Dangerous
Capítulo 35
Ele não escondeu a surpresa, nem o brilho de alegria em seus olhos. Isso me agradou e envergonhou ao mesmo tempo. Sentia-me um peixe fora d’água, mas... foda-se, eu já tinha começado a merda.
— Para mim? Por quê?
Travei repentinamente desviando os olhos para o chão, pensando na minha estupidez.
Eu deveria ter colocado uma camisola sexy e o esperado na cama como já tinha feito uma vez, no entanto, eu tinha de inventar de fazer algo que não estava acostumada.
Estúpida.
— Ei, olhe para mim — ele pediu em um tom adulado, porém eu estava constrangida demais para obedecê-lo. Seus dedos tocaram meu queixo delicadamente e o levantou. — Não foi minha intenção ser indelicado quando você teve todo este trabalho por mim. Desculpe-me. Eu apenas estou um pouco surpreso, mas já estou amando tudo que você preparou, neném.
Minha carranca se desfez e um sorriso alegre surgiu em meus lábios.
— Eu tenho que terminar de preparar a comida e você precisa ir para o banho.
— Sim senhora.
Ele me beijou e saiu.
Acendi as velas e retornei aos meus trabalhos na cozinha.
Quando Thor entrou na cozinha, eu quase engoli minha língua e tive de fazer um esforço sobrenatural para não parecer uma idiota. O que não resultou bem. Não tinha como não babar.
Uma camisa branca de linho, com as mangas enroladas até os cotovelos e os três primeiros botões abertos, e uma calça caqui embrulhavam o corpo poderoso abaulado por músculos sólidos.
Nos pés ele usava sandálias marrons.
O cabelo brilhante estava úmido e escovado para trás.
Bonito o bastante para me causar um derrame cerebral.
Ele manobrou ao redor da ilha e veio em minhas costas, com as mãos pousadas displicentes em meus quadris e debruçou a cabeça escorregando o nariz pela curva do meu pescoço. Senti seu peito se mover nas minhas costas quando ele respirou fundo. Minha própria respiração tropeçou.
— Mmmm... Cheira maravilhosamente, neném — ele ronronou no meu ouvido, cheirando-me e deslizou abaixo plantando um beijo em minha pele. — A comida, também.
Fechei os olhos por um efêmero momento, me deleitando com as sensações que seu toque provocava em meu corpo. Thor cheirava bem. Um almíscar tentador. Limpo, fresco e viril.
— Espero que... que v-você esteja com f-fome.
— Estou faminto... Pela comida, também — ele sussurrou provocativo.
Segurei as pontas do meu controle, com algumas respirações rasas e, em seguida, entreguei a ele a travessa com as bruschettas de tomate. Thor agarrou isso e pegou uma, deu uma mordida então me ofereceu uma mordida também. Eu aceitei. Ele repetiu o gesto mais algumas vezes.
— Risotto com carciofi — ele comentou com satisfação após um instante.
— Espero que goste — dissimulei. — Mais cinco minutos e já estará pronto.
— Todo agrado que fizer para mim, eu vou gostar, neném.
Sorri amarelo enquanto ele pegava uma garrafa de Chardonnay na pequena adega da cozinha. Ele voltou para ilha, pegou o saca-rolha e abriu a garrafa, em seguida, despejando um pouco em uma taça e brindou com o copo de água que eu tinha ao lado, antes de beber um sorvo.
— Como está se sentindo?
— Stupenda! Você sabe. Um pouco de fé na medicina não soa mal. — Ele sabia que eu estava me referindo às inúmeras ligações que ele tinha feito no decorrer do dia. — Eu me sinto ótima.
— Vejo isso. Mas não pode me culpar por me preocupar com você.
— Não estou — assegurei. — Apenas não acho que tenha de exagerar, como se eu estivesse indo morrer a qualquer momento e você precisasse ficar atento para acionar a funerária.
Thor bufou e resmungou.
— Se eu achasse isso, não teria saído. E não discuta comigo por cuidar de você. — Ergui as mãos em uma simulada rendição. — Você tomou o remédio hoje?
Coloquei os olhos em branco.
— Sì papà.
— Engraçadinha — ele mordeu, e eu dei uma risadinha. — Continue me chamando assim e conseguirá o que quer — eu o olhei em confusão —, minha mão na sua bunda.
— Estou preparando sua comida — avisei distraída.
— Que você também irá comer — ele advertiu, me dando uma palmada no traseiro.
Apertei os olhos e ele riu descarado.
Instantes depois eu estalei.
