O Empreendedor Viável

André Telles, Carlos Matos · Capítulo 5 de 60

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O Empreendedor Viável

O caso Fab.com

A rede foi idealizada pelos americanos Paul Sciarra e Ben Silbermann, este último anteriormente funcionário e entusiasta do Google. Os empresários se uniram com o objetivo de criar algo novo e, durante algum tempo, antes do projeto da rede social, desenvolveram aplicações mobile e apps sem sucesso.

“Trabalhei em produtos nos quais ocorriam quedas do site no meio da noite e ninguém percebia”, lembrou Silbermann, sem muita saudade, em entrevista

para o 1 Business Insider.

E, de fato, em seus primeiros meses no ar, o Pinterest parecia ser apenas mais um desses produtos. Silbermann contou, na entrevista, que após nove meses no ar, o site possuía pouco mais de dez mil usuários e muitos deles não utilizavam a rede em base diária.

O empresário disse que alguns poucos amigos e conhecidos mantiveram o site vivo. Os primeiros cinco mil usuários foram praticamente contatados por ele de modo pessoal – para muitos, deixava seu celular e mantinha contato frequente.

Os dois sócios não desistiram ao longo dos difíceis doze primeiros meses do projeto e investiram tempo e dedicação obsessiva, especialmente em relação ao design e à plataforma do produto. “O site não virou um sucesso do dia para a noite”, comentou Silbermann na entrevista, embora muitos atualmente tenham tal impressão.

Em junho de 2011, o Pinterest começou a receber maior atenção da mídia e iniciou rápida escalada a partir do final de 2011. Hoje, o site se aproxima dos 25 milhões de usuários, segundo dados da ComScore.

 

O caso Fab.com

 

Ainda não tão popular no Brasil, a rede com foco em design Fab.com na verdade começou, embora muitos não saibam, como uma rede social voltada ao público gay, chamada Fabulis. A jogada inicial foi na verdade afetada por uma série de mudanças em curso na sociedade norte-americana, o que acabou fazendo com que a equipe fundadora do Fabulis, na época, passasse por um pivot que daria origem ao Fab.com.

Três fatores-chave acabaram levando à sequência de fatos que faria com que o Fab.com virasse a opção mais rentável e correta para o negócio, fazendo com que o foco no público gay cedesse espaço a uma rede concentrada em design, de modo mais genérico: