Dangerous

Daya Engler · Capítulo 32 de 45

Páginas do PDF

Dangerous

Capítulo 32

 

 

Meu atordoado olhar ficou preso a escada por onde Thor tinha passado enquanto eu tentava juntar a massa mole que era meu cérebro, sem muito êxito. Não podia acreditar que ele realmente tinha me deixado. Nunca imaginei que o tiro sairia pela culatra. Mas inferno, saiu!

As sensações que ele me causou ainda estavam vívidas sob a minha pele. Meu sexo palpitava, tentando preencher o vazio que seus dedos deixaram e falhando, miseravelmente. Os batimentos do meu coração pulsavam através de mim, entre as minhas pernas, aumentando aquela dor funda.

Estava no calor. Meu corpo todo aceso, como uma bomba prestes a explodir.

Com as mãos tremulas arrumei a calcinha no lugar e o vestido ao endireitar minha postura. Um pé após o outro, eu fiz o caminho para o quarto. Aquele desalmado iria se vir comigo.

Aonde já se viu deixar uma recém acidentada neste estado?

Abri a porta da suíte num rompante, pronta para soltar os cachorros em cima dele e, em outra fração de segundo, eu congelei ainda com a mão sobre a maçaneta quando meus olhos me traíram com uma miragem luxuriosa, que chacoalhou meu cérebro e fez a dor em meu centro mais intensa. Minha boca já aberta escancarou, de repente, muito seca. Os xingamentos se dissolvendo como fumaça. Inspirei fundo e exalei devagar enquanto minha vagina se apertava.

Mamma mia...

Thor estava deitado na cama, com a parte superior das costas apoiada nos travesseiros arrumados contra a cabeceira. Nenhuma roupa. Ele tinha um braço dobrado em baixo da cabeça enquanto usava a mão livre para se masturbar, com movimentos lentos, fazendo-me babar.

Traguei duro, mal podendo reter meu desejo de apertar as coxas juntas.

Levantei os olhos acima em câmera lenta passando por seu abdômen, peito... O rosto bonito estava apertado em uma severa fome, o malvado sorriso incitando o meu próprio.

Santo cielo. A iluminação baixa da suíte fazia a visão dele deliciosa, colocado lá como um banquete erótico apenas para o meu prazer. Eu queria comer ele de colher.

De repente, sentia o enorme desejo de lamber algo, como o seu pênis. Ou ele todo.

Meu olhar foi novamente atraído para o seu quadril e, em seguida, eu me encontrei caminhando em direção à cama, desejando mesmo correr até ela, pular sobre aquele pervertido e degustar cada centímetro de sua pele dourada. Porém, minhas pernas não podiam ajudar a si mesmas.

Cavei os dentes no lábio inferior quando parei aos pés da cama, meu olhar cravado em seu pênis maciço. Grosso. Longo. A inchada cabeça púrpura filtrava seu pré-sêmen, deixando-a molhada e brilhosa. Cada movimento de sua mão me dava uma visão clara das inchadas veias sob a pele.

Querendo pôr minhas mãos em cima dele, eu levantei uma perna para o colchão.

— Não, — ele grunhiu feroz. Bufei em protesto, fazendo beicinho, mas permaneci em pé aos pés da cama enquanto o suplicava com o olhar. — Gosta do que vê neném? Ou será que isso é demais para você? — Neguei débil com a cabeça enquanto inveja sua mão. — Você quer tomar o lugar da minha mão? Quer colocar meu pau na sua boca? Ou prefere tê-lo enterrado nessa buceta apertada?

— Ahhh, io voglio... tutto — sussurrei aos suspiros, sorrindo ao final, tão feliz.

— Claro que quer. Nenhum outro homem te faz sentir o que eu faço quando estamos juntos. Seu corpo... Seu prazer... E seus desejos mais secretos me pertencem — pausadamente, ele disse, sua voz engrossando, mais profunda, mais sexual. Ele prosseguiu, me matando. — Eu sou seu dono, my little bitch. É todinha minha. Me pertence. Sabe disso. Não adianta fugir do inevitável.