— Vá se sentar, por favor, que eu irei servir o jantar.
Ele deu-me um selinho demorado antes de se retirar, levando a garrafa de vinho e uma jarra de suco de laranja. Recuperei o fôlego e montei dois pratos, levando-os a mesa, em seguida.
— Obrigado — ele disse quando o servi.
Sentei-me de frente para ele à medida que Thor me servia com o suco eu puxei o guardanapo para o meu colo. Ele derramou mais vinho na sua taça e sorveu um pouco.
Esperei ele provar primeiro da comida, com ânsias me engolfando pelo seu veredicto.
— E então?
Ele limpou os lábios no guardanapo num gesto elegante e me olhou misterioso.
— Está divino amor. Realmente delicioso. Eu não sabia desse seu dom para cozinhar, mas foi muito bom saber, porque de agora em diante você está intimada a cozinhar para mim todos os dias.
Soltei uma risada espalhafatosa, muito contente.
— Se você me pagar bem, eu topo — brinquei ainda rindo.
— Dê seu tiro e já está feito.
— E se eu quiser o pagamento em favores sexuais?
Seu olhar me sondou meditativo.
— Favores sexuais, uh? — Bati os cílios com inocência. — Eu não vejo como isso pode ser. Sou seu. Cada parte minha. Assim você não pode ter um favor sexual quando tudo é seu.
Cazzo! Ele não moderava as palavras quando queria me constranger.
Bebi um generoso gole de suco, molhando minha garganta seca e baixei o copo para a mesa.
— Como foi lá com Keahi?
Mudei de assunto dissipando meu embaraço e começamos a conversar amenidades enquanto jantávamos. Quando terminamos de comer, retirei os pratos e busquei a sobremesa.
Empurrei na frente dele o prato com o petit gateau acompanhado de uma bola de sorvete de creme e calda. Novamente, esperei ele degustar primeiro.
— Está bom? — perguntei em expectativa. Ele limpou a boca no guardanapo e franziu o cenho, seus lábios se torcendo num biquinho lindo e preocupante. — Thor...
— Está faltando algo.
Estiquei-me no assento.
— Davvero? — indaguei um pouco desanimada. Ele assentiu. Exalei aborrecida e levei um pedaço do meu próprio petit à boca. Mastiguei e engoli. — Para mim está ótimo. Eu tenho certeza que não me esqueci de nada — murmurei mais para mim do que para ele, não compreendendo como poderia ter errado a mão se o meu estava excelente.
— Ella? — Thor chamou atraindo minha atenção para ele. — Vem aqui.
Levantei e fui até ele, que afastou a cadeira quando me aproximei. Suas mãos pousaram em meu quadril e me revolveram, deixando-me entre ele e a mesa.
— Eu tenho certeza que não errei. Fiz tudo certinho. Deve ser somente o seu que não está bom, porque o meu está ótimo — me defendi, antes que ele falasse algo mais.
— Não disse que não estava bom. Eu disse que está faltando algo.
— Não está não, — ralhei mais frustrada ainda.
Ele sorriu, um lento e preguiçoso curvar de lábios, e então, se ergueu.
Com uma das mãos afastou meu cabelo para o lado e escovou a boca desde a pele nua de meu ombro direito até chegar a minha orelha. Sua respiração morna e o toque de seus lábios macios enviando uma onda de aquecimento através da minha coluna.
— Eu digo que está — Thor ronronou ao pé da minha orelha.
Minhas pernas vacilaram e eu me segurei nele para não cair enquanto ele ria baixinho entre os dentes. Eu, enfim, percebi onde ele estava indo, ainda assim encenei.
— O que está faltando?
Thor aprumou a postura e me fitou, com um sorriso malicioso nos lábios carnudos. Os olhos azeviches reluziam, com um brilho sutil que prometia nos levar ao inferno em instantes.
Em seguida, puxou-me para o lado e, rapidamente, limpou a mesa mantendo apenas a toalha, e então, deu-me o prato de sobremesa e me içou para a mesa, colocando-me sentada.
— Mas o quê...?
— Você não quer saber o que está faltando?
Ele retirou o prato das minhas mãos e colocou-o no tampo ao meu lado.
— Sì, ma...
Suas mãos envolveram meu rosto e sua boca baixou para a minha tomando minhas palavras. Seu beijo foi gentil, mas insistente, sua língua jogou sobre a comissura e entrou enredando-se a minha, com provocantes carícias quando parti os lábios. A paixão explodiu entre nós. Arrasadora.
