O Empreendedor Viável

André Telles, Carlos Matos · Capítulo 20 de 60

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O Empreendedor Viável

2. Do modelo ao famigerado plano de negócios

2. Do modelo ao famigerado plano de

 

negócios

 

Muito se fala hoje em dia em modelo de negócio: exércitos de jovens empreendedores esboçam novos e revolucionários modelos de novas empresas, produtos, serviços e soluções, em busca de sócios, parceiros ou investidores para tirar suas ideias do lugar e transformá-las na próxima grande startup.

Entretanto, embora, para efeitos de concorrência em premiações de

startups, concursos, pitches e eventos com investidores, o modelo e algum protótipo do produto e serviço pareçam ser suficientes, a carência de um

plano ou estratégia transforma potenciais bons negócios em fiascos e cases atrapalhados de gestão e administração, uma vez que os modelos são colocados em operação.

Um empreendedor viável é precavido e, como todo empresário que age desse modo, possui um mínimo planejamento em relação a seus próximos passos, assim como está minimamente preparado para reagir a falhas, imperfeições e mesmo mudanças completas de cenários durante a aplicação e desenvolvimento do modelo de negócio proposto.

Nesta parte do livro, iremos mostrar que a administração e gestão clássicas ainda têm muito a contribuir para o empreendedor moderno e que desconsiderar a concorrência enquanto a mesma o considera pode levar a tentativas de suicídio empresariais extremamente bem-sucedidas – em outras palavras: o fracasso completo de uma startup promissora.

 

Esqueça os badges

 

Todos conhecem hoje o Foursquare – você basicamente faz um check-in nos locais que frequenta e, dependendo do número de lugares, frequência ou

tipo de estabelecimento, você ganha pontos, ou badges, e passa a “ganhar” de seus amigos e conexões em um ranking semanal, uma estratégia clara de

gamification.