Dangerous

Daya Engler · Capítulo 19 de 45

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Dangerous

Capítulo 19

 

 

Algo quente e úmido resvalava sobre minha pele, sacudindo meus pelos em pé e uma sensação cheia em minha barriga. Um calor aconchegante me envolvia. Meu sexo empapado e dolorido.

Suspirei com preguiça.

Sob minhas pálpebras sonolentas eu monitorei aquele safado do Castellammare completamente nu sobre meu corpo, lambendo e beijando-me de cabo a rabo. Isso trouxe de volta todas as sensações angustiantes que tinham me atormentado desde que acordei pela manhã.

Na secura, sentindo-me raivosa e altamente aquecida, eu tinha cochilado, com ganas de ter a bolas dele para o jantar. E, deixei-me dizer isso, não era de uma boa maneira.

Meu olhar contraiu, voltando para ele.

Um espasmo agitou meu ventre enquanto a boca profana esquadrilhava minha barriga, puxando de leve meu piercing por entre os lábios, enfiando a língua em meu umbigo.

— Per carità, Thor! Eu juro que vou ter um ataque cardíaco, se você me torturar outra vez. Está me matando aqui, merda. Por favor, por favor, não me atormente mais.

Sua boca subiu até meu rosto. Ele se apoiou, as mãos dispostas ao lado da minha cabeça e desceu a sua para me olhar nos olhos. A respiração dele estava pesada, os olhos brilhando. Ele me observava com uma promessa rondando nas profundidades tempestuosas de seu olhar.

— Eu quero você, neném — murmurou com a voz rouca e luxuriosa.

Molhei-me toda.

— E o que você está esperando, caralho?

— Que você implore.

Che? Eu já não tinha implorado demais, não?

Meu olhar vibrou perigoso sobre ele, de uma maneira que eu nunca senti antes.

— Senti, seu tirano dos infernos, ou você me come de uma vez ou eu te mato! Juro que mato!

Thor fez um som rude, como se esse fosse o gatilho que faltava. Eu quase desfaleci de alívio para no outro momento gemer de prazer quando ele plantou a boca na minha. Sem interlúdios, minha língua raspou na sua, enrolando-se contra, os lábios torcendo, estalando sons sensuais.

Sensações viajaram através da minha barriga e me engolfaram.

Eu me esqueci da raiva que estava sentindo dele, esqueci da dor nos meus pulsos, esqueci até o meu nome. Eu apenas estava lá com ele, flutuando junto na comoção que ele desencadeou em mim.

Thor inclinou a cabeça para um melhor ângulo e me engoliu enquanto suas pernas se enfiavam no meio das minhas, empurrando-as abertas para repousar seu quadril no meu. Eu vibrei de alegria.

Ele puxou para cima, tanto ou mais ofegante do que eu.

— Thor está me matando. Dói.

— A espera é dolorosa, não é, neném?

— Sì — sussurrei, com apreensão.

Thor ergueu o tronco. Seu olhar deslizou acompanhando o movimento de suas mãos sobre meu corpo, quase como estivesse memorizando minhas curvas e a textura da minha pele.

— Suave e feminina. Fodidamente perfeita. Minha. Toda minha!

— Thor — chamei impaciente.

— Pensou em mim nestes últimos dias?

— Todos os dias.

A sobrancelha negra disparou quando ele me olhou com profuso orgulho.

— Só os dias?

— As noites também.

Que porra?

— Sentiu minha falta?

Não faça...

— Dio, sì, Thor.

— Queria isso aqui? Tocou-se pensando em mim? Usou seus brinquedinhos?

— Sim, sim, sim!

Ele voltou a se dobrar sobre mim, seu perfume me rodeando.

— Você não vai me desafiar novamente, entende?

— Sì, Thor.

— Vai me respeitar como o seu homem, Antonella. Ninguém além de mim vai te tocar mais. De nenhuma fodida maneira. É minha!

— Sim, sim, Thor.

Seu nariz se enfiou na curva do meu pescoço, a ponta roçando sobre.

