O Exterminador do Futuro
Big Bear 6:04 p.m.
■ BIG BEAR
6:04 P.M.
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Não era um lugar grande para um resort de chalés. Basicamente, havia três aposentos: um quarto
suspenso ligado por uma escada íngreme à área de baixo, dividida entre cozinha e sala.
A porta estava solta sobre sua dobradiça como um ligamento rompido. No chão, sob uma cadeira
virada, estava o corpo da mãe de Sarah. A temperatura ambiente lá dentro havia caído nos últimos dez
minutos para algo próximo de um grau, como lá fora. O sangue na cabeça da sra. Connor havia
engrossado. Seus olhos sem vida estavam virados para cima, na direção da coisa que a assassinara,
sentada na cadeira da escrivaninha. A coisa estava segurando o telefone próximo ao ouvido, escutando.
“Eu te amo, mãe”, disse a voz do outro lado da linha.
O Exterminador hesitou pelo instante mais breve, analisando suas opções. Várias réplicas verbais
foram apresentadas até o ciborgue selecionar aquela que tinha o menor fator de erro, para não alertar o
alvo sobre a voz sintetizada digitalmente da mulher agredida a seus pés. “Eu também te amo”, disse ele, e
desligou.
Ele não sorriu ao discar outro número. E também não olhou para baixo, para sua vítima recente. Ele
esperou com a paciência dos mortos até alguém atender do outro lado da linha. “Tikki Motel”, disse a
voz.
Em seguida, falou novamente, desta vez com sua própria voz, precisa, limpa, sem consciência e, de
alguma maneira, desprovida de qualquer perspectiva humana. “Dê-me seu endereço”, solicitou
calmamente.