Dangerous

Daya Engler · Capítulo 18 de 45

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Dangerous

Capítulo 18

 

Algo está errado, as palavras estalaram em minha mente quando, ainda desnorteada pelo sono, eu tentei mover as mãos para tatear a cama e falhei miseravelmente. Meus olhos bateram abertos, alarmados. Virei o rosto e joguei o olhar acima da cabeça, em seguida. Engoli duro.

Correntes. Algema. Presa.

Contive minha respiração, meus olhos muito grandes, quase saltando da cara. Por uma fração eu congelei então exalei num fôlego só enquanto meu coração iniciava uma corrida maluca.

Eu estava... ALGEMADA!

OH, puta merda!

Isso não é real, cantarolei o mantra em minha mente. Contudo, um puxar forte dos meus braços não fez o sonho desvanecer e meus pulsos doeram pela mordida da algema, ao invés.

Respirei fundo e fechei os olhos. Eu não iria pirar. Mas ao abri-los novamente percebi a falta da camisa. E merda, eu lembrava-me de ter dormido com ela.

Thor não havia me tocado na noite passada, de maneira sexual. Tínhamos jantado e conversado amenidades, logo estivemos empoleirados na frente da televisão e, embora o desejo permutasse entre nós e ele estivesse com suas mãos sobre mim a todo o momento, ficamos apenas nisso.

Trocamos beijos, carinhos, porém nada além.

Tinha estranhado, porque cara, eu não podia negar, esperava que nós fodêssemos como coelhos, no entanto, Thor segurou as rédeas. No fim, dormimos em sua cama e vestidos.

Então como?

Minha resposta veio no seguinte segundo quando pesquei o vislumbre de Heithor entrando no quarto, de forma displicente e muito relaxada. Meu olhar viajou por ele. Pés descalços, o V sexy de seus oblíquos se perdendo sob o cós de seus jeans rasgados, que se penduravam em seu quadril com perfeição, o peito nu. Ele era bom para parar o coração. O meu estava no caminho.

Eu traguei duro e foquei seu rosto. A expressão insondável.

— Bom dia my little bitch. Estava pensando quando iria acordar para ver a surpresinha que preparei especialmente para você — disse ele, com uma sugestão de zombaria em seu tom.

Choque pintou minha cara quando a compreensão caiu.

— Que merda é essa, Thor? Me solta agora!

Ele piscou, surpresa dissimulada estampando sua expressão bonita.

— Nem começamos e você já está pedindo arrego? — Sua cabeça se lançou para os lados em desaprovação. — Tsc, tsc, tsc... Que decepção, neném.

— O que pretende com isso?

Os cantos de seus lábios se levantaram, num sorriso cheio de dentes. Predatório, carregado de intenções escuras. Tão perverso, que um chiado de desejo se enroscou em meu ventre... e mais abaixo.

Thor veio para mim feito um felino espreitando sua presa, sentou-se na beirada da cama e, em seguida, esticou as mãos para o lençol cobrindo meus seios.

Seu olhar quente não se desprendeu do meu, e quando ele falou, sua voz foi escura e sexy.

— Ah, neném, eu pretendo fazer muitas coisas más com você.

Ele puxou o lençol para baixo, expondo meus seios, os mamilos levemente enrijecidos despontaram carentes. Ele se inclinou para baixo e deu um beijo em meu pescoço. Eu estremeci e, em seguida, relaxei um pouco, permitindo-me apreciar a sensação de seus lábios e o assopro morno de sua respiração em minha pele. Eu confesso, por dentro eu estava dando pulos de felicidade por ter meu carrasco de volta, porém eu não demonstraria isso... por enquanto.

Por hora eu entraria no jogo dele.

Eu só rezava para que meu corpo sem vergonha não me traísse tão facilmente. Sabia que essa seria uma tarefa muito difícil — me fingir de brava — quando eu já estava acesa em expectativa só de imaginar o que ele faria. E, deixe-me dizer, as possibilidades eram profusamente animadoras.

Sua boca deslizou sobre a minha orelha.

— Sabe que foi uma menina muito, muito safada, não sabe? Deixou-me puto tantas vezes, flertando com meu amigo quando te avisei para não fazer isso. Mostrando para quem quisesse ver meu corpo naqueles pedacinhos de pano de merda que você chama de biquíni, que foi um milagre eu não ter enlouquecido. Sabe que terá de ser castigada por isso também, verdade?

Eu respirei fundo e dei meu melhor show.

— Thor, não vai dar certo... Eu não posso ficar presa. Tenho pavor.

Ele levantou a cabeça, seus braços sustentados de ambos os lados de minha cabeça mantinham ele ainda inclinado para mim. Jesus, o cretino era tão bonito que fazia danifico. Mandíbula firme, lábios cheios e beijáveis, a sombra azulada de sua barba recém feita cobria um rosto que faria qualquer galã de Hollywood morrer de inveja. As sobrancelhas escuras estavam franzidas enquanto seu olhar penetrante me observava com atenção. Então ele sorriu. Um preguiçoso curvar de lábios.

— Fique tranquila, querida. — Sua boca escovou sobre a minha enquanto ele acrescentava sussurrante. — Eu vou cuidar bem de você e ajudá-la a superar seu medo.

— Não quero superar porra nenhuma!

— Shhh... Negar-se apenas fará seu medo maior e não queremos isso. Os gritos são desnecessários, ao menos estes. Está segura comigo, sabe disso. Então trate de relaxar e cooperar com a minha ajuda. Porque baby, eu não vou te soltar.

Grunhi de raiva e gemi de excitação, em seguida. O maldito tinha capturado um dos meus mamilos em sua boca, chupando forte, raspando os dentes sobre enquanto a língua golpeava. Outra e mais outra vez. Suspirei e me arqueei num gesto involuntário, querendo mais quando sua boca moveu-se para o outro, dando-lhe a mesma atenção requintada. Calor ígneo floresceu em meu corpo, aquecendo meu coração e desceu enquanto a sensação acetinada corria por meu sistema.

Meus seios tinham sido uma descoberta agradável de prazer desde que conheci Thor. Seus toques e lábios eróticos sobre eles de quem sabe o que faz, tornava-os hipersensíveis. Era muito. A cada lambida eu o sentia entre as minhas pernas, como se ele estivesse me tocando lá, ao invés.

Esfreguei as coxas juntas percebendo que a umidade começava a brotar entre minhas dobras e que ainda usava a cueca dele. Eu a quis fora, porque o tecido estava desagradável, de repente.

Thor deveria ser ilegal, constatei me torcendo sob ele. Não era possível que meu corpo respondesse a ele dessa maneira. Porém, muito cedo ele me deixou. Eu resfoleguei na perda.

— Assim está melhor — murmurou ele. — Seus seios são tão bonitos. Eu amo a maneira que eles me respondem e essas doces pontas rosadas ficam duras quando eu as lambo. Você é toda perfeita. Tão linda, neném, que eu não canso de olhar para você. Nunca antes senti tanto desejo por alguém como sinto por você. Me queima. Tenho o pau duro só de evocar você em minha mente.

Segui seu olhar, vendo meus mamilos tesos e vermelhos então mirei sua cara. Sua expressão era de pura satisfação masculina. Ele deu mais uma lambida brincalhona em cada e voltou a ficar ereto.

— Heithor, eu não estou brincando. Ti prego, me solte. Não pode me manter presa contra a minha vontade — ralhei sobre minha respiração ofegante.

— Da mesma forma que não poderia manter a mim e, mesmo assim, você fez?

— Achei que tivesse aceitado minhas desculpas quando as pedi ontem à noite, mas pelo jeito eu estava errada. É um fingido. Mentiroso!

Seus olhos se arregalaram, quase com ingenuidade.

— Eu aceitei. Se não fosse assim, você não estaria aqui mais — informou então pausou brevemente, um sorriso torto nascendo no canto da boca. — Mas neném, cada ação tem uma reação, cada escolha uma consequência. E eu acho muito justo que você tome a sua para que compreenda sem equívocos, que um comportamento seu semelhante aquele não deve em hipótese alguma se repetir novamente.

— Va al diavolo 50, Castellammare! Eu não preciso que banque o professor comigo.

Precisamos sim!

— Sabe o que me mantém atento aos meus inimigos e a um passo a frente deles? O treinamento que recebi, e Antonella, não há melhor garantia de que aprendeu sua lição e, sobretudo, que não irá esquecê-la quando se coloca na situação real. Ou em seu caso, na minha pele.

— Non m’importa. Você não tem direito de fazer isso.

— Está enganada. Deu-me o direito quando não deu ouvidos aos meus pedidos para você que parasse com aquela palhaçada. Ou estou errado? Hoje será meu brinquedinho sexual, neném. Minha para tocar, beijar e foder. Mas antes, eu irei me certificar de que esteja enlouquecida de necessidade, que esteja tão dolorida que não possa pensar em outra coisa que não seja meu pau. E quando estiver a ponto de perder sua mente porque seu desejo de ter-me dentro superou sua necessidade de respirar, eu vou comer cada buraco seu.