Estiquei a mão e agarrei sua nuca enquanto apertava a outra em sua cintura. Uma mão dele desceu para separar minhas pernas. Eu as deixei ir dando abertura para que ele ficasse entre elas e, em seguida, a mesma mão dobrou-se na lateral do meu quadril, arrastando-me para a beirada da mesa. Em nenhum momento Thor permitiu que o contato de nossas bocas se interrompesse.
Nossas línguas e lábios continuaram explorando uma a outra com carícias molhadas.
A mão dele em meu rosto se moveu para o meu cabelo e segurou um punhado forçando minha cabeça para trás quando ele beijou o caminho abaixo à sua maneira.
Meu corpo safado floreou para a vida aquecendo-me nos pontos certos, e eu comecei a me sentir molhar entre as pernas. Thor beijou a curva superior dos meus seios exposta pelo decote e, logo depois, mordeu bem em cima do meu mamilo e depois fez o mesmo no outro. Torci os dedos em seus cabelos e fechei os olhos enquanto expulsava um fôlego, com leves ofegos e gemidos baixos.
Meus ruídos de prazer era o único som marcando o silêncio da casa.
Thor parecia estar completamente calmo e ciente do que seus toques estavam me causando. Ao contrário dele, eu estava quase me desmanchando em suas mãos e em sua boca.
Ele possuía o total controle da situação e sabia disso. Eu estava a sua mercê, entregue aos seus desejos refletidos nos meus próprios e a um fio de perder a mente quando a antecipação me engolfou ao sentir as mãos dele percorrerem minhas pernas desde as panturrilhas até as coxas. O movimento empurrando meu vestido para cima. Seu braço contornou minha cintura e me ergueu o suficiente para sua outra mão passar o tecido pelo meu quadril.
— Estique os braços para trás e se apoie na mesa — instruiu numa voz mais grossa.
Eu fiz isso levando os braços para trás e espalmei as mãos na madeira. Ele enrolou meu vestido na cintura e, em seguida, sustentou um braço ao lado do meu corpo e colocou sua boca na minha brevemente logo a descendo para o meu queixo elevado enquanto esfregava os dedos por cima da minha calcinha. Meu sexo pulsou vívido. Thor gemeu e beliscou minha pele com os dentes.
Arfei uma e outra vez, sentindo a fome se erguer das profundidades do meu ser, batendo em meu cérebro, crepitando por minha circulação sanguínea, apertando minha vagina.
Sua boca se apartou e eu olhei para ele. Brasas ardentes queimavam em seus olhos enquanto nos encarávamos. Senti dois de seus dedos roçarem na minha virilha antes de cavarem dentro da calcinha e se curvaram em forma de anzol. E no outro instante, eu soltei um gritinho sufocado ao sentir a peça delicada ser rasgada para fora do meu corpo. Thor rapidamente tomou isso, beijando-me com fome. Derretendo-me até as vísceras. Ateando fogo no coração, antes de ele se alastrar pelos meus membros e descer se concentrando no meio das minhas coxas.
Thor recuou, me deixando mole e ofegante enquanto puxava a cadeira e tornava a se sentar.
— Abra mais as pernas para mim, amor. — Uma vez que obedeci, ele pegou o prato que tinha deixado ao lado e com os dedos pegou um pouco do sorvete e da parte molinha da torta. E, acrescentou para ele mesmo. — Agora vamos ao ingrediente que faltava.
Quase saltei da mesa quando o gelado entrou em contato com a carne sensível da minha buceta. Thor agarrou minha coxa direita, me abrindo mais, e moveu a mão em meu sexo lambuzando minhas dobras. Seu olhar era sujo, malvado e muito indecente enquanto ele fazia isso. Ele pegou mais e eu me senti muito melecada. Eu olhava ansiosa, cobiçando a boca dele com impaciência.
Thor me ofereceu um sorriso diabólico e, uma fração de segundo depois, eu gemi alto pensando que tinha morrido quando ele caiu de boca aberta na minha intimidade. Senti seu risinho lá, mas não pude me indignar, pois estava presa na teia de sensações que sua boca me enredava.
Ele chupou toda minha buceta, limpando-a e abocanhou acima, estimulando meu clitóris a sair do casulo. Em seguida, balançou a língua entre meus lábios vaginais de tal forma que me fez tremer. A carícia dessa fricção provocando uma crescente quebra de calor.
Vê-lo se fartar com meu sexo com profuso deleite me deixou mais excitada. Um gemido selvagem nasceu em meu peito. Estava sendo apanhada em uma escura e febril corrente de prazer, incapaz de clarear meus sentidos tomados pelas sensações deliciosas. Meu orgasmo estava vindo, chegando muito perto, obrigando meus quadris a se balançaram contra os lábios pecaminosos.
Para o meu total desespero, sua boca se afastou, mas antes que eu o amaldiçoasse, ele me beijou lascivo, deixando-me provar em seus lábios minha própria excitação misturada ao chocolate e ao creme do sorvete. Foi uma explosão de sabores e emoções. Eu tomei isso com mais insuflado desespero enquanto nossas mãos eram cheias de dedos um sobre o outro.
Minha necessidade foi alimentada. Eu tentei chegar até ele, porém Thor se afastou.
— Não há necessidade de pressa, amor. A maioria das coisas é melhor quando provada em pequenos bocados, incluso o sexo — ele disse, com a voz enrouquecida e rica enquanto afagava meu rosto com as pontas dos dedos. — A propósito, o petit gateau estava uma delícia, mas eu sempre vou preferir creme doce da buceta da minha mulher.
Sorri maliciosamente.
— Gostoso.
— Vem — ele disse, tirando-me da mesa.
Recomposta, ele espalmou a mão na parte baixa das minhas costas e me guiou, detendo-se no meio da sala e, em seguida, se apartou de mim. Fitei suas costas sem entender enquanto ele se inclinava para afastar a mesinha de centro e depois pegou o controle do som.
— O que está fazendo Thor? Achei que nós fôssemos... Sabe... Terminar o que começamos.
Ele me dirigiu um olhar longo, silencioso e muito penetrante.
— Nós nem começamos, Ella — ele disse zombeteiro caminhando para mim. — Vem. Dance com o seu homem — acrescentou, ligando o som e enlaçou minha cintura, em seguida.
No Angel se derramou no ambiente e embalou nossos corpos quando começamos a nos mover. Os braços dele estavam a minha volta e suas mãos pousadas na curva da minha bunda. Ele não estava movendo-as de lá. Eu me entreguei ao ritmo sensual da música, enlaçando seu pescoço.
Balançamos devagar indo de um lado para o outro sem pressa.
De repente, suas mãos que até então se conservavam quietas percorreram o caminho acima por minha coluna, enviando correntes elétricas através das minhas terminações nervosas, e então, elas desceram, as palmas se enchendo com minha bunda, num aperto leve. Em seguida, ele acariciou.
Minha respiração intensificou.
Thor me girou deixando minhas costas contra seu peito. Com uma mão, colheu o meu cabelo para o lado e beijou do meu ombro até meu pescoço. Exalei num sopro longo, fechando os olhos para melhor apreciar o toque de seus lábios quando eles trabalharam em minha pele.
Nós ainda estávamos nos movendo na batida da música.
Estiquei um braço para cima e curvei a mão na nuca dele. As mãos de Thor estavam firmes nas laterais do meu quadril mantendo-me para a pressão de sua pélvis contra a minha bunda. Muito consciente da ereção dele. Eu ronronei como uma gata manhosa e rebolei devagar contra aquela gostosura. Thor grunhiu e me deu um chupão forte, lambeu e mordiscou.
Ele ascendeu um pouco mais. Com um movimento que fez com que meu estômago se esticasse e agitasse de necessidade. Girei a cabeça e chamei seus lábios sobre os meus.
Não havia pressa, nenhuma demanda. Apenas um deleite contínuo.
Thor abrandou o beijo, movendo-se para o lado e abaixo em meu ombro ao mesmo tempo em que ele abria o zíper do meu vestido. Sua mão acariciou meu ombro, antes dos dedos segurarem as alças finas e deslizá-las para baixo. Empurrando o tecido, amontoado-o em minha cintura.
Meus seios estavam inchados e pesados.
Thor subiu uma palma por minha barriga, fazendo-a tremer, e meus mamilos endurecerem em expectativa. Ele contornou a curva do meu seio esquerdo. Sua mão se moldou a ele e eu me empurrei contra para aumentar a pressão do tato. A outra mão dele subiu pelo meu flanco e tomou o outro seio. Elas amassavam meus seios, empurrando e movendo-os para cima.
— Firmes e macios. Eu amo os seus seios. São tão tenros e cremosos, neném. E perfeitos para as minhas mãos. Quero gozar neles — ele sussurrou cálido no meu ouvido. — E, porra, os mamilos estão tão durinhos e quentes, que minha boca está salivando para chupá-los.
— Faça isso Thor...
