O Empreendedor Viável
Glossário
> ACELERADORA: semelhantes às incubadoras de empresas, diferem
principalmente quanto ao capital, que é privado, e pelo fato de possuírem fins lucrativos. As aceleradoras conduzem processos de “graduação” de empresas jovens e startups, em períodos que em geral variam entre três e seis meses e fornecem a essas empresas seminários, workshops, apoio de mentores e tutores e proximidade com potenciais parceiros e investidores. Em troca, as aceleradoras assumem participações minoritárias no capital das empresas aceleradas, por vezes realizando também aportes menores durante o processo de aceleração.
> BOOTSTRAPPING: termo referente, no segmento de startups, à utilização de
recursos próprios para o investimento inicial em uma empresa – originado das economias ou da venda de bens dos próprios fundadores.
> BUDGET: meta financeira estabelecida por uma empresa – pode se referir
tanto aos gastos, como no caso de um orçamento, quanto às receitas, como no caso de metas de faturamento para um produto ou serviço.
> COWORKING: locais que congregam profissionais de diversos ramos e
empresas distintas, conhecidos também como “escritórios compartilhados”. Neles, profissionais liberais ou empresas arcam com uma mensalidade ou cobrança eventual por uso, compartilhando o mesmo espaço e dependências com outros profissionais, de modo a reduzir custos.
> CROWDFUNDING: modalidade de levantamento de capital de forma
pulverizada, recolhendo somas pequenas de centenas ou milhares de pessoas até atingir um valor considerável. Por razões óbvias de alcance e eficácia, está muito relacionada à internet e redes sociais.
> EARLY-ADOPTERS: faixa do público que é mais predisposta a consumir e
avaliar produtos inovadores, muitas vezes compreendendo formadores de opinião e entusiastas por tecnologia e novidades. Na tática de startups, costumam ser o público-alvo inicial de qualquer produto ou serviço, antes que esse possa sofrer as modificações necessárias para divulgação ao grande público.
> ESCALABILIDADE: no vocabulário de startups, a escalabilidade pode
determinar a fase em que a empresa passa a atingir o grande público-alvo e ampliar seus volumes de vendas e distribuição de produtos ou serviços, mas também pode se referir a um índice, que determina a capacidade de uma startup
de expandir rapidamente seus negócios e base de usuários, ou não.
> FEATURE: vocábulo em inglês para a funcionalidade de um produto ou
serviço. Mais do que uma mera característica, o feature é aquele traço do produto ou serviço com caráter comercial, que possa ser vendido ou ressaltado durante a fase de apresentação do novo produto aos clientes.
> FRAMEWORK: em geral vinculado ao software ou ao desenvolvimento web,
consiste em uma série de elementos ou rotinas padronizadas, que podem ser empregadas para facilitar e abreviar o tempo de desenvolvimento de uma aplicação. Na área de negócios e gestão, pode também se referir a uma metodologia com processos-padrão, que pode ser diretamente aplicada em módulos para desenvolver modelos e planos de negócio.
> INCUBADORA: geralmente apoiadas por universidades ou capital
governamental, as incubadoras são entidades sem fins lucrativos, que apoiam diversas empresas nos seus primeiros passos, oferecendo desde serviços de suporte consultivo e burocrático até a facilitação no contato com prováveis parceiros e mesmo investidores. As incubadoras possuem estruturas que têm por objetivo compartilhar custos e gastos, reduzindo o ônus das empresas incubadas com atividades não diretamente relacionadas à natureza da empresa.
> INVESTIDOR-ANJO: a figura do “anjo” surgiu nos Estados Unidos e
compreende o investidor de pequeno porte, pessoa física (embora este possa investir por intermédio de uma empresa), que faz pequenos aportes de capital em negócios e empresas nascentes, em troca de uma participação minoritária. Os anjos, em geral, investem em grupos ou pools, assumindo coletivamente uma participação na empresa e nunca cargos diretos na mesma, embora possam colaborar com apoio consultivo e contatos. Por essa razão, o capital investido por anjos é também conhecido no mercado por smartmoney.
> LEAN STARTUP: metodologia introduzida pelo americano Eric Ries em
2011. Ries criou um método de desenvolvimento de produto com base no processo de formulação de hipóteses e tentativa e erro, a partir de ciclos de “validação e aprendizado”. Ries defende que empresas, especialmente startups, devem basear as funcionalidades de seus produtos na opinião e feedbacks de seus clientes iniciais, de modo a evitar funcionalidades excessivas e custos desnecessários no desenvolvimento ou investimentos massivos para lançamento desses produtos ou serviços para as grandes massas.
