O Exterminador do Futuro
Bairro Palms Jasmine Street, 656 10:15 p.m.
■ BAIRRO PALMS
JASMINE STREET, 656
10:15 P.M.
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O Exterminador liberou o pente vazio e recarregou. Que o alvo estava exterminado ficou claro
imediatamente. Então ele baixou a arma e prosseguiu com a próxima fase da operação. Inclinou-se por
cima das pernas do cadáver e usou o canivete para fazer uma incisão reta do tornozelo até o joelho. Ele
não encontrou o que estava procurando. Ident neg.
O Exterminador começou a analisar suas opções. O telefone tocou. Em um movimento preciso e rápido,
ele virou a mira a laser e a fixou no telefone. Quando a voz de Ginger começou a falar na secretária
eletrônica, ele manteve o ponto vermelho fixo sobre o novo alvo. Quase instantaneamente, abaixou a
arma ao analisar a origem do som.
“Oi”, disse Ginger entusiasticamente. “Ha, ha. Te peguei. Você tá falando com uma máquina, mas não
fica intimidado – as máquinas também precisam ser amadas. Fala com ela e Ginger, que sou eu, ou Sarah
irá retornar a ligação. Agora é só esperar o sinal do bipe.”
Ele estava quase saindo pela porta quando a voz de Sarah surgiu, aguda e urgente, como uma isca para
o Exterminador. Ele hesitou tempo o bastante para ouvir “Ginger, é Sarah. Atenda se estiver aí”.
O Exterminador voltou para a sala.
“Eu tô em um lugar na Pico Boulevard chamado Tech Noir. E com muito medo. Tem alguém me
seguindo. Tomara que você ouça isso logo. Eu preciso que você e Matt venham me buscar... por favor!”
E então a máquina ficou em silêncio.
O Exterminador analisou suas opções e começou a revistar o local em uma varredura rápida e lógica.
Em trinta e sete segundos ele encontrou o que procurava. Uma gaveta, e dentro dela uma carteira de
estudante da Faculdade West Los Angeles. Havia uma foto na frente e, abaixo dela, um nome: Sarah
Connor. O Exterminador se concentrou na foto, gravando as feições na memória. Agora ele a conhecia.
Sirenes começaram a tocar ao longe. O Exterminador deixou a carteira de estudante de lado e pegou o
que estava debaixo dela: uma caderneta de endereços e telefones.
As sirenes agora estavam se multiplicando pela noite, ficando mais altas, convergindo...
O Exterminador não tinha tempo de ler a caderneta. Ele a pôs no bolso, andou até a varanda e desceu
para a rua a fim de continuar seu trabalho.
As únicas coisas que deixou vivas no apartamento foram um vaso de planta e Pugsly. A iguana estava
encolhida em cima da estante, espiando por uma fresta da cortina enquanto a figura do homem
desaparecia nas sombras lá fora.