— Eu gosto de você, Ella. Realmente, faço. Mas se fizer qualquer merda como àquela, isso entre nós está acabando, está entendido?

— Dio, Thor, eu já entendi, cazzo — resmunguei aflita. — Agora faça seu pior.

Ele riu baixinho, movendo as burcas azeviches para mim. Sua mão esticou entre nós ao mesmo tempo em que seu quadril subiu. As coxas empurrando as minhas para cima, mais amplas, os pelos da suas pernas raspando contra as minhas no processo, dando-me minis porções de sensações.

Chamas lamberam abaixo da minha pele, sensibilizando minha carne, lembrando-me de quão bom era senti-lo dentro de mim, assaltando meu núcleo com seus golpes poderosos de prazer.

Eu queria mover, impulsionando para frente para fazê-lo entrar, mas havia algo na atmosfera em torno de nós me segurando. Esperando ansiosa pela aposta dele.

Thor roçou os lábios nos meus.

— Como eu senti a sua falta neném. Falta do seu gosto, — ele me beijou com abandonada paixão, logo moveu a cabeça para o lado para o meu pescoço, cheirando profundo. — Do seu cheiro bom... de estar dentro de você, — seu eixo me invadiu devagar, polegada por polegada, estirando-me devagar, fazendo o caminho até o fundo. Thor gemeu. Eu resfoleguei e revirei os olhos na pressão dolorosa. Um raio de dor prazenteira partiu daquele ponto e me atravessou. Era tão condenadamente bom. — Porra, eu morria por isso, neném, por esse aperto quente me acolhendo de forma única. Muito gostosa. Fez-me falta todos esses fodidos dias.

Ele não prolongou a tortura começando a se mover devagar, seu comprimento grosso e longo acariciando minhas paredes sensíveis a cada lento deslizar agonizante.

Sua boca bebeu os meus gemidos, e eu os dele.

Thor olhou fixamente nos meus olhos. Eu pude ver toda a fome crua, o desejo e a necessidade que sentíamos um pelo outro refletido em nossos olhos.

— Enrole as pernas em volta de mim.

Eu obedeci trancando os tornozelos acima da sua bunda. Ele penetrou-me mais fundo indo até que senti suas bolas pressionarem firmes contra minha pele.

Eu gemi. Ele gemeu.

Thor retrocedeu e voltou em outra agonia, que teve meus sentidos alagados.

Suas estocadas eram lentas e torturantes, porém fortes, me fazendo girar os olhos pelo ígneo prazer que sentia em tê-lo me possuindo, novamente.

— Isso se sente tão bem... você dentro de mim... Merda, Heithor!

— Você gosta?

— Io adoro — ofeguei.

— Bom, porque eu amo a sensação da sua buceta me rodeando. Fodidamente gostosa.

Lábios rastrearam meu pescoço e mais abaixo indo para os meus seios. Afundei a cabeça no travesseiro fofo, arqueando as costas em grata oferenda. Ele tomou isso, lambendo e chupando com suavidade aprimorada. Eu me deleitei, vibrando em torno dele.

— Cristo, — ele gemeu, puxando para trás e escorregando para dentro de novo. — Sua vagina está sempre tão gulosa, neném. Eu só quero meter dentro e nunca sair. Você é muito boa, baby.

— Ti prego, Thor — gemi, sentindo minha necessidade de mais crescer.

Sob ele, meu quadril tentou se mover.

— Não vamos ter pressa, Ella, — disse rouco ao pé da minha orelha e mordiscou a pele. Eu estremeci. — Estou morrendo por essa buceta há muitos dias para terminar isso rápido.

Ele se retirou, deixando só a cabecinha e voltou rebolando enquanto sua mão apertava minha coxa, puxando-a para cima, os dedos marcando a minha pele. Projetei meu quadril para frente para que ele entrasse mais fundo. Seu pau pulsou dentro de mim e em resposta minhas paredes trancaram a sua volta com força. Tão apertado, que doeu. Eu estava muito cheia dele.

— Puta que pariu, Ella!

— Oh, merda. Mais Thor, mais forte — choraminguei.

