Dangerous
Capítulo 27
Meu cérebro travou e a Terra pareceu congelar quando absorvi as palavras dele. Mesmo minha respiração estava rasa, tão fraca que era um milagre eu estar viva.
Eram palavras simples, mas fortes o suficiente para causarem efeitos devastadores. E, elas tinham sido pronunciadas com tanta força e verdade, que não me deram o direito da dúvida.
Ainda sob o efeito delas, exalei um lento sopro de ar sem poder desgrudar meus olhos dos molhados de Thor, que estavam atentos, estudando minhas reações de perto.
Engoli saliva com dificuldade, tentando formular frases coerentes em minha mente, porém com seu escrutino cravado em mim com tamanha intensidade ficou impossível pensar em outra coisa que não fosse suas palavras gritadas em alto e bom som para quem quisesse ouvir.
Thor não podia fazer isso comigo. Não podia me dizer essas coisas, aliás, eu não podia me derreter por causa de uma declaração dele, ainda mais depois do mesmo me acusar por algo que eu nem tive culpa e ainda me ofender. Eu não derreti com Brian e com ele não podia ser diferente.
Mas, então, ele não era Brian. Ele era Thor.
— Eu... eu... eu preciso ir — tropecei debilmente ao conseguir um fio de voz, ainda me sentindo completamente atordoada quando ouvi as portas do elevador se abrirem com um bip sonoro.
— Não vai não! Você não vai fugir agora! — ele rosnou, fechando nossa distância rapidamente e, no instante seguinte, senti minhas costas doerem com o impacto do seu corpo imprensando o meu contra a parede ao lado. Thor acrescentou, a voz soando mais grossa e áspera. — Eu te dei todas as chances de ir e você não quis. Agora você vai ficar e me ouvir, Antonella.
Sacudi a cabeça em negação.
— Não quero te ouvir...
Fechei os olhos sentindo o coração disparar feito um louco, e traguei baforadas profundas. Levantei as pálpebras e encontrei os seus olhos a centímetros dos meus, encarando e me aprisionando, todavia, a ira não pairava mais sobre eles, agora eles refletiam outras emoções e sentimentos. Mágoa, tristeza, apreensão, devoção... e amor.
Minha respiração engatou e eu meio que me desesperei.
— Não fuja de mim, neném — ele disse com a expressão tristonha quando tentei empurrá-lo, porém suas mãos seguraram meus braços, parando meus movimentos falhos.
— V-você está me machucando — choraminguei.
— Não mais do que você já fez e continua fazendo comigo, Antonella, sabe disso, mas não dá à mínima. Desde que nos conhecemos você não fez outra coisa se não destroçar o meu coração. Tem me dilacerado com sua frieza, com sua indiferença e com a porra das suas mentiras — Thor esbravejou, com a voz embargada, sua face molhada estava contorcida pela dor transbordando de seus olhos negros, agora vermelhos. Ele soltou meus braços, que caíram ao lado do meu corpo, mas não pude sair, pois ele espalmou as mãos cada uma de um lado da minha cabeça. — Você está me matando garota! Acha que isso é justo? Sendo que a única coisa que fiz desde que a vi pela primeira vez foi te amar como um louco, sem te pedir nada em troca. Porra Antonella! — Rosnou socando a parede. — Você ter beijado aquele cara, com ou sem o seu consentimento, não diminui em nada a dor infernal que eu senti em meu peito ao vê-la nos braços de outro. Então para garota! Para de partir o meu coração! Para de agir como uma adolescente inconsequente e me enxergue ao menos uma vez na vida. Um dia que seja, me enxergue como o seu homem!
Meu coração agarrou a garganta e não pude mais conter as lágrimas em meus olhos, que saltaram silenciosas e eu nem mesmo sabia o porquê disso. Eu apenas queria sair correndo daqui e o teria feito se meus pés não estivessem soldados ao chão e meus olhos presos aos dele.
— Thor...
