O Empreendedor Viável
O Google não tem todas as respostas
desenvolvem pouco suas habilidades recém-adquiridas. Nesse cenário, o empreendedorismo tornou-se uma opção viável e, com a aproximação de mentores, novos empreendedores podem já ingressar no mercado com preparo e visão de negócios.
O Google não tem todas as respostas
A busca por mentores é algo que depende de disciplina, perseverança, política e, principalmente, seu modelo de negócios. É claro que podemos apreender muito junto a um dono de banca de jornal, mesmo que nosso modelo de negócios esteja relacionado a servidores de cloudcomputing, por exemplo. A grande questão, no entanto, é que tipo de conhecimento ou suporte você busca e quem são os mentores que podem lhe proporcionar tal bagagem. Busque por profissionais especializados em “mentoria”. O fato de um empreendedor obter sucesso em uma empresa não o torna, necessariamente, a pessoa mais qualificada para ensinar os caminhos do sucesso. Esse empreendedor pode ter pouca ou nenhuma didática, sendo incapaz de interpretar temas complexos por meio de abordagens simples. O direcionamento estratégico em todas as fases do seu negócio é o principal papel do mentor, e são esses feedbacks que vão fazer você se perguntar se o caminho tomado é o correto ou não, e o que pode ser aprimorado. Nem sempre o Google tem todas as respostas, pois, como já comentamos, o mentor deve fazer as PERGUNTAS mais complicadas, não fornecer todas as respostas.
A primeira abordagem é utilizar seus próprios contatos – por meio de conhecidos e colegas, tentar chegar a um potencial mentor que tenha as qualificações e características que faltam à sua empresa.
Contudo, tal aproximação tende a ser demorada e trabalhosa, e nem sempre os prazos do seu projeto podem tolerar uma busca tão longa.
É possível ainda, por meio de contatos e pesquisa simples, chegar a outros empreendedores cujas startups já sejam mais graduadas. Desse tipo de abordagem surgirão mentores que podem lhe abrir caminho dentro do segmento e mostrar as vias mais rápidas, além dos becos sem saída, por sua experiência anterior em atravessar estágios que ainda são um obstáculo para você.
Uma terceira via, em franco crescimento e cada vez mais utilizada, é o caminho das aceleradoras. Essas organizações possuem programas de graduação para startups e sempre têm em sua equipe uma enorme gama de mentores com especializações das mais diversas. Há pontos negativos e positivos em optar por essa abordagem, mas de modo geral, se sua cadeia de contatos não é das melhores, a alternativa pode ser bastante viável.
Nos Estados Unidos, as aceleradoras têm auxiliado na proliferação da cultura de startups e empreendedorismo, ajudando na formação de diversos polos fora do eixo do Vale do Silício, como em Nova York, Chicago e até em cidades menores, como Boulder, no Colorado.
Os programas de aceleração já somam algumas dezenas no Brasil e, embora concentrados no eixo Rio-São Paulo, já graduaram algumas startups provenientes de todos os cantos do país. Em relação ao que se vê nos EUA, talvez o que ainda falte para reforçar a cultura dessas organizações seja o compartilhamento de conhecimento e atuação mais incisiva dos mentores ali reunidos, não apenas junto às startups participantes desses programas, mas também na geração de conteúdo e conhecimento para o público externo.
Qualquer que seja a abordagem, é altamente improvável que você ache um mentor que possa auxiliar sua startup do início ao fim. Phuoc Do, fundador da comunidade 1001Mentors, diz que antes de buscar qualquer “mentoria”, é preciso estreitar o perfil e o foco das necessidades de sua empresa. Ele sugere algumas perguntas, antes de qualquer passo em direção à busca de um mentor.
> QUERO MESMO CRIAR UMA EMPRESA?
> QUERO FAZER UMA SAÍDA APÓS GANHAR ESCALA?
> TENHO UMA IDEIA, MAS ELA SERÁ ÚTIL PARA ALGUÉM? PODE
SE TRANSFORMAR EM UM NEGÓCIO? E QUAL O TAMANHO DESSE MERCADO?
> TENHO UMA IDEIA QUE FOI RECEBIDA POR USUÁRIOS E JÁ
CONSEGUI MEUS PRIMEIROS CLIENTES. Como multiplico esse efeito?
Após identificar os perfis e mentores certos para sua empresa, Phuoc diz que o processo de convite aos potenciais mentores se dá de modo muito similar aos pitches feitos para investidores. Você terá de convencê-lo a respeito das possibilidades de sua ideia, engajá-lo e fazer com que ele acredite e esteja disposto a ceder parte do seu tempo. O momento do pitch é como o momento do lançamento de um MVP para um empreendedor, e ele deve estar minimamente preparado para falar com segurança e propriedade sobre o seu negócio. Podemos assim afirmar que o momento do pitch é aquele no qual o MVE deve se manifestar para persuadir os investidores e convencê-los não apenas da viabilidade de seu produto, serviço ou ideia, mas principalmente de suas capacidades e habilidades para desenvolvê-lo e transformar um conceito em um modelo de negócio lucrativo e fácil de se replicar.