Ele aumentou o ritmo gradativamente me levando a beira da loucura. Suas estocadas calculadas num ritmo rápido, não naquele que eu estava acostumada, mas que também me deixava insana. A ponta do seu pênis tocava o lugar exato, criando respostas em mim que me faziam berrar.

— Sua buceta está morrendo de fome. Muito quente e macia. — Ele enfiou até o fundo, causando-me um espasmo de dor/prazer, voltou e repetiu o ato. — Eu sonhei com sua buceta todos os dias... metendo gostoso assim...Sabe quantas vezes acordei gozado? Muitas, neném.

— Sim, Thor! Por favor... Agora você pode me encher... Oh, foda! Faça mais rápido!

— Isso, neném, mantenha apertando meu pau desse jeito — ele rosnou, a voz engrossando, deformada pelo prazer. — Foda-se! Essa buceta vai me secar.

— T-thor — eu solucei.

— Você não teve o suficiente? — ele pediu, procurando os meus olhos.

— Não, per favore.

— Foda-se!

Eu soube. Eu tinha ganho.

— Não quero sua piedade, gostoso.

Precisava dele duro nisso, precisava da nossa loucura.

— Tudo bem, safada. Não vai ter.

Ele se alavancou para cima ficando de joelhos, com minhas pernas ainda em volta dele e, em seguida, escorregou as mãos logo abaixo em minha bunda e ergueu num ângulo que o permitiu ir mais fundo. Chocante. Abrasador. Ele me encheu completamente e me fez tomar mais.

Eu curvei as costas, como um gato ao contrário, chorando enquanto ele martelava dentro de mim com apunhaladas fortes e profundas, marcando minha alma.

Ele me recheava de uma forma deliciosa.

A visão de Thor, do seu peito úmido se contraindo, a espiral dura de músculos de seus braços, sua força expressada em cada pedacinho dele. Os lábios partidos, sua expressão de fome selvagem enquanto ele impulsionava dentro de mim era boa o suficiente para me despedaçar.

— Ah, seu tesudo... delícia de homem. Dio, Thor, você é muito gostoso — gemi. As palavras possessivas vindo não sei de onde, escapulindo sem que eu pudesse deter. — Meu homem! Só meu!

Seus dedos me agarraram com mais força e ele empurrou dentro num impulso firme.

Thor se dobrou, mantendo-me segura com uma das mãos.

— Sempre seu, neném. — Meu coração bateu mais forte com sua declaração. Eu meio que gostava dessa posse. Ele me beijou duro e sobre meus lábios ele sussurrou. — Nestes dias eu não fiz outra coisa, se não pensar em você. No seu corpo contra o meu, nos seus gemidos sexies, todos esses sons bonitos que faz quando estamos juntos, quando diz que é minha. — Ele me invadiu com maior força, como se o pensamento o enlouquecesse. — Só minha! Diz para mim, Ella.

Thor diminuiu o ritmo. Eu xinguei frustrada.

— Diz para mim, Antonella. Deixe-me ouvir as palavras — pediu num rosnado.

— Sou sua, Thor! Só sua! Agora mantenha me fodendo daquele jeito — implorei, minha voz estava quebrando, meus nervos ricocheteando enquanto eu ambicionava mais.

Eu o queria tão dentro que me doía.

Murmúrios de prazer embalavam meus lábios, se estilhaçando no ar.

Ele voltou, segurando firme o meu quadril, de maneira que minhas costas não tocavam o colchão, e então, ele martelou dentro-e-fora sem parar num frenesi alucinante.

Eu podia sentir meu orgasmo se construindo, crescendo numa massa volumosa, mas eu não podia alcançá-lo. Isso me causou um frisson pelo corpo. Meus pés desceram para o colchão, e eu os plantei lá buscando apoio para mover o quadril em círculos quebrados e irregulares.

— Assim meu puto... bem forte. Sim! Faça assim!

— Porra vadia! Rebola gostoso para mim. Deliciosa!

Cada impulso agitou-me da ponta do pé até a raiz dos cabelos. A mordida da algema estava apertada em meus pulsos. Virtualmente, eu sentia a dor e a dormência, mas não dava à mínima.