Engoli às secas com a intensidade de suas palavras, incendiando pontos sensíveis dentro de mim. A combinação explosiva de excitação, expectativa e apreensão me deixando sem fôlego.

Uma mão grande tocou minha barriga, acariciando com descidas e subidas suaves. Meu corpo traiçoeiro relaxou sob a palma quente e pulsou em antecipação.

— Sabe que isso é estupro, não sabe?

Ele se moveu. O lençol foi jogado para os pés da cama. Seu corpo se posicionou entre as minhas pernas, em segundos, ele agarrava a boxer em meu quadril e puxou, passando-a pelos meus pés habilmente. Suas mãos espalmaram em meus joelhos e os empurrou abertos então ele se aproximou mais, as palmas correndo pelo interior das minhas coxas. Seu olhar ateou sobre o meu.

— Certo. Vamos falar sobre isso. Você me deixou pelado, algemado e amordaçado. Provocou-me de todas as maneiras que pôde, até que meu pau latejava como uma ferida aberta e minhas bolas me sufocavam. Dolorido e excitado como o inferno. Sem alívio. Sem retenção. Durante toda a fodida noite, e eu teria permanecido naquela agonia até você resolver dar as caras, se não fosse Nathan me procurar pela porra da manhã. Tem ideia da vergonha que me fez passar porque você achou que tinha o direito de usar meu desejo por você contra mim? Nathan vai me infernizar por isso até a minha morte. Isso se eu tiver sorte de ele não contar aos outros caras. O que me lembra que sua lição deve ser um pouco mais dura.

— Stavo scherzando51 — sussurrei com uma pontada de receio.

— Aqui está a situação. Você me deve neném, e sou um grande filho da puta para cobrar o débito, com todos os juros e correções que tenho direito. Fizemos um acordo naquela noite e, embora esta não seja minha fantasia inicial, eu gosto de tê-la assim, vulnerável aos meus desejos... A minha mercê. Foi você quem começou com isso. Agora é a minha vez. Espero que seja corajosa o bastante para tomar o seu castigo com honra. Não vou aliviar. Não vou te forçar. Mas vou persuadir e te empurrar até o seu limite, e então, iremos além. — A voz dele vibrava com desejos escuros, o desafio explícito em suas palavras e em seu olhar malvado também. — E sabe o que my little bitch? Quando for brincar com o desejo de um homem tenha a certeza de que poderá aguentar à revanche sem pedir por misericórdia. Sobretudo, se este homem for eu.

Meus pulmões arderam avisando-me que eu tinha parado de respirar. Respirei pela boca, meu peito subindo devagar e abaixando. As palavras se embaralharam em minha mente. Sem voz. Unicamente, podia olhar para ele enquanto absorvia seu desafio.

— Eu jamais te faria mal. Mas terei certeza que aprendeu sua lição... Meu conselho para você é: relaxe e tome o que te dou. E, talvez, seja recompensada mais tarde. Depende de você.

Meus membros relaxaram antes de eu permitir, tomando o conselho dele, como uma ordem direta. Muito ansioso para o que fosse que Thor estava planejando. Tão vagabundo, que eu tinha pena de mim mesma por meu corpo ser tão fiel a ele. E eu me perguntei aonde tinha ido parar o meu receio. Sim, o danado ainda estava lá, mas não era da mesma forma. Era outro tipo que se convertia em excitação pela espera do viria a seguir, fazendo o desejo chiar sob minha pele, aguardando atento ao grito de largada para descer-me ao inferno. Eu iria me queimar toda. Ademais, desafios sempre tiveram um quê de adrenalina e, Dio sabia por que, eu nunca neguei a nenhum.

Fui arrancada dos meus pensamentos quando senti as pontas de seus dedos roçarem sobre meus lábios vaginais. Meu primeiro impulso foi fechar as pernas, mas Thor estava vigilante e sua palma também, acertando a parte de dentro da minha coxa.

— Figlio di puttana — ofeguei.

— Não feche as pernas para mim. Essa buceta, — sua mão se fechou sobre meu sexo dando ênfase a suas palavras arrogantes, — é minha. Não me obrigue a amarrar suas pernas também.

Meus olhos cresceram.

— Non farlo52.

— Eu não farei — tranquilizou. — Quero-a aberta. Disposta. Prefiro-a se oferecendo para mim por livre e espontânea vontade. Com fome por meu pau.

— Cretino!