Eu estava louca para pular em cima daquela cama e deixá-lo em carne viva.

— Thor...

— Calada. Não ordenei que você falasse — ele articulou ríspido. Arregalei os olhos surpresa, logo me fiz de indignada. — Só fale quando eu ordenar, entende isso?

Era para responder ou não?

— Pode responder, safada.

— Sì.

— Vai me obedecer sem discussão?

Ponderei por um efêmero momento, antes de assentir. Eu sabia que estava me enfiando na boca do lobo com conhecimento de causa, porém eu também amava suas torturas.

O olhar dele demonstrou satisfação.

— Se me desobedecer você será castigada. Agora, coloque as mãos para trás e não se atreva a se tocar. Me olhe Antonella... Não meu rosto. Meu pênis.

E eu olhei já me arrependendo de ter aceitado essa situação.

Oh, Dio Santo...

Isso não vai dar certo, choraminguei em mente.

Talvez, em outra ocasião, na qual eu não tivesse com o corpo em brasas, com minha buceta piscando dolorida por ele a cada subida e descida daquela maldita mão no eixo duro, que eu é quem deveria estar acarinhando, eu poderia até me concentrar. Mas assim era complicado.

— Isso mesmo neném. Me observe para que não haja dúvidas de que é você que eu quero. Tudo é para você. Nenhuma mulher me põe tão duro assim, apenas você faz isso comigo. E, maldita seja, você sequer me tocou. Mas está aí, parada, me assistindo e meu pau quer se exibir para você.

A careta de prazer apertando suas feições estava me deixando grogue de tesão. Se eu não estivesse usando calcinha, provavelmente, a minha própria excitação estaria escorrendo pelas coxas.

Ele gemeu um som grave e rouco ecoando dentro de mim com um tremor sensual.

— Você está molhada e pulsando para mim, neném. — Não era uma pergunta, senão uma afirmação irrefutável. — Seu corpo é viciado em meus toques... em meus beijos... em meus carinhos. Ele reage ao meu insanamente. Não é? O meu também reage ao seu com loucura. Amo cada toque seu, cada beijo, cada carinho que você me faz consciente ou não. Amo a sua voz rouca com este sotaque sexy, gemendo para mim... implorando para mim, por mim.

Engoli o ar com dificuldade. Meu corpo estava suando bicas pela atmosfera escaldante envolvendo o ar a minha volta. Eu iria desmaiar de tesão acumulado sem nem ao menos ele ter me tocado. Mói os dedos em punhos resistindo ao impulso de me tocar. A luxúria formigava meus membros tentando meus pés a se moverem para aquele descarado na minha frente.

— Você, Antonella, foi à única que conseguiu me abalar, e eu não sou exatamente o tipo de cara que se permite balançar. Mas você petulante como é, me desestabilizou por completo e, para ser franco, eu não dou a mínima. Eu não sei se isso é bom ou ruim, provavelmente, muito ruim, ainda assim eu sigo não dando à mínima... Não sei como e o quê você faz, me deixa maluco, desesperado para ser suficiente para você. Porque, de fato, você é e sempre será a única para mim. É a única mulher que vou amar até o resto dos meus dias. Meu amor te pertence. Hoje e sempre. Bem como, tudo que há em mim. Inclusive este corpo aqui.

Eu estava um pouquinho emocionada. Sentia-me vaidosa com sua declaração, mas estava um pouco irritada também. Aquela espera não era legal, a propósito, se era tudo meu, eu podia usar e abusar dele até me cansar. Coisa que não iria acontecer nunca. E quem se importa?

— Você quer? — Ele manejou o pênis até que esteve apertando a cabeça suculenta enquanto seus quadris tencionavam. — Pode responder minha vadia.

Não confiava nas palavras neste momento, e então, assenti desesperada.

— O que você está esperando? Ele é seu. Só seu.

O sorriso de watts laçou meus lábios quando subi na cama engatinhando entre as pernas abertas dele, como uma gata manhosa. De fato, queria miar tamanha minha alegria.