Ele não me deu ouvidos.
— Porque você gostando ou não, eu sou seu, de corpo e alma. Você me tem na palma das suas mãos e pode fazer o que quiser comigo. — Ele fez uma pausa pousando a mão em meu rosto gentilmente, acariciando-o sem quebrar o contato visual. — Eu realmente estou apaixonado por você e mesmo que me parta em mil pedaços vê-la com outro, você sabe que eu vou te perdoar. Todas às vezes que você me esculachar e quebrar meu fodido coração, mesmo assim eu vou estar aqui para você. Eu sempre estarei aqui para você, porque a dor que senti hoje ao vê-la com aquele merda não é nada comparada a dor que eu sinto só de cogitar a possibilidade de perdê-la... Não pedi isso e juro por Deus que não queria, mas merda... Eu quero você, quero tocar seu corpo, quero que grite aos quatro ventos que você é minha, porque de uma forma ou de outra, Antonella, você é minha! Nenhum homem vai tocá-la da forma que eu toco ou fazê-la sentir as coisas que eu faço. Melhor ou pior, você sabe que eu sou único — ele finalizou, encostando sua testa na minha.
— Não diga essas coisas para mim, Thor — sussurrei meio aflita, pois mesmo não havendo acusação em seu olhar, algo dentro de mim se partiu deixando-me desnorteada.
Seus olhos se abriram refletindo toda a mágoa que eu não queria ver.
Minha razão dizia-me para ir embora o mais rápido possível sem olhar para trás. Mas meu coração burro suplicava para que eu ficasse e o embalasse em meus braços.
— Eu digo quantas eu quiser. Eu te amo, neném. — Sua voz saiu entrecortada. O tom muito doce capaz de quebrar qualquer resistência dentro de mim. — Não me importo se você não sente o mesmo por mim e nunca vou obrigá-la a me amar de volta, porém tenho de ser sincero, eu adoraria que pudesse me devolver isso, mas se não pode, okay. O meu amor por você é suficiente para nós dois. Só não fuja de mim e me deixe amá-la.
Desviei o olhar para seus lábios vermelhos muito próximos dos meus. Convidando-me. Umedeci os meus próprios quando a vontade de beijá-lo bateu em mim com uma força imensurável.
Eu sabia que iria me arrepender por obedecer ao meu tolo coração e machucar Thor no processo, pois não o amava. Tinha carinho por ele, è vero. Talvez por causa da convivência diária e pelo tesão que compartilhávamos... Freei meus pensamentos com uma sacudida mental. Depois eu pensaria porque no momento a única coisa que queria era sentir a boca dele sobre a minha.
Espalmei as mãos em seu peito ao mesmo tempo em que me içava nas pontas dos pés. Em câmera lenta pousei a boca sobre a dele. Foi apenas um toque gentil, um leve pressionar de lábios, que eu não entendia como, mas provocou um pulso de choque.
Eu senti. Ele sentiu.
Era como se estivéssemos recebido ao mesmo tempo uma superdose de adrenalina e algo mais intenso, inexplicável. Abalou-me. Envolveu e apertou. Ateando fogo em minhas entranhas.
Em uma batida de coração, suas mãos envolvendo meu rosto puxaram para trás e seu olhar brilhando com uma mescla de emoções, sentimentos e lágrimas me acertaram a alma, hipnotizando-a nas profundidades dos seus olhos azeviches, antes de Thor me beijar.
Foi um beijo sofrido e cheio de sentimentos controversos.
Ele me consumiu, devorou, tirou e deu. Muitas emoções embaladas num simples ato, que enevoaram minha mente e devastou os meus sentidos. A língua dele cavou fundo em minha boca, balançando a sua maneira, espanando as minhas reservas para longe quando a entrelaçou na minha.
Eu me afoguei na sua intensidade, ainda assim não podia me afastar ou ajudar a mim mesma quando sua voracidade me atingiu e se transformou na minha própria.
