O Empreendedor Viável

André Telles, Carlos Matos · Capítulo 60 de 60

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O Empreendedor Viável

Who – a pergunta final

O mundo e a vida são pautados por resultados. Você mesmo os cobra, lembra? Quando é mal atendido em restaurantes e bares, quando possui um emprego e é mal remunerado, quando tem de pagar preços exorbitantes por produtos não tão fantásticos assim... contudo, não admite a possibilidade de ser cobrado como projeto ou empresa.

Já mencionamos isso em algumas partes do livro, mas não custa ressaltar: um investimento é uma aplicação de capital visando um resgate a termo, com acréscimo de juros, ágio ou prêmio. Sua startup precisa então comprovar aos investidores que o dinheiro que ali aplicaram não apenas irá voltar, mas terá dobrado ou triplicando quando isso ocorrer. Seu projeto ou startup pode visar a um bem maior e até mesmo não possuir fins lucrativos, mas isso não significa que seus investidores precisam compartilhar sua fé. O quanto você possui de persistência, comprometimento, independência e autoconfiança será testado.

 

Who – a pergunta final

 

Deixamos por último o quinto “W” por razões evidentes. A pergunta “quem” poderia ser interpretada de diversas formas e encontra-se presente em todas as decisões de uma startup ou de qualquer outra empresa. “Quem” se aplica ao público-alvo, aos clientes, aos colaboradores, aos parceiros, aos fundadores, a toda a sua rede de contatos. Contudo, quando falamos de um empreendimento realmente viável, a primeira resposta que deveria vir à mente é “você mesmo”.

Se a resposta para a questão “quem pode levar minha startup ao crescimento” for qualquer outra que não você mesmo, é melhor reformular planos e investir seu tempo, e dinheiro, em outra coisa, ainda que seja no negócio dos outros.

Felizmente ou infelizmente, cada empreendedor é responsável pela construção dessa simples resposta – ela exige trabalho árduo, uma visão realista do negócio, a competência para vencer e a força para reconhecer os erros e dar a volta por cima. Demanda tempo para aprender e também para ensinar e, sobretudo, exige um nível de consciência que lhe permita responder a essa última questão de forma negativa por incontáveis vezes, até o momento em que se sinta preparado e capaz de proferir seu primeiro e definitivo “sim, sou eu”.

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André Telles, Carlos Matos

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