O Empreendedor Viável
Macroeconomia e contracultura
Startups estão inseridas na economia global e, como tal, são e serão sempre afetadas por qualquer um de seus movimentos, sejam eles no mercado financeiro, em produtos e serviços ou mesmo em decisões políticas entre países e governos.
Fatores e particularidades macroeconômicas locais tornam o modelo de negócio de difícil aplicação de acordo com a região demográfica – a opção é modificar o modelo ou abrir mão do mercado. O mesmo ocorre com qualquer outro negócio no segmento.
A vantagem, até o momento, tem sido o caráter de contracultura do movimento de startups. O empreendedorismo digital, ou 2.0, ganhou rapidez e dinâmica exatamente como uma opção a muitas das mazelas do regime econômico vigente, ocupando o espaço de parte deteriorada da economia e surgindo como uma segunda via em um momento difícil.
A questão é: como esse novo mercado se comportará em uma situação onde a velha economia não esteja tão mal assim? Com opções de investimento de menor risco de volta ao cenário, permanecerão os fundos ávidos por investir em companhias nascentes ou irão mais uma vez esgotar seus caixas aplicando em commodities e empresas da velha economia?
A velocidade de adaptação das startups, inerente à sua própria natureza, deverá dar conta do recado em muitos casos, mas em outros, não.
Podemos citar alguns fatores macroeconômicos que devem ser levados em consideração por um empreendedor viável:
> ECONÔMICOS (GLOBAL E LOCALMENTE);
> SOCIAIS E DEMOGRÁFICOS;
> POLÍTICOS E LEGAIS;
> TECNOLÓGICOS;
> CULTURAIS;
> ECOLÓGICOS E NATURAIS.
O mercado e as suas minúcias
Criar novos mercados e novas soluções para problemas tem sido a máxima das startups. Contudo, como estabelecer pricing, criar demanda, negociar preços com fornecedores e se adaptar a rotinas microeconômicas em geral quando seu produto simplesmente não se enquadra em “nenhuma das categorias acima”?
Vários fundadores têm desconsiderado as leis tradicionais de mercado em seus planos. O problema é que grande parte da teoria microeconômica é baseada nas próprias reações humanas e no modo com que as pessoas interagem entre si e com a economia. Lembre-se: você pode ter inventado um novo produto ou serviço, mas está longe de reinventar a sociedade.
O mesmo se aplica ao pricing: produtos inovadores precisam de alguma referência arbitrária para ter seus preços e política de comercialização definidos. Embora não possuam pares no mercado, é possível pesquisar e estudar o público, movimentos microeconômicos próximos e a própria estrutura de custo de produção e distribuição desse item para que se atinja uma estratégia que remunera os fundadores e acionistas e ao mesmo tempo posiciona o novo produto de modo confortável no mercado de consumo. Abordaremos esses métodos a seguir.
1 Business Insider, 13 de março de 2012. “Meet Ben Silbermann, The Brilliant Young Co-Founder Of Pinterest”.
2 The Next Web, 1° de setembro de 2012. “Are startup founders entrepreneurs or poker players?”.
3 The Methodologist: Experiments in Entrepreneurship, 12 de janeiro de 2010. “Minimum Viable Product revisited — the MVP Curve?”.
4 Venture Beat, 1° de maio de 2012. “The dirty secret behind the incubator boom”.
5 HBR Blog Network, 1° de fevereiro de 2011. “Desmystifying Mentoring”.
6 Entrepreneur, 14 de novembro de 2011. “Three Steps to Finding a Business Mentor”.
7 In A arte do começo.
8 CNN Money, 25 de setembro de 2012. “Why our thinking about mentoring is all wrong”.
9 O dilema da inovação, CHRISTENSEN, Clayton.
10 Protean Payment, 20 de junho de 2012. “Profiling Payment Failures: Pay by Touch”.
11 GigaOM, 30 de junho de 2009. “What Went Wrong with Joost?”
12 Exame.com, 8 de junho de 2011. “O que significa fazer o ‘pivot’ de uma startup?”
13 Business Model Generation, OSTERWALDER, Alexander e PIGNEUR, Yves.
14 Harvard Business Review Blogs, 23 de abril de 2012. “Put your new business model to the test”.
15 Explorics, 7 de maio de 2012. “A better business model canvas”.
16 Business Model Alchemist, 8 de maio de 2012. “Competition is not part of your business model”.