Thor abrandou o beijo escovando outros pequenos sobre meus lábios.
— E-eu não sei como você consegue fazer isso comigo, mas eu não vou fugir — garanti ofegante abrindo os olhos quando disse a última parte.
Seu sorriso foi devastador e a incerteza de seu olhar suavizou.
— Talvez você me ame, só não descobriu isso ainda.
— A única coisa que sinto por você é desejo. Sinto muito.
— Já é alguma coisa. — A voz, os olhos, refletiam serenidade e uma sugestão de diversão. Contudo, eu sentia não ser assim e não podia fazer nada a respeito. — Me perdoe por eu agir feito um tolo apaixonado e te ofender. Eu perdi o controle quando a vi... O ciúme me cegou. Sei que isso não é desculpa para te ofender, foi errado da minha parte, me perdoe... Não sei como faz e o que faz, mas me deixa maluco. Não sou um homem que perde o controle fácil e, cacete, Deus sabe que eu não faço, no entanto, quando se trata de você meu controle se dissolve e eu sempre acabo trocando os pés pelas mãos, mas eu juro baby, juro que vou tentar melhorar.
Ele tinha que parar de me dizer essas coisas, esses olhos pidões e essa voz doce rachavam minhas paredes de defesa. Enriqueciam meu peito. Isso não podia ser bom. Não era.
— Diga que me perdoa Antonella. Por favor, neném.
Em resposta eu o beijei, novamente. Ele respondeu, conquistando minha boca com uma perícia sensual, a língua roçando contra a minha com carícias ascendentes, antes de entrelaçar na minha. Era como se fôssemos dois fios desencapados, chocando-se e criando reações poderosas. Estiquei o braço e agarrei sua nuca. Thor deu uma dentada no meu lábio inferior, e então, ele sugou forte.
Borboletas revoaram em meu estômago e um gemido fraco me escapou.
Um de seus braços rodeou a minha cintura me apertando contra seu corpo quando ele continuou me beijando. Sua força, seu magnetismo e sua posse estavam interiorizados em mim.
Thor alimentou meu estômago com necessidade, despachando ondas de aquecimento luxurioso, que partiam do meu coração, envolviam minha barriga e penetravam minhas entranhas. Tesão começou a molhar minhas dobras e se reunir no fundo da minha calcinha.
— Você realmente é único — sussurrei num fiapo de voz, embriagada nas sensações de seu toque. Ele me encarou com os olhos ansiosos. — Eu quero você, Heithor.
— Antonella, Antonella... você ainda vai me matar — ele grunhiu segurando minha cabeça entre suas mãos, seus olhos penetraram os meus, incendiando-me por dentro.
Icei as mãos para os seus pulsos e mantive nossos olhos conectados.
— Me ame Thor... me faça sua.
— Eu sempre te amei Antonella, mesmo quando estávamos mais selvagens — ele confidenciou num tom de voz aveludado, sorrindo encantadoramente. — Nunca foi somente sexo entre nós. Fazemos amor selvagem. Fodemos com amor... sempre — acrescentou com uma piscada malvada.
Enrolei o lábio entre os dentes evitando que meu sorriso se estendesse.
Thor me pegou em seus braços e eu pousei a cabeça em seu peito enquanto ele me carregava através do apartamento até a sua suíte. Ele me colocou sobre os meus pés e recuou um passo largo para me fitar de cima abaixo, com um arrastado e admirado olhar, que me pôs nervosa.
Seu cálido sorriso enquanto ele me contemplava com demente fascínio fez maravilhas em meus hormônios. Calor enriquecido chiou na parte inferior do meu estômago e meu sangue cantou.
— Você gosta do que vê?
O olhar profundo laçou meu próprio desejo.
— Tanto que quero rasgar esse bonito vestido e te comer toda.
Suas mãos correram pelos meus flancos e, mesmo por cima do tecido, eu podia sentir o calor de suas palmas transpassando o tecido e penetrando minha carne. Seus lábios vieram para os meus e eu agarrei sua cabeleira então rasguei a boca para o seu pescoço cheiroso, mordendo e beijando.