Sentei-me sobre minhas panturrilhas e estava prestes a tocar aquela delícia quente quando sua mão forte agarrou meu pulso. Movi o olhar para cima sem esconder minha expressão de desgosto.

— Não tão fácil delícia.

— Ma... m-ma tu...

— Antes eu quero que você dance como fez naquela noite em que nos conhecemos e você me deixou maluco enquanto balançava esse traseiro bonito, mas agora será apenas para mim.

Dançar? Eu não queria dançar agora, eu queria foder.

— Vamos lá, gostosa! Mova esse traseiro delicioso e mostre que você é capaz de me deixar mais louco do que eu já sou por você — ele desafiou muito eloquente.

Golpe baixo!

A chance de fazê-lo provar do seu próprio veneno incitou uma incursão travessa dentro de mim.

Fui até a cômoda do lado da cama e peguei meu iPod. Tinha a música perfeita para aquele momento. Coloquei o aparelho no suporte e dei play, em seguida, subi na cama.

De costas para ele eu comecei a me mover no embalo de Skin. O tecido do vestido era leve e ajudava o meu corpo a balançar com graciosidade. Desci um pouco meu quadril rebolando e forcei meus músculos das pernas ao me inclinar um pouco para frente enquanto segurava o vestido na parte de trás mais no alto, dando-lhe um vislumbre para sua imaginação e voltei a subir.

Ouvi-o exalar com força e me esforcei mais.

Vire de frente para ele e fitei seus olhos negros. Sem quebrar o contato visual deixei minhas mãos passearem pelo corpo, acariciando meus seios, a barriga, as coxas... Neste ponto, permiti que o tecido subisse revelando um pouco mais das minhas pernas e um pedaço da minha calcinha.

Thor mordeu os lábios e os lambeu malvadamente, quase me fazendo perder o foco.

Sorri maliciosa e fiquei de costas para ele, novamente.

Segurei a barra do vestido com as duas mãos e o subi, deixando a mostra apenas a polpa da minha bunda, e então, girei o rosto para fitá-lo enquanto rebolava na sua frente de maneira sedutora.

Sentia-me perversa, uma vadia... a vadia dele. O pensamento me excitava como o diabo, principalmente, ao capturar ascensão e caída de seu peito, e as mãos fechadas em punhos apertados.

Vibrei internamente. Gostava de vê-lo se esforçando para não perder o controle e, sobretudo, saber que era eu a fazer isso com ele. Eu tinha esse poder sobre ele.

Minhas mãos buscaram o zíper do vestido e, em seguida, o abri. Logo o tecido deslizou pela minha pele revelando meu corpo a ele. Um rouco gemido grave ressonou e eu usei um dos postes da cama para me equilibrar quando abaixei para pegar a peça amontoada em meus pés, o movimento lhe presenteando com uma visão clara da minha bunda arrebitada e do meu sexo.

Dei a volta, mostrando meus seios inchados e nus.

Thor me chamou com o dedo. Caminhei até chegar à altura da sua cintura e parei com uma perna de cada lado do seu corpo gostoso, muito consciente de que a posição lhe dava mais que a seda roxa cobrindo minha buceta, lhe dava a visão de quão molhada eu estava também.

As mãos dele pousaram em minhas pernas num toque possessivo e passaram a acariciar minhas panturrilhas subindo até a dobra do meu joelho, e descendo para os calcanhares enquanto eu recomeçava meus movimentos vagarosos. Toquei-me levando as mãos para os seios, o roçar das minhas palmas sobre eles convertendo os mamilos em diamantes, a sensação era maravilhosa.

Eu me sentia feminina nesse momento, a emoção desse sentimento me voltando mais desejosa, mais confiante do que jamais estive quando deslizei as mãos abaixo, correndo uma entre as minhas pernas, esfregando sobre. Eu ofeguei alto, com o tiro de prazer quente. Thor amaldiçoou.

