Dangerous
Capítulo 12
THOR
Na linha do meu trabalho eu tenho de ser bom e manter o controle, porque quando você não tem esses dois fatores alinhados coisas ruins acontecem com pessoas boas... elas morrem. Eu morro.
Então você vê, conter-me fazia parte de quem eu era, e eu sempre me continha, sobretudo, quando estava com uma mulher. Norah era um bom exemplo disso, mesmo estando com ela por tanto tempo, eu sempre mantive as rédeas curtas sobre mim mesmo, sobre uma parte minha que eu sabia ser perigosa se a permitisse saltar fora. Principalmente, para mim mesmo. A parte que assumiria o controle. E, bem, nunca houve uma mulher que me instigasse a libertar esse meu lado. Até Antonella. E isso era estúpido por muitos motivos. Ela era uma patricinha mimada e inconsequente. Experiência de vida nula comparada às mulheres que eu estava acostumado a foder. E eu não conhecia Antonella. Sabia algumas coisas sobre ela, era certo. Mas não a conhecia. E ela não era exatamente o tipo de pessoa que deixava o sujeito chegar perto o suficiente para conhecê-la mais que a cama permitia.
No entanto, esse pouco de conhecimento sobre ela era o que estava incitando meus nervos, quebrando os cadeados da prisão que mantinha meu lado obscuro trancafiado a sete chaves. E o mais impressionante era que ela parecia saber o que estava fazendo, mas não dava à mínima.
Bem, eu também não.
Não queria analisar minha ação e, cacete, se eu fiz.
Eu tinha um foco em mente, pegar o que era meu. E ela era minha. Toda minha. Gostava de pensar assim, mesmo que Ella odiasse a minha posse sobre ela e fizesse questão de demonstrar isso quando queria me zangar, como agora. Mas ambos sabíamos da verdade, ela me pertencia. Ela era minha para mimar, para dar e receber prazer. E, para castigar. Definitivamente, castigar.
Antonella era jovem demais, vibrante, rebelde e contrária. Tão linda. E o seu sorriso. Quando ela sorria havia aquelas cativantes covinhas e o atrevido olhar marrom derretido. O brilho diabólico naqueles olhos seria a minha ruína. Mas quem disse que eu dava a merda pra isso?
Ela me tirava à paz de tantas maneiras diferentes, que qualquer dia desses, eu ficaria louco. Cacete, agora eu estava louco. A mensagem em seu celular ainda queimava através do meu cérebro, incitando uma fúria silenciosa em meu peito, que me punha teso até os ossos. Isso porque eu fui tolo o bastante para ser bom para ela. Tinha aberto uma exceção nas regras, lhe dado um voto de confiança para que ela e minha irmã tomassem um momento para elas mesmas sem supervisão.
Meu cuidado para com elas podia parecer exagerado ou no mínimo algo de um filho da puta arrogante, querendo estragar a vida de duas garotas inocentes, porque elas não sabiam, porém tudo que fiz foi para o bem e proteção de ambas. E em troca recebi uma mentira.
Maldita seja, ela sabia.
Eu tinha sido bastante claro sobre o meu humor para mentiras.
E, ainda assim, ela escolheu mentir a ser honesta comigo.
Para ser franco, eu não tinha nenhum problema com ela indo a uma festa. Mesmo eu poderia tê-la acompanhado, se ela quisesse. Ou não. O problema em si não era a fodida festa, senão o porquê dela mentir sobre isso. O porquê de não querer que eu soubesse que ela estava indo a uma festa.
Um grunhido subiu por minha garganta e eu o engoli de volta quando a certeza por detrás de seu motivo bicou o meu cérebro outra vez. Ela estava indo se divertir com outro. A mensagem em seu celular tinha sido suficiente clara. E eu seria um condenado se a permitisse me fizer de tolo.
Agora, eu canalizava o remanescente da minha paciência enquanto era cortejado pelo dono da porra da festa. Eu estava indo matar Antonella logo que a pombinha na minha frente parasse de dizer tolices.
— Ah, eu adoro a língua italiana. É tão sexy e quente, me deixa toda eriçada. — Mantive a expressão neutra quando ele focou Nathan ao meu lado. — Você também é italiano?
— Não.
— Oh, que pena! Quero dizer, você é quente. Têm todos esses músculos, esse moicano e essas tintas. Aposto que deixa as mulheres enlouquecidas, não? Eu sei que sim. Vai causar um alvoroço entre as minhas convidadas. Mas não me entenda mal. Eu sou do mantra que os italianos fazem melhor. Madonna não mente.
Cristo...
Ele piscou para mim. Ele realmente piscou para mim.
Fixei nele, ignorando o riso mal disfarçado de Nathan.
— Podemos?
— Oh, claro que sim, lindo! Que falta de educação a minha deixá-los parados aí. — Ele mirou a hostess e alardeou a mão, num gesto exagerado. — Saía da frente fofa e deixe-os passar. Eles são bem-vindos em minha humilde residência e podem entrar aonde quiserem.
Nathan bufou ao meu lado, e eu lhe dei um olhar de advertência.
