O Exterminador do Futuro

James Cameron · Capítulo 48 de 52

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O Exterminador do Futuro

San Bernardino 8:12 p.m.

■ SAN BERNARDINO

8:12 P.M.

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Ele estava descendo a montanha como a própria morte em uma motocicleta Kawasaki 900 cilindradas.

Durante todo o trajeto, ele estava em rotação máxima, muitas vezes escapando por pouco de derrapar e

sair da estrada íngreme e sinuosa para o desfiladeiro lá embaixo.

Todo esse esforço para interceptar um processo biológico tão frágil quanto a vida de uma jovem

humana. Essas máquinas macias, quentes e úmidas eram tão fáceis de destruir, seus sistemas eram tão

frágeis. Um pedacinho de tecido removido aqui e ali – ou uma única batida perdida do coração – era o

suficiente. Se tivesse sido desenvolvido para ter emoções ou até mesmo avaliar julgamentos, o

Exterminador talvez pudesse sentir certa vergonha profissional pelo processo estar demorando tanto. Mas

é claro que não sentia. Ele não sentia nada e continuaria insistindo, infinitamente, até obter sucesso em

sua missão ou esgotar sua célula de energia nuclear – o que ocorresse primeiro. E, de acordo com essa

taxa de consumo de energia, a célula ainda duraria pelo menos mais vinte anos.

O Exterminador apertou o acelerador até o fim e costurou o trânsito leve da 215 sul. Felizmente, para a

polícia rodoviária, nenhum de seus policiais viu o ciborgue viajando a 158 km/h. Ele estava navegando

por uma linha, de uma morte à outra, cruzando uma sonolenta cidade deserta até a morte final, a única que

importava, aquela para a qual ele havia sido criado.