Quis me livrar da única peça que ainda cobria meu corpo, mas tudo que consegui foi sentir a maciez dos lençóis contra as minhas costas quando Thor me derrubou e prendeu minhas mãos acima da cabeça. Encaixado entre as minhas pernas, ele me beijou forte.

— Delícia. Quero que dance assim para mim sempre — grunhiu grave e suave.

Ri baixinho, deliciando-me com a sensação de seu corpo sobre o meu.

Seus dentes arranharam minha pele em meio aos beijos e lambidas que ele dava em toda a extensão do meu pescoço. Embrenhei os dedos em seus cabelos, puxando ao mesmo tempo em que mantinha sua boca segura sobre minha carne. Ele se moveu para baixo, beliscando minha clavícula e desceu...

Senti como se me queimasse por dentro e de fato eu estava incendiando até a raiz dos cabelos, e ter seu fôlego se derramando contra meu mamilo direito apenas tornava o calor mais intenso. Uma mão contornou meu seio esquerdo e beliscou o cume. Elevei a cabeça para vê-lo melhor e quase morri ao assistir a ponta da sua língua vermelha contornar minha auréola e depois resvalar sobre o mamilo enquanto me olhava nos olhos. Fechei os meus por um breve momento, mordendo o lábio inferior e joguei a cabeça para trás envolvida no prazer.

Seu risinho em cima do cume sensível me fazendo estremecer.

Sem mais delongas, sua boca tomou meu seio a sério, beijando cada centímetro antes de sugar o broto enrugado enquanto sua mão apertava meu outro seio, beliscando o mamilo com o polegar e o indicador. Estiquei a mão para sua cabeça e a deixei lá. Puxei seu cabelo com força e trinquei os dentes, arqueando meu corpo quando ele sugou o mamilo com força, esticando-o ao máximo e o prendeu entre os dentes, em seguida, apertando levemente antes de soltá-lo.

Ele moveu-se para o outro seio, com a mesma dedicação requintada.

Eu chorei no prazer. Meus pulmões trabalhavam rápido. O coração começando a invejá-lo.

Thor se moveu para baixo, o movimento fazendo-me sentir o roçar molhado da sua ereção em minha coxa, seus lábios escovando beijos em minha barriga chamou minha audiência. Ele enfiou a língua no meu umbigo e jogou um momento com minha joia, antes de tornar a descer, e então, senti sua boca pousar um beijo em minha buceta coberta. Espalhei mais minhas pernas e levantei a cabeça encontrando seu olhar enquanto ele mantinha a boca ainda lá.

Seu olhar me enviou promessas malvadas e, em seguida, minhas costas curvaram com violência, plantando meu quadril com força contra o colchão enquanto apertava os lençóis brancos entre meus dedos quando os dentes dele se fecharam sobre meu monte de Venus. A dentada disparou um tiro de prazer afiado, que atingiu em cheio os meus nervos e se propagou em meus membros.

Ofegante, eu puxei uma respiração funda, afundando a cabeça no travesseiro.

— Meu Deus, neném, eu amo a maneira como você é responsiva aos meus carinhos. É muito sensível, e fodidamente feminina. Cacete. É tão boa que me tira o fôlego.

Olhei para ele através dos meus cílios pesados.

— Thor... t-tira — pedi quase suplicando apontando para a calcinha.

— Por que a pressa amor? Temos a noite toda. E você me desobedeceu — avisou, num tom divertido e perverso ao mesmo tempo. — Preciso pensar se seu pedido merece ser atendido ou não.

— Isso não é justo — ralhei chorosa. — Você está me matando.

— O que está sentindo neném?

— Tá doendo muito Thor — chorei, com sérias intenções de estuprá-lo.

— Aqui? — Seu dedo percorreu minha fenda sobre o tecido fino. Prendi a respiração e fechei os olhos com força, estremecendo. — Abra os olhos e me responda.

Minhas pálpebras bateram abertas.

— Sì.

— O que mais?

— Está ardendo... queimando e fisgando... per te, Thor.

Ele praguejou baixinho e fitou-me como um animal faminto.

— É só por mim que ela fica assim, neném?