> MEETUp: encontro informal de empreendedores e interessados, que em geral
dispensam a estrutura cara de um evento tradicional e possuem o único intuito de reforçar o networking.
> MVE: do inglês Minimum Viable Entrepreneur, é um termo novo, proposto e
defendido por nós neste livro, em contraposição (e às vezes complemento) à mera utilização do produto como ferramenta de mensuração das possibilidades de sucesso de uma startup. O MVE, grosso modo, compreende um perfil mínimo
para que um empreendedor possa conduzir e gerenciar um negócio com boas possibilidades de sucesso ou o conjunto de características imprescindíveis para que qualquer empreendedor possa passar pelo crivo de investidores e também do mercado.
> MVP: do inglês Minimum Viable Product, consiste em um produto apenas com
funcionalidades suficientes para seu lançamento e sujeição ao público, sem nada mais. Tal produto é, posteriormente, aplicado a usuários mais entusiastas (early-adopters), que produzem feedbacks mais claros e podem levar o produto de sua fase de protótipo a algo adequado ao mercado.
> PITCH: referência curta ao chamado “elevatorpitch”, uma curta
apresentação, tradicionalmente de vendas ou marketing, sobre um produto, serviço ou instituição, e no caso de startups, vinculada à apresentação de um projeto para investidores e interessados. Em geral tem entre 3 e 5 minutos de duração, e o nome “elevator” faz referência ao tempo gasto em um elevador, como o intervalo de tempo que você tem para expor uma ideia a pessoas desconhecidas.
> P2P OU PEER-TO-PEER: literalmente “ponto a ponto” em inglês, em termos
de arquitetura de redes, significa uma rede na qual todos os computadores, ou pontos, funcionam como servidores e clientes ao mesmo tempo. Ou seja, qualquer um dos pontos da rede pode se comunicar e transmitir dados a outros pontos, sem a necessidade de uma “central” para efetuar tal distribuição. No mercado de startups, as relações P2P são essenciais na conquista de novos clientes e na viralização de novos produtos.
> PIVOT: o pivot na linguagem de startups se refere a uma correção, drástica ou
não, no modelo de negócio de uma empresa, que deve aproveitar a estrutura existente e os esforços até então despendidos para testar uma nova hipótese de modelo ou estratégia.
> PRICING: refere-se à estratégia de preços de uma empresa, o equivalente à
disciplina de “formação de preços”. O pricing, mais do que refletir apenas os valores de comercialização de um produto ou serviço, deve refletir toda a estrutura de custos na produção ou desenvolvimento desse item, bem como uma análise dos preços de concorrentes e sucedâneos e também a margem de lucro desejada.
> SAÍDA: quando partes relacionadas ao segmento de startups falam em uma
“saída”, se referem em geral à venda de participação acionária em uma empresa, seja por parte de sócios fundadores ou de investidores.
> STAKEHOLDERS: são as diversas partes interessadas em um projeto ou
negócio, possuidoras ou não de participação, mas sempre com influência direta ou indireta nos rumos do empreendimento.
> TURNOVER: pode ser usado em duas frentes. Quando ligado aos números
financeiros e balanços de uma empresa, se refere ao faturamento ou, mais propriamente, à “receita com vendas”. Usado na área de recursos humanos ou em relação a colaboradores, se refere à taxa de rotatividade de funcionários em determinada posição.
> VENTURE CAPITAL: ou simplesmente “VC”, são investidores financeiros
de alto risco, muitas vezes na figura de fundos poderosos de investimento. Embora o capital que costumam aplicar em startups e empresas de tecnologia seja alto, esses valores representam apenas uma pequena parcela dentro de seus portfólios totais de investimento, que incluem dezenas de outras aplicações.
Índice
CAPA
Ficha Técnica
Introdução
1. Startups, Cultura e Mentoria
Afinal, o que é uma startup?
O mito “Desenvolva uma startup com base em tecnologia e ganhe dinheiro
rapidamente”
O caso Pinterest
O caso Fab.com
Risco, mudança e cultura
O produto mínimo viável x O empreendedor mínimo viável
O mentor e seu papel
São as perguntas que movem o mundo, não as respostas
O Google não tem todas as respostas
Mentoria e estratégia
O caso Pay by Touch
O caso Joost
Modelos de negócio, pivots e mentores
Criando modelos de negócio
Extrapolando o modelo rumo ao plano de negócios
Tendências e o seu modelo
A concorrência e o cenário setorial
Macroeconomia e contracultura
O mercado e as suas minúcias
2. Do modelo ao famigerado plano de negócios
Esqueça os badges
Qual o seu objetivo?