— Eu poderia ser suave com você e tomar isso lento. Realmente poderia. Porque Deus sabe, eu gosto de mimar você, de atender seus pedidos e me esforçar pra caralho para lhe dar mais do que pede. No entanto, eu não posso fazer isso hoje. Você é uma garota má e mimada, que precisa aprender certas lições, que somente eu posso te dar. E eu quero isso muito ruim, baby.

Engasguei e, logo após, cerrei os dentes para conter o gemido arranhando minha garganta ao sentir as pontas de seus dedos investigarem minhas dobras com maior interesse.

— Cacete, neném. Como pode insinuar estupro, mesmo que seja somente para me provocar, quando está derretendo por mim aqui embaixo? — Rangi os dentes para ele. — Você sabe. Só se caracteriza estupro quando uma das partes envolvidas não está de acordo.

— M-m-mas eu não estou de acordo — vacilei torpe enquanto me perdia na sensação de um dedo seu escorregar dentro do meu canal sem cerimônia.

Trinquei os dentes com força e chorei em mente.

— Não é o que sua bonita buceta me diz.

— Isso porque ela tem a filantropia como meta de vida.

— Bom saber. Vou explorar isso muito bem.

Eu xinguei. Ele riu.

Ouvi seu rizinho baixo enquanto eu fechava os olhos, sentindo mais um dedo ir dentro. Os dedos dele eram obscenos. Carnais. Nocivos. Invadiam-me numa lentidão agonizante, experimentando enquanto as pontas sondavam minhas paredes até que ele encontrou um ponto sensível. Pressionou e esfregou, testando. Eu rodopiei dos pés a cabeça, como se estivesse em um carrossel infernal, sentindo um calafrio ardente me atravessar. Um gemido alto nasceu no fundo da minha garganta, e eu mordi o lábio com força para segurar o som impotente enquanto fechava as mãos em punhos em torno das correntes. Ele cessou os movimentos dos dedos, mantendo-os dentro.

Thor estava me assistindo enquanto estava indo me matar!

— Sua buceta é muito delicada, baby. Gosto de como a trata. Esse pequeno triângulo escuro é uma visão do paraíso. Muito feminina. Não mude, okay? Sempre a mantenha desse jeito. Não gosto dessas bucetas completamente peladas, prefiro-a assim, com esse rastrinho de pelos aqui em cima.

Meu corpo se ruborizou na luxúria.

— É um pervertido.

Ele deu um meio sorriso, com seu olhar ainda preso entre as minhas coxas.

— Sim, eu sou. Mas sabe o que gosto mais? Ela é uma menina gulosa. Mesmo miúda, ela tem o aperto certo para o meu pênis. Amo a forma que me ordenha quando você goza, que me responde quando eu te toco. Ela está muito apertadinha em volta dos meus dedos, ainda assim ela segue me mastigando, querendo mais, molhando mais. Isso é sexy pra cacete. Foi feita para mim.

O ar entre nós era tão espesso que logo não podia respirar. Calor irradiava dele e me fazia arder até os ossos. Seu perfume misturado ao seu aroma golpeava-me com força, nublando minha capacidade de falar. O olhar dele cravou em mim, derretendo-me de maneira implacável.

— Aonde foi que paramos mesmo? Acho que aqui.

Seus dedos tornaram a escorregar movendo-se com rapidez. Mordi o lábio inferior com tanta força que senti o gosto do meu sangue. Meus pulsos puxaram e doeu, eu sabia ser inútil, mas não podia me deter. O impulso era mais forte. Minha respiração tropeçou nas batidas do meu coração.

— Ué, eu ainda não fiz nada e você já está assim, imagina só quando eu te chupar.

Estava fazendo um esforço sobre humano para não gemer ou gritar, implorando por mais enquanto seus dedos me surravam e o polegar pressionava acima em meu clitóris duro. O fogo luxurioso consumindo meu corpo se concentrou no meu centro e minhas paredes se contraíram, anunciando meu gozo, mas o desgraçado retirou os dedos de mim.

— Figlio di puttana!

Ele me lançou um sorriso devastador, antes de puxar os dedos fora e levá-los a boca, em seguida, ele estava tragando-os dentro sem pudor. Eu quis lambê-lo, também.

— Deliciosa, neném. — Sua voz era mais profunda, mais sexual. — Você é como um bombom recheado com creme doce. Deixa-me muito ambicioso. — Eu tencionei à medida que a outra mão subiu pela minha barriga passando pelo vale entre meus seios e, em seguida, voltou. — Relaxe neném, eu não vou te morder — disse sério. Meio hesitante, eu me permiti isso. Thor deu um sorriso de lado, muito diabólico, quando adicionou. — Estou brincando. É claro que eu vou te morder e chupar todinha. E você irá gostar de cada fodido minuto disso.

