O Exterminador do Futuro
Rodovia 5 Sul 9:57 a.m.
■ RODOVIA 5 SUL
9:57 A.M.
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A caminhonete havia pegado o trevo da Rodovia 5 e estava reduzindo no crescente trânsito matinal. O
estrondo mecânico dos reboques fazia Reese ficar alerta. Eles estavam cercados de carros, vans e
caminhões até onde a vista alcançava.
Na entrada de Tustin, os dois lados da rodovia de oito pistas agora eram decorados com prédios de três
e seis andares, de vidro e concreto, recém-construídos, a maioria bancos ou financeiras. O condado de
Orange era uma metrópole próspera, empreendedora e obstinadamente conservadora. Embora as cidades
tivessem nomes saborosos, como Villa Park, Orange, Placentia e Yorba Linda, elas eram todas
basicamente iguais.
Reese não entendia nada de nada. Havia muito excesso... de excesso.
O trânsito começou a melhorar e o caminhão saiu de Tustin. Os prédios começaram a dar lugar aos
poucos laranjais que ainda restavam no condado de Orange. Sarah viu que estavam se aproximando de
um monte de árvores de eucaliptos. De repente, ela se lembrou que a base dos Fuzileiros Navais de El
Toro ficava do outro lado daquelas árvores. Se ela um dia precisasse de um batalhão de fuzileiros navais
– mas aí ela interrompeu essa linha de pensamento e se lembrou da delegacia.
Sarah lançou um olhar para Reese. Ele era apenas um homem, da mesma idade que ela, embora seus
olhos parecessem calejados. Ele sozinho a salvara da morte certa. Várias vezes. Um rapaz durão com um
puta senso de dever.
E, mesmo assim, agora, agachado como estava na caçamba da picape, ele parecia diminuído,
insubstancial, um fantasma acuado e vulnerável.
O caminhão diminuiu a velocidade, pegando a pista da direita. Sarah esticou o pescoço e viu que eles
estavam saindo da rodovia na Sand Canyon Road.
O caminhão virou para um posto de gasolina ao final da rampa de saída.
“Fim da linha”, disse-lhes o motorista alegremente.