Seu perfume era algo excitante, convidativo e viril. Deixou-me doida por mais dele enquanto sentia suas mãos investigarem a lateral do meu vestido, e quando ele achou o pequeno zíper, o desceu sem cerimônia. Então suas mãos subiram para as alças e eu baixei os braços, permitindo passá-las por meus ombros e mais abaixo, revelando meus seios nus. Thor não foi para eles de imediato e continuou me beijando, freando minhas mãos impacientes, que tentava obter o vestido fora. Ele grunhiu em advertência sobre minha boca quando tornamos a nos beijar e deu uma dentada no meu lábio inferior quando lutei com ele por isso. O ato me enviando tremores mornos e úmidos. Eu choraminguei baixinho.
Sua boca se afastou e ele deu um passo atrás.
As mãos dele tornaram a me flanquear, e então, se encheram com meus seios, apertando-os de leve, os dedos ásperos jogaram com as pontas, fazendo-as enrijecerem sob seu toque.
Estava olhando para as suas mãos, deslumbrada pelo toque tenro delas, embora fossem corpulentas, grandes e fortes, como ele todo. Thor sempre me surpreendia pela forma genuína que me tocava quase como se tocasse ao mais fino veludo, ao invés. E ainda assim seguia sendo firme, a medida exata. E ele parecia ter sensores nas pontas dos dedos, que sempre encontravam os interruptores de prazer em meu corpo e os ativava conforme a sua vontade.
— Seus peitos são preciosos, neném. Eu amo a maneira como eles me respondem, como se soubessem exatamente quem os está tocando e eles precisassem reagir. Eles me deixam com fome. Eu quero gozar neles... Eles muito sensíveis a mim, não é assim?
Minha resposta se converteu num gemido ofego quando sua boca desceu cercando meus mamilos. A ponta de sua língua contornando em volta, enrugando o casulo, antes de sugá-lo dentro da boca, e então, ele se moveu para o outro com a mesma atenção requintada.
— Oh, merda — gemi quando ele mordiscou o bico.
Curvei as costas. Por um momento apenas senti sua boca se amamentar dos meus seios, saltando de um para outro, com sucções e lambidas fortes. Era tão gostoso sentir os lábios e a língua dele lá. A umidade morna, os sons estalados e molhados que ele fazia ao chupar. Ele era delicioso.
Meus dedos se agitaram nos botões de sua camisa, queria tocar sua pele, sentir os gominhos duros de seu abdômen forte nas pontas de meus dedos, mas minhas mãos tremiam tanto que não consegui sequer abrir o primeiro botão. Impaciente, eu agarrei as lapelas e puxei com brusquidão criando uma chuva de botões caindo no chão enquanto Thor me ajudava a livrar da sua camisa.
Ele deu uma risada dura entre os dentes. Suas mãos se moveram em mim empurrando o vestido para baixo até que este caiu em meus pés. Thor me levou para a cama e a maciez dos lençóis deu boas-vindas as minhas costas. Ele ficou de quatro em cima de mim, suas pernas entre as minhas, os braços esticados ao lado da minha cabeça então voltou a me beijar apaixonadamente. Sua língua, quente, e selvagem, encontrou a minha em um choque. Sugou-a profundamente, embebedando-me. Minhas mãos flanquearam seu corpo deslizando para frente. Meus dedos trabalharam as cegas no botão e zíper da calça social, e uma vez que os abri, enfiei uma mão dentro da boxer empurrando-a para baixo simultaneamente enquanto puxava seu pau para fora a meio mastro, crescendo...
Eu o masturbei brevemente.
Thor se moveu em sincronia comigo quando deslizei abaixo dobrando meu tronco para frente e ele moveu uma das pernas, colocando um joelho do lado de fora da minha cintura e impulsionou para cima até que meus lábios se fecharam na cabeça larga de seu pênis. Eu chupei duro, com um molhado e sensual estalido, e seu quadril tencionou.