— Sì... Solo per te, Thor. Ninguém mais me deixa assim, além de você... É o único que me deixa ardendo — declarei por fim. — Ti prego, eu não aguento mais esperar.

— Eu também não my bitch — ele grunhiu. Eu podia jurar que havia uma pontada de desespero em sua voz. Ou talvez fosse somente um ludibrio do meu próprio. — Estou doido pra enterrar minha língua nessa buceta molhada e ver o quanto eu posso te enlouquecer antes que goze na minha cara.

Meu útero se contraiu, a dor funda enraizada nas profundezas do meu corpo se voltando mais intensa ao mesmo tempo em que tornava a sensação de vazio muito palpável.

Thor não aumentou meu sofrimento, puxando a calcinha para baixo com os dentes e usou a mão para tirá-la pelos meus pés. Ele manteve um e beijou brandamente descendo até minha coxa então repetiu o mesmo com a outra perna, riscando um caminho de fogo por onde os lábios passavam. Foi tão bom... e novo. Ninguém antes tinha me beijado desde as pontas dos dedos do pé. Eu gostei disso. Fazia-me cócegas, mas era extremamente sensual. Senti-me venerada. Adorada. Gloriosa.

Em seguida, suas mãos se firmaram na parte de dentro dos meus joelhos e os empurrou para o meu estômago, uma perna de cada lado, mantendo-me a sua mercê quando sua boca caiu aberta sobre meu sexo. Eu gritei. Meu corpo se encolheu, apertando enquanto a sensação aguçada de sua língua pecaminosa fustigava sobre minha carne molhada com um chicote de prazer.

O pulsar do meu coração subiu até minha garganta quando Thor encontrou meu clitóris e o sugou, provocando-o com a língua, atormentando com os dentes. Murmúrios abafados de prazer deixaram os meus lábios enquanto minha cabeça sacudia para os lados. Eu comecei a me sentir mole. A luxúria fervendo meu sangue, estimulando-o a correr com mais rapidez em minhas veias, a pressão muito intensa, que eu pensei que fosse perder a mente. Mas não podia me evadir. Nem queria.

O polegar dele buscou meu broto de prazer e o massageou quando sua língua mergulhou fundo, enchendo-me, empurrando dentro todo o caminho até o fundo enquanto um orgasmo me pegava de surpresa, prendendo-me de uma forma que eu não poderia lutar.

O nome de Thor escapou num abafado grito de êxtase à medida que ele continuava a me lamber até mais forte e rápido que antes, intensificando a sensação arrasadora.

Ele me virou, deixando-me com o estômago para baixo e eu subi minha perna mantendo-a flexionada. Meus olhos estavam fechados quando senti o colchão se mover atrás de mim, com o peso do corpo de Thor, logo lábios firmes subiam pela parte detrás das minhas coxas, contornando a curva da minha bunda, e então, toda ela e desceu. Senti minha inchada vagina lubrificar mais. O desejo se aflorando novamente. Eu sorri contra a fronha do travesseiro ansiosa por sua aposta.

Seu fôlego se precipitou contra minhas dobras. Eu prendi a respiração usando tudo que tinha para controlar o impulso de mover meu quadril para cima, oferecendo isso a ele.

Soltei o ar devagar e esforcei-me para controlar minha respiração quando suas mãos abriram minha bunda e a ponta úmida de sua língua jogou entre minha fenda. Uma. Outra e mais outra vez.

Puta merda...

O colchão se moveu outra vez enquanto ele se movia, subindo em meu corpo, uma das suas pernas entre as minhas, seu quadril próximo o suficiente para eu sentir a umidade deliciosa da cabeça do seu pau contra minha pele. A boca passou por minhas costas, subindo...

Minha respiração escapou de meu controle.

Meu cabelo foi tirado para o lado, em seguida, beijos e leves mordidas incitaram meu pescoço.

— Safada — ele sussurrou no meu ouvido. Mordeu a ponta da minha orelha e enfiou a língua na concha. — Você é muito gostosa, neném. Eu quero devorar você toda noite.