— Gosta quando eu os chupo, neném? Quer minha língua contornando esses biquinhos? Ou quer meu pau fodendo eles e os marcando com minha porra?
— Eu quero tudo — murmurei com a voz rouca pelo tesão. — Chupe meus peitos Thor... Tome-os para si, ti prego. Io adoro quando coloca sua boca neles... quando faz tudo com eles.
Ele praguejou baixinho e com um movimento fluido virou-me de frente para ele, mantendo um braço ao meu redor. Sua cabeça inclinou para baixo e eu exalei pesado num só fôlego ao senti-lo capturar um. A língua dele balançou sobre os meus mamilos. Agarrei seu cabelo, gemendo.
Finalmente, ele abocanhou um chupando forte e eu gritei quando a sensação afiada, como um raio de seda líquida, viajou até meus dedos. Thor atormentou meu mamilo e se moveu para o outro com a mesma dedicação desprendida. Suas sugadas se voltando mais intensas e mais vorazes a cada segundo. Eu cantarolei seu nome não podendo deter que a palavra me saltasse os lábios.
Mesmo seu cabelo, os fios longos e sedosos, despertavam emoções em meu corpo.
— Merda, Thor! Continue fazendo assim...
Meu centro palpitava. Estava impossivelmente mais molhada e dolorida.
Thor trabalhou as mãos sobre meu vestido e empurrou-o abaixo. Icei um pé para fora e depois o outro. Livre do tecido, Thor fez o caminho de volta para a minha boca e, em seguida, passou os braços por debaixo das minhas pernas e me levantou para o seu peito.
A maciez do sofá acomodou meu corpo quando ele me depositou ali numa posição parcialmente deitada. Almofadas fofas estavam contra as minhas costas.
Não havia inibição em mim, apenas desejo abrasivo quando abaixei os dedos e comecei a esfregar meu clitóris lentamente enquanto observava Thor se despir da camisa. Ele olhou para meu rosto e depois para o meu sexo, com uma fome crua e primitiva torcendo seu rosto bonito.
— Puta que pariu — ele grunhiu.
Em uma batida de coração, ele caiu de joelhos na minha frente, afastou minha mão e espalhou minhas pernas mais amplas. Ele não desperdiçou um segundo, cobrindo meu sexo com seus lábios, a língua lavando de cima abaixo. Comendo-me. Adicionando uma tormenta furiosa em meu desejo.
— Oh, merda! Seu maldito gostoso — gemi, enroscando as mãos em seu cabelo, puxando-o para mais perto e impulsionando o quadril para frente ao mesmo tempo.
Thor me recompensou com uma chupada em meu clitóris, tal e como eu gostava. Depois arrastou a língua entre as minhas dobras. Meu quadril se moveu sozinho quando ele fez de novo e de novo. Chamas me lambiam toda, ondulando sob a minha pele com um prazer angustiante. Ele balançou a língua a sua maneira sobre e em torno da minha intimidade até que ela pulsava contra a sua carne.
— Os dedos... use os dedos, vadio — desesperei sentindo meu clímax se construir.
Dois longos dedos me golpearam, fustigando em meu canal em um ritmo crescente enquanto a boca rodeando meu ponto de prazer chupava firme. Fechei as pernas contra sua cabeça e puxei seu cabelo enquanto balançava os quadris. Retorcendo-me contra ele quando os espasmos arrasadores começaram lá no fundo e subiram, apertando meu corpo então se espalhou numa explosão.
Arquei as costas quando o gemido de libertação rasgou atravessando minha garganta. Estava tesa, meus músculos apertados enquanto a onda me quebrava.
Thor continuou a sugar e lamber à medida que seus dedos martelavam dentro, prolongando a sensação cortante até que amoleci como se não houvesse ossos em meu corpo, com minha respiração vindo em jorros irregulares. Ele me dedicou uma última chupada forte.
Estremeci, me encolhendo.
— Deliciosa, neném — Thor ronronou se colocando de pé para tirar a calça.
Eu quis dar a ele o mesmo prazer quando observei sua nudez, o pênis duro como uma pedra me chamando com um apontamento nervoso.
Thor se apressou para mim e eu o fiz se sentar.
Eu não prolonguei a espera e desci a boca em sua pele trabalhando todo o caminho para baixo até que estive ajoelhada entre as suas pernas. Deslizei as mãos por suas coxas sentindo os pelos negros e os músculos poderosos embaixo das minhas palmas e segurei meu pênis. Dobrei-me para frente e lambi a cabeça púrpura, cobrindo minha língua com seu pré-sêmen então suguei toda ela.
