O Exterminador do Futuro
Hotel Panamá 11:19 a.m.
■ HOTEL PANAMÁ
11:19 A.M.
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O Exterminador estava sentado a uma pequena mesa, cuidadosamente lixando a placa soldada que
impedia a UZI de disparar automaticamente. Ele havia terminado de converter e de carregar todas as
outras armas em apenas trinta minutos, trabalhando em um ritmo constante e incansável. A placa caiu com
um tinido abafado. Uma apertada no gatilho agora cuspiria balas de nove milímetros em uma cadência de
mais de oitocentos tiros por minuto – o segredo do lendário poder de fogo da UZI.
Ele carregou totalmente a submetralhadora e depois a colocou sobre a cama ao lado das outras armas.
O Exterminador entrara com elas pela janela da saída de incêndio. Sua base de operações precisava ser
segura, portanto ele não podia chamar atenção com nenhum comportamento demasiadamente agressivo,
tal como a privação aberta da vida. Ele sabia o suficiente sobre esta sociedade para evitar fazer qualquer
coisa que pudesse prejudicar sua zona neutra. Foi por isso que pagou ao funcionário pelo quarto. Por isso
precisava de uma entrada do quarto pelos fundos. Mas longe do quarto ele podia fazer o que quisesse
sem se preocupar, porque estaria constantemente em movimento, constantemente seguindo em frente até
alcançar e exterminar seu alvo. Depois disso, nada importava.
O Exterminador se levantou, pegou pentes extras, enchendo os bolsos, e escolheu a UZI, a .45 com mira
a laser e a pistola .38 banhada a níquel. Para sua primeira tentativa, ele não queria carregar peso. Se
fosse preciso uma segunda, ele teria bastante poder de fogo de reserva.
Em seguida, ele saiu pela janela e desceu facilmente pela saída de incêndio até o beco e seu carro. Era
hora de acessar o alvo.