O Empreendedor Viável
A concorrência e o cenário setorial
Startups hoje representam, em si, um novo setor da economia, mas isso não significa que não interfiram ou sofram interferência também de outros segmentos. Por mais inovador e disruptivo que possa ser seu modelo, e ainda que não possua concorrentes diretos, terá certamente sucedâneos, além de forças contrárias à sua propagação e também um cenário de fornecedores e stakeholders que já atuam naqueles setores nos quais sua startup é mera estreante.
Conhecer a concorrência é essencial, e alguns modelos de negócio variantes do Canvas inclusive propõem a inclusão desse tópico no framework, como é o caso do modelo desenvolvido pela Explorics, consultoria que trabalha nessa área. O campo “alternatives” compreende exatamente aqueles produtos concorrentes ou sucedâneos à sua proposta de
criação de valor15.
De qualquer modo, Osterwalder refuta a presença da concorrência no modelo de negócio em si, lembrando, no entanto, que compreende um fator importante no ambiente que cerca o novo modelo proposto. “’Concorrência’ não é um dos blocos do modelo de negócio, ela é parte do ambiente no qual
você cria seu modelo”, afirma o criador do Canvas16.
Assim sendo, conhecer a concorrência, produtos alternativos e sucedâneos, stakeholders que formam o setor no qual atuará sua startup e também os fornecedores necessários será um aspecto essencial na hora de migrar do seu modelo para o plano e a estratégia do seu negócio.
Desta forma, o MVE nunca pode subestimar a concorrência, mesmo que seja uma concorrência indireta ou a possibilidade de uma concorrência futura similar ao seu modelo disruptivo. Analisar possibilidades de grandes empresas acharem sua ideia bacana e a copiarem logo no seu início não podem ser descartadas. O jogo por vezes é bruto, e o empreendedor viável tem que estar preparado para contingências.