Ele enterrou o rosto entre as minhas coxas, com a boca aberta. O contato me queimou. Desconstruí-me. Desejo fluiu através do meu corpo, como larva. Eu gritei e me contorci, puxando os braços. Mas mesmo as picadas das algemas não eram palio para sobrepor a sensação fervente de ter a língua de Thor em minha vagina. Eu estava ensandecida embaixo dele, buscando mais.

Lábios, dentes, língua, ele fazia bom uso de todos.

Thor beliscava e lambia, acariciando e me consumindo. Criando respostas em mim que mesmo eu não sabia que possuía, não sabia que podia sentir.

Eu pensei que fosse morrer.

Ele empurrou o dedo profundamente em minha buceta. Eu já podia sentir meus músculos vibrando com empolgação. Ele mexeu o dedo, retirou-o, e, em seguida, empurrou dois dedos na minha fenda. Ele transou comigo com os dedos, até que eu pensei que ficaria louca com a necessidade. Meus próprios dedos se enrolaram em minhas palmas, os pulsos puxando, tentando em vão aliviar minha excitação.

Os gemidos que trancafiei com tanto custo na minha garganta escaparam por meus lábios, denunciando o quanto eu estava amando aquela tortura. E eles eram muito convincentes para negar.

— Mmmm... Dio, Heithor, isso é muito gostoso. Eu adoro sua boca na minha buceta, ela me faz sentir tão bem... Oh, Dio, si! Me faça gozar... Me solte, gostoso — supliquei, desejando estar com as mãos em seu sedoso cabelo puxando mais duro aquela boca deliciosa contra o meu sexo.

Senti seu rizinho baixo contra meu clitóris, o que me fez estremecer. Ele ergueu os olhos para mim, com a boca sobre a minha intimidade e, em seguida, deu um beijo longo e demorado em meu clitóris, como se estivesse beijando minha boca, ao invés. Eu quase tive um AVC. Sua língua quente fazia meu sexo latejar, doendo, engolindo seus dedos grossos. Eu estava a ponto de gozar outra vez quando ele parou. Eu o olhei em desespero, com minha respiração alta e entrecortada.

— Preciso terminar de preparar o seu café — calmamente, ele disse, levantando-se da cama, lambendo os lábios brilhantes com a minha excitação.

Abri e fechei minha boca várias vezes, perplexa demais para reagir.

Como diabos ele podia pensar em café quando eu morria para ser o café da manhã?

Ele veio para o meu lado e deu-me um beijo na testa enquanto me falava, parecendo ter lido meus pensamentos. Ou mais, provavelmente, minha expressão que não escondia nada.

— Eu disse que vou cuidar de você e isso incluiu todas as suas necessidades. Obviamente, na ordem que eu creio ser mais urgente. Agora você precisa se alimentar. Vai precisar de todas as suas forças para o que eu tenho em mente.

Sem mais, ele deixou o quarto. Eu fiquei estupefata, olhando onde sua figura esteve. Muito inconformada de ele ser tão controlado enquanto eu estava prestes a explodir. Meu corpo estava em brasas. Hipersensível. Esfregar minhas pernas juntas não aliviava, ao contrário, apenas fazia a dor pelo orgasmo interrompido maior. Bufei e tratei de trabalhar em minha respiração, sabendo que não adiantava me rebelar. Meu corpo vagabundo obedecia a ele, e eu não podia fazer nada a respeito.

Estava de olhos fechados quando senti o cheiro de café fresco e panquecas. Levantei as pálpebras e vi Thor se aproximar com uma bandeja e colocá-la na mesinha ao lado da cama.

— Eu não sou muito bom na cozinha, mas me esforcei bastante — disse ele, como se desculpasse ao sentar-se na cama. — As panquecas são minha especialidade. A única, confesso.

Meu estômago reclamou pela comida; minha vagina reclamou por ele.

Thor estava um tormento comestível no papel doméstico. Seu semblante era sereno e não havia expressão alguma em seu rosto, que denunciasse o que se passava pela mente dele enquanto ele pegava o prato com panquecas, cobrindo uma com geleia, antes de começar a cortá-la em pequenos pedaços.

— E me diga uma coisa, oh, grande gênio. Como você acha que vou comer? Deitada?