— Merda — Thor gemeu pendendo a cabeça contra o respaldo, com os punhos cerrados ao lado das pernas. Sua expressão estava rígida marcando seus traços. Lambi abaixo todo seu eixo e voltei para a ponta. — Leve tudo em sua boca. Justo assim, neném.
Umedeci os lábios e abrindo-os mais levei para dentro tudo que pude dele, chupando e babando ao seu redor enquanto a língua brincava na pele abaixo. Sustentei seu eixo para cima e lavei suas bolas em minha língua, recolhendo uma e depois a outra em minha boca, com sucções leves. Thor endureceu as coxas e impulsionou para cima enquanto vaiava entre os dentes. Em seguida, regressei minha audiência para sua carne dura, relaxando a garganta para que pudesse tomar o máximo dele.
Ele era quente, duro e acetinado na minha boca. Mesmo seu cheiro era delicioso.
Seus quadris começaram a balançar e eu o deixei fazer a sua maneira, espalmando as mãos em suas coxas e mantendo minha boca bem aberta enquanto chupava e lambia, e ele investia dentro ao mesmo tempo. O gemido dele ecoou nos meus ouvidos, satisfazendo-me, incendiando minha libido e eu o puxei mais fundo quando a confiança se agarrou na parte detrás da minha garganta.
— Deus, Antonella — ele gemeu. — Isso mesmo, querida. Leve mais fundo. Amo sentir você, sua boca rodeando meu pau... tão faminta e quente. Mais rápido. Chupe isso fundo.
Eu chupei tudo quanto pude, levando-o profundamente, chupando de volta quando ele se retirava, molhando sua carne aquecida com minha saliva. Ele estava chegando, crescendo em meus lábios. Inchando mais e mais. Cada pulsar era como o disparo de um arpão em meu sexo.
Suas mãos se embrenharam em meu cabelo e eu estremeci em antecipação.
— Basta — ele rosnou puxando para longe e afastou as mãos com uma indo agarrar seu pau, mantendo-o em pé num convite. — Vem aqui querida.
— Eu adoro o gosto do seu pau — ronronei lambendo os lábios com prazer.
— Amo que goste, baby. Mais tarde você pode ter mais dele em sua boca. Agora venha aqui.
Eu fui sentando escarranchada em seu colo, envolvi sua ereção em meus dedos e ancorei a outra mão no ombro dele enquanto levantava meu quadril. Meus olhos viajaram entre nossos corpos quando arrastei a ponta inchada contra minhas dobras. Encaixei a cabeça na minha entrada, a pressão quase insuportável, quente e úmida, soltei seu eixo e segurei firme nos ombros dele.
Meu quadril desceu e o dele subiu ao mesmo tempo enterrando-o fundo do meu sexo.
Eu gritei, mal podendo ouvir o eco do gemido dele. Era dolorosamente bom. O estiramento forçado dos meus músculos se abrindo e se fechando em torno dele. Calor irradiava do ponto onde estávamos conectados convertendo-se em uma encorpada cera de luxúria atravessando meus nervos.
Muito gostoso, porém intenso demais. Ainda assim, eu estava faminta.
Minhas mãos envolveram a cabeça dele, nossas bocas flutuando perto o bastante para respirarmos o mesmo ar, olho no olho quando comecei a me balançar em cima dele com lentos e ascendentes movimentos, tomando-o mais fundo a cada descida. Thor me beijou brandamente, e então, rasgou para o lado trabalhando a sua maneira em meu pescoço, clavícula, seios... Curvei-me lhe dando mais e minha cabeça caiu para trás enquanto aumentava meus próprios movimentos, meus seios balançando livres. Tinha o lábio inferior enrolado entre os dentes e os olhos fechados.
As sensações crescendo gradativamente. Somando. Era tudo. Seu pau deslizando dentro-e-fora acariciando meus nervos tenros, sua boca sobre a minha pele, as pontas do meu cabelo roçando na parte baixa das minhas costas. Seu calor e seu perfume se elevavam sobre mim.
— Me cavalgue assim, baby.
Inclinei a cabeça de lado, meu cabelo balançando na lateral do meu corpo quando fixei em Thor através da nevoa luxuriosa em meus olhos.
— Mmmm... Isso é tão gostoso... você é muito gostoso, Thor. Adoro como seu pau pulsa dentro de mim... Oh, sim! Eu gosto muito quando ele faz assim.