Não me incomodava ser paquerado por outros homens, até porque não colocava minha atenção sobre isso. Desde que ele mantivesse as mãos para ele próprio, tudo estaria bem.
— Obrigado — agradeci, passando pelo tipo.
— Sou eu quem agradece lindo. Estão trazendo beleza a minha festa — ele disse quando nos acompanhou em direção ao jardim. — Sabe que conheço outro Castellammare? É uma menina. Uma italiana linda de olhos... Espere. Pensando bem, até que vocês se parecem um pouquinho.
Estreitei o olhar.
— Pietra Castellammare?
— Oh, sim! Conhece? Eu adoro aquela garota. Tão louquinha e refrescante, que me rejuvenesce alguns bons anos quando nos falamos. Ela e a amiga, Antonella. Esta é um diabinho de saia, mas é adorável também — murmurou com um risinho.
Eu sabia que sim. Antonella era um anjo diabólico prestes a levar umas boas palmadas.
— Pietra é minha irmã e a outra a minha mulher.
— Não brinca? Aquela garota nasceu com o bumbum para lua, uh? Madonna a abençoe! — Seja lá o que isso significava eu não estava interessado. — Você tem um irmão gêmeo? Ou não gêmeo?
— Não. — E acrescentei impaciente. — Sabe onde posso encontrá-las?
— Eu acho que as vi na pista de dança perto da piscina. Mas, você sabe, é uma festa. Elas podem estar em qualquer lugar. — Ele fez uma pausa, fixando seu olhar em mim e sorriu. — O que acha de ir tomar uma bebida comigo? Você parece muito tenso, precisa relaxar esses músculos viris um pouquinho, lindo. Ella não se importará de eu pegá-lo emprestado por um instante.
— Agradeço por ter liberado a nossa entrada, mas não gosto de homens. Não é minha praia.
— Ah, tudo bem! Mas sabe que é um desperdício?
Nathan tossiu uma risada enquanto eu contava em mente.
— Obrigado — expressei rapidamente. –– Agora, se me der licença.
— Okay, lindo. Fique à vontade para procurá-las e quando estiver disponível, e quiser companhia caso não as encontre, me procure. É só dizer meu nome, que venho correndo — disse, dando-me uma piscada e, em seguida, colheu os ombros, sorrindo. — Amigos. Não roubo homem das minhas amigas. Só admiro, infelizmente — finalizou com um suspiro pesaroso.
Assenti, não sabendo o que pensar e, logo após, nos afastamos.
— Se abrir o bico para dizer qualquer fodida coisa, eu te mato — rosnei, antes que Nathan pudesse respirar, e então, parei e dei a volta, encarando-o. — Vamos nos separar. Há muita gente aqui e será mais fácil procurá-las se cada um cobrir um espaço.
Besteira!
Quando duas trapaceiras mentirosas querem brincar de gato e rato paciência é o que mais você precisa ter. E eu não tinha mais nem um fodido pingo.
Não havia um só canto que eu não tivesse olhado e não achei sequer a sombra de nenhuma das duas. Na melhor das hipóteses elas já tinham voltado para a mansão, mas mesmo o pensamento não amenizava minha raiva. Elas haviam atravessado essa ponte e não havia nada mais que me enojasse tanto como a mentira, porque o sujeito sempre tinha a escolha de dizer a verdade.
Pedi uma dose de uísque quando parei junto ao bar instalado próximo à piscina e, em seguida, chamei Nathan no celular para irmos. Estava decidido a esperá-las na mansão e dar a ambas o que mereciam por serem tão sacanas. E desta vez não haveria tolerância. Peguei o copo com a bebida quando guardei o celular e tomei-o em dois sorvos, pousando o copo vazio sobre o balcão.
Eu poderia aproveitar já que estava aqui, todavia, eu realmente odiava esse tipo de festa.
Havia gente demais, barulho em excesso enquanto as pessoas tentavam se fazer ouvirem sobre o som alto, e muita pouca luz. Era o tipo de festa, aonde você vai para tentar a sorte para uma foda rápida ou dependendo da companhia, se fosse boa o suficiente, uma noite inteira.
O mesmo lugar que a fez mentir para mim.
O pensamento me fez apertar os dentes, rangendo. Balancei a cabeça desanuviando qualquer pensamento nesta direção. Não confiava em mim mesmo quando meu sentimento de posse fazia saltar sobre a borda, o instinto assassino enfraquecendo o meu controle.
Despejei uma gorjeta no copo do barman, e então, dei a volta para sair. Foi quando meu olhar entreviu e, em seguida, focou-se do outro lado da piscina, atraído por um casal sob a luz difusa.
Não gostava de observar esses espetáculos gratuitos, contudo, não pude desviar os olhos, nem a sensação inquietante em meu peito quando estudei a garota.
Ela tinha longos cabelos ondulados, que iam até sua cintura, escuros até a metade de seu comprimento e claros nas pontas. O vestido mal cobria suas pernas pecaminosas. E, porra, eu somente conhecia uma pessoa que tinha aquele cabelo e aquelas pernas incríveis...