— Puta que pariu! — ele gemeu. — Isso, neném. Chupe fundo. Mostre-me o quanto você quer tê-lo dentro de você. Deus, porra! Sua boca é perfeita, baby.
Ele manteve minha cabeça com uma das mãos embrulhadas em meu cabelo enquanto balançava os quadris, seu pau entrando e saindo da minha boca. Eu o mamei com fome. Minha língua sacudindo em seu eixo, jogando com a cabeça quando eu sugava. Apenas minha boca brincava com ele, babando ao seu redor. Minhas mãos estavam em suas coxas. Seu pau inchando mais quente e duro. O sabor levemente salgado do pré-sêmen acentuando em minha língua e em minha libido.
Thor retrocedeu ao mesmo tempo em que empurrava minha cabeça para trás, seu pau escorregando para fora dos meus lábios, mas não sem antes eu dedicar uma forte e estalada chupada na cabecinha.
Ele amaldiçoou. Eu sorri.
Ainda segurando um chumaço do meu cabelo no punho enquanto a outra estava apoiada contra a cabeceira da cama, ele forçou minha cabeça para trás e acertou minha boca com a dele num beijo duro e molhado, que insuflou o desejo dentro de mim, chamuscando meus nervos, infectando minhas veias.
Minhas mãos mal tiveram tempo para se esbaldar em seu traseiro firme quando as infiltrei sob a calça dele, Thor puxou para baixo, movendo para estar novamente entre as minhas pernas ao mesmo tempo em que seus lábios rasgaram para baixo, conquistando meus seios com avidez.
Dentes, língua e lábios trabalhando para me enlouquecer.
Eu choraminguei entre gemidos e ofegos difíceis, quase pulando para fora da minha pele quando senti sua mão sondar sob minha calcinha de seda. Os dedos escorregaram pela minha fenda, molhando-se com meus fluídos levando-os para o meu clitóris. Ele massageou breve com movimentos circulares então desceu enfiando dois dedos em meu canal. Meu quadril tencionou e ondulou. Um gemido rasgado abandonou meus lábios e eu me agarrei a Thor, mantendo minhas mãos fortemente em seu cabelo, sujeitando sua boca sobre meu mamilo enquanto seus dedos seguiam batendo dentro de mim, a palma esfregando em cima do meu ponto de prazer mais e mais forte. Mais e mais rápido. Rude.
Meu prazer floreou, crescendo numa onda cheia, levando-me para cima...
— Não!
Desesperei-me quando sua boca e dedos me abandonaram para então me fazer soltar um gritinho abafado ao ter minha calcinha rasgada para fora do meu corpo. Thor agarrou a parte de dentro dos meus joelhos e empurrou para frente, obrigando-me completamente aberta para seu olhar selvagem.
Eu ainda estava com as sandálias e ele parecia não ter intenção de tirá-las.
— Deus, neném, você parece tão boa toda brilhante e babando aqui embaixo, que eu não sei com o que eu vou te comer primeiro. Minha boca ou meu pau? Hum... Difícil decidir.
— Use a boca — incentivei num sopro cheio de expectativa.
Seu olhar laçou o meu, queimando.
— Gosta da minha boca na sua buceta, neném?
— Sì. Mi piace molto.
— Eu também adoro meter a língua nessa buceta gulosa. Poderia gozar apenas por chupá-la, baby. Foda-se! Eu poderia te chupar o dia todo, eu quero isso todo o tempo. — Ele se curvou abaixando a cabeça, a respiração quente sobre minhas dobras. — Ela cheira tão fodidamente bem. Pecado puro. É deliciosa. Gostosa pra caralho.
Thor abocanhou minha buceta sem misericórdia, a língua morna e áspera rodando por todos os lados, sorvendo meu tesão e, simultaneamente, me deixando mais excitada.
— Merda! Oh, merda!