Eu gemi baixinho, mas não abri os olhos.

Seu pau cutucava meu traseiro. Senti seu quadril se mover, afastando-se do meu, e então, dedos deslizavam por minhas dobras. Eu me movi de maneira involuntária e suspirei alto.

— Mmmm...

— Sempre gulosa — ele murmurou, antes de investir seus dedos dentro de mim.

Empinei o traseiro, tomando mais. Thor amaldiçoou e, em seguida, aumentando o ritmo de seus dedos então puxou fora. Levei o olhar para trás e assisti hipnotizada, ele levar os dedos lambuzados até a boca e os sugar. Lambi meus próprios lábios.

— Deliciosa. Sabor de putinha.

Ele se dobrou em cima de mim com os braços esticados ao lado meu tronco. Dobrei meus braços, elevando meu tronco e inclinei a cabeça para o lado então o beijei. Tomei o gosto da minha própria excitação em sua língua. Um estremecimento de desejo atravessou meu corpo e eu comecei a impulsionar o quadril contra o dele enquanto nos beijávamos.

— Thor... — ofeguei suplicante.

— Eu sei baby. Também dói em mim não estar dentro de você.

Sua mão esperta moveu entre nós e, em seguida, senti a ponta de seu membro se encaixar na minha entrada. Ele me penetrou com uma investida lenta. Senti cada deliciosa polegada sua até seu quadril se assentar contra o meu. A cabeça cega de seu pênis tão profundamente dentro de mim, tocando meu útero. Uma sutil pontada de dor apertou meu ventre e se converteu em prazer.

Thor retraiu o quadril e impulsionou de volta. Dentro e fora. Tantas e tantas vezes que perdi a noção do tempo. Ele era calmo e preciso em seus movimentos. Quase degustativo. Parada, eu apenas senti, ambos curtindo o encontro de nossos corpos. Deliciando-nos com cada ir e vir.

Fios de cabelos se aderiram ao meu rosto. Às cegas, estiquei a mão para cima, meus dedos se agarrando aos fios de seu cabelo, trazendo a cabeça dele para baixo para a minha.

A cada impulso de seu quadril, meus seios balançavam. Nossos ofegos e gemidos de prazer se misturavam. Muito bom. Tão prazeroso. Eu queria fazer isso até não poder mais.

— Que delícia de buceta, neném — grunhiu ele. — Sente baby? Sente minha pica entrar gostoso indo até o fundo? Eu amo te comer. É tão quente... Molhadinha... Estreita. Gostosa pra cacete.

— Eu adoro que me coma, Thor. É tão bom. Mmm... Muito gostoso.

A cama começou a ranger forte e selvagem, o barulho de nossos sexos molhados se encontrando ecoaram quando Thor se voltou mais firme, mais rápido. Mais duro. Mais determinado. Os gemidos dele, roucos e graves, energizavam meu corpo e meus próprios sons de prazer. Fazia meu desejo estalar e crescer denso e voraz. Quente. Mais e mais. Thor bateu dentro de mim cada vez mais rápido, meu quadril se movendo desconexo, encontrando suas apunhaladas.

— O quão próxima de gozar você está? — A pergunta foi quase um rosnado.

— Um pouco..., mas não posso chegar lá sozinha.

— O que precisa?

— De você — gemi. — Me toque.

Thor deitou de lado, puxando-me com ele sem sair de mim. Uma de suas mãos agarrou meu joelho, e eu movi a perna colocando por cima da sua que estava flexionada. Abrindo-me. Sua mão abaixou para o botão de prazer e o massageou rápido.

Eu sobressaltei e me encolhi no contato.

Meu centro palpitou ao redor do seu comprimento e ele xingou, martelando com maior força. Seu outro braço estava debaixo do meu pescoço, a mão brincando com o bico do meu seio.

Girei a cabeça e estiquei a mão, infiltrando os dedos em seu cabelo, novamente.