Thor veio sobre mim, novamente, a dureza de seu peito amassando meus seios enquanto sua boca me tomava num beijo selvagem. Suas coxas empurraram as minhas para cima, e eu o rodeei, novamente. A posição me deixando muito aberta para ele, disposta para seu martelar fundo.

Eu estava lisa, escorregadia contra ele, empapada.

Aquele ponto, onde nossos sexos se encontravam sentia-se como fogo puro. A sensação me voltando mais molhada, permitindo-o deslizar com maior facilidade.

Thor diminuiu o ritmo, a pressão sobre meu ponto sensível. Eu blasfemei.

Ele riu duro, em seguida, sugou minha orelha e os dentes beliscaram.

Em alguma parte da minha mente eu ouvi um clique.

Um segundo mais tarde, senti as mãos de Thor em meus pulsos, massageando. E, logo após, com cuidado velado ele as estava trazendo sobre ele.

— Quero suas mãos apertando e arranhando o meu corpo enquanto eu te como duro e a faço vir na cabeça do meu pau — anunciou numa voz dura, deformada pela necessidade.

Soltei um gemido de puro êxtase, envolvendo os braços em torno de seu pescoço. Eu me segurei nele. Estava embrulhada a sua volta, me apertando à medida que ele meteu mais e mais duro. Mais e mais fundo. Tatuando minhas profundidades, estremecendo-me em cada afundada.

Estávamos indo para uma incursão infernal de prazer.

— Quem é o seu homem, Antonella? — ele exigiu no meu ouvido, o tom barítono mais grosso, reverberando em meu interior, chacoalhando-me para fora da névoa sonhadora.

— O quê?

— Quem é o seu homem?

— V-você, — respondi completamente desnorteada.

— Eu quero ouvir o meu nome, my bitch! Diz. Quem está te comendo gostoso? — A cada pergunta ele me estocava com mais força, me levando a beira da loucura com o tom mandão que ele usava. — Quem é o seu dono?

— Você, Thor! Dio, só você!

— Minha!

— Sim, sim, sim! Agora me coma mais duro — eu arquejei, torcendo-me contra ele enquanto minhas unhas cravavam em seus ombros. — Faça mais forte. Me faça gozar no seu pau.

Ele fez. Mais e mais.

Sua pélvis pressionando firme, massageando meu clitóris a cada investida.

Os sons das nossas carnes se chocando encheu o ar. A cabeceira rangeu enquanto Thor me pregava à cama. Nossas peles estavam escorregadias. O calor incendiando, fazendo minha respiração quebrada vir em jorros irregulares. Meu coração entrou numa corrida selvagem desenfreada.

Tudo era muito erótico, somando minhas sensações deleitosas, regando minha mente.

Numa questão de minutos eu estava chorando, o corpo tenso e trêmulo, as mãos agitadas nas costas e ombros dele. Minha cabeça se lançou para os lados, girando e girando.

Quando meu ápice começou, iniciou-se o de Thor.

O orgasmo nascia lá no fundo, enrodilhando minhas entranhas com amarras febris, torcendo isso firme até que me saqueou o fôlego dos pulmões e fez meu coração doer. Meus músculos internos ardiam, apertavam e soltavam, afagavam e massageavam…

Uma explosão de cores e emoções, que me tirou os ossos do corpo. Eu me perdi enquanto o prazer se tornou uma conflagração e pareceu alcançar minha alma. Sobre mim Thor veio furioso.

— Precisamos de um banho — disse ele momentos depois, escovando beijos suaves na curva do meu pescoço, orelha indo para o meu rosto e, enfim, roçando os lábios sobre os meus.

Minhas pernas estavam espalhadas contra o colchão enquanto ele seguia deitado entre elas, ainda enfiado até o fundo dentro do meu corpo. Isso era bom, pensei. Eu não queria me mover.

O relaxamento era muito gostoso para que eu movesse um músculo.

— Está comigo ou preciso me preocupar?

Movi o olhar para ele, minhas mãos em conchas em sua nuca.

