O Exterminador do Futuro
LAPD Divisão de Rampart 10:28 p.m.
■ LAPD
DIVISÃO DE RAMPART
10:28 P.M.
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A treze quilômetros de distância, Ed Traxler estava acabando de passar pela porta com seu vigésimo
sétimo copo de café quando Vukovich, curvado em sua cadeira, estendeu o braço e atendeu o telefone que
estava tocando. “Homicídios”, anunciou enfadonhamente o sargento magro. Em seguida, ele se esticou e
virou ansiosamente para seu chefe. “É ela, Ed.”
Traxler tomou o telefone. “Sarah Connor? Aqui é o tenente Traxler.”
Sarah estava a ponto de chorar. O medo que havia tomado conta dela nos últimos minutos, a frustração
de ser jogada para lá e para cá e ignorada pelas mesmas pessoas que deveriam protegê-la haviam
começado a pesar. Ela gritou desesperadamente no bocal do telefone.
“Escuta... Tenente, não me bota em espera, por favor, não me transfere pra outro departamento.”
Sua voz imediatamente adotou um tom de preocupação. “Não precisa se preocupar, não vou fazer isso”,
disse ele. “Agora relaxe. Você pode me dizer onde está?”
Pela primeira vez naquela noite, Sarah sentiu que alguém se importava com o que estava acontecendo
com ela. A voz tranquilizadora de Traxler era como um cobertor que ela podia colocar sobre os ombros e
se aquecer do pesadelo que estava vivendo.
“Onde você está?”, repetiu ele.
“Estou em uma boate”, disse ela. “O nome é... Tech Noir...”
“Eu conheço”, Traxler respondeu rapidamente. “Na Pico.”
“Isso, mas eu não quero sair daqui”, exclamou Sarah. “Acho que tem um cara me seguindo.”
“Tudo bem. Agora escute, srta. Connor”, disse Traxler, deixando as cordas vocais calmas. “E escute
com atenção. Você está em um lugar público. Você estará a salvo até chegarmos aí.”
“Quando vocês vêm?”, perguntou Sarah ansiosamente.
“Agora. Estamos a caminho”, respondeu Traxler prontamente. “Fique em um lugar visível. Não saia
daí, nem mesmo vá ao banheiro. Um carro a apanhará em um minutinho.”
“Ok”, respondeu Sarah. Traxler desligou.