O Empreendedor Viável
How – definindo processos
O mesmo se pode dizer a respeito do lugar. A internet criou uma sensação de uniformidade e proximidade nunca antes vista pelo homem, porém o “lugar” ainda determina muitas vantagens e desvantagens para empresas e empreendedores. O “onde” e o “quando” na vida de um empreendedor implicam na análise de fatores que não são apenas geográficos e temporais, mas também políticos, econômicos, sociais e culturais. Um empreendedor viável enxerga através dessas várias e complexas camadas, sempre buscando o momento e o lugar mais favoráveis para colocar em prática suas ideias.
How – definindo processos
São aquelas “perguntinhas chatas”, malditas para muitos dos empreendedores de hoje. “Como” distribuir o produto, ou “como” converter novos clientes, ou “como” desenvolver a plataforma em três meses, ou qualquer outra questão que remeta a uma ação. Ter ideias é muito bom, mas o “como” em geral define quais delas irão perdurar ou serão apenas momentos de passageira inspiração. Planejamento, monitoramentos sistemáticos, exigência de qualidade e eficiência fazem parte do “How”.
O empreendedor viável conhece tais perguntas, está disposto a admiti-las e, claro, responder a todas por meio de tarefas e processos desenvolvidos e executados para levar a cabo seu projeto maior. Tomar ciência dessas perguntas permite ao empreendedor criar processos mais rápidos, eficientes e passíveis de repetição – o que, aliás, é uma das prerrogativas do próprio conceito de startup.
How much – a verdade que dói no bolso
Muitos fundadores de startups e empreendedores se aborrecem com o fato de que a maioria dos investidores “só quer colocar dinheiro em empresas que geram receita”. Ora, sejamos francos, você manteria seu dinheiro aplicado em uma espécie de poupança que viabiliza empréstimos para a população a juros baixos, mas que não lhe paga juro nenhum? É claro que não – mas nunca se perguntou “por que” investidores não gostam de colocar dinheiro onde não irá render.