— Você deveria ser proibido — suspirei, sentindo os lábios formigando pelo inchaço.

— Obrigado.

— Não foi um elogio.

A sobrancelha negra curvou com diversão.

— Não?

Maledetto.

— Foi, mas não é pra você se inflar.

Ele sorriu com satisfação e beijou a ponta do meu nariz.

— Se quer saber, você também deveria ser proibida. É uma tentação da qual eu não posso resistir por mais duro que tente.

Sorri com soberba.

— Eu sei.

Ele rolou os olhos e, em seguida, estava puxando para fora de mim. Eu exalei forte com a perda, me sentindo muito vazia de repente. Thor se levantou. Eu me estiquei toda na cama.

— Como estão seus pulsos? Eu os soltei um pouco mais enquanto dormia. Você nem se mexeu. Se não fosse por seus suspiros baixos, eu teria me preocupado.

Cerrei os olhos para ele emburrada, tomando consciência do incomodo agora que ele falava.

— Doloridos graças a você — acusei, com um beicinho.

— É mesmo?

Bufei reservando-me ao silêncio, sabendo onde isso daria, se eu desse chance a ele.

Ele me olhou fixamente, esperando.

— Estão dormentes, mas é apenas um incomodo leve.

Thor assentiu e me ofereceu a mão e me guiou para a porta do banheiro.

— Eu vou providenciar a comida enquanto você se banha. — Abri a boca para reclamar, mas ele já estava me dando um beijo e acrescentou. — Não demore.

Eu o assisti até que ele sumiu pela porta. Entrei no banheiro. Tão cedo estava debaixo da ducha e fiquei lá por longos minutos, apenas deixando a água fria cair sobre minha nuca e costas até que meus músculos começaram a se soltar. Estava meio tesa, mas era por causa da posição que tinha estado.

Massageei os pulsos um pouco avermelhados.

Então me lavei tomando meu tempo.

Minutos depois, estava fora de frente para a pia de mármore negro, com uma toalha enrolada no corpo e outra em meu cabelo. Minha mente dispersou enquanto eu escovava os dentes.

Thor tinha um jeito mandão que eu odiava. Va bene. Em algumas raras ocasiões eu até gostava. E, Dio, ele era muito, mas muito gostoso. Eu tinha amado sua vingança.

Maledetto. Era isso que ele deveria ter feito antes...

Sorri parecendo um cão raivoso com toda aquela espuma e enxaguei minha boca muito inchada.

Usei o pente dele em meus cabelos e, em seguida, transladei para o quarto logo para a sala.

Thor apareceu, vestindo um roupão negro e o cabelo úmido, parecendo muito sexy com alguns fios longos caídos para o lado. Ele levava uma bandeja nas mãos. O cheiro da comida flutuou até mim e minha boca encheu d'água. Eu não sabia se essa reação era apenas pela comida ou pela visão dele.

Ele tinha me comido com propriedade, era verdade. Mas a fome que eu sentia por esse homem era insaciável, principalmente, quando ele a despertava a vida. Eu ainda estava quente.

Respirei fundo negando meus pensamentos seguirem nessa direção enquanto o observava colocar a bandeja na mesinha de vidro de centro. Minha mente deu um estalo.

— Ei! O que eu vou vestir? Eu não posso ficar andando pelada, Heithor.

— E quem disse que você vai ficar andando? — Meu olhar cresceu em pratos. — Você não vai vestir nada. Quero acesso livre ao meu corpo então qualquer coisa além de sua pele está proibida.

— Como é?

— Eu te soltei, mas isso não quer dizer que está por sua conta. Deve-me, neném. E não faça essa cara como se eu fosse um louco... Bem, você realmente me deixa louco. Não nego. Mas eu sei que gosta disso tanto quanto eu. E não se preocupe, há apenas nós dois aqui.

— Você é muito abusado. Alguém já te disse isso?

— Uma garota safada e muito gostosa — piscou.

Tédio pintou minhas feições.

— Você me deixou presa por muito tempo. Que horas são?