Suas mãos se detiveram e ele me fitou. Rolei os olhos. O prato fora deixado sobre a bandeja, antes de suas mãos se esticarem para mim.

— Eu disse que vou cuidar de você, Ella, e isso inclui te alimentar, também.

Com cuidado, ele me ajeitou na cama. Fiquei numa posição parcialmente sentada, com a parte de cima dos meus ombros contra o travesseiro, que ele ajeitou atrás de mim.

Thor espetou um pedaço de panqueca com o garfo e levou a minha boca.

— Abra.

Aceitei o primeiro pedaço sem tirar meus olhos dele, com raiva. Estava uma delícia, e eu me perguntei mentalmente se ele havia preparado-as mesmo ou uma cozinheira. Ele me alimentou com alguns pedaços até que me neguei a aceitar mais. Limpou meus lábios no guardanapo. Deu-me suco. Neguei as torradas. Então ele foi para a salada de frutas. Tudo no mais completo silêncio. Eu o fulminando com o olhar e ele se divertindo. Na segunda colherada de frutas senti sua mão acariciar minha coxa. Engoli o bocado em minha boca e joguei meu olhar abaixo e depois para ele, cerrando os olhos. Ele não esboçou reação e me empurrou outro bocado.

Concentrei-me em mastigar e engolir. Na quarta colherada a mão dele subiu acariciando minha virilha, com as pontas dos dedos. Prendi a respiração, tentando me controlar. Mastiguei com dificuldade. Para engolir foi uma batalha quando seus dedos decidiram contornar meus lábios vaginais, ora escorregando um dedo dentro para logo depois o retirar e continuar seu passeio.

— Você não espera que eu coma com você fazendo isso, não é?

Nem uma palavra. Ele me ofereceu mais uma colherada. Eu neguei.

— Está satisfeita?

Ponderei sua pergunta. De comida eu estava até entupida. Mas...

Assenti receosa.

— Minha vez.

Não entendi até ele se mover entre as minhas pernas, mantendo-as abertas e, em seguida, se esticou pegando o pote de geleia e voltou, sentando ajoelhado sobre suas próprias pernas.

— Eu não estou achando graça nisso.

— Esplendido! Quero você excitada para mim, não rindo — assinalou sem mais. — Agora fique quieta e deixe-me ter o meu café da manhã.

— O que...?

As palavras se perderam na metade do caminho quando ele usou os dedos para pegar uma boa quantidade de geleia e besuntou isso no meu sexo. Eu engasguei com os lábios partidos e, em seguida, soltei um suspiro alto ao vê-lo se inclinar e cair de boca sobre isso.

Thor foi guloso. Sua língua cobiçou cada centímetro da minha vagina, subiu e desceu, e então, cercou, rodando. Seus lábios massageavam minha carne. O fôlego quente dele batendo com um chicote de sensação, que me deixou mole e hipnotizada ao mesmo tempo.

Os estalidos da sua boca sobre meu sexo se misturaram a minha respiração ofegante, marcando o silêncio no quarto. Isso era muito erótico. Muito pervertido. Eu adorava.

— Framboesa e você é uma combinação perfeita, neném. Eu estava morrendo para provar você assim, disposta para mim. Fodidamente boa. E agora não posso ter o bastante.

Eu quase dei um pulo ao sentir seu polegar pressionar meu clitóris, circulando devagar, colocando a pressão certa ao passo que sentia sua língua descer, e então, ela estava dentro de mim, empurrando fundo, destruindo meu controle. Pulverizando minha mente debilitada.

Enverguei a cabeça contra o travesseiro, fechando os olhos por um instante, absorvendo todas as sensações deliciosas nadando dentro de mim. Torcendo até minhas entranhas. Minhas unhas machucaram as palmas enquanto eu as apertava na comoção intensa.

Meu quadril ganhou autonomia, tenso, rebolando devagar contra a boca daquele safado, adquirindo confiança aos poucos quando levantei a cabeça para assistir sua tortura lenta.

Respirei por entre os lábios, de repente, muito ressecados. Minha boca era um deserto áspero enquanto encarava os dedos de Thor deslizando dentro-e-fora de mim.

— Thor...

— Quer que eu pare?

Encarei-o com os olhos suplicantes, porém não respondi. Estava concentrada demais no prazer, que seus dedos e boca estavam me proporcionando. Eu era uma pilha desossada de sensações.

— Quer que eu pare? — pausadamente, ele repetiu, deixando os dedos parados.

— Não, — gemi quase em desespero.

— Eu não iria mesmo — particularizou, com um sorriso debochado.

