ah, merda, me dê mais. Dê-me tudo filho da puta. Mais rápido!
Ele se apoiou nos cotovelos e me encarou.
— Cacete, não vou parar nunca. É deliciosa, neném.
Senti seu pau deslizar fora até a ponta pairar na borda da entrada da minha buceta então ele impulsionou de volta com força, ainda assim cuidadoso, mas suficiente para me fazer gritar seu nome. Ele refez o movimento mais algumas vezes, com estocadas rápidas e rasas. Algumas vezes rebolando o pênis dentro de mim no processo de entrada, como se quisesse me alargar.
Seus olhos turvos de prazer nunca me abandonaram, deixando-me saber o quanto ele estava apreciando aquele momento. Eu adorei aquela exposição sem receios.
Heithor mudou o ângulo de suas apunhaladas, levando seu peso sobre meu broto sensível, construindo meu orgasmo junto com o dele. Eu puxei e me agarrei a ele com um selvagem abandono que nunca me permiti sentir antes. Mas este era o meu dia, minha chance de experimentar algo completamente devastador, e pretendia apreciar cada minuto dela. Seu ritmo hesitou então cresceu mais rápido e mais frenético até que eu não tive como acompanhá-lo. Somente podia me segurar nele e me deliciar, com a fúria e o frenesi que sentia se desprender dele para mim enquanto marcava meus lábios em seu pescoço.
— Oh, merda! Sim, Heithor, assim. Continue me fodendo.
Tudo se voltou uma confusão de movimentos; mãos e bocas afoitas. Uma espiral de fogo desordenada cresceu dentro de mim, ganhando força a cada batida de coração. Minhas paredes internas latejavam em volta do seu pênis, apertando-o firme. Mais e mais difícil, ele me comeu até que eu estava com as pernas tremendo e meus dedos se enrolando numa força invisível.
— Merda! Eu vou gozar na cabecinha do seu pau. Me fode! Cazzo!
— Goza com o seu homem, baby... Caralho...
Heithor passou a me bombear com uma rapidez descomunal. Sem retenção, sem misericórdia. E eu chorei de prazer, sentindo-o crescer em meu interior, impossivelmente maior.
Os sons molhados, o ranger da cama se misturando aos nossos gemidos enquanto ele pressionava o meu corpo contra o colchão apenas serviu para persuadir-me ao abandono do orgasmo, que caiu sobre mim com tamanha força que sequer pude respirar. O quarto deu voltas. Eu senti, apertada a ele com todas as minhas forças enquanto minhas costas curvavam com violência. Meus olhos brilharam e reviravam na sensação delirante. Tudo tremeu então estilhaçou em mil pedaços.
— Caralho, caralho, caralho... — Ele rosnou, com impulsos firmes e pausados de seu quadril quando jorros abundantes de seu gozo me encheram, segundos depois.
Heithor estava cravado em mim. Sua força explícita em cada músculo tenso marcando sob sua pele quando observei ele se perder no próprio prazer, jogando a cabeça para trás. Aquela era uma imagem tão malditamente sensual. Muito bonito, que não pude desprender os olhos dele.
Ele era excitante. Todo um tesão, realmente.
Sua cabeça desceu, e ele beijou-me e surpreendeu por sua suavidade quando deslizou sua língua na minha, acariciando-a com calma e sugou sem pressa, mordiscando meu lábio de leve.
Ele não saiu de mim, ainda estava duro como uma rocha.
Sustentando a maior parte do seu peso nos braços, ele mordiscou minha orelha.
— Está pronta o segundo round, neném?