— Foi menos do que você merecia, confie em mim — admoestou, e eu rolei os olhos. — É quase uma hora da tarde. Vê? Ainda está claro. — Meu queixo caiu. Eu tinha chutado que estávamos no fim do dia, nunca no meio dele. — Agora venha e coma o que eu te trouxe, porque o café da manhã você nem tocou direito. Quero-a bem alimentada.

Seu sorriso foi malícia pura e simples.

— Por que será que eu não comi, eh?

Ele encolheu os ombros com um ar inocente.

— Eu não faço à mínima ideia.

Joguei algumas almofadas no chão e me sentei sobre elas, ignorando a dorzinha em meu sexo.

— Eu não vou comer tudo isso — avisei, olhando para o prato com filé grelhado e molho, legumes cozidos, purê e um pouco de salada em outro. — Isso aqui dá e sobra para nós dois.

— Não precisa comer tudo, Ella. Apenas o suficiente para te saciar.

Espetei a metade de um tomate cereja.

— Você não vai comer?

Seu olhar azeviche se demorou em mim, antes de ele falar.

— Eu vou.

Mas ele não estava se movendo. Isso somente podia significar...

Engoli a porção na boca com um ruído.

Thor se moveu ao meu lado, sentando-se no sofá de maneira despreocupada. A televisão foi ligada, porém era em mim que seus olhos estavam. Sentia-os pungindo minha pele. Ignorei isso.

— Estive pensando... — murmurei após certo tempo.

— Sim?

Bebi um pouco do suco de laranja e o mirei antes de voltar o copo para a bandeja.

— Você gosta de ser um nômade.

— Por que pensa que sou um?

— Você tem esse seu trabalho de menino mau e raramente visita sua irmã e a tia, quero dizer, eu agora entendo sua distância. Porém, elas poderiam ir te visitar. Mas, então, isso nunca aconteceu, pelo menos não que eu soubesse. Quero dizer, desde que conheço Pietra, nós sempre estivemos juntas, exceto quando..., enfim, quando tinha minhas coisas para fazer.

Cortei um pedaço pequeno do filé e comi.

— Não sou um nômade. Um cosmopolita seria o correto.

Eu esperei e nada.

— Então?

— Eu tenho uma residência fixa em Tennessee, onde eu fico entre um trabalho e outro. Então não posso ser considerado um nômade — disse, sorrindo.

— E por que elas não vão te visitar?

— Porque eu não gosto de ficar parado.

Eu estava arrancando um dente dele?

Coloquei os talheres sobre o prato e girei o tronco.

— Va bene. E o que isso significa exatamente?

— Significa que eu quase nunca estou em casa devido ao meu trabalho. Nem sempre estou até mesmo nos Estados Unidos. Eu não tenho um calendário para estar em casa. Na maioria das vezes é Norah quem está. Assim é mais fácil eu ir até as meninas do que elas virem até mim...

Eu parei na informação.

Norah e ele moravam juntos?

Eu não sei da onde surgiu, mas uma raiva escura espreitou meu peito e puxou meus músculos. De repente, eu queria jogar aquela bandeja nele e depois dar com ela na sua cara de safado.

Inferno. Eles moravam juntos mesmo?

Que. Porra.

— Ella?

Sua voz preocupada me trouxe para o momento. Eu respirei devagar, camuflando meu aborrecimento e a vontade que eu tinha de estapear a cara dele.

— Então, você e Norah moram juntos?

— Vivemos no mesmo lugar, mas não moramos juntos como um casal — ele disse com cautela.

Oh, que grande diferença de merda!

Eles apenas dividiam a casa enquanto fodiam vez e outra.

Isso se parecia como?

— Eu te disse ontem que ela é meu manipulador. É mais fácil tê-la no meu lugar — ele estava acrescentando. E sabe o quê? Isso não me deixou menos raivosa, ao contrário.

— Sei, sei... — murmurei com simulado desdém, abanando a mão. — Você poderia ter levado a tia e Pietra para viverem no seu lugar. — Não a puttana.

— Não quero envolvê-las na minha merda mais que nossa ligação faz.

— Elas poderiam estar mais seguras com você.