Minhas mãos se fecharam em punhos apertados, deixando os nódulos dos dedos brancos e frios, e um grunhido baixo subiu por minha garganta quando a garota interrompeu o beijo. Sua cabeça inclinou para o lado justo quando um lance de luz iluminou sobre ela, dando-me o vislumbre exato de seu rosto. O mesmo rosto que estava cauterizado na minha mente.
Não qualquer garota, mas a minha garota agarrada a outro.
Meu corpo endureceu ao mesmo tempo em que a fúria me atingiu com uma bola de aço, enrodilhando os meus músculos e injetando frieza dentro. Eu estava perdendo a mente muito rápido. Esta era uma reação ridícula para um homem da minha posição. Porém, eu não podia controlar, mesmo assim eu tentei.
Lá, parado, com uma expressão selvagem enquanto meus olhos pétreos assistiam o casal, eu coloquei minha mente na razão e no que era certo fazer.
Eu deveria deixá-la aqui, fazendo o que ela sabia fazer de melhor, ser uma completa vadia e esquecê-la por definitivo. Porque Deus sabia e eu também, ela gostava disso. Ela gostava de ser como era e não havia nada que eu pudesse fazer para dissuadi-la a mudar por mais que eu tentasse.
E, cacete, eu sabia que não tinha direitos sobre ela, que não podia exigir nada dela. Na verdade, não tínhamos qualquer coisa além de um grande sexo. Ela era um inferno sensual na cama, uma buceta deliciosa, onde eu podia molhar meu pau; não era nada para mim. Todavia, mesmo enquanto pensava, eu sabia que era mentira. Ela era alguma coisa. Só não sabia o quê ainda.
Foda-se!
O que eu deveria fazer não significava o que eu queria. E no momento eu queria surrar o traseiro da vadia, minhas mãos coçavam para fazer exatamente isso enquanto eu a marcava com meu pau.
Eu a tinha reivindicado. Ela era minha. Fim de historia.
E, por Deus que, ela iria entender de uma vez por todas que eu não compartilhava nada, mesmo uma vadiazinha mimada que me punha louco de raiva.
O celular vibrou em meu bolso. Sem apartar meus olhos dela que, agora, dançava se esfregando com o garoto de merda, eu peguei o aparelho num aperto de morte, levando-o a orelha.
— Já tenho Pietra. Estamos indo para a mansão — Nathan grunhiu, com a voz alterada de Pietra gritando uma gama de palavrões ao fundo.
Eu não podia fazer nada por ela quando eu estava prestes a dar um tratamento parecido a sua amiga vadia. E, cacete, eu realmente não queria pensar sobre o que Nathan faria com minha irmã.
Enfiei o celular no bolso da calça e, em seguida, grunhi de raiva quando fiz meu caminho para tomar o que eu tinha ido buscar naquela fodida festa. Antonella. Ela ainda não sabia o que sua leviandade havia provocado sobre ela mesma, mas, tão logo, eu teria o prazer de lhe mostrar.
De repente, ela se virou sorrindo. Foi só uma fração de segundo antes que nossos olhares se cruzassem e ela fizesse conta da minha presença. Seus olhos dançantes, os meus piscando fogo. O sorriso dela se congelou, e então, sua face empalideceu branca, como papel.
Ela assustada. Eu muito puto.
Segurei seu braço, num aperto firme assim que a tive ao meu alcance, puxando-a contra mim.
— Ai, seu ogro! Está me machucando.
— Cala a porra da boca Ella, se não quiser que eu te dê as palmadas que merece bem aqui.
Ela se calou e eu agradeci em mente. Então girei e comecei a andar, levando-a comigo.
— Hey, cara! Solta a minha garota e vá pegar uma para você.
Parei e olhei para trás. O garoto com quem ela se agarrava estava vindo atrás de nós.
— Desculpe, cara, mas a garota é minha — alertei-o sobre o ombro, ainda a segurando. Um homem racional e normal poderia ter prestado atenção à advertência em minha voz.
Um homem, não um garoto almofadinha.
Ele me mediu e, logo após, estufou o peito, tentando parecer ameaçador. Só por aquilo eu disse a mim mesmo, que o castigo que aplicaria naquela safada seria um pouco mais duro.
— Eu não vi nenhuma marca de propriedade — o garoto disse num tom insolente, sua postura clara que ele lutaria por ela se eu não tomasse o controle.
— Você apenas não olhou no lugar certo — eu informei-o, minha voz profunda e baixa. — O que é uma boa coisa, caso contrário, eu teria que te matar.
Ele contraiu o olhar, irado, assim como qualquer filhinho de papai faria.
— Você sabe com quem está falando, babaca? Eu...
Eu tinha o tipo pela garganta em outra fração de segundo. Lentamente, apertando-o enquanto as mãos corpulentas, porém insuficientes para se desfizer do meu aperto, envolviam o meu pulso, seus olhos azuis começando a inchar com a falta de oxigênio.
— Você não vai querer saber quem eu sou então não mexa comigo, garoto, — rosnei, impiedosamente —, ou com minha mulher. Ponto final.
Apreciei o medo balançando em seus olhos enquanto ele assentia sufocado. Quando soltei o merdinha, ele se afastou rapidamente, tropeçando em seus próprios pés, se perdendo em meio aos convidados.