Thor retirou os dedos do meu canal e levou-o a minha boca, empurrando dentro. Eu os recebi, chupando, absorvendo meu próprio gosto com uma nota de framboesa. Ele grunhiu, suas feições se apertando com uma fome selvagem, os lábios partidos.

Ele era uma visão quente.

De repente, sua mão agarrou meu queixo e sua boca reivindicou a minha, beijando-me com profusa lasciva. Senti sua fome em minha língua como se fosse a minha própria. Eu fiquei um pouco letárgica, uma vez que ele recuou, puxando meu lábio inferior entre os dentes, talvez porque eu não tivesse oxigênio suficiente em meu cérebro. Eu tragava, mas parecia não conseguir o suficiente.

Thor ajeitou meu corpo em linha reta e se levantou, tirando a calça e a cueca. Seu pênis apontou na minha direção. Ele tinha sido feito para mim. Espesso. Grande e poderoso, como o dono.

— Thor, me solte, per favore. Eu quero te tocar.

Ele me olhou continuamente.

— Confie em mim, neném, você está me matando aqui. Eu também quero que me toque, quero isso muito ruim, mais do que quero respirar. É fodidamente perfeita para mim.

Mas ele não iria. Eu grunhi em frustração. Observá-lo se tocar, correndo a palma sobre seu pulsante pênis da maneira que eu queria fazer, criou um formigamento em meu corpo.

Eu o queria muito.

Ele apertou a cabeça inchada e fechou os olhos, como se a sensação fosse demais.

— Me deixe ao menos te chupar — pedi, molhando os lábios com a língua.

Ele abriu os olhos, negros e selvagens, e xingou vivamente.

— Depois. Agora quero degustar cada pedacinho desse corpo gostoso — disse, subindo na cama, novamente. — Preciso de você bem excitada para o que tenho em mente, porque depois que meu pênis te penetrar, neném, ele só ira sair de dentro de você quando eu não tiver mais forças para fodê-la.

Calor encheu meu peito, e se moveu em espiral para baixo por meus seios até minha buceta, ante o significado de suas palavras cruas. Eu iria morrer por falta de sangue no cérebro.

— Eu vou morrer de tesão, Thor — chorei.

— Sei, mas fará isso quando tiver meu pau dentro de você — disse rouco, antes de apertar meu seio esquerdo com a mão direita e mamar como um bebê esfomeado no direito.

Sua boca não era cuidadosa, ela era dura e punitiva.

Ele sugou com força, tentando engoli-lo. Os dentes raspando sobre, a língua contornando. Um açoite de sensações bateu sobre mim. Uma. Duas. Três vezes. Quando os dentes pressionaram o mamilo entre eles, numa forte mordida, que ascendeu minha alma, minha cabeça girou.

— Ai, cazzo! Thor, per favore, per favore...

Eu nem mesmo sabia por que estava rogando, mas havia toda essa comoção furiosa obrigando as palavras em minha língua. Correntes elétricas repuxaram o meu ventre. Thor sugou mais forte, as lambidas mais vorazes, os dedos puxando um e outro mamilo. Ele alternou.

Dedos, lábios e dentes, trazendo o inferno e o céu.

Então eu tinha todos os meus dedos se enrolando, meus pulsos apertados nas algemas, minha pele estava pontilhada, as coxas tremiam. Meus músculos retesaram e logo soltaram para a minha cabeça rodar quando eu comecei a convulsionar, empurrando meu quadril com violência.

— Foda-se, neném, você gozou! Está muito sensível. Eu gosto disso. Porra, eu amo isso.

Não era possível! Ele me fez ter um leve orgasmo somente sugando meus seios. Isso nunca aconteceu comigo antes. Dio! Que homem era esse? Ninguém tinha o direito de ser tão gostoso assim!

Thor abandonou meus seios sem afastar a boca da minha pele e foi descendo, descendo, descendo...

— Oh, Dio! Oh, Dio — eu cantarolei bêbada, sentindo o calor escaldante de sua boca envolvendo meu grelinho. Era loucura, totalmente insano, mas eu já podia sentir outro orgasmo vindo.

Minha testa estava molhada pelo suor. Toda a minha pele úmida e quente. Isso que ele ainda nem tinha me penetrado, pensei angustiada, não tendo certeza se poderia aguentar até o fim, sem morrer.

Puta merda!

Eu já estava vendo tudo. Eu iria morrer desidratada. Ele iria sugar tudo de mim!