Formação + Personalidade
Boas startups não “precisam” de investidores
O caso Github
Investindo em pessoas
Empreendedores viáveis
Custos e despesas
Contratações: o divisor de águas
Estratégia conservadora
Modismos e tendências: significados diferentes
O caso Dollar Shave Club
Porter e o mito da inovação
Estratégias que nunca cessam
O caso Atari
Um plano NÃO é baseado em ideias
Análise de cenários
Projeções “com o pé no chão”
Business Plan Framework
As antigas premissas de missão,visão e valores
Teses e hipóteses
Tamanho e grau de maturação do mercado
Concorrência e ameaças
O caso Oi Brasil e a desburocratização do sistema
Eternamente beta
Agora sim, o modelo de negócio
Equipe e análise de necessidades em recursos humanos
Fatores e aspectos financeiros
Aforismos que funcionam
O Caso Angry Birds
O Caso Spotify
3. Startup como cultura de negócios
O perfil específico do empreendedor
A baixa diversidade e suas consequências
Fora da caixa quer dizer sair dela!
Grandes soluções para pequenos problemas
O caso Boo.com
Pequenas soluções para grandes problemas
Cultura: o “software” da comunidade startup
Clusters e startup centers
Empreendedores viáveis para uma comunidade viável
A boa e velha cadeia de desenvolvimento
O caminho reverso
Coexistindo com a economia tradicional
4. Sete perguntas rumo à viabilidade
What – a chave dos objetivos
Why – o propósito do empreendedor
Where e When – o lugar certo, na hora certa
How – definindo processos
How much – a verdade que dói no bolso
Who – a pergunta final
GLOSSÁRIO
Novos negócios inovadores de crescimento
empreendedor no Brasil
Meira, Silvio
9788577344130
375 páginas
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Neste livro, Silvio Meira coloca em ordem os rascunhos de brilhantes ideias e conclusões sobre o empreendedorismo e inovação, tema que desenvolve em palestras no Brasil todo. Percorrendo a atual conjuntura socioeconômica do país, o autor discorre sobre como a combinação educação e oportunidade pode fazer florescer grandes projetos para enriquecimento pessoal e para o desenvolvimento da nação como um todo.
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A bruxa não vai para a fogueira neste livro
Lovelace, Amanda
9788544107027
208 páginas
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Aqueles que consideram "bruxa" um xingamento não poderiam estar mais enganados: bruxas são mulheres capazes de incendiar o mundo ao seu redor. Resgatando essa imagem ancestral da figura feminina naturalmente poderosa, independente e, agora, indestrutível, Amanda Lovelace aprofunda a combinação de contundência e lirismo que arrebatou leitores e marcou sua obra de estreia, A princesa salva a si mesma neste livro, cujos poemas se dedicavam principalmente a temas como relacionamentos abusivos, crescimento pessoal e autoestima. Agora, em A bruxa não vai para a fogueira neste livro, ela conclama a união das mulheres contra as mais variadas formas de violência e opressão.Ao lado de Rupi Kaur, de Outros jeitos de usar a boca e O que o sol faz com as flores, Amanda é hoje um dos grandes nomes da nova poesia que surgiu nas redes sociais e, com linguagem direta e temática contemporânea, ganhou as ruas. Seu A bruxa não vai para a fogueira neste livro é mais do que uma obra escrita por uma mulher, sobre mulheres e para mulheres: trata-se de uma mensagem de ser humano para ser humano – um tijolo na construção de um mundo mais justo e igualitário.
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Jesus, o homem mais amado da História
Alvarez, Rodrigo
9788544106440
368 páginas
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Escrito pelo autor laico brasileiro que mais vende livros de temática religiosa no Brasil, Jesus – O homem mais amado da História: a biografia daquele que ensinou a humanidade a amar e dividiu a História em antes e depois é o livro mais atual sobre a vida do homem cuja história mantém seu vigor e interesse há mais de dois mil anos. O escritor e jornalista Rodrigo Alvarez tomou como base as fontes arqueológicas e bibliográficas mais recentes, além das mais antigas (entre eles diversos manuscritos originais), e viajou pelos mesmos lugares percorridos por Jesus em seu tempo para reconstituir os passos do pregador que, ao mesmo tempo Deus e homem, ensinou a amar, mudou o curso da humanidade e dividiu a História em antes e depois. Com uma narrativa elegante, acessível e guiada pelos fatos, além de ricamente ilustrado, Jesus – O homem mais amado da História é um livro sobre um Jesus de antes do cristianismo e de todas as suas divisões futuras – e que mostra a todos os leitores, cristãos ou não, a relevância e a permanência de sua trajetória e de seus ensinamentos.
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Jogador nº 1
Cline, Ernest
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464 páginas
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Agora uma megaprodução de Steven Spielberg para os cinemasCinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer - pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca.
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