— Você é louco — ela disse, batendo no meu braço com força suficiente para me fazer olhá-la com surpresa. — Sua mulher uma ova! Eu não sou nada sua, ordinário!
— Você não tem vergonha na cara de ser tão vadia e ficar com um merda desses?
Seu olhar estreitou desafiador.
— Não seria a primeira vez. Você aqui não me deixar mentir — menosprezou e, em seguida, tentou puxar o braço. — Me solta, Castellammare! Eu não vou embora. Não pode me obrigar.
Ela era louca e condenadamente petulante!
Não havia outra explicação para ela me tentar quando eu estava a ponto de surrar seu traseiro aqui mesmo. Usando meu último fio gasto de controle, joguei-a no meu ombro e caminhei para a saída. O percurso todo ela berrou, xingou e se debateu, chamando a atenção dos convidados para nós.
O que havia em Antonella que destruía o meu autocontrole? Que acabava com minha determinação de ser racional e tranquilo com ela? O que a fazia ser tão diferente de qualquer outra mulher?
Eu não fazia a porra de uma mínima ideia.
Maldição, Antonella tinha razão. Eu estava louco. Ela estava me enlouquecendo a ponto de diluir meu controle a nada. Essa pequena vadia aflorava meu lado possessivo e animal a um nível incontrolável. Estava além de mim, além de qualquer esforço que eu fizesse para agir com a razão. Meus instintos de macho primitivo obrigavam-me a agir como um homem das cavernas. Eu tinha deixado minhas emoções sobressaltarem e o ciúme bestial por minha posse subir a borda. E não havia nada que eu pudesse fazer para empurrá-los de volta.
Uma vez que cheguei ao carro, coloquei-a no chão, porém não a soltei.
— Entre — grunhi, com a porta do carro aberta.
Ela bateu o pé.
— Não! Eu já disse que não vou com você. Meu carro está aqui, além do mais, não quero ficar perto de você. Você é um tirano, Heithor. Um machista cretino de merda. Não vou com você a qualquer lugar. Não tem nenhum direito sobre mim. — Inspirei e exalei, apertando a ponte do meu nariz, buscando uma calma inalcançável dentro de mim. — Sabe que eu nunca vou te perdoar por me fazer pagar esse mico. Nunca, Castellammare! Me matou de vergonha...
Sem paciência para sua ladainha rebelde, coloquei-a a força dentro do carro e fechei a porta com um baque surdo, em seguida, dei a volta e tomei o lugar no assento do motorista.
O caminho para mansão foi rápido e marcado com suas maldições enquanto eu me mantive em silêncio, minha ira cozinhando em fogo brando. Lento e constante. Assim que estacionei o veículo em frente à porta principal, ela como a louca que era adicionou mais pimenta ao meu temperamento ao descer e correr em direção do portão. Não pensei duas vezes, indo atrás dela.
Se Antonella fizesse ideia do quanto sua ideia de merda fez agravar mais fúria ao meu humor sombrio, ela teria se calado e me pedido perdão de joelhos. Não que isso fosse ajudá-la, somente faria seu castigo mais brando, porque o inferno se congelaria antes de eu abrir mão de castigá-la.
Logo consegui alcançá-la, jogando-a em meu ombro, novamente. Caminhei de volta para a mansão sob os protestos dela. Seus socos em minhas costas sequer faziam cócegas, mas meus dedos coçando agiram, desferindo um tapa forte em sua bunda. Ela gritou e xingou.
— Você vai me pagar por isso, Castellammare. Eu juro a você, maledetto! Vai me pagar por cada uma dessas coisas que me fez hoje. Ouviu-me cretino? Ti odio, puttano!
— Cale-se e se comporte, ou vai levar outro tapa — estalei, agressivamente.
Ela ficou imóvel e calou seu escândalo, embora ainda seguisse murmurando maldições em tom baixo. Plantei-a sobre seus pés quando chegamos ao quarto. Antonella ficou parada, encarando-me ofegante, com os braços cruzados sobre os seios. O rosto vermelho, sua expressão apertada. Os olhos faiscavam raivosos, desafiando-me em silêncio.
— Tire a roupa — ordenei num tom de comando.
— Tente daqui... nunca.
— Tire. A. Porra. Da. Roupa.
— Nem. Em. Sonho — ela provocou de novo, numa postura prepotente dos infernos que me fez perder o único resquício de paciência e juízo, que eu ainda possuía.
Cego pela raiva e pelo desejo de substituir o cheiro e os toques do outro pelos os meus, eu caminhei para ela. Segurei o decote exagerado de seu fodido vestido e puxei num pulso de raiva, rasgando-o de cima abaixo. Ela soltou um grito abafado. Dei o mesmo destino a sua calcinha sem me importar com os seus protestos nada convincentes e, em seguida, enfiei os dedos em seu cabelo longo, puxando-a para a minha boca. Ela mordeu meu lábio inferior com força e eu sibilei, soltando-a, em seguida, e levei minha mão à boca sangrando.
Antonella se aproveitou do meu recuo momentâneo e me esbofeteou. O som da sua mão pesando em meu rosto era chocante no silêncio, porém minha incredulidade foi maior que qualquer dor.