Através dos meus cílios entrecerrados pude ver seus olhos mais negros, dilatados no tesão. Eu não tive dúvidas quanto os meus estarem iguais. Thor empurrou sua língua para mim, e eu a suguei. Fresca. Doce. Úmida. Morna. Muito breve eu a soltei para engasgar na surpresa e ardor repentino que senti quando ele deu um tapa em minha buceta. Não foi forte, apenas suficiente, para eu me encolher e me pressionar mais a ele, compelida pela comoção prazerosa.

Sensações deliciosas começaram a se somar no fundo do meu centro.

Ele alternou leves tapas com a massagem no meu clitóris. Dor/prazer. Seus dedos em meu clitóris e seios. Sua boca deliciosa. Nossos gemidos e ruídos de prazer. Seu pênis martelando frenético dentro de mim, impulsionando cores e estrelas explodirem diante de meus olhos.

Minha mente ficou turva. As sensações vieram em ondas impetuosas. O prazer do clímax cortando através de mim, como um raio de fogo, fazendo meu corpo agir no estado mais primitivo do ser humano. Gritei meu orgasmo, não sabendo bem se o prendia e me agarrava mais a ele. Ou fugia. E eu quis tudo de uma só vez.

Era estranho e ao mesmo tempo tão claro e certo. Porque eu estava satisfeita, realizada. Mas, então, havia aquela sensação de muito mais. De querer me enrolar em torno dele e não soltá-lo nunca. Um sentimento pleno e sufocante. Bom e angustiante. Aconchegante, mas quente demais.

E em algum lugar da minha mente, eu pensei se seria sempre assim.

A resposta veio com o ápice de Thor. Seu quadril bateu contra o meu com mais firmeza, mais rude. Apunhaladas certeiras e pausadas, mas fortes o suficiente para mini orgasmos explodirem dentro de mim enquanto seu sêmen se derramava em meu canal a cada enterrada dele.

Sob minhas pálpebras pesadas, observei-o em nossa bolha particular, como se assistisse a um filme em câmera lenta. Os dentes perfeitos cavando o lábio inferior. A coluna forte de seu pescoço tensa quando ele urrou enviando uma tremulação em meus ossos.

Ele parecia eficiente. Másculo. E meu.

Eu relaxei. Ele foi, em seguida. Não disse nada, nem pensei sobre qualquer coisa.

Era simplesmente bom estar aqui com Thor. Abraçada a ele, ouvindo o som de nossas respirações. O pulsar forte do meu coração se acalmando, até que seu beijo em meu pescoço me tirou da inércia.

— Eu amo você, Antonella.

Eu o olhei em silêncio não sabendo o que dizer então desviei o olhar, afundando a cabeça no travesseiro e sorri para mim mesma. Ele sempre me desconcertava com aquelas palavras, contudo, eu não podia negar que adorava ouvi-las.

— Mmmm... Até que você dá para o gasto — murmurei momentos depois.

Ele riu descarado, sacudindo nossos corpos que continuavam unidos. O movimento involuntário causou uma fricção gostosa em meu baixo ventre. Isso não passou despercebido por ele.

Seu quadril se afastou, seu pênis meio flácido escorregando para fora de mim. Eu me virei, pousando minhas costas sobre a cama e olhei para ele. Thor me encarava.

— Será que você dá para o gasto, neném? — Franzi os lábios logo não pude deter um sorriso arteiro de brincar em meus lábios. — Vou entender essa cara de safada como um sim. Talvez eu tire a prova dos nove pela manhã. Ou de madrugada.

Em pé, ao lado da cama, Thor esticou a mão para mim.

— Vem. Vamos tomar banho.

Eu fiz uma careta.

— Acho que não consigo andar. Minhas pernas estão moles demais para isso.

— Esse é o efeito que eu causo nas mulheres, baby.

— Você é muito metido — resmunguei.

Thor espalmou as mãos na cama e inclinou o tronco para frente aproximando seu rosto do meu.

— Não querida. A metida aqui é você, eu só meto.

Rolei os olhos para ele e o deixei me levar para o banho. Thor tomou conta de tudo, lavando e secando-me. Eu não achei ruim, embora seus cuidados me deixassem desconcertada.