Eu cantei fora do meu eixo, com meu corpo todo apertado.
Minha respiração saía rápida e entrecortada por meus lábios partidos.
A boca de Thor me devastou lambendo-me com uma fome doente tantas e tantas vezes. As sensações eram intensas demais, fazendo minha cabeça balançar para os lados. Obrigando a me encolher, querendo fugir e ao mesmo tempo ficar, ter mais dele. Muito, ainda assim insuficiente.
A emoção do prazer inflou no fundo da minha barriga e se elevou para a borda.
Quase lá...
Ele meteu dentro dois dedos e os moveu sem cuidado enquanto seguia jogando com meu clitóris entre lambidas e sucções rudes. Coloquei as mãos em seu cabelo e puxei um punhado entre os dedos, forçando-o sua boca e dedos mais firmes e duros contra mim quando plantei os saltos no colchão para me impulsionar contra sua boca. Rebolando. Movendo.
Minhas coxas tremeram, minha pele pontilhando, o quadril retesando...
— Dio, Thor! Assim... Me chupe assim, gostoso... Me foda... Io... io...
Thor chupou mais duro levando-me em uma tempestade de êxtase, deixando-me sem fôlego, gemendo o seu nome quando o orgasmo me engoliu. Eu não podia pensar. Meu cérebro latejava e minha visão estava embaçada; apenas pude sentir enquanto me desfazia em seus lábios.
Virtualmente, percebi ele se mover com rapidez para fora da cama, e então, voltar completamente nu se colocando entre as minhas pernas, as mãos ásperas e firmes quando puxou uma perna minha para cima.
Eu puxei o ar a baforadas erráticas enquanto lutava contra ele quando ele manteve segura uma das minhas pernas em seu ombro e, em seguida, posicionou a ponta do seu pênis na minha entrada.
— Espera... M-me dê só d-dois minutinhos.
— Sinto muito neném, mas não posso esperar esses dois minutos — ele disse, e então, me empalou por completo até o fundo, onde minha alma estava entorpecida pelo prazer.
Thor xingou blasfemando. Eu gritei.
Minhas pálpebras se trancaram e minha cabeça curvou para trás, com as costas arqueadas e os dedos presos no lençol enquanto a sensação da fricção me rasgava. Dor e prazer num só pacote.
Podia sentir meus músculos internos trabalhando para se abrirem para ele e se acostumarem com a sua espessura, mas eu sabia da verdade. Eu nunca me acostumaria. A sensação picante sempre estaria lá, revolvendo dentro e fora numa pilha de loucura bem-vinda.
Thor retraiu o quadril arrastando quase tudo fora e voltou mergulhando dentro até as bolas. Fez de novo e de novo até estabelecer um ritmo regular e lento, que me colocou para fora da pele.
O prazer que ele me proporcionava era muito intenso, tão insano, que podia sentir tudo e nada ao mesmo tempo. Soltei o lençol e alcancei meus seios, acariciando-os sem cuidado, puxando as pontas duras e me deliciando com os disparos de prazer que sentia a partir daqueles pontos.
— Olhos em mim, amor — grunhiu duro. — Mantenha seus olhos sempre em mim.
Bati as pestanas abertas e quando encontrei seu olhar fixado em mim, assistindo minhas mãos, com os lábios entre abertos, a fome selvagem deformando seu bonito rosto, eu sorri.
— Thor...
— O que você está sentindo, neném?
— Você.
— Como está me sentindo?
— Duro... Mmmm... Muito duro... e grande...
— Você gosta, baby? Gosta de foder o meu pau?
Ele bateu devagar até o fundo.
— Dio, sì, Thor! Dê-me mais!
Seu pomo de adão moveu e ele gemeu, um som rude reverberando dentro de mim, chacoalhando meus nervos enquanto ele começava a moer meu quadril, com golpes curtos e rápidos.