— Suo disgraziato figlio di puttana! Acha que pode me beijar ou fazer qualquer merda depois de me tirar da festa como se eu fosse um saco de batatas? Um objeto seu, maledetto? Nunca fui tão humilhada na mia vita! Você é realmente um tirano, um maledetto filho da puta de merda, que acha que pode mandar em todo mundo e fazer o que bem entende! Mas não vai mandar em mim, cazzo!
Minha incredulidade foi substituída pela fúria assentada, que fluiu através da minha pele por sua petulância e atrevimento, mas não era somente isso. Era desejo quente e lascivo, trovejando, queimando em minhas veias com uma luxúria abrasiva. Tudo ao mesmo tempo. Insano e doentio.
Ela recuou um passo, fechando as mãos em punhos ao lado do corpo enquanto a fúria pintava o seu rosto delicado. Seu peito subindo e descendo. O movimento brusco balançando seus seios de forma graciosa, as pontas duras entregando-a. A vadia estava irritada, mas excitada, também.
— Me ouviu, babaca? Non voglio che tu mi tocchi45! Nunca mais nessa sua vidinha medíocre ouse me tocar novamente. Ou eu juro a você, vai se arrepender de ter nascido. Está ouvindo?
Ela continuou recuando e xingando. Seus braços levantados, como se estivesse pronta para me atacar, quando eu continuei indo para ela. Meu corpo estava tenso e minha expressão determinada, marcando minhas feições, rudemente. A cama atrás dela barrou sua fuga, e então, Antonella lançou-se para mim com unhas e dentes, literalmente. Mordendo e chutando. Evitei seus golpes o quanto pude, desprezando suas tentativas de me ferir com o mínimo de esforço. Isso a irritou mais, e eu dei a ela alguns minutos para bancar a incompreendida quando ela redobrou seus próprios esforços para me prejudicar. Ela realmente estava determinada a me causar danos. Aquilo me surpreendeu.
Fechei os dedos em torno de seus pulsos num agarre cuidadoso, porém firme, e então, os torci pelas costas e a girei, curvando-a sobre a cama. Em seguida, minha mão caiu em seu traseiro redondo. Uma. Duas. Três vezes. Ela gritou. Eu sorri satisfeito com o tom avermelhado em sua pele. Não podia ter piedade dela. Ela mesma tinha trazido um castigo para si e meu trabalho era aplicá-lo de maneira que ela entendesse de uma vez por todas que aquele comportamento não seria tolerado. Estapeei outra e mais outra vez. Ela xingou misturando os idiomas como sempre fazia.
— É uma gatinha selvagem, não é, neném?
— Me solte, porra — ela grunhiu.
Antonella tentou se levantar, no entanto, pesei meu corpo sobre o seu. Minha boca pairou sobre sua orelha e, em seguida, eu mordi com força, fazendo-a suspirar. A altura da cama manteve seu quadril no alto. Metade de seu corpo estava sobre o colchão e metade fora. E, caralho, seu cheiro era fodidamente bom. Antonella cheirava a pecado, quente e molhado, inocência e travessura.
Ela bufou frustrada quando empurrei meus joelhos entre suas pernas, afastando-as. Segurei seus pulsos com uma mão e deslizei a outra abaixo, acariciando a curva de sua bunda. Se ainda havia alguma dúvida em mim que ela estava excitada com nossa batalha particular, todas elas se dissiparam quando as pontas dos meus dedos encontraram sua buceta quente, molhada e tenra.
— Pare com isso! — sussurrou ela em tom de ameaça quando meu dedo escorregou para dentro dela, mas havia mais que ameaça lá, havia uma nota de excitação que ela tentava ocultar.
Eu parei, mantendo o dedo em seu interior.
— E se eu não parar?
Ela grunhiu e eu ri, num humor distorcido.
— Você me bateu. Não quero que me toque.
— Não quer que te toque, mas o filho da puta na porra daquela festa podia te tocar? — rosnei em sua orelha, minha voz mais profunda, mais sexual. — Eu deveria te dar mais algumas palmadas por me dizer isso quando está toda cremosa em minha mão. É uma mentirosa, Antonella.
Comecei a bombear o dedo dentro dela, logo acrescentei o segundo. Seu quadril retesou enquanto suas paredes lisas e sedosas tragavam meus dedos mais fundo, palpitando ao meu redor.
— Inferno! Não faça isso!
Podia ver seu esforço em se conter, em fingir indiferença, porém sua buceta a entregava, cada vez mais molhada, facilitando meus dedos deslizarem em seu interior. Ordenhando. Apertando. Seu quadril estava tensionado, tentando frear seus movimentos quando ela, obviamente, não podia.
— Não era isso que queria, Antonella? Não era por isso que estava se esfregando naquele moleque? Oferecendo ao merdinha o que é meu?
— Não com você — negou teimosa.
— E por que está montando minha mão? — Ela grunhiu, novamente, mas não respondeu, nem seus movimentos cessaram. — Te excita saber que não pode se libertar ao menos que eu permita? Claro que sim. Está babando e pronta para ser fodida... É uma menina má. Uma diaba em pele de anjo, que se excita ao lutar comigo, por isso vive me desafiando, não é assim, neném?