O comichão apertado chiando em meu útero instigou meu quadril mais duro. Firmei os braços em torno do pescoço dele e plantei os pés no sofá quando passei a montá-lo mais difícil, rebolando algumas vezes com ele enterrado até o fundo, e então, me concentrei em apenas subir e descer.
Murmúrios de dor e prazer ecoavam dos meus lábios, meu coração galopava mais forte a cada minuto conforme o empalava mais duro, minha respiração tropeçava e minha pele formigava.
As mãos dele espalmaram em minha bunda quando fiquei mais frenética, balançando mais eufórica contra ele sem muito cuidado. Eu resmunguei num chiado frustrado.
— Vá gostoso e devagar, neném. Não quero que se machuque. Apenas prazer
— Assim?
— Isso gostosa. Engole meu pau justo assim.
Contraí os músculos internos contra ele e Thor gemeu. Eu podia o sentir tentando se controlar, mesmo quando seu pau se rebelava dentro de mim, inchando, crescendo impossivelmente maior.
Suas mãos em meu traseiro me ajudaram nos movimentos ao mesmo tempo em que seu quadril arremetia para cima, encontrando os meus golpes, a ponta grossa de seu pênis atingindo nervos sensíveis dentro de mim. Tão fundo, tão dentro. Ele parou de repente e puxou para a beirada do sofá.
Seus olhos brilharam quando ele me olhou.
— Enrole suas pernas em mim, amor — pediu numa voz tensa.
Eu obedeci e ele alavancou para cima, em seguida, começou a caminhar para a escada.
— Thor...
— Eu não vou deixar você cair, baby. Apenas se segure em mim e permaneça quieta. Você pode confiar em mim sobre isso?
Empurrei a cabeça para trás para olhá-lo.
— Sì.
Ele assentiu sorrindo, e então, estávamos subindo a escada, o movimento fazendo seu pau ainda enterrado dentro de mim se mexer a cada degrau. Era uma sensação boa, mas angustiante.
Uma vez no quarto, Thor me deitou de costas sobre a cama e eu chorei pela perda de contato devido ao movimento, que ele teve de fazer, porém ele ainda estava lá entre as minhas pernas.
— Calma neném — ele disse suavizando o olhar sobre mim. — Não há nada mais no mundo que eu queira do que estar dentro de você, mas preciso de um momento aqui. Estou a um fio e não quero gozar logo na primeira metida — acrescentou num tom endurecido.
Envolvi as pernas em seu quadril trancando os tornozelos na parte baixa das suas costas quando ele cobriu o meu corpo, sustentando o peso com os braços em cada lado da minha cabeça.
— Eu não dou à mínima — teimei chorosa. — Podemos fazer isso quantas vezes quiser, apenas continue me fodendo. Per favore, Thor. Você quer que eu implore?
Ele estava beijando meu rosto, me cheirando, ignorando meus choramingos.
— Nossa, você é tão incrível. Faz-me arder de desejo, amor. Eu sempre quero estar dentro de você não importa de que jeito. E não, eu não quero que me implore.
— Então faça isso agora mesmo, cazzo!
Ele riu entre dentes.
— Apressadinha.
Sua boca me reivindicou e eu cedi enquanto minhas unhas puniam suas costas pela demora, mesmo assim ele continuou me beijando a sua maneira, enredando-me pouco a pouco.
Foi só um momento depois que senti seu braço escorregar entre nós, e então, ele estava empurrando dentro de novo. Eu suspirei de alívio em seus lábios. Ele saiu e voltou até que instalou um ritmo regular, com rasas e crescentes apunhaladas, mergulhando em meu canal.
— Não pare Thor — afligi-me quando ele diminuiu mantendo um ritmo brando.
— Oh, neném, eu não vou parar nem que me rogue por isso. Não quando esperei por dias para te sentir assim. Está tão fodidamente apertada ao meu redor. Cacete, baby! Eu adoro.
Revolvi-me em baixo dele, apertando-o dentro enquanto tentava acompanhá-lo. A sensação aquecida em meu ventre aumentando, crepitando até que um frisson me dominou.
— Mais! Faça mais forte, Thor. Mais rápido... Daquele mesmo jeito.
— Espere — ele grunhiu.
— Ohh, não... Deixa de ser malvado Thor... N-nós precisamos de mais...
— Quero fazer isso bom para nós dois, neném. Aproveitar cada segundo enquanto eu te amo como merece. Eu prometo, vai ser gostoso — ele pediu entre dentes e as feições marcadas.
— Assim não! Faça rápido e duro Thor... por favor!