Thor veio sobre mim, levando minha perna junto, sua pélvis pressionando forçosa contra meu clitóris, estimulando minha cavalgada para o inferno, antes que a boca profana engolisse meu peito e começasse a sugar o mamilo. Um gemido rouco e alto irrompeu por minha garganta enquanto enrolava minha outra perna em torno dele. A posição permitindo-o entrar mais fundo, a cabeça cega tocando pontos sensíveis dentro de mim e os ativando a vida. Somando minhas sensações. Ele soltou meu peito para pegar minha boca num beijo prolongado.
Desamparada, o deixei me conduzir a sua maneira.
A louca química sexual, sua determinação tangível de me proporcionar prazer e me fazer feliz, cegou-me por uma fração de tempo, mas Thor estava aqui para me pegar.
Ele era tão bom. Uma bomba sexual prestes a me explodir em pedacinhos.
Com a testa colada na minha, os olhos negros dilatados sobre os meus e nossos fôlegos se misturando, ele rebolou seu pênis no processo de entrada, deixando meus olhos em órbitas.
Eu me perdi mais profundo na névoa densa crescendo em meu interior enquanto ele repetia o ato.
— Não tem jeito neném, você é deliciosamente apertada — ele resmungou no meu ouvido.
Estiquei as mãos e agarrei sua bunda enfiando as unhas nela enquanto o instigava a me dar mais. Ele deixou minha perna ir e eu a enrolei ao seu redor como a outra, trancando os tornozelos contra a parte baixa de suas costas. Neste momento Thor não era apenas um cara me comendo, ele fazia parte de mim. Seu hálito quente soprava sobre meus lábios, o peito úmido de suor roçando e esmagando meus seios a cada investida dura dele, mesmo nossos corações batiam juntos.
— Diz pra mim que você é minha, Ella — ele pediu quase desesperado, mordendo minha mandíbula e intensificando suas investidas.
— E-eu sou sua, Thor. Só sua.
— Quem é o seu homem, Ella?
Murmúrios de prazer ecoaram da minha garganta quando ele meteu mais duro.
— Quem te deixa insana de prazer, como você está agora? — ele rosnou de maneira sombria no meu ouvido e beliscou o lóbulo da minha orelha com os dentes. — Me diz, Ella.
— V-você — ofeguei.
— Eu quero ouvir meu nome, Antonella — vaiou autoritário, metendo tão, mas tão devagar, que eu sentia como se mil torturas caíssem sobre mim. — Diga-me!
— Você, Heithor! Você é m-meu homem. O único que me deixa assim... Maldi... Aaah! Por que você está me torturando? Só... Oh, Dio... Só me foda daquele jeito!
— Não gosta assim? — Ele riu duro. — É uma menina gulosa.
— Per favore, Thor, ti prego... faça mais rápido, merda — exigi precisando mais que o ritmo brando que ele fazia enquanto me remexia sob ele, frisando meu apelo. — Per favore...
Ele não desperdiçou tempo, preenchendo-me da forma que nós dois precisávamos. Rápido e profundo. Seus movimentos aumentaram conforme os meus choramingos de prazer cresciam. Eu podia sentir a necessidade, o demônio da luxúria rasgando por mim enquanto Thor metia enfurecido.
Sentia meu corpo suado e um calor absurdo percorrendo meus membros quando pequenos tremores começaram a me abalar e meus músculos repuxaram, flexionando e soltando.
Thor meteu mais e mais rápido, a fricção perfeita de sua pélvis sobre meu broto combinada ao entra-e-sai de seu pênis em meu canal desfez minha mente. Eu não podia ajudar a mim mesma quando o prazer estalou no fundo do meu ventre e se estilhaçou, criando uma reação em cadeia.
A sensação avassaladora me engolfou e pontilhou minha pele enquanto eu prendia as pernas em torno do corpo masculino com todas as minhas forças e meus músculos faziam o mesmo com seu pênis. Thor xingou e meteu mais duro, laçando seu próprio clímax. Ele veio selvagem, os lábios abertos e os olhos fechados, a cabeça jogada para trás e os músculos apertados enquanto jorros quentes me banhavam. Ainda assim, ele não se deteve e seguiu batendo dentro de mim, alagando meu centro com seu sêmen, até que senti isso escorrer pela borda.