— É um desgraçado pervertido — xingou com um gemido baixo.
— E seu homem, porra — vociferei. — E, juro por Deus, Antonella, você vai entender isso nem que esta seja a última coisa que eu faça nessa vida, mas você irá entender.
Puxei meus dedos de repente e dei um último tapa forte em seu traseiro, antes de soltar seus pulsos. Ela xingou, blasfemando. Eu a girei, deixando-a sobre suas costas.
Antonella se arrastou para o meio da grande cama quando eu subi atrás dela, perseguindo-a, sem tirar meus olhos dos seus. Sua expressão estava cheia de uma teimosia rebelde, mas também de um desejo legítimo por detrás da falsa fúria. Tão enganosa. Sua delicadeza contrastava com a garota má que ela era. Uma que merecia e pedia por um castigo a altura de seus delitos.
— Não me quer, não é? — sussurrei, cheio de intenções, quando me coloquei de joelhos e agarrei seus tornozelos, puxando-a para mim num movimento brusco. Ela tentou lutar, mas eu não lhe dei chance. Em seguida, espalhei suas pernas, expondo seu sexo. — Deus, olhe para você. Toda pronta para ser fodida.
— Ti odio — resmungou num fôlego.
Joguei meu olhar para ela, vislumbrando suas mãos fechadas no lençol.
— Claramente que sim — murmurei com riso na voz então acrescentei rouco enquanto minhas mãos desciam pelo lado de dentro de suas coxas, sentindo-a estremecer em minhas palmas. E sabe o quê? Ela não estava lutando contra ou tentando fugir mais. — Me odeia, me acha um filho da puta e outros tantos nomes carinhosos que me deu, contudo, seu corpo me ama. Ou será que já estava assim quando a tirei da maldita festa? Estava assim por aquele garoto?
Meu polegar varreu sua fenda e parou sobre seu clitóris inchado quando a possibilidade se firmou em minha mente. Eu sabia que não, mas meu lado primitivo queria ouvir as palavras dos lábios dela. Ela se manteve quieta, no entanto, me olhando com os olhos grandes e provocativos. O marrom profundo na luxúria, provocando-me deliberadamente.
Inclinei-me sobre ela, sustentando meu peso em um braço, meu rosto pairando sobre o seu.
— Maldita seja, me responda. Foi ele quem te deixou assim?
Ella lambeu os lábios e olhou dentro dos meus olhos, de repente, estreitados.
— Não, — ela respirou.
Eu não percebi que estive tenso pela resposta até que ela falou. Desci minha boca para a sua e a beijei devagar e profundamente, querendo marcar-me em sua alma. Senti o gosto doce do champanhe que ela provavelmente bebeu na fodida festa e do sangue que ela me tirou. Desta vez, ela respondeu ao beijo com entusiasmo. Comecei a massagear seu clitóris com meu polegar ao mesmo tempo. Ela choramingou, se agarrando a mim.
Por um momento, sua boca parou de se mover, mantendo sua língua para o meu deleite e eu me deliciei, chupando-a repetidas vezes, acariciando-a com os meus lábios.
Nenhuma bebida no mundo poderia me intoxicar desta forma. Eu queria ficar bêbado sobre ela, dentro dela. Mas antes, ela tinha uma conta pendente comigo.
Recuei e mordi seu queixo de leve, e então, tornei a minha posição inicial.
Tirei a camisa sob seu olhar guloso, em seguida, desabotoei o jeans e abaixei o zíper a fim de algum conforto, mas mantive a calça no lugar. Estava duro, meu pênis me sufocando para se libertar. Queria-a tão difícil que, provavelmente, no momento que eu tivesse meu pau livre, ele estaria dentro dela no outro segundo. Ainda não, pensei, agarrando o controle com firmeza. Antes queria imergi-la tão profundamente no desejo devasso que compartilhávamos que ela não pudesse pensar em nada salvo no prazer que somente eu poderia lhe proporcionar.
Unicamente eu. Seu dono. Porque era isso que eu era dela.
Enquanto eu estivesse em Malibu, Ella era somente minha.
Pertencia-me.
E nada do que ela dissesse mudaria isso.
Corri meu olhar faminto por ela.
Ella, era a visão do pecado, com o lábio inchado e vermelho preso nos dentes, as bochechas cremosas rosadas e os olhos marrons escurecidos pela luxúria, os seios apontando para cima.
Pequena e deliciosa, tempestuosa e atrevida, como uma ninfa.
Aquela interessante combinação de inocência e sensualidade ardente estava me deixando louco. Eu amava isso. Eu amava... Não, meus pensamentos se recusaram a seguir adiante, nessa direção. Eu amava o prazer que seu corpo me oferecia, sua entrega e sua disposição para tomar tudo que eu podia lhe dar sem reservas. Sexo selvagem, louco e imoral. Sem pudor ou limites.
A pele dela me pareceu como seda quente, e me excitou mais do que deveria quando corri as mãos por suas coxas, lentamente, subindo até seus seios, apertando-os entre meus dedos. Eles eram arredondados e firmes. Nem pequenos, nem grandes demais; perfeitos para as minhas mãos e boca. As pontas duras furavam minhas palmas, invejando minha língua, enchendo minha boca d’água.