O olhar que ele me lançou foi tão cruel, primitivo e sombrio, que meu coração vacilou e por um momento eu me esqueci de como respirar. Eu o quis inteiro dentro de mim.
— Por que você nunca me obedece? — ele indagou ofegante em um tom severo. — Mas eu vou te ensinar a obedecer a seu homem, my bitch. É isso aqui que você quer?
Ele angulou o quadril mergulhando ainda mais dentro de mim. Mantive uma mão em sua nuca e subi a outra espalmando na cabeceira. Thor puxou para trás e, em seguida, empurrou para frente, fazendo uma pausa a cada impulso que ele dava dentro, sua pélvis pressionando e atormentando o meu clitóris no processo. Suas mãos agarraram minha cabeça e seu olhar me capturou.
Meus ofegos, gemidos e murmúrios encheram o ar misturando-se a sinfonia molhada de nossos corpos se encontrando, dos beijos ardentes que trocávamos. Tê-lo me fodendo assim, olho no olho, apenas tornava o ato mais intenso. O fogo chamuscando em seu olhar me deixava com febre e estabanada quando comecei a mover também, buscando e recebendo o que ele me dava.
Quase lutamos, apesar de o esforço ser por uma mesma causa. Nossos corpos guerreando para obter o máximo do outro, mais pressão, golpeando, frenéticos e empurrando um ao outro...
— Vem comigo, amor. Eu estou lá. Estou gozando. Me fode.
Justo quando ele começou a vir jorrando dentro a cada apunhalada certeira, pressionando tão duramente e firme contra meu clitóris, que foi como se um fósforo dentro de mim fosse riscado sobre a pilha de sensações infláveis acumuladas naquele ponto, e então, eu estava queimando viva.
Minhas costas saíram da cama, espremendo meus seios contra o sólido peito masculino sobre mim, enquanto curvava minha cabeça, afundando-a no travesseiro, com os olhos fechados e os lábios abertos. Seu nome irrompeu minha garganta. Estilhaçada. Aniquilada. Um orgasmo demolidor, que pulverizou minha mente e por um momento fez eu me perder no prazer, até que os golpes de Thor ainda roçando sobre meu ponto sensível me trouxe a tona, novamente. Ele seguia me enchendo, moendo dentro de mim, seu martelar fazendo disparar rasgos de prazer, que me fizeram brigar contra ele, encolher e agarrar-me a ele, e convulsionar ao mesmo tempo.
Era muito. Sensações intensamente genuínas.
Uma vez que ele parou desabando em cima de mim, eu estava tremendo, suada, o coração pulsava na pele e minha respiração tremulando. Alta e errática. Eu fiquei parada, abraçada a Thor, com minhas pernas moles espalhadas para os lados, trabalhando na normalização do meu corpo antes que entrasse em colapso. Thor me acompanhava.
Longos segundos ou minutos talvez, não sei ao certo, se passaram quando o relaxamento pousou de maneira densa sobre mim e soltou meus músculos.
Flutuando. Satisfeita. Completamente saciada e feliz.
Estava tomada por absoluto contentamento. E eu sabia. Thor estava comigo.
Ele retrocedeu o quadril e se retirou do meu canal quando seu peso começou a se sentir demais em cima de mim, e então, ele caiu para o lado. Senti seu sêmen entre as minhas pernas.
Girei a cabeça na direção dele e ele moveu a sua para mim ao mesmo tempo. Nossos sorrisos se cumprimentando. Sua mão esticou, os dedos acompanhando os contornos do meu rosto numa carícia tenra enquanto nos encarávamos em silêncio. Seu olhar era cálido e havia tanto amor e veneração neles, que meu coração danou a disparar.
Thor se dobrou ao mesmo tempo em que segurava meu rosto para o seu beijo.
Foi breve, calmo e devoto.
Minha barriga ficou fria e eu derreti em seus lábios.
— Eu te amo tanto Antonella Vicenti. É um sentimento tão intenso que às vezes eu penso que não vou suportar. É amor demais... Desejo demais... Um bem querer que não tem fim. E a cada dia que passamos juntos, mesmo quando brigamos esse sentimento só faz aumentar, como se ele já não fosse grande demais a ponto de fazer meu peito doer. Me enlouquece, neném.
— Eu não deveria..., mas eu gosto de você — declarei num impulso incontrolável, não podendo disfarçar meu alívio por ter dito as palavras.
Thor me olhou fixamente, um penetrante e profundo olhar, que fez minha alma suspirar.
— Eu não tenho pressa Antonella.