Eu gemi baixinho. Ele era tão bonito e a sensação muito boa.
Sua cabeça caiu e os lábios buscaram os meus, beijando-me devagar, muito suave e carinhoso, com reverenciado primor. Minhas unhas percorreram suas costas enquanto eu o beijava de volta.
Era maravilhoso senti-lo em meu interior, seu peso sobre mim. Nossas bocas juntas.
Quando ele abrandou o beijo, ainda arfando, seus lábios sorriram para mim e eu não pude deter o meu próprio enquanto meus lábios curvavam num deslumbrado sorriso pateta.
— Linda — ele sussurrou roçando a boca na minha. — Eu amo você, Antonella.
Eu não disse nada e continuei olhando para ele enquanto me sentia corar, encabulada pela forma que ele me fitava. Admiração. Seus olhos me reverenciavam com sentimentos.
Sua cabeça se enterrou na curva do meu pescoço quando ele entendeu que eu não o deixaria sair, sua respiração puxou fundo, inalando meu cheiro enquanto meus dedos deslizavam em suas costas.
Eu não podia entender a necessidade e, tampouco, busquei compreendê-la. Apenas o queria desta forma, sentindo-o dentro e fora de mim. Seu peso e seu calor muito certo.
— Eu ainda tenho fome — eu disse após alguns minutos. Thor me olhou em confusão. — Fome de você — acrescentei num fôlego, sentindo minhas bochechas pegarem fogo de vez.
Ele sorriu, uma lenta e intensamente erótica curva de seus lábios, que me fez lutar para respirar, um momento antes de sermos regidos pela sensualidade que partilhávamos.
Não falamos mais nada, nem precisávamos, nossos corpos eram excelentes condutores.
Na manhã seguinte despertei sentindo a falta de Thor na cama. Ancorei-me em um braço flexionado e levantei o tronco parcialmente, esfregando os olhos com a outra mão.
— Thor?
Sua figura apareceu na porta do banheiro, completamente vestido, e veio até mim.
— Ainda é cedo amor, volte a dormir — ele disse, acariciando meu rosto. — Eu preciso sair para resolver algumas coisas de trabalho, mas volto antes do meio dia para almoçarmos juntos. Esteja à vontade e não hesite em me chamar no celular se precisar de qualquer coisa. Ou a Ben, certo?
Sorri fracamente. Estava zonza de sono. Fechei os olhos ao mesmo tempo em que deixava minha cabeça cair de volta no travesseiro e às cegas puxei o dele para junto do meu corpo.
— Só mais uma coisa...
— Che? — indaguei sem abrir os olhos.
Senti seus lábios roçarem nos meus.
— Eu te amo.
Horas depois quando acordei novamente, Thor ainda não tinha voltado. Eu aproveitei para tomar banho e cuidar das minhas necessidades, antes de ir à cozinha atrás de algo para comer então segui para a sala e me amontoei no sofá, com uma caneca fumegante de café.
Beberiquei um pouco do líquido quente enquanto meus pensamentos voavam.
Mamma mia!
Thor. Me. Amava.
Isso sim que era uma grande surpresa e eu não podia deixar de me sentir feliz com esse fato novo. Thor era um homem lindo e fazia sexo, ou, como ele mesmo disse na outra noite, fodia com amor como nenhum outro... Olhei para mesa de centro e vi o colar e os brincos, que ele havia me dado. O que me fez lembrar Brian. No entanto, o barulho estridente do meu celular cortou a linha do meu pensamento. Peguei-o de dentro da minha bolsa, olhei no visor para ver quem era.
Número restrito.
Enruguei o cenho e atendi.
— Alô... O que diabos você quer?