Logo desci e segurei seus joelhos pela parte de dentro, empurrando suas pernas em direção ao seu estômago, de modo que, elas ficassem bem abertas. Inclinei a cabeça e lambi toda sua virilha, evitando propositalmente seus lábios vaginais e o clitóris a cada deslizar lento da minha língua. O cheiro da sua excitação era doce, provocativo, e eu lutei contra a vontade de banhar a língua em sua cremosidade. Ella choramingou e se contorceu, movendo o quadril com dificuldade pelo o meu aperto, buscando minha boca. Tão receptiva e responsiva, que quase me enfraqueceu. Mas não cedi e ela xingou.
— O que você quer Ella? — perguntei, minha voz era um sussurro grave e duro desfigurado pelo tesão, torcendo minhas bolas. — Você quer a minha boca e os dedos em sua buceta, neném? Quer que a faça vir? Quer que a prove até que goze na minha língua?
Ela assentiu com a cabeça, porém eu não fiz nada mais que olhar para ela, esperando-a articular as palavras que eu queria ouvir.
— Sim — ela sussurrou relutante. — Eu quero que você me faça vir.
Eu ri baixo contra a sua coxa e, em seguida, fechei meus dentes em sua pele macia, sentindo-a estremecer. Ela gemeu uma maldição. Lambi sobre.
— Você gosta da minha língua na sua buceta, Ella?
— Dio, sim, Thor!
— Não era isso que parecia — comecei num tom zangado, a imagem do merda com as mãos imundas sobre ela, com a permissão dela, enchendo minha mente. Traguei uma longa respiração, mas minha fúria não cedeu apenas recuou, esperando. — Parecia muito disposta a deixar que ele te tocasse assim. Estava indo deixá-lo tocar a minha buceta, Antonella.
— Não... f-foi o momento. Eu n-não...
Eu ri, um som sádico, que eu tive certeza que ela decodificou.
— Então eu tenho que trabalhar duro para que esses momentos não aconteçam novamente.
Deslizei os dedos em sua fenda, subindo até seu clitóris e descendo até sua entrada, e então, enfiei um dentro. Ela ofegou e tentou fechar as pernas.
Olhei para cima, em seu rosto torcido pela emoção do prazer.
— Segure suas pernas como eu fazia e mantenha-as assim — instrui, adotando um tom rude de comando em minha voz. — Não as feche até que eu permita.
Desci a boca sobre seu broto inchado, tragando-o, numa sucção áspera enquanto mantinha o dedo ainda imóvel dentro dela. Seu gosto explodiu na minha língua, como uma droga, entorpecendo meu organismo e atingiu diretamente a cabeça do meu pênis. Ofeguei na agonia quando apertei o quadril contra o colchão, louco para meter dentro dela. Eu tinha que me controlar melhor se quisesse aplicar uma lição nela e, sobretudo, levá-la ao fim sem cair em tentação.
Seria um inferno em Terra, mas iríamos queimar juntos.
Enquanto eu respirava profundo, me concentrei em sua respiração ofegante. Mais controlado, usei os dedos para separar seus lábios vaginais e travei a mandíbula. A visão de sua buceta vermelha exposta sem pudores, brilhando com sua necessidade, tão inchada e pedinte, que quase me fez explodir na cueca. Pousei minha boca aberta em sua vagina, lambendo-a de cima abaixo então afundei a língua na sua entrada, fodendo-a como o meu pau queria fazer. Cavando dentro dela, mexendo a ponta para cima e para baixo, e depois tornei a lamber todo seu sexo até voltar a sugar clitóris. Mordisquei e acariciei-o, apreciando seu pulsar e maciez na ponta da minha língua.
— Oh, merda! Sim, Heithor, me chupe assim... Use os dedos também, maldito.
— Você não dá às ordens aqui pequena vadia travessa, — declarei áspero ––, mas não se preocupe, iremos discutir seus pequenos hábitos ruins... a fundo.
Sem aviso prévio mergulhei dois dedos dentro de sua buceta, estirando a carne macia, empurrando até o fundo enquanto ela curvava as costas e soltava um grito sexy, com a cabeça jogada para trás e os olhos semiabertos. A visão tão fodidamente quente, como o próprio inferno sobrecarregado com uma luxúria escaldante, pesada. Maldição, somente com aquela imagem eu podia sentir minhas bolas espremidas contra a base do meu pênis, suplicando por liberdade.
Arfando, eu comi sua buceta com meus dedos, alternando os movimentos entre golpes rasos e profundos então baixei a boca para o seu clitóris, batendo a língua sobre ele. Meus dentes mordiscavam enquanto os lábios chupavam, a língua estimulando em torno e abaixo.
Quando senti sua buceta começar a mastigar os meus dedos, eu parei.
— Filho da puta, gostoso — ela grasnou, engasgando. — Já chega de brincadeira, Thor!
Eu não fiz caso de sua exigência.