— Confie em mim, elas estão mais seguras longe de mim. Ademais, elas têm uma vida normal e tranquila, um próprio ritmo, eu não poderia tirar isso delas. — E acrescentou explicativo. — Norah e eu não moramos debaixo do mesmo teto, apesar de vivermos no mesmo lugar. Ela está numa casa menor próxima a minha. Gosto de ter meu próprio espaço. Você entende isso?

— Uh-hum... Sobre Martha e Pietra, se acredita que seu afastamento as mantêm seguras, por que ainda está aqui? Não me leve a mal. Mas não tem muita lógica aí.

Seu olhar demorou-se sobre o meu, como se ele não esperasse por aquela pergunta e, tampouco, soubesse ele mesmo a resposta. Foi... inquietante. Ele não me respondeu, e eu não insisti.

Emprestei atenção em meu prato praticamente cheio ainda, não achando que aquela informação faria qualquer diferença em meu humor distorcido.

Por que eu me importo?

Eu não me importava, realmente. Tinha me afetado sim porque... Cazzo! Eu não sabia por quê.

Empurrei aquele chiado besta, contaminando meu espírito, para uma parte funda dentro de mim.

Ela que fosse a merda, com um punhado de chifres.

Sorri comigo mesma, espetando uma folha de alface e enfiei isso na boca.

Comi alguns pequenos bocados. Bebi suco. Mastigar e engolir. Era fácil, contudo, sentir os olhos de Thor em minha pele em algum momento começou a me perturbar.

Eu realmente tentei me concentrar no meu negócio e ignorá-lo.

Arrisquei uma olhada pelo canto dos olhos e pesquei um vislumbre tentador de uma tenda armada em seu quadril. Não era nada discreto, se quer saber. Engoli com dificuldade. Um comichão aquecido me embalou no fundo e de repente, e se espalhou de forma lenta e gradativa.

Puxei um fôlego e desviei o olhar para o prato, segurando-o lá.

Peguei o copo de suco e tomei um bom gole.

Não olhe.

Eu olhei sem pudor. Meus olhos cheios com a visão.

Ele estava lá me tentando a desejá-lo. Ele queria ser visto. Tocado.

Espetei mais uma folha verde sem graça e fiquei brincando com ela no prato, não podendo tirar meus olhos da tenda. Mordi e lambi os lábios. Minha boca seca, repentinamente.

Senti que uma onda quebra de onda de desejo ateou fogo meu ventre quando vi sua mão pousar lá, dando um aperto gentil.

Oh, sim... Ele está totalmente me seduzindo.

— Pare de me secar mulher e continue comendo — disse ele, debochado.

Homem do diabo. Ele estava se oferecendo para mim e ainda queria que eu ignorasse.

Exalei com força.

Na boa, minha fome de comida tinha ido para o ralo e outra subiu exigente. Depositei o garfo no prato e o guardanapo ao lado. Meu sorriso malicioso espalhou e eu dei a volta.

Escutei Thor amaldiçoar baixinho quando coloquei minhas mãos sobre a dele.

Não esperei que ele começasse com sua balelinha, levantando-me. Puxei a toalha fora e sentei-me escarranchada em cima dele. Suas mãos vieram para o meu quadril.

— Você está muito duro.

— Você não comeu quase nada, Ella — ele apontou num tom de advertência. Sorri de lado, mordendo o lábio e mexi os quadris contra sua ereção, olhando em seus olhos. As mãos dele me pararam. A mandíbula marcando. — Por favor, neném, você precisa comer um pouco mais.

Dobrei-me sobre ele, envolvendo seu rosto nas mãos e lhe beijei com fome. Os dedos em meu quadril apertaram firme. Ele respondeu, enfiando a língua no fundo da minha boca.

Calor selvagem umedeceu meu sexo. Puxou e flexionou. Eu gemi baixinho.

Levei a boca para o lado, beijando seu rosto lisinho até a orelha.

— Eu não quero comer, Thor, eu quero ser comida.

Seu rosnado me fez sorrir e seu próximo assalto me fez chorar de prazer.