Arqueei violentamente as costas e meus pulsos latejaram quando puxei os braços num impulso brusco ao sentir aquele cavalo dar um tapa forte no meu clitóris duro. Outro, outro e mais outro. Eu delirei na sensação cortante. Sua língua voltou a maltratar meu ponto sensível, chupando com precisão, esticando-o o máximo que podia. Mas o cretino não parou por ai! Não satisfeito em preparar meu velório, porque eu estava indo para a minha morte, ele se sentou sobre as suas pernas e segurou o pênis, guiando-o para o meu núcleo.

— Oh, merda! Seu filho da puta, gostoso! — eu gritei quando ele pincelou a cabeça entre minhas dobras molhadas, descendo e subindo, pressionando o ponto sensível acima, então voltando. Eu vou morrer! Impulsionei, cobiçando-o dentro, precisava dele tão ruim quanto ele podia me dar, mas ele se retraiu. — Maldito disgraziato, me come logo porra!

Ele riu breve e bateu seu pau sobre meu clitóris.

— Antonella, Antonella, você não está em condições de ordenar nada aqui. Eu mando e você obedece. Isso está claro para você, my little bitch?

Estava claríssimo que se ele não me comesse já, eu iria morrer, pensei enquanto assistia sua mão acariciar seu pênis, me deixando zonza de vontade.

— Se você não me comer agora, nunca mais vai fazer. Isso é claro o suficiente para você, Castellammare?

Seu olhar estreitou.

— Eu sugiro que contenha esse seu tom arrogante comigo. — Ele me beijou com volúpia. Duro e rude. Então segurou meu queixo, forçando meu olhar dentro do seu. — Escute bem Ella. Se quiser meu pau enterrado nessa preciosa bucetinha que tem, é bom que se comporte como a boa garota que você deveria ser. O dia está apenas começando, ainda há muito até a noite, mas ele pode ser fodidamente mais longo e doloroso se me chatear.

Inferno. Isso já tinha passado de sexual para sádico!

— Eu preciso de você, Thor — pedi manhosa. — Ti prego. Você vai me matar desse jeito.

Ele pareceu ponderar, e eu retive o ar, rezando para que ele reconsiderasse.

— Eu sei que você precisa e vou te dar isso, mas não agora — informou, virou e, em seguida, se encaminhou para o banheiro. — Quero-a muito disposta.

Eu xinguei e gritei de raiva.

Fechei os olhos e comecei a respirar a baforadas profundas de ar.

Precisava me acalmar se não enlouqueceria. O receio voltou. Estar presa não era nada agradável, pior era estar morrendo de excitação sem poder fazer nada.

Ele era malvado. Eu adorava isso e me odiava por gostar.

Minutos mais tarde, ouvi o chuveiro ser desligado e, segundos depois, ele saiu. O cabelo estava molhado, gotas de água pingavam percorrendo um caminho de tentação por seu abdômen sarado e sumindo na toalha branca enrolada em seu quadril. A tenda era visível sob o tecido felpudo e agitou outra onda de calor em meu corpo. E suspirei alto e lambi os lábios.

— Tem ideia de quão sexy você está deitada aí, nua? A fome queimando viva em seus olhos? Pronta para ser possuída? Faz-me te querer tão ruim, que eu tenho medo de te machucar.

Meu olhar voou para o seu rosto sacana e eu apertei os lábios numa linha rígida.

Ele caminhou para o closet e voltou, em seguida, vestindo apenas uma boxer branca.

— Eu preciso resolver algumas coisas. Prometo não demorar, okay?

Suas palavras tranquilas me tiraram do torpor.

— Como assim promete não demorar? Você não vai me soltar? — Respirei, puxando uma calma que não sentia. — Thor, eu não posso ficar presa aqui. Eu não falo com Pietra desde ontem, ela deve estar preocupada. E eu realmente não gosto de estar presa.

— A melhor maneira de lidar com seu medo é enfrentando-o. Eu já cuidei de tudo. Pietra sabe que está comigo então não se preocupe. Temos todo o final de semana para nós dois.

— O que acha que vou ficar fazendo aqui sem poder me mover?

— Você não pode sair da cama, mas pode se mover.

Olhei-o fixa e cautelosamente em seu rosto.

— Solte um pulso, per favore. Ficarei mais confortável, se tiver ao menos um dos pulsos soltos.

— Não a quero mais confortável do que permiti estar.

Thor pegou a bandeja do café e se encaminhou para a porta.

— Aproveite esse tempo para refletir sobre suas peraltices. Descanse e se prepare para a surra de pau que eu vou te dar mais tarde por ter sido tão safada comigo.

— Vaffanculo53, maledetto!