— Te ver com aquele viado, sabendo que ele estava pronto para tomar o que é meu... Eu quis matá-lo, Ella. Ainda quero. Você entende isso? — murmurei num tom feroz e baixo enquanto movia os dedos em seu canal quente, vagarosamente, sentindo o aperto de seus músculos internos. Meu olhar se moveu para cima para seu corpo, seu rosto. — Permitiu que outro a tocasse quando sabe que me pertence e que eu não divido qualquer coisa minha, incluso minha vadia.
Ela levantou a cabeça, seu olhar encontrando o meu, a rebeldia ainda reluzindo em seus orbes.
— Eu não sou sua — silvou ela, num gemido áspero.
Orgulho masculino curvou minha sobrancelha.
— Não? Tem certeza neném?
Era insano, mas ao mesmo tempo em que sua teimosia irritava o inferno fora de mim, eu adorava sua insolência, sua altivez petulante de tentar reprimir aos seus anseios, as respostas de seu corpo ao meu toque. Não era tolo. Já tinha comido minha parcela de mulheres e vivido um bocado para entender algumas coisas que mesmo ela tentando, não podia me esconder.
Antonella não estava feliz por não conseguir ignorar a atração que sentia por mim e ela lutava contra. Não contra mim, senão contra ela mesma. Contra seus impulsos, seus desejos e a luxúria que nos envolvia, embora ela mesma soubesse que aquela era uma luta perdida. Mesmo assim, ela seguia lutando, tentando, buscando uma única brecha para se colocar a salvo. E eu seria um fodido condenado se a permitisse sequer chegar perto de achar uma.
Movi o olhar para onde meus dedos estavam enterrados, sobre sua estreita abertura relaxada para acomodá-los. Brilhando. Molhada. Inchada. Erótico pra cacete. Movendo a mão, curvei os dedos e trabalhei-os mais duro, mais fundo, estocando os músculos inchados da sua buceta à medida que tremores responsivos a fazia balançar em torno dos meus dedos. Agarrando. Se moldando a eles, num aperto firme então suavizei os movimentos. Antonella se contorceu incontrolavelmente sob mim, arqueando-se para cima para buscar mais da minha mão. Ela já não segurava as pernas, suas mãos estavam agarradas no lençol num aperto de morte, e eu dei isso a ela.
— Per favore, Thor — ela suplicou. — Eu preciso de você dentro de mim agora. Dê-me isso merda, qualquer coisa. Me faça vir.
Eu olhei para ela.
— E por que eu faria isso? Se eu não tivesse chegado naquela fodida festa a tempo você, provavelmente, estaria sendo fodida por aquele merdinha. Então me diz, Antonella. Por que eu deveria foder você agora?
Ela bufou. Praguejou.
— Eu poderia ficar fazendo isso à noite toda. É muito gostosa, neném. Todo um banquete para um homem saborear com os dedos, a boca... o pênis. Eu quero te comer de tantas formas.
— Thor..., por favor.
— O quê quer neném?
Escovei os lábios em sua buceta e a beijei. Realmente a beijei. Um mover lento de língua e lábios, suave, sugando-a gentilmente antes de recuar.
— Ah, inferno! Você, Heithor... Eu quero você, caralho!
— Estou bem aqui. Então, me diga, o que você quer de mim, exatamente?
— Quero que me coma — grunhiu. — Droga, só faça algo e me deixe vir. Qualquer coisa!
— Por quê?
— Thor, suo disgraziato, isso é tortura... Inferno! Eu juro que vou te matar, se não morrer antes... e-e se eu morrer, juro que venho assombrá-lo, maledetto! Faça. Agora.
Parei de mover os dedos e os mantive. Bem ali. Aconchegados no calor de seu corpo quando me desloquei sobre ela, apoiando-me em uma mão ao lado de sua cabeça. Minhas pernas empurraram suas pernas bem abertas. Meu olhar feroz prendeu o seu.
— Toque-se. Tome seu prazer por si mesma — vociferei em tom baixo. — Vamos filha da puta, faça isso. Não é muito diferente do que você teria feito, se não houvesse a minha interferência. Porque certo como o inferno, você poderia até mesmo ter fodido com aquele merda, mas ele não iria te satisfazer. Contudo, você já sabia disso, então só posso imaginar que você se tocaria depois, porque você também sabia que eu me recusaria a tocá-la quando permitiu outro na minha buceta, quando foi uma cadela mentindo para mim quando fui bom para você. Então faça, Antonella. Leve sua mão abaixo, toque sua buceta e pegue o seu prazer.
Percebi minha respiração alta, tão arfante quando a dela. Ela me olhava confusa, a indecisão balançando em seu olhar. Podia vê-la lutando com as palavras. Eu empurrei.
— Você não precisa de mim para isto. Faça por si mesma, e então, terminamos aqui. — Ela mordeu os lábios e, relutante, sacudiu a cabeça, negando. — Não vou te barrar. Faça. Ou saia daqui.
— N-não Thor — ela suspirou, sua voz se quebrando um momento mais tarde.
— Você está cheia de nãos hoje Antonella. Apenas faça e deixaremos isso assim... Porque, se ficar, esteja ciente que as coisas serão do meu jeito. Antes que essa noite termine, eu te terei por inteira. Sem piedade. Sem desculpas. Sem mais birrinhas. Tudo ou nada, Antonella.